Tópico da Monarquia.

Isto dos orçamentos faz-me um pouco confusão. Mas os orçamentos não são definidos por alguém? Creio que ainda agora em Espanha os "vencimentos reais" caíram um bom bocado...
No PR podem fazer o mesmo.

É a mesma história com o Metro e outros, a culpa nesse caso é das direções e decisores que definem os ordenados/vencimentos.
 
Bem... não contava com esta!:sh):sh)
É que nem sequer merecias resposta...
O fanatismo é tanto que vale tudo, principalmente estes golpes baixos de pura demagogia!!
...:sh)[:vm)]

Sabes muito bem que o Orçamento da Casa Real Espanhola é apenas uma pequena parte do custo da Monarquia Espanhola!!!


Mas, a bem da comunidade, tenho que responder...

Para não voltar a repetir tudo:
http://www.publico.es/espana/cuesta-familia-real.html
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Faço minhas as tuas palavras e, de facto, não merecias resposta, mas eu insisto em responder-te com o que omitiste (possivelmente por estar em quote), desta vez sem quote e que versa, para além das despesas inerentes à PR, a todas as despesas dos "ex" e respectivas estruturas de apoio (quais "cortes"...) que custam milhões ao Estado todos os anos... E quantos mais "ex" tivermos a cargo do OE mais cara, sempre em crescendo, se torna esta República que tanto defendem mas que tanto pânico os convictos parecem ter em sufragar a par da Monarquia...:


"REPÚBLICA PORTUGUESA VS MONARQUIA ESPANHOLA - ORÇAMENTO DE FUNCIONAMENTO 2015

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Fazendo uso da tão apregoada liberdade de expressão e relatando apenas factos comprovados é hora de fazer a confrontação dos ‘Orçamentos de Funcionamento 2015’ da presidência da república portuguesa e da Casa Real espanhola, para que não sobejem dúvidas sobre qual é o Orçamento mais poupado e regrado.

Em 2015, o Orçamento de Funcionamento da Casa do Rei de Espanha foi congelado no mesmo valor do ano de 2014: 7,78 milhões de euros. Em 2014 o orçamento da Casa Real de Espanha foi de 7,78 milhões de euros – menos 2% relativamente ao exercício orçamental de 2013 e o montante mais baixo desde 2007. Com a Abdicação do Rei Don Juan Carlos I e a Proclamação do Rey Don Filipe VI, mantiveram-se os cortes salariais e os novos monarcas passaram a auferir a verba destinada aos anteriores Reis : 220 mil euros/ano o Rei e 130 mil (45%/salário Rei) a Rainha Doña Letizia; Doña Leonor, a nova Princesa das Astúrias só auferirá o seu salário a partir dos 18 anos e a Infanta Elena perdeu o vencimento.

Por cá, o Orçamento de Funcionamento da Presidência da República Portuguesa para 2015 será de 14,7 milhões de euros, subindo ligeiramente dos anteriores 14.683.500 de 2014.

O território português tem uma área territorial de 92.090 km2 com uma população de 10.487.289 de habitantes. Já o Reino de Espanha tem uma área de 504.030 km2 e possui uma população de 47.265.321 habitantes. Mensurando essas variáveis com o custo da Casa Real Espanhola e o Orçamento de Funcionamento da Presidência da República Portuguesa, conclui-se: a presidência da república Portuguesa terá em 2015 um custo por cada Português de 1,40 euros, enquanto a Casa Real espanhola terá a mesma incidência de 2014 sobre cada Espanhol, ou seja, de 0,16 euros. Assim, a primeira custa quase o dobro da segunda. Se mesmo assim se quiser acarear esse custo da presidência da república portuguesa com o da Casa Real Britânica, é fazer as contas: o Reino Unido possui uma população de 63.181.775 habitantes para um Orçamento real de 42,5 milhões de euros, pelo que a Monarquia Inglesa tem um custo para cada súbdito de Sua Majestade de apenas 0,67 euros, ou seja, menos 0,73 € que o PRP.

Além disso, é inaceitável que os ex-presidentes da república custem ao Erário Público cerca de 1 milhão de euros por ano. Não se justifica que conservem as pensões, ditas subvenções vitalícias, que perfazem mais de 220 mil euros/ano por cada um dos três – verba afectada pelo Orçamento de Funcionamento da presidência da república - ao que acresce ajudas de custo, despesas com a manutenção dos gabinetes e pagamento dos recursos humanos afectos aos ex-presidentes como secretária, segurança e automóveis com motoristas – despesas que não estão descritas no dito Orçamento, mas são custeadas pela secretaria-geral da presidência da república. Relativamente, aos gabinetes dos ex-presidentes, é um ultraje que o futuro escritório no Convento em Alcântara, do actual presidente quando o deixar de ser, em Março de 2016, vá ter um custo de obras de reabilitação de 475 mil euros. Recorde-se ainda que, há 10 anos, o restauro da Casa do Regalo para servir de gabinete ao anterior presidente custou 746 mil euros, e mais 486 mil em 2005 e 260 mil em 2006 – um escândalo! O ex-presidente que tem uma Fundação com o seu nome recebe uma verba não especificada para as despesas do seu gabinete.

Analisando a evolução do Orçamento de Funcionamento da presidência da república Portuguesa desde que as contas começaram a ser públicas: em 2006 foi de 17.031.800 Euros; em 2007 de 15.824.500 €; em 2008, 16,345 milhões de euros; em 2009 foi de 16,8 milhões de euros; em 2010 foi de 17,464 milhões; em 2011 de 16.188.400 milhões; em 2012 foi de 15.139.100 milhões de euros; o de 2013 foi de 15,3 milhões de euros; e em 2014 de 14.683.500 euros.

