Tópico da teoria

Não consegui visualizar a tal transformação do movimento rectilineo do êmbolo, em rotativo da cambota...:(

De resto percebi, acho que foste suficientemente clara [:cool:]

E como já te devem ter dito, és um poço de conhecimento, pah! apr:)[;)]

E devido à explicação torna-se muito fácil então perceber a fórmula [:cool:]

Portanto, há pessoal que gosta de motores de grande cilindrada porque diz que respondem com facilidade e de forma rápida; isto acontece porque têm binário elevado, devido ao seu curso tb ele elevado (maior distância); contudo, mesmo em motores bem menos potentes, como têm uma quantidade infinita de tecnologia mais desenvolvida conseguem minorizar o menor curso através da obtenção de maior força nos êmbolos

Sim, acho que já "entrou"

Aguardo então pela explicação acerca da potência ^^

Sobre a visualização a ver se amanhã arranjo uns scans para poderes imaginar melhor a coisa. [;)]

Quanto ao resto estás lá. apr:)

Se há coisa que gosto é tentar explicar as coisas com o máximo de exemplos. No caso até nem era muito fácil. Mas pronto, lá com os parafusos e as ferramentas a gente entende-se. [:D]

Só dando outro exemplo e utilizando um pouco de sarcasmo, mas acho que vais entender bem: resumiste muito bem a questão da cilindrada / cursos / binário. Por exemplo, os americanos fazem lá aqueles motores de 4, 5 e 6 litros... Cá fazem-se motores com a metade da capacidade (volume, cilindrada) e com as mesmas potências. Porquê?

Eles vão buscar o binário, aos cursos elevados, fruto da cilindrada elevada. Os europeus vão buscar o mesmo binário, à força que é exercida no êmbolo. Em consequência de maior capacidade tecnológica.

Eles fazem os motores grandes e pronto.
Cá fazem-se pequenos mas com muita tecnologia.

Os resultados em termos de potência e binário são idênticos. Mas em termos de rendimento são diferentes, pois os consumos dos europeus, são normalmente inferiores. [;)]

Foi só um exemplo com uma pontinha de sarcasmo (os americanos merecem), mas que acho que até te deve ter ajudado.
O rendimento é outra definição importante.[;)]
 
Sobre a visualização a ver se amanhã arranjo uns scans para poderes imaginar melhor a coisa.

Quanto ao resto estás lá.

Se há coisa que gosto é tentar explicar as coisas com o máximo de exemplos. No caso até nem era muito fácil. Mas pronto, lá com os parafusos e as ferramentas a gente entende-se.

Só dando outro exemplo e utilizando um pouco de sarcasmo, mas acho que vais entender bem: resumiste muito bem a questão da cilindrada / cursos / binário. Por exemplo, os americanos fazem lá aqueles motores de 4, 5 e 6 litros... Cá fazem-se motores com a metade da capacidade (volume, cilindrada) e com as mesmas potências. Porquê?

Eles vão buscar o binário, aos cursos elevados, fruto da cilindrada elevada. Os europeus vão buscar o mesmo binário, à força que é exercida no êmbolo. Em consequência de maior capacidade tecnológica.

Eles fazem os motores grandes e pronto.
Cá fazem-se pequenos mas com muita tecnologia.

Os resultados em termos de potência e binário são idênticos. Mas em termos de rendimento são diferentes, pois os consumos dos europeus, são normalmente inferiores. [;)]

Foi só um exemplo com uma pontinha de sarcasmo (os americanos merecem), mas que acho que até te deve ter ajudado.
O rendimento é outra definição importante.[;)]

Nem mais [;)]

Bem, se puderes arranjar qq coisa então...acho que eu e o resto do pessoal vai gostar [:cool:]

Os americanos, talvez por não terem tantas preocupações com impostos (será?) continuam a usar motores de alta cilindrada, mas que como consequência do seu consumo elevado são muito poluentes, Tendo em conta a quantidade gigantesca de carros que por lá existem, até se torna fácil perceber porque são o país que mais emissões poluentes emite :rolleyes:
(isto sem falar nos ares condicionados, fábricas, etc [;)])

O rendimento de um motor de grande cilindrada, devido ao maior débito de gasolina (ou será mais percas através de dissipação de calor...?) e do seu consumo é naturalmente menor. (nesta parte não tenho ideia de estar certo...:confused:)

Ainda em relação ao rendimento, o ruído e vibrações emitidas tb contam, certo?

