Tópico das Casas

Mas tens de ser ao abrigo do pagamento de prestação de credito, com o formulário preenchido pelo banco com o valor .

Para o resto do pessoal que andava a levantar múltiplos IAS de diferentes apólices também está aí indicado que o valor é por contribuinte mensalmente e não por apólice.

Portanto continuo a estar limitado ao valor mensal da prestação?
 
Mas tens de ser ao abrigo do pagamento de prestação de credito, com o formulário preenchido pelo banco com o valor .

Para o resto do pessoal que andava a levantar múltiplos IAS de diferentes apólices também está aí indicado que o valor é por contribuinte mensalmente e não por apólice.

Mas segundo disseram não tem havido problema algum em levantar em várias apólices…
 
Acabei agora de ir ver uma zona na Quinta do Anjo (atenção: tenho todo o meu núcleo no concelho do seixal e trabalho em Lisboa, portanto Quinta do Anjo já estava a ceder e bem na localização) e os T2 em planta já foram todos por 230k. Só sobra um R/C.

Mesmo cedendo em N fatores, não estou a ver como é possível comprar casa hoje.

Nem a casa com que vou ficar posso ver. Comprando em planta, sei lá os acabamentos que la vão meter.

Foi o que disse há uns dias: até há bem pouco tempo, um gajo podia dar-se ao luxo de, no mesmo prédio, escolher o apartamento X ou Y, negociar lugares de garagem, etc.

Agora às compras fazem-se por um desenho 3D.
 
Mas segundo disseram não tem havido problema algum em levantar em várias apólices…

Podes levantar varias, mas o saldo para isenção de penalização é mensal por contribuinte.

Se o contribuinte quiser levantar 100€ de 4 apólices, ao abrigo do ias, está coberto, se solicitar 400€ em 2 apólices,ao abrigo do ias, já não o estará e no fim a AT fará contas.
 
O problema é que muitas pessoas só querem trabalhar o mínimo, não querem fazer sacrifícios e depois queixam-se. Conheço bem a realidade dos EUA, algumas pessoas que conheço tem 2/3 empregos, trabalham 60/70 horas por semana, enquanto que em Portugal muitos querem fazer o mínimo e depois ter tempo para ir a Bola, ao cafe, a praia, etc.

Não custa nada arranjar um part-time a receber 400/500 euros.


eu compreendo

mas para mim resume-se a isto :

- viver para trabalhar, construir uma carreira, adiar a maternidade, e ter património, ter muito

- ou simplesmente trabalhar para viver, e ter o suficiente, disfrutar da vida com a família, com os filhos, com bens e salários mais modestos mas disfrutar desta felicidade


podemos estar aí a trabalhar 60/70/100 horas por semana, de repente morremos e não levamos nada do nosso património acumulado, levamos uma muda de roupa e nem somos nós que escolhemos


eu compreendo, mas não concordo com essa filosofia de vida, ser escravo do dinheiro, ser escravo do património, ser escravo das dívidas, ser escravo do trabalho
 
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O problema é que muitas pessoas só querem trabalhar o mínimo, não querem fazer sacrifícios e depois queixam-se. Conheço bem a realidade dos EUA, algumas pessoas que conheço tem 2/3 empregos, trabalham 60/70 horas por semana, enquanto que em Portugal muitos querem fazer o mínimo e depois ter tempo para ir a Bola, ao cafe, a praia, etc.

Não custa nada arranjar um part-time a receber 400/500 euros.

o facto de teres horários extensos por cá impede muito os mini-Jobs comuns noutro tipo de mercados de trabalho

é tudo muito giro, mas não há assim tanta capacidade temporal para ter um 2o emprego se fazes 40h por semana e tens miúdos para orientar.

claro que consegues mas não tens vida pessoal alguma e implica que tenhas apoio da família para ficar os miudos ou eles sejam crescidos o suficiente para poderem estar sozinhos

ves isso muito nas família monoparentais onde as mães estão fora o dia todo e os miúdos é o que se sabe

e os comportamentos do café e pastelaria que falas, em idade à activa, não vês as mulheres a tê-los na nossa sociedade

e temos depois a questão fiscal onde a progressão do IRS é de tal forma exponencial a partir de rendimentos baixos que o pessoal sente que não compensa trabalhar mais

se por cada euro que fazes a mais em extras, ou não é declarado, ou o Estado come 50…60..70%, obviamente que não o fazes

A nossa fiscalidade sobre o trabalho é um dos maiores perpetuadores da pobreza, nivelando tudo para baixo

nao é por acaso que estamos a ficar uma sociedade de salário mínimo e tens um colapso do gap deste para o salário medio

sao opções como sociedade que tomamos

e culpar as pessoas individualmente por isso, é não ver que é o ambiente que leva a maioria delas a tomar as opções possíveis e lógicas no contexto em que vivem

a culpa é colectiva sob as opções políticas que tomamos…

se queres mini-jobs, se queres mais pessoal a fazer extras, tens que ter outro enquadramento fiscal e tens que ter outro enquadramento no mercado de trabalho (horários mais flexíveis, folgas, menos gente obrigatoriamente a 40h, etc).

precisas de mais flexibilidade

e precisas que o Estado não te trate como um rico so porque ganhas mais de 1000 euros por mês…
 
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Para acrescentar ao post do André, em países mais dinâmicos, outra opção é alugar a própria casa e mudar para uma casa mais em conta, por 1001 motivos isso não é possível pelo burgo.
 
