há uns tempos atrás, não sei se aqui ou noutro tópico, discutiu-se os orçamentos familiares, mais propriamente os prós e contras de contas conjuntas ou separadas
na altura disse que sempre optei por contas separadas, onde cada qual tem as suas despesas a pagar
no meu caso são todas as despesas da casa, incluindo seguros
quando comprei a casa fiz várias simulações com aumentos da taxa euribor, mas só com o meu ordenado, até onde eu sozinho conseguiria suportar
estava a fazer cálculos à taxa de esforço, com estas subidas todas da euribor, eu sozinho está na casa dos 30%
contando com o orçamento total familiar desce para os 16%
vendo taxas de esforço, de orçamentos familiares conjuntos, a rondar já os 30%....eu estou até bastante bem, com boa saúde financeira
é mais uma vantagem de ter contas separadas, e sermos responsáveis cada um pelas suas despesas, eu as minhas da casa, e a minha mulher com o resto
controla-se bem melhor
Cá por casa, temos uma conta conjunta, só relacionada com as despesas da casa (empréstimo, seguros, electricidade, água, gás, tvcabo/net, condomínio, empregada de limpeza, despesas gerais, etc...)
Fez-se uma média dos custos mensais, somou-se uns 20% para qualquer imprevisto, e cada um coloca metade desse valor todos os meses.
Actualmente temos rendimentos muito parecidos, por isso, o esforço de cada um é idêntico, mas caso algum de nós tenha uma alteração dos seus rendimentos, é ajustado de acordo para evitar sobrecarga a um dos membros do casal.
De resto é tudo separado. Gostamos da nossa independência financeira...
Altar, se me permites, deixa-me colocar uma pergunta sobre a vossa taxa de esforço:
Temos vindo a discutir o aumento das taxas de juro no crédito habitação e os custos dos seguros de vida e multirriscos, e tens manifestado (de forma legítima) alguma preocupação com o aumento das prestações no crédito habitação.
Considerando a vossa taxa de esforço a rondar os 16% do vosso orçamento familiar, já pensaram em fazer amortizações adicionais para reduzir o valor das prestações até ao fim do empréstimo? Ok, sei que nesta altura, com o aumento do custo de vida no geral, poderá parecer que não é o momento ideal, mas a médio prazo, pode significar milhares de euros na poupança de juros a pagar ao banco, além da redução dos prémios do seguro de vida, assim como será possível amortizar mais cedo o empréstimo...
Dou-te o meu exemplo: Já escrevi várias vezes que pretendo amortizar um empréstimo de 33 anos em 10 anos, baseado nas amortizações extraordinárias. Além disso, a poupança de juros a pagar ao banco é brutal (Caso não fizesse amortizações, e considerando as taxas actuais, estimava pagar à volta de 145.000€ só em juros durante 33 anos. Com as amortizações que já fiz, e com as que pretendo fazer no futuro, andará à volta dos 25.000€ em 10 anos. São só 120.000€ de poupança. Não tenho qualquer investimento ou aplicação financeira que renda tanto dinheiro em juros...)
Façam bem as contas, e vejam se compensa...