Tópico das Casas

Aqui mais um que não alinha em taxas de esforço dos bancos!

Por elas é que muita gente entregou as casas ao banco.

Eu faço as contas sempre a gastar no máximo 25% do ordenado liquido em prestação, por exemplo, se ganha-se 1000€ deveria gastar 250€ na prestação, não tendo mais créditos nenhuns!

Ordeno as minhas despesas duradouras pelo ordenado mínimo, ou seja, tento que as minhas despesas possam ser todas pagas com o ordenado mínimo, neste caso de duas pessoas, mesmo ganhando mais que isso!
 
Não podemos ver isto assim. A média nacional é de 13 mil euros anuais.

E quem nasceu na década de 90, NUNCA vai sequer ter salários de 50k anuais em toda a sua vida, nem mesmo cirurgiões.

Na década de 80 formavam-se por ano 192 médicos. Hoje (2015) formaram-se 2147 médicos. É só 11 vezes mais...
Há muito mais concorrência. E se um médico na década de 90 pedia 80 euros por uma consulta e toda a gente pagava, hoje toda a gente tem seguro de saúde e numa consulta o médico recebe 40 euros (15 pagos pelo paciente e 25 pagos pela seguradora).

As unicas pessoas que nasceram na década de 90 que alguma vez poderão aspirar a salários de 50k ao ano serão os que forem para juízes, cargos políticos ou directores de grandes departamentos empresariais.

Já disse aí num post atrás, a minha empresa (em Lisboa) tem 500 engenheiros com mestrado, todos com pelo menos 5 anos de experiência profissional a ganharem 800 euros brutos por mês e por cada vaga que abrimos recebemos mais de 100 candidaturas. Os tempos mudaram pessoal, apercebam-se disso.

Precisamente. Daí ter dito que um casal que ganhe por ano 100k brutos conjuntamente, é brutal. Bem acima da média nacional. E hoje, a Maria que é Neurologista ganha líquidos menos de 2.000€ e já é especialista. O tempo das vacas gordas reduziu muito nos últimos anos... Tenho amigos Engenheiros e arquitetos que ganham limpos somente 1.000€ e já com 10 anos de experiência..

Este tópico faz-me sentir pobre e mal pago [:D]

Mesmo! Ainda por cima, para nós do Norte perdeu o interesse.... Mas foi o rumo que o tópico levou e temos que o ver desenrolar. E sempre se vai aprendendo qualquer coisa!

A maioria são de Lisboa, mas já falamos do Porto, Vizela e Famalicão. Participa também...

Proponho falarmos de ordenados líquidos e não brutos para simplificar a coisa [;)]

E voltando à taxa de esforço, a média tem sido como disse gastar 1/3 do rendimento na prestação da casa.
Um casal que ganhe conjuntamente 3.000€ limpos, 1.000€ vai para a prestação da casa... Os 2.000€ que sobrem, provavelmente 1/3 será gasto em muitas coisas e o outro 1/3 será Aforro.
 
As dívidas - considerando dividas como o saldo negativo da relação entre activo e passivo - nunca se herdam. Repudia-se a herança e já está.
Pois mas em muitos casos a decisão não é fácil.
Depende se a herança são só dívidas é que ao repudiar as dívidas, nunca mais tens direito a nada da herança.
 
Há um aspecto que eu não deixo de referir n vezes...

Mais importante do que o salários interessam os bens acumulados na geração anterior para se definir o local de residência ( normalmente herdamentos de pais e avós).

Os meus filhos ainda não sabem sequer o que vão ser já têm um Ap em Lisboa... Até podem vir a trabalhar num call center ou serem um juizes, vai dar ao mesmo...

Há algumas pessoas que conseguem vingar a partir do zero e comprar boas casas e locais atractivos com todo o mérito mas a maioria dos que cantam de galo: esquecem muita vezes o valor que o berço lhes deixou. Ficam com amnésia, mesmo aqueles que ganham acima da média...