Sim, percebi perfeitamente o que quiseste dizer [;)]

Anyway, devido á tal tecnologia é possível ter carros de baixa cilindrada com bons níveis de potência e binário, logo agradáveis de conduzir, devido a terem força suficiente (isto é muito relativo e vago, mas julgo que percebes onde quero chegar), mas ao mesmo tempo económicos de adquir e manter (manutençao e consumo...e fiabilidade tb [;)]). A parte do consumo interessa particularmente porque este sendo baixo as emissões poluentes tb o serão e a Europa vai cumprindo com os seus objectivos de as reduzir [;)]
 
Última edição:
Tenho uma dúvida que se prende com o facto das jantes ocuparem cada vez a cava da roda.

Dantes tínhamos este género:

Fiat Punto 55.jpg

Em que o longo curso do amortecedor possibilitava o absorver das irregularidades, como por exemplo, aquelas lombas pretas em plástico. Como o amortecedor ainda tinha margem para amortecer, a roda tendia a subir enquanto a carroçaria se mantinha estável, sendo o resultado um amortecimento confortável.
Contras: muitas vezes havia demasiado adornamento do carro em curva.

Agora temos isto:
Mercedes.JPG

Carros cujas enormes jantes e pneus de baixo perfil (ok, no mercedes exemplo os pneus não são de baixo perfil, mas tão a ver a ideia) preenchem quase por completo a cava da roda. Pelo menos no caso das rodas da frente, o amortecedor tem que possuir um curso curto, pois caso contrário em curvas em apoio, as rodas poderiam roçar na parte superior da cava (ou parte inferior do painel lateral). Portanto, recorrendo ao exemplo anterior, quando um destes carros passa por cima de uma dessas lombas de plástico, o amortecedor, por já não poder subir mais, vai chegar ao batente, fazendo com que toda a carroçaria suba nesta situação.
Quando um desses carros vai leve, já vai com uma margem mínima de amortecimento. Já quando vai carregado, concerteza que o amortecedor assenta no batente e apartir deixa de haver amortecimento, pelo menos no caso de sobre-elevações no piso. De qualquer forma também não deve ser nada passar por um buraco e sentir o carro a bater forte e feio no fundo do buraco, sem mola para amortecer...

Já para não falar de carros (adivinhem o exemplo que vi... pois...um Saxo CUP) em que não consigo ver a parte de cima dos pneus por ficar tapada pelo painel lateral... Como é que esses gajos viram as rodas para estacionar??

Hoje em dia muitos carros correspondem a esta descrição (jantes altas e pneus de baixo perfil) e faz-me uma certa confusão ver estas situações. Alguém partilha da minha opinião ou, pelo contrário, me prova que estou errado?

Obrigado[;)]
 
Última edição:
Começo eu...[;)]

Sempre fiquei com dúvidas em relação ao binário.

-Qual é a sua definição?
-O binário x rotação= potência? Porquê?
-Qual a constante necessária para da fórmula acima se obterem dados úteis?

Para já é tudo [:cool:]


Bem vamos lá à segunda parte das tuas questões:

Ontem vimos o Binário. Fez-se a sua definição e espero que tenhas entendido. Para entenderes a definição de Potência, tens que entender outro conceito, o Trabalho. A definição de Trabalho (mecânico [:p] ) é muito simples. O Trabalho define a quantidade de energia que é necessária para deslocar um objecto de um ponto para outro. Por exemplo, um carro que se desloque 5 metros, vai necessitar de uma quantidade de energia inferior, do que outro que se desloque 20. (isto sem considerar subidas e descidas e nem curvas e contracurvas [:p] ).

Depois do Binário de ontem, este é canja.

Para se determinar matematicamente o Trabalho (W) a fórmula é a seguinte:

W = F x d

em que:

W é o Trabalho
F é a força que fazemos para fazer actuar o movimento
e d é o deslocamento provocado.

