Tópico das Casas

Sempre achei que o que faz mais sentido é cada um dos membros do casal ter a sua conta própria onde recebe os seus rendimentos e depois terem uma conta conjunta para as despesas comuns, mas enfim não há propriamente modelo certo ou errado se o casal se entender quanto ao assunto. O que já me parece arriscado é dividir as despesas dessa forma, em que por exemplo as despesas com o crédito ficam só a cargo de um e as despesas com a mercearia ficam a cargo de outro. Julgo que as despesas comuns devem ser sempre divididas, ou 50/50, ou então na proporção os rendimentos de cada um. Dividindo as despesas por natureza corre-se o risco de o equilíbrio de partida ser todo alterado no futuro. Olha, por exemplo, com a subida das taxas de juros a que assistimos atualmente.
Além disso há outro fator menos óbvio no qual as pessoas não gostam de pensar, mas pode acontecer: se a relação acabar um dia, a parte que andou sempre a pagar 100% do crédito pode sentir-se injustiçada porque vai ter direito a "apenas" 50% da casa. E nada vai poder fazer sobre o assunto.

Muita gente tem esses esquemas de divisão de contas.
Eu penso que quando se trata de uma relação sólida, não há contas separadas, podem existir contas bancárias separadas, mas as contas são encaradas como sendo da famílias, assim como os € ganhos, independentemente de quem ganha mais.
 
Esse é outro problema, o funcionamento do mercado de arrendamento tem de ser repensado, e não de forma a proteger os senhorios ou arrendatários, mas sim em criar regras que permitam ao mercado funcionar.

em Portugal o Estado gosta de fazer política social de habitação c/ as casas dos privados,

o maior problema é este mesmo, o arrendatário não pagar a renda e não sair, e quando sai ainda deixar tudo partido pronto p/ uma remodelação total,

o problema das rendas altas tem a haver c/ os 28% que o Estado cobra, o Estado cobra maior % numa renda do que na compra de um artigo de luxo que é tributado a 23% (IVA)

o Estado quer é €€€, e claro a justiça não funcionar é do interesse dos n/ políticos p/ tudo seja possível de ser feito e não acontecer nada
 
Existe muita hipocrisia neste assunto do preços das casas, o mesmo governo que fica muito chorão e triste pelos jovens não terem casas de acordo com os seus rendimentos, é o mesmo governo que depois gosta dos € que entram, maiores valores de casa, mais dinheiro para o estado.

A situação em Portugal está a atingir níveis muito maus, e o governo podia actuar, mas já falamos daqui sobre isso, dinamizar o mercado de arrendamento jámais vai acontecer, porque a esquerda ve os senhorios como o demônio, e é só direitos para os inquilinos, a direita mesmo a mais à direita que ve o inquilino como um ser sem direitos, também não pode fazer muito, porque tudo seria inconstitucional de qualquer maneira.

Em matéria de arrendamentos estamos entalados. Em matéria de construção, podíamos fazer muito na simplificação dos processos, mas também não vai acontecer, é burocracia e esquemas que dá de comer a muita gente.

Era muito fácil arrefecer o mercado de casas em Portugal, é só ver o que outros fazem, por exemplo, só um exemplo, casas sem ninguém com morada principal lá registada, paga 30% da renda média da zona todos os meses em impostos. Só esta medida ia fazer muita gente que tem casas vazias repensar a sua vida porque de repente tem de pagar centenas de euros por mês pelo luxo de as manter fechadas.

Mas isto são assuntos complexos e medidas avulsas tendem a apenas piorar a situação.
 
Existe muita hipocrisia neste assunto do preços das casas, o mesmo governo que fica muito chorão e triste pelos jovens não terem casas de acordo com os seus rendimentos, é o mesmo governo que depois gosta dos € que entram, maiores valores de casa, mais dinheiro para o estado.

A situação em Portugal está a atingir níveis muito maus, e o governo podia actuar, mas já falamos daqui sobre isso, dinamizar o mercado de arrendamento jámais vai acontecer, porque a esquerda ve os senhorios como o demônio, e é só direitos para os inquilinos, a direita mesmo a mais à direita que ve o inquilino como um ser sem direitos, também não pode fazer muito, porque tudo seria inconstitucional de qualquer maneira.

Em matéria de arrendamentos estamos entalados. Em matéria de construção, podíamos fazer muito na simplificação dos processos, mas também não vai acontecer, é burocracia e esquemas que dá de comer a muita gente.

Era muito fácil arrefecer o mercado de casas em Portugal, é só ver o que outros fazem, por exemplo, só um exemplo, casas sem ninguém com morada principal lá registada, paga 30% da renda média da zona todos os meses em impostos. Só esta medida ia fazer muita gente que tem casas vazias repensar a sua vida porque de repente tem de pagar centenas de euros por mês pelo luxo de as manter fechadas.

