A propósito da crise da habitação. Nu e crú é isto..
Se houvesse memoria na Terrinha, devia juntar-se toda a malta e fazer uma estatua ao " Pato Bravo"
O Pato Bravo foi figura gozada, vilipendiada pelas elites, mas resolveram durante décadas o problema da " Habitação"
Com o Mercedes 240 D, começavam como taxistas, marçanos, ou donos de restaurante, e faziam prédios, muitos prédios, casas baratas que as pessoas comuns conseguiam comprar,
Foram evoluindo do prédio passaram à urbanização com o amigo autarca, e passaram a ter um Arquitecto, e um encarregado, não falavam inglês, diziam casas, em vez de " peças" o seu vendedor era um senhor reformado que num contentor estava aos fins de semana à espera de compradores, e não centenas de redes de especialistas,
Não havia due diligence, ou certificações, licenças, direitos de preferência, e mais 500 burocracias, fizeram Massamá, Odivelas, Loures, as Tapadas enfim centenas de milhares de habitações.
A crise acabou com a fileira, tiveram de emigrar, outros reformaram-se, deixaram um vazio, e com o vazio veio a falta de habitação.
Em vez do Pato Bravo vieram os fundos e com os fundos a malta ficou sem acesso às casas,
Façam uma Estatua ao Pato Bravo, o gajo com a 4ª classe que fazia casas e deixam-se de tangas e problemas europeus, façam justiça é ao Pato Bravo !
Luís Nobre
16 h ·