Tenho um colega que comprou recentemente uma moradia de 700K€ que faz quer e acontece. Porém, se não fosse o sogro a bancar metade: era o crl . É assim a vida... Não critico até pq a minha 1ª casa tb teve patrocínios (não destes valore [:D]) mas acho que não se deve ignorar este aspecto.

Acumulação de património é inter-geracional por mais que queiram pensar o contrário ou acreditar em romantismos. E uma das coisa que se deve ensinar aos putos em tenra idade é como se gere o património herdado.

Concordo plenamente.

Há sempre malta com € de família e fazem vidas mto acima dos rendimentos.

Curioso é que é transversal a todo o território. Há enormes fortunas no interior do País e de malta que ng dá nada por eles.
 
Ya por acaso quando se mostrou o tamanho de um apartamento em famalicão até comentei OMG!

Já agora, tenho um fetiche por Esposende, acho gira aquela terra.
Existe lá a casa mais estranha
é um triangulo invertido
vejam so
https://www.google.pt/maps/@41.5274...4!1sCbMYyQFSnNiN8hZybEQh5g!2e0!7i13312!8i6656
Não gosto lol

Debaixo daquele tecto fica muito espaço não aproveitado ;)

Aqui (Norte) é normal as casa serem maiores por menor valor, comparativamente com o centro.
 
Precisamente. E hoje, a Maria que é Neurologista ganha líquidos menos de 2.000€ e já é especialista. O tempo das vacas gordas reduziu muito nos últimos anos... Tenho amigos Engenheiros e arquitetos que ganham limpos somente 1.000€ e já com 10 anos de experiência..


A sério?! Tão pouco? Mas sendo neurologista deve dar para compensar bem trabalhando em clínicas privadas, não?
 
A sério?! Tão pouco? Mas sendo neurologista deve dar para compensar bem trabalhando em clínicas privadas, não?
O problema é esse.
Pode ir trabalhar para hospitais/clinicas privadas, mas será que a vida é só €?!

Cada um faz as suas opções, a minha Maria também trabalhou 2 anos num público e num privado, até que decidimos que mais valia viver com menos do que viver daquela forma...

Mas são opções e há casos em que é mesmo necessário.
 
Aqui á uns tempos atrás vim ca pedir umas opiniões/conselhos para a minha casa, e como a conversa está interessante venho ca dar o meu contributo…

Então é assim:

Comprei uma moradia em Vila Nova de Famalicão (arredores); o terreno tem 1000M2, e a casa cerca de 340 m2 .
Para já só sou eu e a Maria…
Alem disso tenho uma apartamento T3 com cerca de 130 M2 com 2 frentes em frente á praia (só tenho de atravessar a rua) em Vila do Conde.

Para mim trata-se de qualidade de vida e escolhas, ou seja preferi investir em imoveis nos quais posso desfrutar do que a vida dispõe, em vez de comprar carros ou gastar em viagens…

Penso que em relação a isto é mesmo um caso de escolhas e preferências… Cada um de nós tem as suas….

Conheço bem Lisboa e sim, de facto é muito mais caótico (estacionamento, transito, etc), mas felizmente por cá podemos usufruir das coisas de outro modo J
 
Há um aspecto que eu não deixo de referir n vezes...

Mais importante do que o salários interessam os bens acumulados na geração anterior para se definir o local de residência ( normalmente herdamentos de pais e avós).

Os meus filhos ainda não sabem sequer o que vão ser já têm um Ap em Lisboa... Até podem vir a trabalhar num call center ou serem um juizes, vai dar ao mesmo...

Há algumas pessoas que conseguem vingar a partir do zero e comprar boas casas e locais atractivos com todo o mérito mas a maioria dos que cantam de galo: esquecem muita vezes o valor que o berço lhes deixou. Ficam com amnésia, mesmo aqueles que ganham acima da média...

Tenho um colega que comprou recentemente uma moradia de 700K€ que faz quer e acontece. Porém, se não fosse o sogro a bancar metade: era o crl . É assim a vida... Não critico até pq a minha 1ª casa tb teve patrocínios (não destes valore [:D]) mas acho que não se deve ignorar este aspecto.