A Casa do Rei de Espanha, em 2011, custou 8,43 milhões de euros. A gestão financeira da verba, de acordo com a Constituição do Reino de Espanha, incumbe directamente ao Rei, sendo que esses fundos se destinam à legítima remuneração da Família Real para provir a sua subsistência, mas também pela representação na vida pública oficial, e, tal-qualmente, para financiar o funcionamento da Casa Real e do pessoal. Assim, o orçamento real serve para pagar os únicos salários da Família Real: o do Rei e o da Rainha e as despesas salariais com os 300 funcionários que trabalham directamente com a Coroa e destina-se, também, a custear os gastos quotidianos do Palácio com alimentação, vestuário, as viagens, os carros oficiais que não embarcam em excentricidades. Logo em 2010, a Casa Real não ficou alheia à crise económica, e, no segundo semestre desse ano, determinou um corte no orçamento anual recebendo, em 2010, 8,9 milhões de euros de verba. Ora como o pagamento é trimestral, por iniciativa do Rei, houve uma poupança de 1,7 milhões de euros relativamente ao ano anterior.

Em 2010, a Presidência da República Portuguesa teve um custo de 17,464 milhões de euros.

Esquadrinhando ao pormenor as contas da Família Real espanhola: em 2006, teve um orçamento de 8 milhões de euros, enquanto o Orçamento da Presidência da República Portuguesa foi de 17,031 milhões de Euros. O valor das atribuições para a Casa Real Espanhola subiu até 2009, alcançando, o tecto máximo de 8,9 milhões. Nesse ano, lembremos, o Orçamento da Presidência da República Portuguesa foi de 16,8 milhões de Euros

Com o corte em 2011, a Casa Real espanhola teve um custo total de 8,43 milhões de euros enquanto a Presidência da R.P. custou 16,188 milhões de Euros. Assim, nesse ano, a Monarquia custou a cada espanhol 19 cêntimos, enquanto a presidência da república teve um importo de 1,9 euros para cada cidadão português.

Novamente, em 2012, o orçamento da Casa Real espanhola sofreu um corte de cerca de 5% e os todos os salários uma redução de 15%. A presidência da república portuguesa no mesmo exercício orçamental custou 15.139.110 de euros.

Em 2013, o orçamento da Casa Real Espanhola encolheu 2%, passando para os 8,26 milhões €. Nesse ano, as Infantas Elena e Cristina deixaram de receber gastos de representação.

Em 2013, a verba destinada para o Orçamento da PRP foi de 15,13 milhões de Euros, que, tem 500 funcionários ao serviço, mais 200 que a Coroa Espanhola e que a Casa Real Britânica.

Conclui-se, que, o argumento financeiro é também um forte argumento para uma mudança de modelo de Chefia de Estado em Portugal, uma vez que nas Monarquias há uma maior poupança e parcimónia no custo da mesma.

por Miguel Villas-Boas - Membro da Plataforma de Cidadania Monárquica

Fontes: Orçamentos de Funcionamento (respectivos)
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Fonte.


Eu também sei colar aqui reiteradamente a mesma imagem recolhida na net como tu voltaste a fazer com essa que é, julgo, de 2011. É fácil...

Este texto é do início do presente ano de 2015.


Mas, fica o desafio, se têm assim tantas certezas de que a República é assim tão boa, tenham a coragem de propor, conjuntamente com os monárquicos, uma alteração legislativa que possibilite um Referendo que tanto parecem temer e sujeitem-se a esse escrutínio público!


Fica bem. [;)]
 
Podia votar-se e achas que a monarquia ganhava? Devia ganhar tanto como os verdes vão ser o próximo governo.

Mas não achava mal votar-se. Sim, votar. Que significa algo como escolher a suposta figura máxima do país, sem ser por ordem divina numa sucessão familiar bacoca em que tanto pode vir um tipo que nos representa bem como um paranoico qualquer.

E quem seria o rei português? O D.Duarte? Achas que as pessoas querem outra múmia? É uma figura semelhante ao C.S. sem expressão, autoridade não move ninguém. E para isso também já lá temos o C.S's. desta vida.
 
Malta, antes que isto descambe vamos fazer uma coisa.
Pensar muito bem antes de escrever. E nesta matéria, sempre que houver esclarecimentos adicionais podem-se colocar as fontes, mas sejamos mais objectivos. Fontes minimamente credíveis.
Não sei se o publico.es é fiável, mas artigos de blogs também não me parecem minimamente credíveis.
 
Portugal nao tem actualmente um senado (como existe em Espanha). O desaparecimento do PR em Portugal levaria á criacao de algo parecido a um senado (visto que o rei nao tem qualquer poder político). Essa história de poupar dinheiro com a monarquia nao sao correctas, o que agora se gasta com o PR gasta-se no futuro com o rei e o senado.
 
Mais irónico ainda é o peleve colocar em causa as subvenções vitalícias dos ex governantes, com toda a legitimidade, mas encarar de forma natural um representante da nação que seja vitalício. Como diz o Cavaco: LOL.
 
Que exagero, a Holanda, a Noruega, a Dinamarca e a Suécia sao monarquias. Duvido que isso aconteca nesses países e desengane-se quem pensa que os reis desses países tem algum poder.

Eu disse que atualmente o princípio estava lá, embora diluído. Na prática ainda se pagam impostos para que alguém detanha direitos especiais.
 
Faço minhas as tuas palavras e, de facto, não merecias resposta, mas eu insisto em responder-te com o que omitiste (possivelmente por estar em quote), desta vez sem quote e que versa, para além das despesas inerentes à PR, a todas as despesas dos "ex" e respectivas estruturas de apoio (quais "cortes"...) que custam milhões ao Estado todos os anos... E quantos mais "ex" tivermos a cargo do OE mais cara, sempre em crescendo, se torna esta República que tanto defendem mas que tanto pânico os convictos parecem ter em sufragar a par da Monarquia...:



Fonte.


Eu também sei colar aqui reiteradamente a mesma imagem recolhida na net como tu voltaste a fazer com essa que é, julgo, de 2011. É fácil...

Este texto é do início do presente ano de 2015.


Mas, fica o desafio, se têm assim tantas certezas de que a República é assim tão boa, tenham a coragem de propor, conjuntamente com os monárquicos, uma alteração legislativa que possibilite um Referendo que tanto parecem temer e sujeitem-se a esse escrutínio público!


Fica bem. [;)]




Tu não existes!!...

Eu não omiti os custos com os ex-PR's porque não os sei (nem me informei sobre eles!), mas, mesmo assim, aposto que continuam a ser bem mais baratos que a monarquia espanhola/família real espanhola!!

