TGV - Sim ou Não

Se for como o governo anuncia, o TGV irá fazer Lisboa_Porto em 1h e 20 min.

Só que terá que ter uma linha própria para ele.....

Se o alfa pendular tivesse uma linha que permitisse fazer uma média de 200km/h não demoraria muito mais do que isso...


Concordo com o TGV a fazer a ligação a espanha, precisamos de vender a imagem de Portugal como porta da Europa, principalmente a nivel portuário... A este nível ainda sofremos do papel de neutralidade que tivemos na 2ª grande guerra.

Dinamizar porto de Sines e atrair as grandes companhias de mercadorias, criar ligação privilegiada a Espanha para transportes de mercadorias - Ferrovia e Estrada exclusiva a camiões.
 
tgv = 5.000.000.000 de euros de divida, e mais nada.

Com a crise energetica e alimentar a espreita não seria mais sensato investir na reorganização da agricultura (agricultura local) e nas energias alternativas. :confused:

Investir na segurança alimentar e na segurança energetica deveria ser a prioridade de qualquer governo nos proximos anos.

deixem lá o tgv e construam uma central nuclear!

pois, é que ainda ninguem falou de aonde vem a energia necessária para o tgv e quanto vai custar a sua importação.

Ora aí está alguma coisa onde gastar o dinheiro, alimentação e energia.

Energia é mt importante e p/ quem n sabe as centrais térmicas de Sines, Carregado e Figueira da Foz vão fechar dentro de uns anos. Devido a ainda serem a carvão, o preço brutal dessa matéria e à poluição q produzem.


Qd isso acontecer o TGV vai andar a ser empurrado pelos passageiros pq já assim a electricidade falha nos sub-urbanos a toda a hora!


Cumps,
Edd :)
 
Se o alfa pendular tivesse uma linha que permitisse fazer uma média de 200km/h não demoraria muito mais do que isso...


Concordo com o TGV a fazer a ligação a espanha, precisamos de vender a imagem de Portugal como porta da Europa, principalmente a nivel portuário... A este nível ainda sofremos do papel de neutralidade que tivemos na 2ª grande guerra.

Dinamizar porto de Sines e atrair as grandes companhias de mercadorias, criar ligação privilegiada a Espanha para transportes de mercadorias - Ferrovia e Estrada exclusiva a camiões.

Somos a porta da Europa, mas qual será a maneira mais eficaz de distribuição de mercadoria??

É que nós somos um país periférico, Sines fica numa ponta da Europa, Roterdão por exemplo fica praticamente ao centro. Não sou nenhum expert em transportes, mas não me faz sentido essa ideia.
 
A questão da construção do TGV (na minha opinião) não pode ser analisada somente com base no investimento necessário. É preciso analisar também os benefícios que podem advir das construção de uma nova linha, e o que vai circular por essa nova linha.
Quem usar diáriamente o comboio para as suas deslocações e que use a linha do Norte (linha principal do país, por onde é movimentado o grosso dos passageiros em deslocações interurbanas e o grosso das mercadorias) constata fácilmente o quão saturada esta linha está.
A CP definiu uma hierarquia de circulação: Alfa-Pendular - Intercidades - Interregionais - Regionais/Urbanos - Mercadorias.
Com a intensidade de uso desta linha (que faz a ligação entre as principais cidades do País, mas também que faz a distribuição de todo o tráfego ferroviário para as linhas que fazem a ligação ao centro e interior do país) é bastante frequente ver comboios a serem desviados para linhas de resguardo, para aguardarem a passagem de comboios mais rápidos e manter a hierarquia de circulação definida.
Imaginemos uma situação para exemplificar: um comboio de mercadorias (último na linha de prioridade) com origem na zona centro (por exemplo Pataias - fábrica da Cimpor) e com destino Espanha, via linha da Beira Alta. Desde a origem ate à entrada na Linha do Norte faz o percurso da linha do Oeste (linha única, com desvios de cruzamento em determinadas estações). Antes de entrar na Linha do Norte, tem de aguardar na Estação de Alfarelos para ter via liberta. Espera essa que pode demorar horas, consoante a hora do dia (constatada presencialmemte por mim). Após entrar na Linha do Norte, e ser desviada para a Linha da Beira Alta ( o que acontece na Pampilhosa), e como se trata de um comboio com uma baixa velocidade de deslocação, provávelmente terá de aguardar mais algum tempo numa estação intermédia (provavelmente Coimbra) para dar passagem aos comboios prioritários. A Linha da Beira Alta não conheço pormenorizadamente, mas supondo menos tráfego que a Linha do Norte, diria que não teria tantas paragens para ter via liberta.
Com este exemplo quero somente expôr que a principal linha ferroviária do país ( à qual a linha do TGV poderá ser uma forte alternativa se permitir o transporte de mercadorias) está completamente saturada e não permite deslocações de passageiros e mercadorias com rapidez. O Alfa Pendular muitas vezes circula a velocidades reduzidas por ter na sua frente comboios mais lentos (e também por motivos de ordem técnica, uma vez que as infraestruturas da linha não permitem mais velocidade).