A unidade do Trabalho é o Joule (J).
Que é a unidade que define energia.

Agora a definição de Potência:
Simples, potência é a capacidade de gerar Trabalho, em função do tempo, ou seja:

...... w
P = ----
...... t

Em que:

W é o Trabalho realizado (J)
t é o tempo (s)
e P é a potência.

Resulta que uma das unidades em que se pode definir a potência, seja em J/s. A unidade SI que se convencionou igual ao J/s é o watt.

Agora compreendendo o conceito:

Se um carro se tiver que deslocar de um ponto A para um ponto B, em que o trabalho realizado seja de 1000 J, numa situação se ele fazer o percurso em 10 segundos, ele vai usar uma potência de 100 watts. Por outro lado se ele fizer o mesmo percurso em 5 segundos, ele vai utilizar uma potência de 200 watts. [;)]

Estás a entender?

Fazendo a analogia para os carros:

Quanto mais rápido andares, vais fazer uso de regimes de rotações mais elevados, logo vais utilizar potências mais elevadas. Aquelas contas que fizeste ontem. [;)]

A seguir já falo dessa tão falada fórmula Binário / Potência.
 
Última edição:
Tenho uma dúvida que deve ser de perfeito ignorante mas gostava que me ajudassem. Um carro a gasolina e outro a gasóleo têm ambos 75 cv, mas o carro a gasóleo tem mais binário do que o mesmo modelo a gasolina, cerca de 60 nm a mais. Isso significa que o carro desenvolverá mais rápido em aceleração? Desculpem a ignorância... afinal estamos cá é para aprender :sh)

Nem por isso. Teoricamente o motor em si, terá mais força em baixa RPM, mas essa vantagem anula-se logo à partida porque das duas uma:

Ou o Diesel tem uma caixa de relações mais longas (como na maior parte dos casos), o que como é logico vai prejudicar as performances, subindo mais lentamente de RPM

Ou o Diesel tem uma caixa igual ou mais curta que o OTTO, o que obrigaria a constantes trocas de caixa, situação que não seria nada viável nem cómoda
 
-O binário x rotação= potência? Porquê?

Essa fórmula deriva da fórmula que te apresentei anteriormente da Potência.

Isto aqui neste texto não dá para expor as fórmulas convenientemente.
Mas se decompores essa fórmula (a da Potência = W / t), tenta ver assim:

P = W / t <=> P = (F x d) / t

Ora chegados aqui, o que é que é: d / t?
Um deslocamento em função do tempo?
É a velocidade! Vamos considerar d / t = v, fica então assim a fórmula lá de cima:

P = (F x d) / t <=> P = F x v

Esta é que é a fórmula que vai dar origem à que relaciona a potência com o regime de rotação do motor (velocidade do motor, v) com o Binário (força do motor, F). Isto porque a fórmula que demonstrei é válida para movimentos rectilineos, para movimentos angulares (rotativos) temos que converter, as Forças em Momentos (Binários) e a velocidade rectilinea, em velocidade angular.

Esta é que é a fórmula que vai dar origem à tal das constantes (já explico porquê): P = F x v

Convertendo para movimento angular fica:

P = B x n

em que, P é a potência
B é o Binário do motor
e n é a velocidade angular do motor.

Acontece que dá bastante jeito nós falar-mos em rotações por minuto, para a velocidade do motor, em Nm (Newton metro) para o binário e em cavalos para a Potência. Mas isto é uma grande salganhada de unidades. [:D]

Daí ter-se simplificado a fórmula, com essa constante, que converte os minutos em segundos, os watts em cavalos...

Isto porque as pessoas falam sempre da maneira que foi melhor convencionada: as rotações fala-se em rotações por minuto, mas depois a velocidade do carro é em Km/H, a potência em cavalos, mas o Binário em Newton Metro (eu ainda sou do tempo dos quilogrametros [:D] )

Como é que é?
Estás a entender?
 