Vão crescendo, mas certamente que os Ex-PR's não vão viver para sempre!...


Pois, a imagem foi "recolhida da net" (é de 2011), mas é do jornal espanhol Publico!!
Já as tuas fontes são sempre os "super isentos" blog's/forums monárquicos manhosos (e quando até se coloca link's brasileiros; está tudo dito)![:)][:D]

E, não é por estar em letras grandes que é mais sério/isento/completo... mas, só, faltam aí a maior parte dos custos da monarquia espanhola!!


A PRP tem 500 funcionários?!:confused:[:)][:D]
Será que tu lês o "lixo" que colocas aqui?!:confused::sh)
Quero ver essa lista!!




NUNCA vi ninguém com "medo" do referendo!
Vamos a ele e, quem perder, paga as custas de todo o processo!!!
 
Última edição:
Como para sustentar o cavaco? Aliás, o cavaco é o primeiro rei da nossa República.

Figura meramente decorativa que nos fica imensamente caro, mais que todas as casas reais na europa excepto a inglesa.

Os poderes são usados de acordo com o juízo feito pelo PR, se não os usa é porque entende que não é preciso. Mas estão lá. Não é uma figura decorativa.

Em todo o caso volto ao mesmo, a opção pelo tipo de regime deve ser feita na base de princípios e não na base do que fica mais barato. Se vamos a discutir custos então é melhor abolir a democracia que uma ditadura é mais barata - escusamos de fazer eleições.

E quanto a princípios, felizmente a maioria das pessoas não se quer sujeitar a ser um cidadão de segunda sobre o qual algum privilegiado tem direitos especiais.
 
Malta, antes que isto descambe vamos fazer uma coisa.
Pensar muito bem antes de escrever. E nesta matéria, sempre que houver esclarecimentos adicionais podem-se colocar as fontes, mas sejamos mais objectivos. Fontes minimamente credíveis.
Não sei se o publico.es é fiável, mas artigos de blogs também não me parecem minimamente credíveis.

E um jornal espanhol com 5 milhões de leitores diários não é credível?!:confused:
Então, o que dizer de um blog brasileiro manhoso...

Além disso, a informação pode ser fiável, mas colocada e analisada de forma enganadora:
Uma coisa é o orçamento da casa real espanhola (dinheiro entregue à casa real para eles gerirem) outra é o custo da casa real espanhola (em que a maioria dos custos saí do orçamento de estado espanhol)!!
Por outro lado, o orçamento da PRP cobre praticamente todos os custos com a mesma!



Portugal nao tem actualmente um senado (como existe em Espanha). O desaparecimento do PR em Portugal levaria á criacao de algo parecido a um senado (visto que o rei nao tem qualquer poder político). Essa história de poupar dinheiro com a monarquia nao sao correctas, o que agora se gasta com o PR gasta-se no futuro com o rei e o senado.

Pois... ainda faltam os custos com o senado!..
Mas, se já assim é que se vê, é melhor que os monárquicos comecem a pensar noutros argumentos...
 
Última edição:
A questão principal é a redundância.
O argumento monarca é basicamente este, o PR é apenas uma figura que nada faz, por isso...vamos ter um rei para fazer o mesmo...
parece me bem.
 
A questão principal é a redundância.
O argumento monarca é basicamente este, o PR é apenas uma figura que nada faz, por isso...vamos ter um rei para fazer o mesmo...
parece me bem.

No plano das relações com a Assembleia da República, o Presidente da República pode dirigir-lhe mensagens, chamando-lhe assim a atenção para qualquer assunto que reclame, no seu entender, uma intervenção do Parlamento.

Pode ainda convocar extraordinariamente a Assembleia da República, de forma a que esta reúna, para se ocupar de assuntos específicos, fora do seu período normal de funcionamento.

Pode, por fim, dissolver a Assembleia da República com respeito por certos limites temporais e circunstanciais, e ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado -, marcando simultaneamente a data das novas eleições parlamentares. A dissolução corresponde, assim, essencialmente, a uma solução para uma crise ou um impasse governativo e parlamentar.


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Uma das competências mais importantes do Presidente da República no dia-a-dia da vida do País é o da fiscalização política da atividade legislativa dos outros órgãos de soberania. Ao Presidente não compete, é certo, legislar, mas compete-lhe sim promulgar (isto é, assinar), e assim mandar publicar, as leis da Assembleia da República e os Decretos-Leis ou Decretos Regulamentares do Governo.

A falta da promulgação determina a inexistência jurídica destes atos.

O Presidente não é, contudo, obrigado a promulgar, pelo que pode, em certos termos, ter uma verdadeira influência indireta sobre o conteúdo dos diplomas.

Com efeito, uma vez recebido um diploma para promulgação, o Presidente da República pode, em vez de o promulgar, fazer outras duas coisas: se tiver dúvidas quanto à sua constitucionalidade, pode, no prazo de 8 dias, suscitar ao Tribunal Constitucional (que terá, em regra, 25 dias para decidir) a fiscalização preventiva da constitucionalidade de alguma ou algumas das suas normas (exceto no caso dos Decretos Regulamentares) - sendo certo que, se o Tribunal Constitucional vier a concluir no sentido da verificação da inconstitucionalidade, o Presidente estará impedido de promulgar o diploma e terá de o devolver ao órgão que o aprovou.

Ou pode - no prazo de 20 dias, no caso de diplomas da Assembleia da República, ou de 40 dias, no caso de diplomas do Governo, a contar, em ambos os casos, ou da receção do diploma na Presidência da República, ou da publicação de decisão do Tribunal Constitucional que eventualmente se tenha pronunciado, em fiscalização preventiva, pela não inconstitucionalidade - vetar politicamente o diploma, isto é, devolvê-lo, sem o promulgar, ao órgão que o aprovou, manifestando, assim, através de mensagem fundamentada, uma oposição política ao conteúdo ou oportunidade desse diploma (o veto político também pode assim ser exercido depois de o Tribunal Constitucional ter concluído, em fiscalização preventiva, não haver inconstitucionalidade).