A ligação a Espanha por Alta Velocidade (de passageiros e mercadorias) é imprescíndivel. Quer para enviar, quer para receber fluxos. Verifico que o porto marítimo da Figueira da Foz tem ultimamente recebido um maior volume de contentores. O envio dessas mercadorias para o seu destino muitas vezes fica comprometida e atrasada nas composições ferroviárias que têm de usar a linha do norte, que para distribuição a norte ou a sul. É necessária uma alternativa a essa infraestrutura, que pode bem ser a linha do TGV (volto a afirmar, para pessoas e mercadorias).
O investimento inicial é bastante avultado, mas penso que terá retorno no futuro, basta que sejam dados os impulsos necessários.
 
Se for como o governo anuncia, o TGV irá fazer Lisboa_Porto em 1h e 20 min.

Só que terá que ter uma linha própria para ele.....


O tempo estimado é entre 20 a 30m menos que no alfa. E apesar de ter uma linha independente, não conseguiria melhor tempo se o alfa também tivesse uma linha independente.
 
A questão da construção do TGV (na minha opinião) não pode ser analisada somente com base no investimento necessário. É preciso analisar também os benefícios que podem advir das construção de uma nova linha, e o que vai circular por essa nova linha.
Quem usar diáriamente o comboio para as suas deslocações e que use a linha do Norte (linha principal do país, por onde é movimentado o grosso dos passageiros em deslocações interurbanas e o grosso das mercadorias) constata fácilmente o quão saturada esta linha está.

A avaliação que aqui é feita é tendo por base apenas o TGV. Contudo também é verdade o que dizes e há também estudos que indicam que a linha do Norte deveria ser reformulada.

Essa reformulação acentava em 2 principios. O primeiro principio na duplicação da linha e o segundo no aumento da capacidade do transporte de mercadorias. A ideia desse estudo era colocar os comboios lentos numa linha e os rapidos na outra.

É também importante salientar que as carruagens dos comboios de mercadorias não circulam na sua capacidade máxima pois a linha não aguenta.

Outro facto tecnico é que o TGV não anda sempre a 300km/h como querer fazer parecer. Alias, quando começou a surgir o aumento do preço do crude, o TGV na França não dava mais de 150km/h (em algumas partes) pois o aumento de velocidade apenas se traduzia em minutos. Também é verdade (e é preciso salientar) que um comboio não é um Porsche GT3 (que acelera dos 0-100km/h em 4s) nem um camião a abrandar (é mais na onda do petroleiro, que para quem não sabe, após desligar os motores ainda anda cerca de 3km só com a inercia).

Mais importante, é que as "curvas" das linhas dos comboios são totalmente diferentes no alfa e no TGV. Algo que é muitissimo importante pois se a curva for mal projectada o comboio descarrila ou faz a uma velocidade mais baixa (o que é mais habitual). Lembro-me que também tinha saido uma noticia num jornal, no qual indicava que o TGV teria obrigatoriamente de deitar casas abaixo, isto apenas em Gaia. Falta saber, quantas mais teram que ir abaixo noutros locais. Mas ainda ninguem mencionou como será para essas familias (em que o mais habitual é o estado dizer que a sua casa vale 30mil contos e agora meta-se daqui para fora).

Já agora, o custo de duplicar a linha para o Alfa é bastante inferior do que o custo para o TGV. O Alfa é também um transporte de alta velocidade (a par do TGV) e tem como principal vantagem ser feito cá em Portugal.

Em relação ao BLADERUNNER penso que retrata completamente a ideia das obras publicas em Portugal. Basta ver o exemplo do aeroporto na OTA, da especulação imobiliaria que houve e na tanta critica e manifestações quando se "mudou" o aeroporto para Alcochete. Alias, penso que as pessoas deviam estar felizes pois o governo vai fazer uma obra mais racional (apesar de no meu entender também é desnecessário).
 
O tempo estimado é entre 20 a 30m menos que no alfa. E apesar de ter uma linha independente, não conseguiria melhor tempo se o alfa também tivesse uma linha independente.


O Alfa tá limitado a 220, 230km/h, por isso o TGV ganha sempre alguma coisa em termos de tempo, resta saber é se compensa o investimento em comboios, já que quanto à linha, acho que devia ser feita uma independente para Alfa e mercadorias.
 
Será o maior fiasco de entre todos os fiascos que já temos...

Com estas politicas de endividamento estamos condenados ao capital estrangeiro que certamente cobrará altos juros face ao risco do país e que nós, não os políticos deste governo, teremos que pagar durante décadas.[:vm)]

Nessa altura lembrar-nos-emos do eng. sócrates...
 