Bem vamos lá à segunda parte das tuas questões:

Ontem vimos o Binário. Fez-se a sua definição e espero que tenhas entendido. Para entenderes a definição de Potência, tens que entender outro conceito, o Trabalho. A definição de Trabalho (mecânico [:p] ) é muito simples. O Trabalho define a quantidade de energia que é necessária para deslocar um objecto de um ponto para outro. Por exemplo, um carro que se desloque 5 metros, vai necessitar de uma quantidade de energia inferior, do que outro que se desloque 20. (isto sem considerar subidas e descidas e nem curvas e contracurvas [:p] ).

Depois do Binário de ontem, este é canja.

Para se determinar matematicamente o Trabalho (W) a fórmula é a seguinte:

W = F x d

em que:

W é o Trabalho
F é a força que fazemos para fazer actuar o movimento
e d é o deslocamento provocado.

A unidade do Trabalho é o Joule (J).
Que é a unidade que define energia.

Agora a definição de Potência:
Simples, potência é a capacidade de gerar Trabalho, em função do tempo, ou seja:

...... w
P = ----
...... t

Em que:

W é o Trabalho realizado (J)
t é o tempo (s)
e P é a potência.

Resulta que uma das unidades em que se pode definir a potência, seja em J/s. A unidade SI que se convencionou igual ao J/s é o watt.

Agora compreendendo o conceito:

Se um carro se tiver que deslocar de um ponto A para um ponto B, em que o trabalho realizado seja de 1000 J, numa situação se ele fazer o percurso em 10 segundos, ele vai usar uma potência de 100 watts. Por outro lado se ele fizer o mesmo percurso em 5 segundos, ele vai utilizar uma potência de 200 watts. [;)]

Estás a entender?

Fazendo a analogia para os carros:

Quanto mais rápido andares, vais fazer uso de regimes de rotações mais elevados, logo vais utilizar potências mais elevadas. Aquelas contas que fizeste ontem. [;)]

A seguir já falo dessa tão falada fórmula Binário / Potência.

Foi muito fácil perceber, uma vez que fiz vários exercícios sobre isso este ano, nestes últimos meses [:p][;)] (tive um 13,5 e um 13, mas não interessa [:)])

Eu ainda hoje, por mera curiosidade, o meu pai ia a 2500 rpm...e eu disse-lhe "sabes, neste momento estás a usar sensivelmente 35 cv".

(ele ficou a pensar que contas é que eu fiz [:D])

Ora se o carro realiza mais trabalho, tb irá necessitar de mais energia para o realizar= maior consumo. Certo? [;)]
 
-O binário x rotação= potência? Porquê?

Essa fórmula deriva da fórmula que te apresentei anteriormente da Potência.

Isto aqui neste texto não dá para expor as fórmulas convenientemente.
Mas se decompores essa fórmula (a da Potência = W / t), tenta ver assim:

P = W / t <=> P = (F x d) / t

Ora chegados aqui, o que é que é: d / t?
Um deslocamento em função do tempo?
É a velocidade! Vamos considerar d / t = v, fica então assim a fórmula lá de cima:

P = (F x d) / t <=> P = F x v

Esta é que é a fórmula que vai dar origem à que relaciona a potência com o regime de rotação do motor (velocidade do motor, v) com o Binário (força do motor, F). Isto porque a fórmula que demonstrei é válida para movimentos rectilineos, para movimentos angulares (rotativos) temos que converter, as Forças em Momentos (Binários) e a velocidade rectilinea, em velocidade angular.

Esta é que é a fórmula que vai dar origem à tal das constantes (já explico porquê): P = F x v

Convertendo para movimento angular fica:

P = B x n

em que, P é a potência
B é o Binário do motor
e n é a velocidade angular do motor.

Acontece que dá bastante jeito nós falar-mos em rotações por minuto, para a velocidade do motor, em Nm (Newton metro) para o binário e em cavalos para a Potência. Mas isto é uma grande salganhada de unidades. [:D]

Daí ter-se simplificado a fórmula, com essa constante, que converte os minutos em segundos, os watts em cavalos...

Isto porque as pessoas falam sempre da maneira que foi melhor convencionada: as rotações fala-se em rotações por minuto, mas depois a velocidade do carro é em Km/H, a potência em cavalos, mas o Binário em Newton Metro (eu ainda sou do tempo dos quilogrametros [:D] )

Como é que é?
Estás a entender?