Mas isto são assuntos complexos e medidas avulsas tendem a apenas piorar a situação.

Isso é um bocado ditatorial. Fazer isso num país onde caloteiros se podem eternizar nas casas sem pagar renda e em que os tribunais demoram anos a decidir.
Essa receita de resolver tudo com mais impostos é o que sempre se fez por cá. E os resultados saltam à vista.
 
Mesmo com a inflacção a zero, os preços já não vão voltar ao que eram.....vai ser complicado se a tudo isto se juntar recessão e desemprego.
 
Taxas a 0% tornou o mercado imobiliário e a vida de muitos portugueses, em geral pior e não melhor.

Tal e qual os juros baixos da dívida nos últimos anos só nos fizeram pior ao viciar na ilusão de uma riqueza que não se tem.

É exactamente o mesmo mecanismo. No médio longo prazo é péssimo para quem não tem juízo e para quem não sabe investir.
 
há uns tempos atrás, não sei se aqui ou noutro tópico, discutiu-se os orçamentos familiares, mais propriamente os prós e contras de contas conjuntas ou separadas

na altura disse que sempre optei por contas separadas, onde cada qual tem as suas despesas a pagar

no meu caso são todas as despesas da casa, incluindo seguros

quando comprei a casa fiz várias simulações com aumentos da taxa euribor, mas só com o meu ordenado, até onde eu sozinho conseguiria suportar

estava a fazer cálculos à taxa de esforço, com estas subidas todas da euribor, eu sozinho está na casa dos 30%

contando com o orçamento total familiar desce para os 16%

vendo taxas de esforço, de orçamentos familiares conjuntos, a rondar já os 30%....eu estou até bastante bem, com boa saúde financeira

é mais uma vantagem de ter contas separadas, e sermos responsáveis cada um pelas suas despesas, eu as minhas da casa, e a minha mulher com o resto

controla-se bem melhor

Cá por casa, temos uma conta conjunta, só relacionada com as despesas da casa (empréstimo, seguros, electricidade, água, gás, tvcabo/net, condomínio, empregada de limpeza, despesas gerais, etc...)
Fez-se uma média dos custos mensais, somou-se uns 20% para qualquer imprevisto, e cada um coloca metade desse valor todos os meses.
Actualmente temos rendimentos muito parecidos, por isso, o esforço de cada um é idêntico, mas caso algum de nós tenha uma alteração dos seus rendimentos, é ajustado de acordo para evitar sobrecarga a um dos membros do casal.
De resto é tudo separado. Gostamos da nossa independência financeira...

Altar, se me permites, deixa-me colocar uma pergunta sobre a vossa taxa de esforço:
Temos vindo a discutir o aumento das taxas de juro no crédito habitação e os custos dos seguros de vida e multirriscos, e tens manifestado (de forma legítima) alguma preocupação com o aumento das prestações no crédito habitação.
Considerando a vossa taxa de esforço a rondar os 16% do vosso orçamento familiar, já pensaram em fazer amortizações adicionais para reduzir o valor das prestações até ao fim do empréstimo? Ok, sei que nesta altura, com o aumento do custo de vida no geral, poderá parecer que não é o momento ideal, mas a médio prazo, pode significar milhares de euros na poupança de juros a pagar ao banco, além da redução dos prémios do seguro de vida, assim como será possível amortizar mais cedo o empréstimo...

Dou-te o meu exemplo: Já escrevi várias vezes que pretendo amortizar um empréstimo de 33 anos em 10 anos, baseado nas amortizações extraordinárias. Além disso, a poupança de juros a pagar ao banco é brutal (Caso não fizesse amortizações, e considerando as taxas actuais, estimava pagar à volta de 145.000€ só em juros durante 33 anos. Com as amortizações que já fiz, e com as que pretendo fazer no futuro, andará à volta dos 25.000€ em 10 anos. São só 120.000€ de poupança. Não tenho qualquer investimento ou aplicação financeira que renda tanto dinheiro em juros...)

Façam bem as contas, e vejam se compensa...
 
Sempre fui um grande defensor de que se vá amortizando os CH

No entanto para os bancos numa situação de incumprimento tanto faz dever 20 ou 80% do valor da casa.

Nesses casos extremos em que se perde a casa mais vale dever 80%

Na verdade até o CH estar liquidado a casa é do Banco e nós somos pouco mais que inquilinos
 
Isso é um bocado ditatorial. Fazer isso num país onde caloteiros se podem eternizar nas casas sem pagar renda e em que os tribunais demoram anos a decidir.
Essa receita de resolver tudo com mais impostos é o que sempre se fez por cá. E os resultados saltam à vista.
Há muita casa (adoraria ter dados concretos) que está no arrendamento paralelo (chamemos assim) em que o arrendamento não é declarado, o proprietário não paga impostos e o inquilino tem acesso a rendas mais baixas.