O veto político é absoluto, no caso de diplomas do Governo, mas é meramente relativo, no caso de diplomas da Assembleia da República. Isto é: enquanto o Governo é obrigado a acatar o veto político, tendo, assim, de abandonar o diploma ou de lhe introduzir alterações no sentido proposto pelo Presidente da República, a Assembleia da República pode ultrapassar o veto político - ficando o Presidente da República obrigado a promulgar, no prazo de 8 dias se reaprovar o diploma, sem alterações, com uma maioria reforçada: a maioria absoluta dos Deputados, em regra, ou, a maioria da 2/3 dos deputados, no caso dos diplomas mais importantes (leis orgânicas, outras leis eleitorais, diplomas que digam respeito às relações externas, e outros).

Ou seja, nos diplomas estruturantes do sistema político (as leis orgânicas, que têm como objeto as seguintes matérias: eleições dos titulares dos órgãos de soberania, dos órgãos das Regiões Autónomas ou do poder local; referendos; organização, funcionamento e processo do Tribunal Constitucional; organização da defesa nacional, definição dos deveres dela decorrentes e bases gerais da organização, do funcionamento, do reequipamento e da disciplina das Forças Armadas; estado de sítio e do estado de emergência; aquisição, perda e reaquisição da cidadania portuguesa; associações e partidos políticos; sistema de informações da República e do segredo de Estado; finanças das regiões autónomas; criação e regime das regiões administrativas), um eventual veto político do Presidente da República força necessariamente a existência de um consenso entre as principais forças políticas representadas na Assembleia da República (para além das matérias onde a própria Constituição já exige, à partida, esse consenso, por reclamar uma maioria de 2/3 para a sua aprovação: entidade de regulação da comunicação social; limites à renovação de mandatos dos titulares de cargos políticos; exercício do direito de voto dos emigrantes nas eleições presidenciais; número de Deputados da Assembleia da República e definição dos círculos eleitorais; sistema e método de eleição dos órgãos do poder local; restrições ao exercício de direitos por militares, agentes militarizados e agentes dos serviços e forças de segurança; definição, nos respetivos estatutos político-administrativos, das matérias que integram o poder legislativo das regiões autónomas).

Ainda relativamente aos diplomas normativos, o Presidente da República pode também, em qualquer momento, pedir ao Tribunal Constitucional que declare a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, de qualquer norma jurídica em vigor (fiscalização sucessiva abstrata) - com a consequência da sua eliminação da ordem jurídica - ou pedir-lhe que verifique a existência de uma inconstitucionalidade por omissão (ou seja, do não cumprimento da Constituição por omissão de medida legislativa necessária para tornar exequível certa norma constitucional).

http://www.presidencia.pt/?idc=1
 
Entrevista a um homem notável que uma parte dos portugueses não merece...:

D. Duarte não dá entrevista em que não refira os países da CPLP e esta não foi excepção.

Parte da entrevista fez parte de um especial sobre monarquia elaborado pelo i no início do mês. Ficou muito por publicar e aqui não está tudo. Falou horas, sem impor regras ou limites. Mesmo a constipação que o incomodava não o impediu de falar dos seus ideais, ideias e inspiração familiar. Concorde-se ou não com as suas convicções, D. Duarte é um homem simpático, sereno e, aparentemente, de bem com uma vida preenchida com histórias e peripécias.

Sendo hoje em dia o chefe da casa real, quais são as suas actividades?
O que nós pretendemos é servir Portugal, como diria o meu pai. Trabalho na direcção da Fundação D. Manuel II e, actualmente, as actividades em Portugal já não são muitas, com excepção de algumas obras de solidariedade. O nosso grande empenho é com os países da comunidade de língua portuguesa (CPLP). Os povos sentem-se esquecidos por Portugal. E quando sabem que há portugueses que vão lá, nem que seja como turistas, ficam muito satisfeitos.
O primeiro brasileiro foi d. Pedro I, o quarto avô da minha mulher. Concederam-me a nacionalidade


​
Nasceu a 15 de Maio de 1945 na Suíça, no exílio. Veio novo para Portugal?
Vim mais cedo que os meus pais. Vim para Serpins, na Lousã, onde fiquei em casa da tia Filipa, que já tinha podido regressar antes. Aprendi a nadar no rio Ceira, com os filhos da moleira, e aprendi a caçar.

Ficou com ligações à sua terra natal? Regressa com alguma frequência?
Infelizmente, muito pouco, mas tenho uma grande admiração. Considero que é o único regime republicano verdadeiramente democrático e que assume essa grande preocupação democrática. Em certa medida, a Suíça podia servir de modelo para a União Europeia. É um modelo de um país bem governado.

Não tem nacionalidade suíça?
Podia ter tido, mas os meus pais nunca quiseram. Mas agora já tenho tripla nacionalidade. Também a brasileira.

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© Bruno Simoes Castanheira

Portuguesa, timorense e brasileira?
Sim. Tenho passaporte diplomático timorense que me foi dado o ano passado; votaram por unanimidade a atribuição da nacionalidade timorense. A minha mãe era brasileira e perguntei a uns amigos do governo se achavam que eu podia obter a nacionalidade, apesar de não residir lá. Dilma Rousseff concordou. O motivo, segundo me foi dito, foi que o primeiro brasileiro foi D. Pedro I do Brasil, quarto avô da minha mãe. Antes havia os portugueses que viviam no Brasil, as nações índias, guaranis, tamoios, etc. Concederam-me nacionalidade a mim, aos meus filhos, à minha mulher e aos meus irmãos.

Regressa a Portugal com seis anos. Como foram os primeiros anos?
Primeiro em Serpins, perto da Lousã. Depois, quando os meus pais voltaram, fomos viver para Coimbrões, uma casa muito simpática que foi emprestada pela D. Maria Borges, da família dos vinhos Borges, e passámos lá anos muito agradáveis. Os meus irmãos e eu fomos à escola primária local. Depois fomos para o Liceu Alexandre Herculano, no Porto, e posteriormente os meus pais acharam que o ensino era melhor no Colégio Nuno Álvares em Santo Tirso, colégio dos jesuítas. Curiosamente, o meu sogro também estudou lá.