O problema é que muitas pessoas só querem trabalhar o mínimo, não querem fazer sacrifícios e depois queixam-se. Conheço bem a realidade dos EUA, algumas pessoas que conheço tem 2/3 empregos, trabalham 60/70 horas por semana, enquanto que em Portugal muitos querem fazer o mínimo e depois ter tempo para ir a Bola, ao cafe, a praia, etc.

Não custa nada arranjar um part-time a receber 400/500 euros.

Regredir 1 século para trás. Muito bem. Grande progresso de sociedade. Trabalhar 60/70 horas até morrer para poder ter um tecto por cima da cabeça.
 
Dos casos concretos que conheço as pessoas conseguem perfeitamente articular a vida laboral com o trabalho.

Até conseguem ir jantar fora de vez em quando, a ignomínia!![:)]

Anyway.

O principal objetivo do meu post era descrever a forma como as franjas mais afectadas com a carestia de vida, especialmente com as tx de juro, estão a resolver esse problema.

Enqto a economia estiver razoavel e houver procura de emprego - seja nos supermercados, restauração, etc - as pessoas vão conseguir manter as prestações.
 
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A economia não está nada razoável quando tens um litro de leite a custar 1€ e um rendimento médio que não sai da cepa torta há 25 anos e que pouco passa os 1000.

Uma economia onde tens 20 a 30% de pessoal em pobreza mas que trabalha…

…é o oposto de uma economia razoável. Ou sequer lá perto. Mesmo que com “pleno emprego”.

temos que ir além da nossa situação pessoal e de quem nos rodeia para perceber a situação global

Neste momento uma boa parte da sociedade já está a entrar forte na poupança e na dívida de curto prazo pelo crédito pessoal para manter as coisas a rolar

a sensação que tens que há sempre emprego extra para resolver a falta de capacidade de pagar as contas, é algo temporário e que se vai esfumar em poucos meses…

…se a dinâmica económica não for alterada.

da para estar assim uns tempos mas isto não é um efeito multiplicador ou que se consiga manter por muito tempo. É teres um furo no barco e estares activamente a tirar água com o balde.

o barco vai ao fundo mais cedo ou mais tarde
 
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A economia não está nada razoável quando tens um litro de leite a custar 1€ e um rendimento médio que não sai da cepa torta há 25 anos e que pouco passa os 1000.

Uma economia onde tens 20 a 30% de pessoal em pobreza mas que trabalha…

…é o oposto de uma economia razoável. Ou sequer lá perto. Mesmo que com “pleno emprego”.

temos que ir além da nossa situação pessoal e de quem nos rodeia para perceber a situação global

Neste momento uma boa parte da sociedade já está a entrar forte na poupança e na dívida de curto prazo pelo crédito pessoal para manter as coisas a rolar

a sensação que tens que há sempre emprego extra para resolver a falta de capacidade de pagar as contas, é algo temporário e que se vai esfumar em poucos meses…

…se a dinâmica económica não for alterada.

da para estar assim uns tempos mas isto não é um efeito multiplicador ou que se consiga manter por muito tempo. É teres um furo no barco e estares activamente a tirar água com o balde.

o barco vai ao fundo mais cedo ou mais tarde

Nem mais. Ainda ontem vi um artigo de um pai que fazia trabalho extra só para conseguir pagar aula de piano para o filho. E pita pessoas com 2/3 empregos só para manter o que tem agora.

Isto é péssimo.
 
A economia não está nada razoável quando tens um litro de leite a custar 1€ e um rendimento médio que não sai da cepa torta há 25 anos e que pouco passa os 1000.

Uma economia onde tens 20 a 30% de pessoal em pobreza mas que trabalha…

…é o oposto de uma economia razoável. Ou sequer lá perto. Mesmo que com “pleno emprego”.


Uma economia em crescimento gera emprego. É bem mais razoável para esse efeito uma economia em crescimento do que uma economia em recessão. É essencial o emprego para se ter noção da trajectoria do imobiliário.

Os dados do desemprego esta semana nos EUA foram absolutamente brutais.

Coisa diferente é discutir as condições de vida dos trabalhadores, cujas tuas considerações concordo mas não era a isso a que me referia.[;)]
 
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Não quero ler para trás.....já alguem mencionou os actuais revelados lucros de um dos da banca BPI??
até se dão ao luxo de desbocar que grande parte se deveu ao CH que enterra as familias tugas.
 
Não quero ler para trás.....já alguem mencionou os actuais revelados lucros de um dos da banca BPI??
até se dão ao luxo de desbocar que grande parte se deveu ao CH que enterra as familias tugas.

Já não passam nada mal com as comissões. Agora junta a isso lucros com os juros e sem darem nada nos DP. Deve ter sido um ano fantástico para todos os bancos
 
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