Sim, percebi perfeitamente! [kiss]

Portanto, a força do motor [binário...a tal história que falámos dos cursos (distância) e/ou força exercida nos êmbolos (força! [:D])] vezes a velocidade angular do motor (rotações por minuto) será igual ao trabalho realizado em dado tempo, que é a potência.

Certo? [;)]
 
Foi muito fácil perceber, uma vez que fiz vários exercícios sobre isso este ano, nestes últimos meses [:p][;)] (tive um 13,5 e um 13, mas não interessa [:)])

Eu ainda hoje, por mera curiosidade, o meu pai ia a 2500 rpm...e eu disse-lhe "sabes, neste momento estás a usar sensivelmente 35 cv".

(ele ficou a pensar que contas é que eu fiz [:D])

Ora se o carro realiza mais trabalho, tb irá necessitar de mais energia para o realizar= maior consumo. Certo? [;)]


Só um pequeno reparo: aquelas contas que fizeste, os valores que obtiveste devem ser considerados à carga máxima do acelerador. Ou seja, a fundo. Possivelmente o teu pai quando passou pelas 2500 rpm's poderia não ir a fundo no acelerador. Nesse caso ele não vai a usufruir dos 35 CV. Essa é a potência máxima para aquele regime.

Isso é fácil de ver pela tal fórmula que relaciona a potência e o binário.

Por exemplo, colocas o cruise control a 120 Km/H em AE. Depois tens as subidas e as descidas. Ora o carro vai sempre ao mesmo regime, mas nas subidas tu precisas de mais binário (para as subires [:p] ), logo aumentando o binário e mantendo o regime, a potência vai aumentar.[;)]

Depois a potência pode ainda ser analizada / calculada pelos consumos. Mas isso é um pouco mais complexo. E se analizares a analogia anterior, tal também acontece. [;)]
 
Sim, percebi perfeitamente! [kiss]

Portanto, a força do motor [binário...a tal história que falámos dos cursos (distância) e/ou força exercida nos êmbolos (força! [:D])] vezes a velocidade angular do motor (rotações por minuto) será igual ao trabalho realizado em dado tempo, que é a potência.

Certo? [;)]

Exactamente!

A tal constante (ou várias consoante o que se queira obter, ou cavalos, ou Kw, ou BHP, etc) é que vai variar. Mas a fórmula original é essa. É assim que tens que entender. Saber só a fórmula é uma coisa, saber o que origina a fórmula é muito mais completo. [;)]
 
Só um pequeno reparo: aquelas contas que fizeste, os valores que obtiveste devem ser considerados à carga máxima do acelerador. Ou seja, a fundo. Possivelmente o teu pai quando passou pelas 2500 rpm's poderia não ir a fundo no acelerador. Nesse caso ele não vai a usufruir dos 35 CV. Essa é a potência máxima para aquele regime.

Isso é fácil de ver pela tal fórmula que relaciona a potência e o binário.

Por exemplo, colocas o cruise control a 120 Km/H em AE. Depois tens as subidas e as descidas. Ora o carro vai sempre ao mesmo regime, mas nas subidas tu precisas de mais binário (para as subires [:p] ), logo aumentando o binário e mantendo o regime, a potência vai aumentar.[;)]

Depois a potência pode ainda ser analizada / calculada pelos consumos. Mas isso é um pouco mais complexo. E se analizares a analogia anterior, tal também acontece. [;)]

Exacto...então pelas circunstâncias ele deveria ir a fazer uso de menos de metade dos cv disponíveis para as 2500 rpm...[;)]

Posto isto...eu sei +-, mas qual o porquê de, concretamente, um carro tipo Corsa D 1.2 ou Clio III 1.2 chegado a uma subida mais íngreme, indo a....130 km/h em 5ª, ter de reduzir para manter a velocidade? [;)]

(sei que tem a ver com o facto de ao reduzir a potência aumentar...mas vou deixar falar quem sabe [:p])
 
Exacto...então pelas circunstâncias ele deveria ir a fazer uso de menos de metade dos cv disponíveis para as 2500 rpm...[;)]

Posto isto...eu sei +-, mas qual o porquê de, concretamente, um carro tipo Corsa D 1.2 ou Clio III 1.2 chegado a uma subida mais íngreme, indo a....130 km/h em 5ª, ter de reduzir para manter a velocidade? [;)]

(sei que tem a ver com o facto de ao reduzir a potência aumentar...mas vou deixar falar quem sabe [:p])


Tem mais a ver com o binário que é transmitido às rodas.
Esse no fundo é que faz o carro andar.