Acumulação de património é inter-geracional por mais que queiram pensar o contrário ou acreditar em romantismos. E uma das coisa que se deve ensinar aos putos em tenra idade é como se gere o património herdado.

hehehe bem engraçado este post [:D]

Tens razão, mas achei piada à forma como o escreveste, pareces valorizar bastante estas questões patrimoniais, diria que sentes conforto com a ideia de que uns dias os teus filhos possam beneficiar disso.
 
Mais importante do que o salários interessam os bens acumulados na geração anterior para se definir o local de residência ( normalmente herdamentos de pais e avós).

Uma grande verdade.

Pessoas da minha idade/geração (35 a 45 anos) que eu conheço com grandes vidas, têm quase todos eles um enorme suporte por trás. Não apenas em património mas muitas vezes em injecções de capital, seja no dia do casamento, seja quando falece um avô (ou parecido) e se decide repartir algum.

Gente que tenha começado do zero e chegar a estas idades com vidas belas, conheço zero. Mas existem, claro.

Isto não tem nada de bem nem de mal, nem é uma crítica. É apenas um facto.

Quando mais não seja, o existir um apoio à rectaguarda deixa as pessoas muito mais afoitas. Qualquer um arrisca se souber que se falhar não vai passar fome.

Curiosamente a maioria deles têm uma posição à Trump... ah e tal, tive um apoio miserável de 1M... [:D]
 
Para mim trata-se de qualidade de vida e escolhas, ou seja preferi investir em imoveis nos quais posso desfrutar do que a vida dispõe, em vez de comprar carros ou gastar em viagens… Penso que em relação a isto é mesmo um caso de escolhas e preferências… Cada um de nós tem as suas….

Trata-se mesmo disso escolhas ou opções.

Eu adoro acumular experiências, é a única coisa que posso levar comigo quando morrer, embora também goste muito de as partilhar.

Sinto-me mais rico em conhecer pessoas, culturas, locais, etc.
 
hehehe bem engraçado este post [:D]

Tens razão, mas achei piada à forma como o escreveste, pareces valorizar bastante estas questões patrimoniais, diria que sentes conforto com a ideia de que uns dias os teus filhos possam beneficiar disso.

E é de valorizar, embora os filhos possam nao o valorizar quando herdarem as propriedades.

Por exemplo, a casa que eu vou herdar dos meus pais vai ser uma casa na periferia de Lisboa, num prédio com 50 anos, com manutencao duvidosa. Nao é coisa que tanto eu como a minha irma tenhamos grande interesse. Até lá as coisas podem mudar, mas neste momento provavelmente é algo que provavelmente será vendido.
 
Uma grande verdade.

Pessoas da minha idade/geração (35 a 45 anos) que eu conheço com grandes vidas, têm quase todos eles um enorme suporte por trás. Não apenas em património mas muitas vezes em injecções de capital, seja no dia do casamento, seja quando falece um avô (ou parecido) e se decide repartir algum.

Gente que tenha começado do zero e chegar a estas idades com vidas belas, conheço zero. Mas existem, claro.

Isto não tem nada de bem nem de mal, nem é uma crítica. É apenas um facto.

Quando mais não seja, o existir um apoio à rectaguarda deixa as pessoas muito mais afoitas. Qualquer um arrisca se souber que se falhar não vai passar fome.

Curiosamente a maioria deles têm uma posição à Trump... ah e tal, tive um apoio miserável de 1M... [:D]
Parece-me que o mais importante aqui é saber o que para cada um é viver bem

Sei de muita gente que viver com o que eu vivo é mau e para outros seria o ideal.

Como já expliquei atrás o que tenho foi do meu esforço e considero que vivo bem e tenho 33 anos.

Quanto às decisões importantes da vida, acho que vai mais do espírito da pessoa do que de saber se se tem ou não as costas quentes.

Posso dizer que nesse aspeto eu e a minha Maria somos o oposto.
Eu sou mais de até prova em contrário só vivemos uma vez, pelo que siga, arriscamos.
Ela é mais de mais vale 1 pássaro na mão que 2 a voar.

Em conjunto temos conseguido tomar decisões ponderadas e tem corrido bem, felizmente.
 
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