citação:
Originalmente colocada por Johnny E.
Z4 M coupé: a BMW quere-o como rival do Cayman...
fonte: http://carros.uol.com.br/
Desde que a marca alemã da hélice azul e branca resolveu mudar o visual de seus automóveis parece que o preparo da receita desandou. Gosto e estética são coisas subjetivas, pelo menos de certa forma, mas há um consenso de que desde as últimas mudanças a marca perdeu muito do seu apelo estético. Os ângulos bem definidos e o surgimento de várias arestas fizeram os BMWs menos atraentes.
Um dos melhores exemplos de má formação estética foi à substituição do Z3 pelo Z4. O Z3, um perfeito roadster retrô, deixou saudades entre os admiradores e saudosistas ávidos por uma reedição do clássico 507, quando chegou o Z4 Roadster. As novas linhas, seguindo a tendência das arestas, fizeram do Z4 um automóvel menos atraente. Foi uma solução estética, no mínimo, de gosto duvidoso. Desde então, falava-se de uma versão coupé. Mas, as fotos e sketchs que circulavam, todos obviamente especulativos, sugeriam um produto ainda mais tenebroso... Todas as expectativas apontavam para um carro de aspecto, para sermos complacentes com o departamento de estilo da marca, exótico. Felizmente, nenhuma delas se tornou realidade.
O acabamento traseiro desfez, com louvor, a idéia passada pelas linhas do roadster: a de um carro desencontrado. E, assim como um bom chassis permite que as suspensões dianteira e traseira trabalhem em sintonia, o acabamento frontal precisa conversar com o traseiro e a carroçaria do Z4 Coupé, sob este aspecto, é uma lição de diplomacia. Os traços da capota e da nova traseira, a salvação, arrematam com perfeição as linhas dianteiras do carro e as tornam agradáveis. O aspecto intimista criado para o habitáculo, a disposição dos instrumentos, a simplicidade clássica do estilo e a pedaleira bem posicionada, sem destacar a bela combinação de cores e materiais, criaram um dois lugares altamente desejável.