Tópico das Casas

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Analisando o gráfico da taxa de inflação a 5 anos, até parece que a guerra começou no final do ano de 2021... :rolleyes::rolleyes::rolleyes:

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Zona do Euro - Taxa de Inflação | 1991-2022 Dados | 2023-2025 Previsão (tradingeconomics.com)​

A inflação, tal como tantos outros fenómenos económicos, é muito influenciada pelas expectativas. As pressões inflacionistas que se vinham sentindo desde meados de 2021 (e até antes disso em alguns sectores), era claramente provocada por uma crise da oferta. À medida que a crise sanitária se ia desvanecendo regressava o aumento do consumo, que encontrou muitas cadeias de produção desprevendidas, a juntar à enorme inflação na logística que já vinha de 2020, etc. A guerra veio servir de acelerador ao que já vinha dantes, formando-se uma espécie de tempestade perfeita.
 
A inflação, tal como tantos outros fenómenos económicos, é muito influenciada pelas expectativas. As pressões inflacionistas que se vinham sentindo desde meados de 2021 (e até antes disso em alguns sectores), era claramente provocada por uma crise da oferta. À medida que a crise sanitária se ia desvanecendo regressava o aumento do consumo, que encontrou muitas cadeias de produção desprevendidas, a juntar à enorme inflação na logística que já vinha de 2020, etc. A guerra veio servir de acelerador ao que já vinha dantes, formando-se uma espécie de tempestade perfeita.

Totalmente de acordo.
Daí a minha estranheza quando "todos" se sentem apanhados de surpresa e "culpam" a guerra.
 
No inicio próximo mês a minha prestação do CH vai ser actualizada. É Euribor a 12M. Será actualizada pela média de que mês? Dezembro, Janeiro?
 
Totalmente de acordo.
Daí a minha estranheza quando "todos" se sentem apanhados de surpresa e "culpam" a guerra.

Porque havia a convicção por parte de muitos economistas de que a inflação seria mais ou menos transitória desde que as cadeias de produção e logística voltassem a equilibrar. O que não aconteceu, em parte por causa da guerra, mas também em enorme medida por causa da China, que continuou durante o ano de 2022 todo com muitas disrupções no seu sistema produtivo graças à política de Covid zero.
Aliás, uma das razões pelas quais creio que a inflação tenderá a estabilizar é precisamente o facto de a China ter finalmente desenterrado a cabeça da areia nesta matéria da Covid. A outra é o facto de a capacidade de resiliência da UE face à crise energética por causa das sanções à Russia estar a ser maior que o antecipado. A maioria dos países da Europa Central está com reservas de gás e petróleo muito confortáveis e bem acima do esperado. Na Alemanha, por exemplo, estão a 90% e a inflação em Dezembro caiu bem mais que o esperado. E já em Novembro tinha caído. Muito por influência da redução dos preços da energia.
 
Porque havia a convicção por parte de muitos economistas de que a inflação seria mais ou menos transitória desde que as cadeias de produção e logística voltassem a equilibrar. O que não aconteceu, em parte por causa da guerra, mas também em enorme medida por causa da China, que continuou durante o ano de 2022 todo com muitas disrupções no seu sistema produtivo graças à política de Covid zero.
Aliás, uma das razões pelas quais creio que a inflação tenderá a estabilizar é precisamente o facto de a China ter finalmente desenterrado a cabeça da areia nesta matéria da Covid. A outra é o facto de a capacidade de resiliência da UE face à crise energética por causa das sanções à Russia estar a ser maior que o antecipado. A maioria dos países da Europa Central está com reservas de gás e petróleo muito confortáveis e bem acima do esperado. Na Alemanha, por exemplo, estão a 90% e a inflação em Dezembro caiu bem mais que o esperado. E já em Novembro tinha caído. Muito por influência da redução dos preços da energia.

Eu partilho dessa visão. Contudo acaba por ser um pouco "assustador" na medida em que é o assumir de que um dos instrumentos possíveis para o controlo da inflação - o aumento das taxas de juro - acaba por ter um impacto muito redutor nessa missão (pelo conjunto de fatores que elencaste), ao mesmo tempo que poderá ser altamente prejudicial para a economia.
 
Vai ser cá uma pancada. Nada que não tivesse à espera. Vai para os valores de 2010-11.
O problema é que ficamos habituados a estes valores mais baixos......
 
Eu partilho dessa visão. Contudo acaba por ser um pouco "assustador" na medida em que é o assumir de que um dos instrumentos possíveis para o controlo da inflação - o aumento das taxas de juro - acaba por ter um impacto muito redutor nessa missão (pelo conjunto de fatores que elencaste), ao mesmo tempo que poderá ser altamente prejudicial para a economia.

Não se trata de ser assustador ou não. O mecanismo das taxas de juro funciona mesmo assim. Subindo as taxas de juro o crédito encarece, hºa menos investimento, menos consumo, mais incentivo a poupar, retira-se liquidez à economia, cria-se com tudo isso pressões recessivas, daí que a inflação desça.
 
Até agora tem sido uma brincadeira, cheira-me que os tugas ainda nem se aperceberam do que vem aí em termos de perda de poder de compra.

DEus queira que se mantenham os empregos, senão é que a coisa dá para o torto em menos de nada.
 