Ao utilizares mudanças mais baixas, o binário aplicado às rodas, para um mesmo regime de rotações, é superior. Daí numa subida teres que reduzir.

Nós ainda só estavamos a falar de binário e potência ao motor. Nesse caso já estamos a falar de potência e binário às rodas.

Arranja mais temas para amanhã. [kiss] [kiss] [kiss]
 
Tem mais a ver com o binário que é transmitido às rodas.
Esse no fundo é que faz o carro andar.

Ao utilizares mudanças mais baixas, o binário aplicado às rodas, para um mesmo regime de rotações, é superior. Daí numa subida teres que reduzir.

Nós ainda só estavamos a falar de binário e potência ao motor. Nesse caso já estamos a falar de potência e binário às rodas.

Arranja mais temas para amanhã. [kiss] [kiss] [kiss]

Ok...por hoje já tou esclarecido [kiss][kiss]

Para quem tava com tanto medo de não se fazer entender...[:p][:D][;)]
 
tenho uma duvida existencial!
expliquem lá o funcionamento turbo + IC:sh)

tenho a ideia que o ar entra na admissão, vai ao motor, sai pelo escape e parte destes gases voltam a entrar em circulação, passando pelo IC, passando para o turbo e dps motor novamente!

mas acho que há aqui qq que tá a bater mal![8b]

P.S.- eu sei que há um esquema no howstuffworks
 
tenho uma duvida existencial!
expliquem lá o funcionamento turbo + IC:sh)

tenho a ideia que o ar entra na admissão, vai ao motor, sai pelo escape e parte destes gases voltam a entrar em circulação, passando pelo IC, passando para o turbo e dps motor novamente!

mas acho que há aqui qq que tá a bater mal![8b]

P.S.- eu sei que há um esquema no howstuffworks

Tás a confundir aí umas coisas [:D]

É o trajecto do ar é o seguinte Rua->Turbo->IC->Motor->Turbo->Escape.

A função do IC é arrefecer o ar que ao ser comprimido pelo turbo fica mais quente.

Ar mais frio significa menos densidade, logo mais ar dentro do cilindro [:cool:]

Quanto aos gases de escape, tens razão há uma parte que volta a entrar na admissão através da válvula EGR, que está na saida de escape e regula a quantidade de gases de escape que vão para admissão.

Estes gases de escape penso que não passam pelo IC... Mas não tenho a certeza.

A função do IC é basicamente arrefecer o ar que vem do turbo[;)]
 
Ok...por hoje já tou esclarecido [kiss][kiss]

Para quem tava com tanto medo de não se fazer entender...

Então não há tema para hoje? [s)]

Se não há, arranja-se!

Ah pois é! Tens que sair daqui a saber isto tudo na ponta da língua.

No fim vais a exame! [:D]

Bem vamos lá ver como se processam as coisas no interior dos cilindros. Isto abordando as coisas de uma forma mais prática do que teórica, pois desta forma temos que analizar os ciclos termodinâmicos e isso, acredita, é a parte mais complexa da mecânica.

Vou fazer uma descrição para o ciclo Otto (motores a gasolina).

Bom o primeiro tempo é a chamada Admissão. A admissão tem início aquando da abertura da (ou das) válvula(s) de admissão. Com esta abertura dá-se a entrada da mistura ar + combustível, para o interior do cilindro. O próprio movimento do êmbolo desde o Ponto Morto Superior (PMS) até ao Ponto Morto Inferior (PMI) provoca um efeito de sucção da mistura. Obviamente que nos sistemas aspirados este enchimento do cilindro, dá-se em melhores condições.