A questão da construção do TGV (na minha opinião) não pode ser analisada somente com base no investimento necessário. É preciso analisar também os benefícios que podem advir das construção de uma nova linha, e o que vai circular por essa nova linha.
Quem usar diáriamente o comboio para as suas deslocações e que use a linha do Norte (linha principal do país, por onde é movimentado o grosso dos passageiros em deslocações interurbanas e o grosso das mercadorias) constata fácilmente o quão saturada esta linha está.
A CP definiu uma hierarquia de circulação: Alfa-Pendular - Intercidades - Interregionais - Regionais/Urbanos - Mercadorias.
Com a intensidade de uso desta linha (que faz a ligação entre as principais cidades do País, mas também que faz a distribuição de todo o tráfego ferroviário para as linhas que fazem a ligação ao centro e interior do país) é bastante frequente ver comboios a serem desviados para linhas de resguardo, para aguardarem a passagem de comboios mais rápidos e manter a hierarquia de circulação definida.
Imaginemos uma situação para exemplificar: um comboio de mercadorias (último na linha de prioridade) com origem na zona centro (por exemplo Pataias - fábrica da Cimpor) e com destino Espanha, via linha da Beira Alta. Desde a origem ate à entrada na Linha do Norte faz o percurso da linha do Oeste (linha única, com desvios de cruzamento em determinadas estações). Antes de entrar na Linha do Norte, tem de aguardar na Estação de Alfarelos para ter via liberta. Espera essa que pode demorar horas, consoante a hora do dia (constatada presencialmemte por mim). Após entrar na Linha do Norte, e ser desviada para a Linha da Beira Alta ( o que acontece na Pampilhosa), e como se trata de um comboio com uma baixa velocidade de deslocação, provávelmente terá de aguardar mais algum tempo numa estação intermédia (provavelmente Coimbra) para dar passagem aos comboios prioritários. A Linha da Beira Alta não conheço pormenorizadamente, mas supondo menos tráfego que a Linha do Norte, diria que não teria tantas paragens para ter via liberta.
Com este exemplo quero somente expôr que a principal linha ferroviária do país ( à qual a linha do TGV poderá ser uma forte alternativa se permitir o transporte de mercadorias) está completamente saturada e não permite deslocações de passageiros e mercadorias com rapidez. O Alfa Pendular muitas vezes circula a velocidades reduzidas por ter na sua frente comboios mais lentos (e também por motivos de ordem técnica, uma vez que as infraestruturas da linha não permitem mais velocidade).

A ligação a Espanha por Alta Velocidade (de passageiros e mercadorias) é imprescíndivel. Quer para enviar, quer para receber fluxos. Verifico que o porto marítimo da Figueira da Foz tem ultimamente recebido um maior volume de contentores. O envio dessas mercadorias para o seu destino muitas vezes fica comprometida e atrasada nas composições ferroviárias que têm de usar a linha do norte, que para distribuição a norte ou a sul. É necessária uma alternativa a essa infraestrutura, que pode bem ser a linha do TGV (volto a afirmar, para pessoas e mercadorias).
O investimento inicial é bastante avultado, mas penso que terá retorno no futuro, basta que sejam dados os impulsos necessários.

Blá, blá, blá... Wiskas saquetas!

Tudo o q falas é mt lindo mas relembro q o projecto original do pendular tb compreendia a duplicação das vias, coisa q nunca foi feita!

Pq é q agora vou acreditar q sim???

Em todos os países racionais, existem 2 linhas: uma p/ o transporte rápido (alfas e ICs, vá até dou de borla o inter-regional) e outra p/ o tráfego lento (regionais sub-urbanos e mercadorias).

Entendam q as mercadorias são e smp serão tráfego lento.

Se formos a ver q logo na Alhandra, a apenas 25km de Lisboa, a via fica reduzida a 2 linhas do q vale tentar meter um "avião" a andar no meio de uma cidade?
Parece a corrida do Porche contra o Metro do António Costa...

N sejam tão limitados e com a esperança de q o TGV vai desenvolver as terras onde vai passar, pq n vai, aliás vai ser pior a nível de qualidade de vida. Pode vir a trazer algum em cidades onde pára mas, isso já o alfa trouxe há mt.


Cumps,
Edd :)
 
Ou ando distraído ou nesta conversa toda do tgv que se faz na tv e jornais ainda n ouvi/li uma previsão do preço para um bilhete normal que pagaremos para ir até madrid, gostaria de saber quem realmente poderá desfrutar de uma viagem como estas.
 
Ou ando distraído ou nesta conversa toda do tgv que se faz na tv e jornais ainda n ouvi/li uma previsão do preço para um bilhete normal que pagaremos para ir até madrid, gostaria de saber quem realmente poderá desfrutar de uma viagem como estas.

A tarifa de referência actual avançada para a ligação em AV entre L/M é de 100€ e L/P é de 40€.

Mas está sujeita a uma análise comercial (Horários, Calendário de utilização do transporte, acordos comerciais de utilização entre empresas, etc, etc) ou seja pode ser acima ou abaixo do valor acima colocado.

Foi a informação que li na comunicação social.
 
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