Cruzou-se com o presidente do FC Porto, Pinto da Costa? Ou com o social--democrata Eurico de Melo?
Cruzaram-se com o meu sogro.
Proibiram-me de voar. O prof. Marcelo Caetano expulsou-me de Angola em 1972


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O que recorda com mais intensidade desses anos?
Era um pouco maçador ser um colégio interno, mas tinha muitas compensações. O ensino era muito bom, o ambiente simpático. Não era muito bom do ponto de vista desportivo. Havia ginástica, claro, e futebol. E nunca gostei de futebol. Começámos a introduzir outros desportos, o râguebi, e achei mais divertido.

Qual era o seu desporto favorito?
Gostava muito de patinagem em patins de rodas. Ainda hoje acho que é um desporto interessantíssimo e acho uma pena estar um pouco desprezado.

Sabia andar?
Sabia e ainda hoje ando. Nunca mais se esquece, é como andar de bicicleta. Também sempre fui bom em corridas de longa distância, porque tenho umas pernas muito compridas. Aprendi a montar antes de ir para o colégio, com o mestre Nuno de Oliveira, um dos grandes professores de equitação clássica.

Ainda hoje monta?
Gosto de montar. Mas não como desporto, como passeio. Gosto de montar no Brasil porque os cavalos brasileiros são muito mais confortáveis. Não fazem o trote. Passam do passo para o galope. Em Portugal não tenho tido muito tempo.
Achei óptimo o filme 'A Gaiola Dourada', que tenho oferecido aos meus primos no estrangeiro


​
O curso de Agronomia em Lisboa veio depois?
Estudei no Instituto Superior de Agronomia, mas entrei para a Força Aérea no último ano e não cheguei a acabar o curso. Queria ser piloto da Força Aérea e havia um limite de idade, e pensei em acabar o curso depois. Quando saí das Forças Armadas, depois de Angola, achei mais interessante fazer um curso na Universidade de Genebra, no Instituto de Estudos do Desenvolvimento, que na altura se chamava Instituto de Estudos Africanos. Tive professores muito bons, como Jean Zigler, e fiquei conhecedor da história e dos problemas económicos em África. Conheci lá dirigentes responsáveis do MPLA, FRELIMO. Na primeira aula perguntavam aos alunos porque tinham querido vir para este curso e eu respondi que admirava muito os países africanos. Quando me perguntaram o que estive a fazer em África, disse que estive na Força Aérea: o horror geral. Lá fui dizendo que fiz o meu papel tal como eles tinham feito o deles. Acreditava no futuro desses países com democracia e liberdade mas, tanto quanto possível, ligados a Portugal.

O que fazia exactamente na Força Aérea?
Pilotava sobretudo helicópteros, mas também aviões mais pequenos, de observação. Mas a minha formação foi de piloto de helicóptero. Sobretudo transportava feridos, fazia evacuações e outros transportes.

Muitas horas de voo? Muitas missões?
Bastantes. Entretanto, o ministro da Defesa na altura, já no tempo do governo de Marcelo Caetano, mandou uma ordem confidencial que me proibia de voar. Foi um dos poucos que no parlamento votou contra o fim da lei que nos impunha o exílio, quando era deputado da União Nacional. E por preocupação republicana de que a Força Aérea me desse algum prestígio, proibiu-me de voar. O comandante da base onde estava, Negage, disse que não sabia o que se passava. O meu pai protestou junto do governo e combinei que iria fazer uma acção com a população civil. Tinha uma moto checa, uma Jawa, que comprei em Angola, e um Volkswagen. Conforme as estradas, num ou noutro ia visitar as aldeias africanas, conversar com o chefe da aldeia, com o professor, onde ficava às vezes durante a noite. Durante quase um ano dei a volta toda ao norte e sul de Angola. Fiquei a conhecer o país profundamente. De repente, em Lisboa, ficaram muito preocupados e deram ordens para regressar.

Estamos a falar de que ano?
Creio que 1970. Saí da Força Aérea e voltei a Angola, e continuei o trabalho que estava a fazer com um projecto político na altura das eleições para a Assembleia Nacional. Criámos um movimento eleitoral com angolanos negros e brancos, de todas as origens, protestantes, católicos e até pessoas próximas da UNITA. Tínhamos muitas possibilidades de ganhar os lugares de deputados por Angola.
O prof. Marcelo Caetano tomou conhecimento e expulsou-me de Angola em 1972.

Assinou uma ordem?
Não sei se assinou uma ordem. O director-geral da DGS (ex-PIDE) falou comigo e disse que tinha de sair de Angola naquele próprio dia. Perguntei os motivos e disse que não sabia. Que eram ordens de Lisboa. Perguntei se tinha a ver com o que estava a fazer e respondeu que até era positivo, que iam mostrar ao mundo que, afinal, havia liberdade política em Angola e que os angolanos não queriam a independência. Isto porque a nossa lista defendia a democracia, liberdade, justiça social, direitos iguais para os territórios ultramarinos em relação ao território português, mas defendíamos que Angola não estava preparada para a independência. No fundo, criar uma espécie de Commonwealth lusófona, com progressivamente mais autonomia, era o projecto desta lista.

O que lhe disse Marcelo Caetano?
Marcelo Caetano convidou-me e começou por explicar que tinha havido um equívoco e que não era uma expulsão, mas que tive de sair de Angola por razões de segurança pessoal... ficou muito aborrecido, zangado, falou em forças vivas, que achava inadmissível o que estava a fazer. Depois das independências, depois de 1974, encontrei pessoas próximas que me disseram que Caetano estava a organizar a independência em Angola e Moçambique em colaboração com os Estados Unidos e África do Sul. E, portanto, o meu projecto estava a estragar este plano.
Conheço e tenho muitos amigos republicanos convictos e sinceros que têm bons argumentos


​
Na altura do 25 de Abril creio que fez um comunicado a apoiar o Movimento das Forças Armadas.
Estava em Timor um pouco antes e no dia 25 estava no Vietname a convite do presidente do parlamento. Foi ele mesmo que me disse “a sua revolução ganhou”. Falou-me no general Spínola, Galvão de Melo, Santos e Castro, pessoas conhecidas, amigas. Referiu que estavam todos na nova junta, por isso “a minha revolução” tinha ganho. Fiquei satisfeito com os generais, gente séria, honesta e patriota, e mandei logo um telegrama de parabéns. E achei que era finalmente a revolução democrática.