Há aqui um pormenor que deves ter em muita atenção e que é de extrema importância. Quando o Sr. Diesel e o Sr. Otto idealizaram os "seus" respectivos ciclos, imaginaram ter criado uma coisa muito boa e com um rendimento fora de série. [:p] Infelizmente aquilo que eles idealizaram no papel, veio-se a revelar um autêntico fiasco na prática. [:p] Vá estou a exagerar um bocadito. Mas o que deves entender é que o ciclo ideal Diesel e Otto, têm rendimentos práticos muito baixos. Então houve necessidade, primeiro de compreender os erros que eles estavam contidos e depois, corrigi-los.

Por exemplo, aquele video que foi aqui exposto. É muito porreiro para veres a transformação do movimento rectilineo dos êmbolos, em movimento rotativo na cambota, mas está representado a nível meramente teórico, pois o ciclo prático tem alguma diferenças.

Teoricamente o que deveria acontecer era que aquando da admissão e quando o êmbolo estivesse no PMS, a válvula de admissão abrir-se-ia. Da mesma forma fechar-se-ia quando o êmbolo atingisse o PMI. A explosão dever-se-ia verificar apenas quando o êmbolo volta-se ao PMS. E por aí fora. Ou seja, os pontos mortos do motor (quando o êmbolo momentaneamente inverte o sentido do movimento e a respectiva velocidade é igual a zero) deveriam definir a mudança do tempo do ciclo. Isto seria teoricamente, mas tal implicava um rendimento termodinâmico muito baixo.

Então para contornar estas "falhas" definiram-se atrasos. O que são os atrasos? São os momentos em que as válvulas abrem e fecham antes dos pontos mortos. Por exemplo, a admissão começa ainda antes do êmbolo atingir o PMS. Por acaso aquando da abertura da válvula de admissão, dá-se um processo bem engraçado que já te vou explicar mais adiante quando falar do tempo Escape.

Bem agora que já tens isto em consideração, vamos avançar para o próximo tempo, que é a Compressão. Este tempo começa (este por acaso não tem atrasos[:p] ) precisamente quando o êmbolo começa a subir, ou seja desde o PMI até ao PMS. Ambas as válvulas estão fechadas e a mistura gasosa ar + combustível, começa a ser comprimida pelo movimento do êmbolo. Este tempo é muito importante, pois vai ter muitas implicações no ciclo teórico. Para teres uma ideia, este gás é comprimido desde o volume total do cilindro, até ao volume da câmara de combustão. Aqui é importante teres a noção de taxa de compressão. Num Otto com uma relação 8:1 quer dizer que o gás vai ser comprimido 8 vezes. 8:1 é o número de vezes que a câmara de combustão cabe no cilindro.

As implicações que este aumento de pressão vai ter no ciclo teórico, vai ser um aumento de temperatura, uma melhor difusão de combustível no ar e uma muito maior volatilidade da mistura (fruto da maior pressão e temperatura).

Seguidamente dá-se o momento mais importânte de todo o ciclo, a explosão / expansão. Por muito ridiculo que possa parecer, só neste momento é que estamos a produzir trabalho útil. Todos os restantes tempos não produzem trabalho, antes pelo contrário, retiram energia ao motor. Ou seja, só em meia volta da cambota, é que vamos produzir energia útil. Isto por cada cilindro. Razão pela qual, a generalidade dos motores tem 4 cilindros. Ou seja, em cada meia rotação da cambota, há pelo menos um cilindro a realizar trabalho (ou seja, está no tempo de explosão).

As sequência dos tempos nos cilindros são sempre desfazadas. Ou seja, nunca vamos encontrar todos os cilindros simultaneamente a realizar os mesmos tempos. Isso seria dantesco! Provocaria descompensações enormes e uma vibração louca.

Normalmente (para não dizer, sempre) a combinação de tempos é a seguinte: 1 - 3 - 4 - 2. Ou seja, por ordem, enquanto o primeiro cilindro está no primeiro tempo, a admissão, o segundo está na explosão /expansão, o 3º está a fazer escape e o último está a fazer a compressão. Depois cada um passa ao tempo seguinte e assim sucessivamente.

