Não me estava propriamente a referir à chave privada(Ki), mas sim à aparente necessidade de aprovisionamento dos perfis das operadoras via OTA.
Nos moldes actuais, os cartões SIM sofrem um processo de personalização pela operadora antes de serem colocados no mercado. Essa personalização é fixa e como tal não há lugar a alterações locais nem remotas.
Com a passagem para cartões eUICC(Electronic Universal Integrated Circuit Card), podemos ter dois cenários. O uso de um chip interno fixo(embedded), ou um cartão removível que segue a mesma arquitectura(caso do Apple SIM). Em ambos os casos devido ao uso de um bootstrap genérico, é necessário aquando da activação proceder à autenticação simples na rede e posterior download do perfil da operadora em questão via OTA.
O enorme problema com este método, é como referi anteriormente, o palpável aumento da complexidade do processo, que não só o torna mais propenso a buracos e exploits, como introduz canais menos seguros de comunicação e gestão do cartão. E desengane-se quem pense que trará vantagens para o consumidor. Caso o eUICC tenha espaço(64-256Kb por perfil), é possível posteriormente adicionar perfis de outras operadoras via OTA mas só é possível ter uma activa simultaneamente. E vem aí outro mas... na especificação da GSMA refere que a gestão dos perfis passa a estar inteiramente ao cargo das operadoras via OTA(onde a impossibilidade de gestão local mantém-se como nos actuais cartões SIM mas desta vez ficamos apeados pois um SIM swap que demorava segundos passa a ser uma dor de cabeça que nos obriga a contactar a(s) operadora(s) e aguardar pela alteração).
Mas já que abordaste a chave privada, também tenho "uns picos na amarra". Em caso de suspeita ou este se apresente efectivamente comprometido é possível substituir o cartão SIM fisicamente, o que trará consigo uma nova chave de autenticação única(Ki). Infelizmente se a chave privada do eUICC(que se encontra no eUICC Certificate Authority Security Domain) for comprometida, e este for embedded, não há maneira fácil de substituir fisicamente o chip.
O "Apple SIM" foi apenas uma solução de recurso, acho que nem vale a pena perder tempo a falar nisso.
Quanto ao e-SIM, é precisamente isso que estão a estudar.
Não deverá haver nenhum problema a esse respeito, porque as comunicações podem ser devidamente protegidas.
Além de que a chave privada nunca deverá sair para fora do e-SIM, e a encriptação pode (deve, para melhor desempenho) ser feita com uma chave simétrica negociada logo no início.
De qualquer modo, toda a informação que referes, pelo que me tenho apercebido, há muito que já é dinâmica (ainda que possa estar fisicamente no SIM).
Ou seja, já é passada OTA entre operadora e device.
A menos que, mais uma vez, não estejamos a falar do mesmo (da primeira vez pensava que te referias à informação de autenticação).
Penso que estarás a falar de coisas do género:
- número de voice mail
- APN
- etc.
Quanto à troca de telemóvel, sim, já referi noutro post: prefiro continuar com o SIM amovível.
Ter de depender da operadora para trocar de telemóvel (porque deixo de poder mudar o SIM de um para outro) é uma estupidez.
Quanto à chave privada ser comprometida... é tão difícil (ou mais) que de um cartão SIM.
Repara que, muito provavelmente, as pessoas trocam mais vezes de telemóvel que de cartão SIM.
Por exemplo, eu tive um cartão SIM que usei desde 1999 até 2015. Troquei de cartão porque precisava de um nano-SIM para o iPhone.
Ora, neste cenário, é muito mais fácil um gajo estar a usar uma chave privada comprometida num SIM, do que num e-SIM...
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É como a mudança regular de password. Muda-se mais vezes de telemóvel que de SIM.
O problema do e-SIM é que, se um gajo suspeitar que tem a chave privada comprometida... tem de trocar de telemóvel, em lugar de trocar somente de SIM.
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