Quem tem de conseguir o empréstimo, caso precise, é o cliente seja num carro, ou numa casa. Até porque tens carros mais caros do que casas e alguns carros nem se discute valor.
E depois além dessa triagem típica, também existe a tradição de não ouvirem o que o cliente pretende, levando a visitar imóveis sem interesse nenhum, que não reunem as características.
Ou então outros que se querem colar a um orçamento, como se tudo dependesse disso. Qual é o máximo que quer gastar? E eu respondo, em qual imóvel? E ficam doidos, porque sem valor já não conseguem trabalhar com os filtros. Trabalhar apenas com características dá muito trabalho.
Acredito que muitos clientes precisem de aconselhamento financeiro, matrimonial ou até para escolher as cuecas a vestir. Mas onque procuro num vendedor de imóveis é que me leve ao encontro dos imóveis que procuro, só isso, mas bem feito e com toda a informação.
Agora tenho um com um imóvel ocupado, que diz que não dá para visitar mas é bom investimento. Mas estou à um mês à espera de informação das condições da ocupação, se não existe contrato, ao menos saber se há pagamento de renda, valores, etc. E nada, não se mexem. Terei de ser eu, se quiser, a procurar saber quem é o dono, e perceber as condições do imóvel. Ridículo.
Mas existem depois os bons profissionais, mas que já vou conhecendo e que me conhecem. Sabem logo fazer a triagem do que me pode ou não interessar. Mas infelizmente o mercado é disperso e vai-se apanhando muito cromo...