Depois foi um pouco diferente? Como viveu esses tempos conturbados até Novembro de 1975?
Nunca dormia em casa. Dormia sempre em casas de amigos. Porque o COPCON (Comando Operacional do Continente) ia buscar as pessoas a casa à noite.
O meu escritório foi assaltado pelo COPCON. Foi complicado. Por outro lado, os meus amigos da Força Aérea iam-me dando notícias.

Nunca pensou num novo exílio?
De todo. Tinha esperança que mudasse e até comprei a casa de Sintra. Não estava a ver um país na Europa, apoiado pelos Estados Unidos, com a população a favor das liberdades, dos direitos, da propriedade, com uma percentagem de católicos elevadíssima.

Alguns anos mais tarde, em 1995, casou com Isabel Herédia. Como a conheceu?
Sou amigo da Isabel desde que ela tinha seis anos. Encontrei-a em Angola, os pais estavam lá a trabalhar, o pai como engenheiro na Força Aérea. Nessa altura ensinei-a a nadar. Ficámos sempre muito amigos. A família teve de ir para o Brasil e foram muito acolhidos por primos e amigos meus no Brasil. Na altura, ia praticamente todos os anos ao Brasil e acabava quase sempre em casa deles, em São Paulo. Fomos mantendo esta relação de amizade até que, a dada altura, chegámos à conclusão de que havia coisas mais interessantes a fazer do que sermos só amigos. Perguntei se ela tinha pensado na possibilidade de casar comigo e pediu-me para pensar. Nunca mais dizia nada e convenci-me de que não queria, mas não queria dizer para não ser desagradável. Apanhei um susto.

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Quanto tempo passou?
Seis ou sete meses. Fui ao Brasil e ela tinha de dar uma resposta, não podia continuar assim. Ela disse que eu nunca mais lhe perguntava. Estava à espera que lhe perguntasse. Mas quando a pedi em casamento foi em Santiago de Compostela. Tínhamos feito uma peregrinação e à saída da Basílica perguntei--lhe. E ela dizia que tinha de pensar. Seis meses depois, no Brasil, finalmente deu a resposta. Houve umas questões engraçadas, mas são mais do âmbito familiar.

Disse que comprou a sua casa em Sintra?
Foi comprada por mim, foi a minha “conquista revolucionária”. Em 74/75 havia casas boas e eu comprei uma em Sintra por um preço justo e razoável. As casas de família, as únicas, são no Chiado e fazem parte do testamento da rainha Dona Amélia, minha madrinha.

Tem hobbies?
Gosto de aprender, mas quando termino acabo por não praticar. Quando era novo tirei o brevê de planadores, mas depois não continuei a voar. Uma vez ou outra voo na base aérea de Sintra, mas pouco. Não tenho essas paixões. O meu filho Afonso é apaixonado pela pesca e agora ficou apaixonado pela caça também. Cacei, pesquei e de vez em quando estou com ele e também pesco, mas mais pela companhia. Não tenho propriamente hobbies. Tento fazer actividades físicas o mais possível para me manter em forma, desde a ginástica no Ténis Clube do Estoril. Ando bastante de bicicleta, se possível com os filhos. Tenho necessidade de me manter ao nível dos meus filhos, mas à medida que os anos passam vai ficando mais difícil, porque eles progridem, e nós não tanto assim. Também me ocupo da minha horta de Sintra, onde temos quase todos os legumes que se consomem em casa.

Vê televisão? Vê séries como, por exemplo, “A Guerra dos Tronos”?
Vi uma vez. Engraçada, mas não creio que valha a pena perder tempo com isso. Gosto de ver coisas onde aprendo. Como o Discovery, o National Geographic. Gosto imenso de ver as culturas e paisagens doutras regiões. Procuro bons filmes. Procuro na internet e depois compro-os, mando-os vir por correio.

Por exemplo?
Há filmes que são praticamente boicotados em Portugal. Houve um que considero de altíssima qualidade que em inglês se chama “For Greater Glory”.
É a história da grande revolta católica no México, em 1926, contra um governo que decidiu fechar as igrejas, e em que os mexicanos, durante mais de um ano, dois anos, controlaram metade do país, e o governo acabou por negociar com a população um acordo. Um filme que não conhecia, “King Maker”, que é como os portugueses salvaram a independência da Tailândia. Gostei do “Rien a declarer”, passado na fronteira franco--belga. Achei óptimo “A Gaiola Dourada”, que tenho oferecido aos meus primos no estrangeiro. Há filmes portugueses bons, mas os cineastas portugueses têm a mania de ser intelectualmente muito correctos e não se interessam muito pela opinião do público.

Gosta de música?
Gosto de todos os géneros desde que seja boa. Encontro música boa e música muito maçadora, inútil. Há música contemporânea popular muitíssimo boa e há outra que é simplesmente barulho e ruído, e não tem nenhuma qualidade estética.

Se tivesse de escolher…
A vantagem da música clássica é que já foi esquecida há muito tempo. A que sobreviveu até hoje é porque realmente é muito boa. É por isso que há tão poucos músicos clássicos. Os antigos continuam a ser tocados ainda hoje.
A música clássica mais antiga baseia-se nos ritmos do nosso cérebro e, por isso, dinamiza e melhora o nosso pensamento, o raciocínio. Todos os cientistas estão de acordo que na música clássica há um efeito fantástico sobre o nosso cérebro.

O seu filho Afonso já tem 18 anos. Considera-o preparado para assumir uma responsabilidade histórica e familiar?
Está preocupado com isso. Gosta muito de participar nas diferentes actividades mas, ao mesmo tempo, insisto com ele que a preocupação dele não é essa. Agora é ser o mais bem preparado academicamente, escolher o curso de que verdadeiramente ele gosta e que possa ser-lhe útil na prática, e os irmãos a mesma coisa. A grande paixão do Afonso sempre foi a biologia marinha. Agora interessa-se por plantas medicinais e compra livros sobre a matéria. Por outro lado, acha mais útil para o futuro ciências políticas. Agora está um pouco dividido entre biologia e política.