Caso a ideia do user fosse para a frente, seria mais gente na rua sem capacidade de pagar mais 28% ou mais de rendas.
 
Mas muito provavelmente essa muita gente que referes é uma minoria na população em geral, logo no geral tornou pior e não melhor.
Penso que seria esta a ideia.
 
Sempre fui um grande defensor de que se vá amortizando os CH

No entanto para os bancos numa situação de incumprimento tanto faz dever 20 ou 80% do valor da casa.

Nesses casos extremos em que se perde a casa mais vale dever 80%

Na verdade até o CH estar liquidado a casa é do Banco e nós somos pouco mais que inquilinos

Porque é que achas que mais vale dever 80% do que 20%?!
 
Era muito fácil arrefecer o mercado de casas em Portugal, é só ver o que outros fazem, por exemplo, só um exemplo, casas sem ninguém com morada principal lá registada, paga 30% da renda média da zona todos os meses em impostos. Só esta medida ia fazer muita gente que tem casas vazias repensar a sua vida porque de repente tem de pagar centenas de euros por mês pelo luxo de as manter fechadas.
Isso não pode ser porque impediria que alguém tirasse partido do uso de mais do que uma casa (a residência fiscal é única). Penso que todos concordarão que usar mais do que uma casa não é ilegítimo.

Quando muito podia-se fiscalizar a existência de consumos, mas mesmo essa verificação não podia ser "cega" porque, só para dar um exemplo, por vezes compram-se duas moradias geminadas, ou dois apartamentos contíguos, para os juntar. Nesses casos, normalmente, os contratos de água, luz, etc. ficam todos só numa das casas.
 
Sempre fui um grande defensor de que se vá amortizando os CH

No entanto para os bancos numa situação de incumprimento tanto faz dever 20 ou 80% do valor da casa.

Nesses casos extremos em que se perde a casa mais vale dever 80%

Na verdade até o CH estar liquidado a casa é do Banco e nós somos pouco mais que inquilinos

Certo, mas em situações limite é mais fácil arranjares o guito para uma prestação relativa a 20% do empréstimo do que 80%.
No limite até mesmo pedir emprestado para saldar a dívida na totalidade.
 
Isso não pode ser porque impediria que alguém tirasse partido do uso de mais do que uma casa (a residência fiscal é única). Penso que todos concordarão que usar mais do que uma casa não é ilegítimo.

Quando muito podia-se fiscalizar a existência de consumos, mas mesmo essa verificação não podia ser "cega" porque, só para dar um exemplo, por vezes compram-se duas moradias geminadas, ou dois apartamentos contíguos, para os juntar. Nesses casos, normalmente, os contratos de água, luz, etc. ficam todos só numa das casas.

É sempre muito fácil arranjar soluções quando se está de fora.

Claro que não se estuda o alcance daquilo que se propõe, manda-se umas para o ar e pronto.

Isso e o pessoal liberal (depois do total fracasso da última primeira ministra do UK acalmaram bastante) querer medidas de regulamentação deste e doutros mercados [:D]
 
Taxar? Desincentivar?

Que diabo, temos mesmo de deitar abaixo tudo o que seja uma perspectiva de alguém ter alguma coisa que seja?

Não sou nenhum ultra liberal, mas porra, e que tal ter ideias pela positiva? E que tal incentivar, liberalizar, despenalizar?

Este país já é um colete de forças que chegue.

Quanto à questão das taxas de juro baixas terem sido ou não benéficas: na minha perspectiva (simplória) há fases em que pedir dinheiro e devê-lo é uma boa aposta, dá para investir e ganhar sem ser nenhum génio. Há outras em que faz menos sentido, é preciso ser mais cauteloso e cada passo deve ser bem medido.

Não compliquem...
 
Taxar? Desincentivar?

Que diabo, temos mesmo de deitar abaixo tudo o que seja uma perspectiva de alguém ter alguma coisa que seja?

Não sou nenhum ultra liberal, mas porra, e que tal ter ideias pela positiva? E que tal incentivar, liberalizar, despenalizar?

Este país já é um colete de forças que chegue.

Quanto à questão das taxas de juro baixas terem sido ou não benéficas: na minha perspectiva (simplória) há fases em que pedir dinheiro e devê-lo é uma boa aposta, dá para investir e ganhar sem ser nenhum génio. Há outras em que faz menos sentido, é preciso ser mais cauteloso e cada passo deve ser bem medido.

Não compliquem...

É mesmo,

Já temos das maiores cargas fiscais do mundo mas esta gente não vê outras soluções que não passem por mais taxas, mais impostos e mais proibições...
 
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