Tentei pesquisar pelas fontes de financiamento a Pedrosa e Neelman, mas só encontrei isto:
http://economia.estadao.com.br/noti...-nao-sera-acionista--diz-dono-da-azul,1712542
Existe um artigo jn (que também está no esquerda.net) a denunciar a intenção de venda de aviões para financiamento da TAP:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=4623821
Luz verde da banca permite fechar venda da TAP hoje
06:30 Hermínia Saraiva
David Neeleman chega hoje a Lisboa para assinar o acordo com a Parpública. Assinatura do contrato deverá acontecer em cerimónia privada.
Os contratos que formalizam a passagem da TAP para o consórcio Atlantic Gateway, de Humberto Pedrosa e David Neeleman, devem ser assinados hoje ao final do dia depois de negociações de última hora com Novo Banco e BCP terem permitido ultrapassar o impasse que impedia o fecho da privatização. A formalização do acordo entre a Parpública e a Atlantic Gateway irá acontecer numa cerimónia fechada, à semelhança do que já sucedeu com a formalização dos contratos das subconcessões da Carris e do Metro de Lisboa, sabe o Económico.
O empresário norte-americano David Neeleman, sócio minoritário no consórcio que venceu a privatização de 61% do capital da TAP, é esperado ainda esta manhã em Lisboa para o 'closing' da operação. Esta será a segunda deslocação de Neeleman a Portugal no espaço de uma semana, depois de ter estado em Lisboa na última quinta-feira para a formalização do negócio, que acabaria por não acontecer. Com o empresário norte-americano chega também Otto Urbahn, vice-presidente da Azul, que é um dos sócios gerentes do Atlantic Gateway e que, ao se se sabe, deverá vir a ter funções executivas na nova TAP.
BCP e Novo Banco são dois credores envolvidos na renegociação do alargamento para sete anos da maturidade da dívida de curto prazo da companhia aérea, que no final do ano passado era superior a 650 milhões de euros e também um novo empréstimo de 100 milhões de euros que permitirá à TAP fazer face às necessidades de tesouraria.
Conforme o Diário Económico noticia na edição de hoje, a assinatura dos contratos, que chegou a estar planeada para o final da semana passada, estava depende do acordo de todos os bancos credores, entre os quais BCP e Novo Banco, para a renegociação da dívida. Uma situação que se tornou possível depois da aprovação em Conselho de Ministros de uma adenda ao contrato de venda da TAP que prevê que o Executivo seja informado mensalmente sobre a situação financeira da TAP, de forma a garantir que não existem surpresas caso o Governo opte por accionar alguma das cláusulas de reversão previstas na privatização. Conforme foi noticiado pelo jornal "Público" também os bancos poderão vir a exigir que a privatização seja revertida em caso de deterioração das condições financeiras da companhia aérea.
A concretizar-se a assinatura do contrato, fica sem efeito o pedido feito ontem pelo Partido Socialista ao presidente da Parpública de que não avançasse para a formalização do negócio, alegando que não havia legitimidade política por parte do Executivo em gestão para o fazer. Numa carta assinada pela vice-presidente da bancada parlamentar socialista, Ana Paula Vitorino, o PS lembrou Pedro Ferreira Pinto que os partidos actualmente em maioria na Assembleia da República são contra o processo de privatização da TAP.
Ainda que a Parpública proceda hoje à transmissão das acções, a privatização só estará efectivamente concluída depois do parecer final da Autoridade Nacional da Aviação Civil, a quem cabe garantir que a venda da TAP a privados cumpre as leis europeias em matéria de controlo de companhias aéreas, as quais não podem ser detidas a mais de 49% por cidadãos extra-comunitários.
Um parecer prévio do regulador da aviação impôs condições ao consórcio, nomeadamente a de demonstrar "inequivocamente" que era Humberto Perdrosa e não David Neeleman que controla a TAP. Já no final da semana passada, o Atlantic Gateway registou alterações à sociedade, que é agora uma sociedade por quotas, com um capital social de um milhão de euros, e que tem como objecto “a gestão de participações sociais noutras sociedades, como forma indirecta de exercício de actividades económicas”.
De cinco administradores, o consórcio passou a ter nove gerentes e se inicialmente o nome de Fernando Pinto, era um deles, uma alteração registada dois dias depois deixa cair o nome do actual presidente da TAP, para entrar Artur Pedrosa, gestor que é também filho de Humberto Pedrosa. Apesar de abandonar os corpos gerentes da Atlantic Gateway, Fernando Pinto irá continuar na TAP como presidente da companhia nomeado pelos agora accionistas privados.
Notícia corriguida às 9h15 por lapso onde se lia CGD lê-se agora CGD e Novo Banco.
http://economico.sapo.pt/noticias/luz-verde-da-banca-permite-fechar-venda-da-tap-hoje_234507.html
Já está corrigida a notícia, mas de qualquer maneira o Novo Banco é do estado (e da CGD), até à sua venda.
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