Em Portugal?
Preferia que fosse cá. Tenho medo de que perca os contactos com os amigos e depois porque as boas universidades no estrangeiro são muito caras. Passou dois anos num colégio em Inglaterra e fizeram-lhe muito bem em todos os aspectos mas, realmente, foi uma facada no orçamento familiar.

E se um dos seus filhos fosse republicano?
Apesar de não concordar, mas acho graça, houve alguém que disse que se pode ser republicano e inteligente e republicano e honesto, mas era muito difícil ser as três coisas ao mesmo tempo. Um republicano que discuta inteligentemente, sem preconceitos, comparando os países com repúblicas e monarquias, acaba por concordar que os países monárquicos funcionam, melhor. O dr. João Soares diz isso e não é o único.

Não corre, por isso, o risco de ter um republicano em casa.
Não, mas se tivesse pensava que seria uma questão de oposição aos pais. Respeito, mas não é muito lógico ou inteligente, ou então teria sido algum erro na nossa educação. Dito isto, conheço e tenho muitos amigos republicanos convictos e sinceros que têm bons argumentos. Houve um que me disse concordar que as monarquias funcionam melhor que as repúblicas, mas ainda achava que um dia podia ser Presidente da República, o que para mim é o melhor argumento de todos. Teoricamente, o facto de todos poderem ser Presidentes da República é um símbolo de igualdade e democracia, mas na prática não acontece. Na prática precisa de apoio de partidos, muito dinheiro, os melhores publicistas brasileiros. Se não tiver isso, pode ser óptimo mas não ganha.
Há muito mais solidariedade e empatia na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa


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Há partidos europeus socialistas e liberais que defendem a monarquia.
Também é a minha posição. Um governo republicano e uma chefia de Estado monárquica é uma boa combinação.

Se tivesse de aconselhar o governo sobre as políticas de austeridade, o que diria?
Os meus conhecimentos de economia são dos livros que leio de economistas sérios em todo o mundo e, precisamente por causa disso, fui contra a entrada de Portugal no euro. Todos os economistas sérios diziam que Portugal não estava em condições de ter como moeda o “marco alemão”. Infelizmente, na altura, quase ninguém estava de acordo comigo.

Portugal devia regressar ao escudo?
Se podemos ou não regressar a uma moeda nacional, é outra história. Hoje há opiniões muito diversas e aparentemente bem fundamentadas, e não sei dizer qual seria a melhor solução. Admito que as duas opções têm a sua razão de ser. A terceira opção seria um grupo de países da União Europeia saírem do euro em conjunto e terem uma moeda multinacional. Há uma alternativa muito interessante que não sei se é viável: é ter uma moeda dos países da CPLP. Poderia ser uma ideia interessante. Há muito mais solidariedade e empatia entre os países da CPLP que entre os países da União Europeia. A UE é uma união de interesses, enquanto a CPLP é uma união de afectos. Ainda sobre a crise, acho que o governo não pode viver abusivamente à custa dos cidadãos. A obrigação do governo é diminuir os seus custos e tentar cobrar aquilo que é justo, mas sem estrangular a capacidade económica das empresas e das famílias. Aí, a oposição tem razão quando diz que se as famílias têm menos rendimentos, também gastam menos no país.

Como podíamos alterar o estado das coisas?
Todos nós devíamos tomar muito mais cuidado e preferir os produtos nacionais. Desde o automóvel fabricado em Portugal até à comida, roupa. Era a nossa melhor contribuição contra a crise.

E as mentalidades?
A base de todos os problemas portugueses é a falta de raciocínio lógico, que não é ensinado no sistema escolar. O sistema ensina a decorar aquilo que vem nos livros e a responder como um papagaio amestrado. Nos países de formação anglo-americana têm mais sistemas em que privilegiam o raciocínio, a compreensão, o esforço, muito mais do que as respostas dadas nos testes. É a grande evolução que temos de fazer.
Fonte.
 
No plano das relações com a Assembleia da República, o Presidente da República pode dirigir-lhe mensagens, chamando-lhe assim a atenção para qualquer assunto que reclame, no seu entender, uma intervenção do Parlamento.

Pode ainda convocar extraordinariamente a Assembleia da República, de forma a que esta reúna, para se ocupar de assuntos específicos, fora do seu período normal de funcionamento.

Pode, por fim, dissolver a Assembleia da República com respeito por certos limites temporais e circunstanciais, e ouvidos os partidos nela representados e o Conselho de Estado -, marcando simultaneamente a data das novas eleições parlamentares. A dissolução corresponde, assim, essencialmente, a uma solução para uma crise ou um impasse governativo e parlamentar.


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Uma das competências mais importantes do Presidente da República no dia-a-dia da vida do País é o da fiscalização política da atividade legislativa dos outros órgãos de soberania. Ao Presidente não compete, é certo, legislar, mas compete-lhe sim promulgar (isto é, assinar), e assim mandar publicar, as leis da Assembleia da República e os Decretos-Leis ou Decretos Regulamentares do Governo.

A falta da promulgação determina a inexistência jurídica destes atos.

O Presidente não é, contudo, obrigado a promulgar, pelo que pode, em certos termos, ter uma verdadeira influência indireta sobre o conteúdo dos diplomas.

Com efeito, uma vez recebido um diploma para promulgação, o Presidente da República pode, em vez de o promulgar, fazer outras duas coisas: se tiver dúvidas quanto à sua constitucionalidade, pode, no prazo de 8 dias, suscitar ao Tribunal Constitucional (que terá, em regra, 25 dias para decidir) a fiscalização preventiva da constitucionalidade de alguma ou algumas das suas normas (exceto no caso dos Decretos Regulamentares) - sendo certo que, se o Tribunal Constitucional vier a concluir no sentido da verificação da inconstitucionalidade, o Presidente estará impedido de promulgar o diploma e terá de o devolver ao órgão que o aprovou.