Nos de 6 cilindros já não me lembro da sequência.
Nos de 8 cilindros é igual ao de 4, mas com dupla sequência.

Vai-te entretendo que eu já falo sobre o tempo que falta, o Escape.
 
Última edição:
Pronto, a seguir à explosão / expansão, começa o tempo motor Escape. Este tempo começa quando a válvula de escape se abre. Conforme te disse anteriormente existem atrasos por forma a compensar e melhorar o rendimento dos ciclos termodinâmicos. O tempo escape vai então começar antes do êmbolo atingir o PMI. E aqui dá-se a tal particularidade de que te falava há bocado. Praticamente em simultaneo, dá-se a abertura da válvula de admissão. Durante um certo periodo de tempo, estão ambas as válvulas abertas (admissão e escape) chama-se a este processo a lavagam do motor. Ou seja, por um lado está a mistura de admissão (ar e combustível) a entrar no cilindro. Isto provoca que esta mistura (limpa) vá ocupar o lugar dos gases de escape. Por outro lado sendo um composto mais denso, vai empurrar os gases de escape e possibilitar melhor a expulsão destes pela válvula de escape. Depois a válvula de escape fecha, já quando o êmbolo está novamente a descer (do PMS para o PMI) e continua o tempo motor admissão, que havia começado aquando da abertura da válvula de admissão. E volta o ciclo ao ínicio outra vez.

Uma particularidade:

O tempo mais importante, o tal que irá produzir trabalho útil, a explosão / expansão, vai ter inicio aquando da ignição. Nos Otto, quando se dá a faisca provocada pela vela. Ora teoricamente esta ignição deveria ter inicio precisamente quando o êmbolo atingisse o PMS. Mas tal revela-se desastroso para o rendimento do ciclo. Assim, a ignição irá ter origem um pouco antes do PMS. Ainda o êmbolo vai a subir para o PMS.

Para teres uma ideia, antigamente eram assim que se faziam as "repros". Uma das formas era atrasar ainda mais a ignição. Para tal, mexia-se no sistema de ignição do motor. Alguns carros antigos, fruto de rodagens intensas, tinham tendência a ficar ligeiramente adiantados (no caso atrasados [:p] ). Resultava em melhores prestações. Hoje em dia a ignição é comandada electronicamente, sendo gerido o atraso que melhor convier ao motor. Isto no atraso à ignição tem muita ciência, havendo carros que tinham sistemas (de vácuo) para gerirem (manualmente) estes momentos.

Há ainda os V-TEC's (e outros sistemas de outras marcas) que fazem variar estes atrasos. E ainda variam a quantidade da abertura das válvulas e ainda o seu timming. Isto já é muita tecnologia. Se na ignição é relativamente fácil comandar todo o processo, já nas válvulas (sistema de distribuição do motor) é muito, mas muito mais complicado. Daí que estes processos revelem um tecnologia impressionante e de louvar.

Estes atraso podem ser aferidos, medidos em termos de graus, por um sistema simples de compreenderes mas que por palavras se torna complicado de explicar.

Depois há ligeiras (mas importantes) diferenças para o ciclo Diesel. Mas na essência são semelhantes. Aliás as diferenças até são mais a nível termodinâmico do que prático.

Vou rever tudo o que disse a ver se está tudo mais ou menos. [;)]
 
Última edição:
Tás a confundir aí umas coisas [:D]

É o trajecto do ar é o seguinte Rua->Turbo->IC->Motor->Turbo->Escape.

A função do IC é arrefecer o ar que ao ser comprimido pelo turbo fica mais quente.

Ar mais frio significa menos densidade, logo mais ar dentro do cilindro [:cool:]

Quanto aos gases de escape, tens razão há uma parte que volta a entrar na admissão através da válvula EGR, que está na saida de escape e regula a quantidade de gases de escape que vão para admissão.

Estes gases de escape penso que não passam pelo IC... Mas não tenho a certeza.

A função do IC é basicamente arrefecer o ar que vem do turbo[;)]
eu sabia que havia qq coisa que não podia ser assim!
 
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