Até agora tem sido uma brincadeira, cheira-me que os tugas ainda nem se aperceberam do que vem aí em termos de perda de poder de compra.

DEus queira que se mantenham os empregos, senão é que a coisa dá para o torto em menos de nada.

Esse é o segredo (emprego = dinheiro fresco todos os meses).😉
 
Até agora tem sido uma brincadeira, cheira-me que os tugas ainda nem se aperceberam do que vem aí em termos de perda de poder de compra.

DEus queira que se mantenham os empregos, senão é que a coisa dá para o torto em menos de nada.

parece-me que vai haver algumas empresas a fechar seja pelo aumento dos custos de energia seja pelos juros, as imobiliárias há uma em cada esquina praticamente vão ter de começar a fechar algumas porque o mercado irá arreferecer seguramente, e depois há o caso de quem comprou casa e não irá suportar o aumento dos juros acompanhado do aumento da inflação,

adivinham-se tempos muito difíceis
 
parece-me que vai haver algumas empresas a fechar seja pelo aumento dos custos de energia seja pelos juros, as imobiliárias há uma em cada esquina praticamente vão ter de começar a fechar algumas porque o mercado irá arreferecer seguramente, e depois há o caso de quem comprou casa e não irá suportar o aumento dos juros acompanhado do aumento da inflação,

adivinham-se tempos muito difíceis
Atenção que os custos da eletricidade, gás natural e petróleo (ao contrário do que nós querem tentar impingir) está mais baixo do que pre-guerra...
 
Última edição:
Atenção que os custos da eletricidade, gás natural e petróleo (ao contrário do que nós querem tentar impingir) está mais baixo do que pre-guerra...

Isso não interessa nada. O que interessa é o preço do produto final pago pelos consumidores, que está mais alto para electricidade, gás e combustíveis.
 
há uns tempos atrás, não sei se aqui ou noutro tópico, discutiu-se os orçamentos familiares, mais propriamente os prós e contras de contas conjuntas ou separadas

na altura disse que sempre optei por contas separadas, onde cada qual tem as suas despesas a pagar

no meu caso são todas as despesas da casa, incluindo seguros

quando comprei a casa fiz várias simulações com aumentos da taxa euribor, mas só com o meu ordenado, até onde eu sozinho conseguiria suportar

estava a fazer cálculos à taxa de esforço, com estas subidas todas da euribor, eu sozinho está na casa dos 30%

contando com o orçamento total familiar desce para os 16%

vendo taxas de esforço, de orçamentos familiares conjuntos, a rondar já os 30%....eu estou até bastante bem, com boa saúde financeira

é mais uma vantagem de ter contas separadas, e sermos responsáveis cada um pelas suas despesas, eu as minhas da casa, e a minha mulher com o resto

controla-se bem melhor
 
Última edição:
há uns tempos atrás, não sei se aqui ou noutro tópico, discutiu-se os orçamentos familiares, mais propriamente os prós e contras de contas conjuntas ou separadas

na altura disse que sempre optei por contas separadas, onde cada qual tem as suas despesas a pagar

no meu caso são todas as despesas da casa, incluindo seguros

quando comprei a casa fiz várias simulações com aumentos da taxa euribor, mas só com o meu ordenado, até onde eu sozinho conseguiria suportar

estava a fazer cálculos à taxa de esforço, com estas subidas todas da euribor, eu sozinho está na casa dos 30%

contando com o orçamento total familiar desce para os 16%

vendo taxas de esforço, de orçamentos familiares conjuntos, a rondar já os 30%....eu estou até bastante bem, com boa saúde financeira

é mais uma vantagem de ter contas separadas, e sermos responsáveis cada um pelas suas despesas, eu as minhas da casa, e a minha mulher com o resto

controla-se bem melhor

Sempre achei que o que faz mais sentido é cada um dos membros do casal ter a sua conta própria onde recebe os seus rendimentos e depois terem uma conta conjunta para as despesas comuns, mas enfim não há propriamente modelo certo ou errado se o casal se entender quanto ao assunto. O que já me parece arriscado é dividir as despesas dessa forma, em que por exemplo as despesas com o crédito ficam só a cargo de um e as despesas com a mercearia ficam a cargo de outro. Julgo que as despesas comuns devem ser sempre divididas, ou 50/50, ou então na proporção os rendimentos de cada um. Dividindo as despesas por natureza corre-se o risco de o equilíbrio de partida ser todo alterado no futuro. Olha, por exemplo, com a subida das taxas de juros a que assistimos atualmente.
Além disso há outro fator menos óbvio no qual as pessoas não gostam de pensar, mas pode acontecer: se a relação acabar um dia, a parte que andou sempre a pagar 100% do crédito pode sentir-se injustiçada porque vai ter direito a "apenas" 50% da casa. E nada vai poder fazer sobre o assunto.
 
Penalizas quem tem casas fechadas que não as aluga porque em alguns casos dá mais chatisse e trabalho do que lucro... Porque há uma protecção enorme do arrendatário que se quiser não paga nem sai.

Esse é outro problema, o funcionamento do mercado de arrendamento tem de ser repensado, e não de forma a proteger os senhorios ou arrendatários, mas sim em criar regras que permitam ao mercado funcionar.
 
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