Ou pode - no prazo de 20 dias, no caso de diplomas da Assembleia da República, ou de 40 dias, no caso de diplomas do Governo, a contar, em ambos os casos, ou da receção do diploma na Presidência da República, ou da publicação de decisão do Tribunal Constitucional que eventualmente se tenha pronunciado, em fiscalização preventiva, pela não inconstitucionalidade - vetar politicamente o diploma, isto é, devolvê-lo, sem o promulgar, ao órgão que o aprovou, manifestando, assim, através de mensagem fundamentada, uma oposição política ao conteúdo ou oportunidade desse diploma (o veto político também pode assim ser exercido depois de o Tribunal Constitucional ter concluído, em fiscalização preventiva, não haver inconstitucionalidade).

O veto político é absoluto, no caso de diplomas do Governo, mas é meramente relativo, no caso de diplomas da Assembleia da República. Isto é: enquanto o Governo é obrigado a acatar o veto político, tendo, assim, de abandonar o diploma ou de lhe introduzir alterações no sentido proposto pelo Presidente da República, a Assembleia da República pode ultrapassar o veto político - ficando o Presidente da República obrigado a promulgar, no prazo de 8 dias se reaprovar o diploma, sem alterações, com uma maioria reforçada: a maioria absoluta dos Deputados, em regra, ou, a maioria da 2/3 dos deputados, no caso dos diplomas mais importantes (leis orgânicas, outras leis eleitorais, diplomas que digam respeito às relações externas, e outros).

Ou seja, nos diplomas estruturantes do sistema político (as leis orgânicas, que têm como objeto as seguintes matérias: eleições dos titulares dos órgãos de soberania, dos órgãos das Regiões Autónomas ou do poder local; referendos; organização, funcionamento e processo do Tribunal Constitucional; organização da defesa nacional, definição dos deveres dela decorrentes e bases gerais da organização, do funcionamento, do reequipamento e da disciplina das Forças Armadas; estado de sítio e do estado de emergência; aquisição, perda e reaquisição da cidadania portuguesa; associações e partidos políticos; sistema de informações da República e do segredo de Estado; finanças das regiões autónomas; criação e regime das regiões administrativas), um eventual veto político do Presidente da República força necessariamente a existência de um consenso entre as principais forças políticas representadas na Assembleia da República (para além das matérias onde a própria Constituição já exige, à partida, esse consenso, por reclamar uma maioria de 2/3 para a sua aprovação: entidade de regulação da comunicação social; limites à renovação de mandatos dos titulares de cargos políticos; exercício do direito de voto dos emigrantes nas eleições presidenciais; número de Deputados da Assembleia da República e definição dos círculos eleitorais; sistema e método de eleição dos órgãos do poder local; restrições ao exercício de direitos por militares, agentes militarizados e agentes dos serviços e forças de segurança; definição, nos respetivos estatutos político-administrativos, das matérias que integram o poder legislativo das regiões autónomas).

Ainda relativamente aos diplomas normativos, o Presidente da República pode também, em qualquer momento, pedir ao Tribunal Constitucional que declare a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, de qualquer norma jurídica em vigor (fiscalização sucessiva abstrata) - com a consequência da sua eliminação da ordem jurídica - ou pedir-lhe que verifique a existência de uma inconstitucionalidade por omissão (ou seja, do não cumprimento da Constituição por omissão de medida legislativa necessária para tornar exequível certa norma constitucional).

http://www.presidencia.pt/?idc=1

Em contraposição, um monarca moderno tem poderes para ler no parlamento o discurso escrito pelo primeiro-ministro...[:D]
 
Última edição:
Entrevista a um homem notável que uma parte dos portugueses não merece...:

Fonte.

Pois... não merecem; nem os portugueses, nem ninguém!...[:D]

Não é que ele seja má pessoa; é apenas ingénuo e está completamente alheado da realidade!!

Ia jurar que já li várias vezes esta entrevista...
Ou então estão sempre a repetir a mesma coisa (nasceu na Suíça, CPLP, foi expulso de Angola, etc, etc)...
Não disse nada de relevante ("vantagens" da monarquia??); e mais pareceu uma entrevista para a revista Maria!!



Algumas respostas que achei interessantes:

"Considero que é o único regime republicano verdadeiramente democrático e que assume essa grande preocupação democrática. Em certa medida, a Suíça podia servir de modelo para a União Europeia. É um modelo de um país bem governado."
Um "modelo"; sem dúvida!!
O país "neutro" que vive do dinheiro e do ouro roubados por todo o mundo...
Não deixa de ser engraçado que um país que não produz ouro, processe 70% do ouro mundial (sem fazer perguntas em relação à sua proveniência)!!
Os seus amigos suíços devem ter-se esquecido que lhe contar esta parte...
Se bem que agora o ouro está a "virar-se" para os Emirados Árabes Unidos que, por acaso, é uma "exemplar" ditadura monarquica!!
Também não lhe disseram que sendo a Suíça um dos pais com maior numero de habitantes estrangeiros (alguns lá nascidos!) e tendo estes que frequentar aulas de cidadania, etc, não tem direito a votar (mesmo que estejam lá a muitos anos).


"Gostei do “Rien a declarer”, passado na fronteira franco--belga. Achei óptimo"
Por esta não esperava...
Pagti-me a guig...[:D]


"houve alguém que disse que se pode ser republicano e inteligente e republicano e honesto, mas era muito difícil ser as três coisas ao mesmo tempo."
Muito bom!![:)][:D]
Tem sentido de humor, o homem!...


"Há muito mais solidariedade e empatia entre os países da CPLP que entre os países da União Europeia. A UE é uma união de interesses, enquanto a CPLP é uma união de afectos."
Pois... começa-se a falar de coisas mais sérias e ele sai-se com esta pérola!...
Não sei se ele já alguma vez ouviu falar da Guiné Equatorial... Vê-se logo que percebe do assunto e que conhece bem a realidade!!:sh)


"Todos nós devíamos tomar muito mais cuidado e preferir os produtos nacionais"
Vá lá que concordamos em alguma coisa!![;)]
 
Última edição:
Se a ideia é poupar dinheiro podemos ser uma província espanhola.
Defesa e segurança pagas por Madrid e não precisamos da presidência da república para nada.

Esta coisa dos Reis já morreu há muito tempo. É engraçado ter um e tal. Tal como na América o presidente tem um cão aqui também podemos ter um rei, mas para nada de relevante.
 
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