Suícidio. Porquê?

Mas tu estás de férias ou a trabalhar? Trabalhas em q já agora?:confused:
Se tás de férias pq não vais dar uma caminha ou assim em vez de ficar em frente à net? Digo eu...

Estou a trabalhar.

Mas como estamos em Agosto e Portugal está quase a 30% tenho tempo de dar aqui um saltinnho.

Sou coordenadora de um departamento de vendas de uma empresa.
 
Sou coordenadora de um departamento de vendas de uma empresa.

É uma actividade bem desgastante de facto, mas diz-me la, se tivesses que atribuir uma percentagem a cada componente que contribui para a tua depressão, qual seria a percentagem atribuída ao trabalho e à carreira?
 
Não sei se já aqui foi dito, mas em novo alguém disse estas palavras: O suicídio é o acto mais corajoso que um cobarde pode ter...

Na altura pensava que faziam sentido, hoje não.

A não ser quando exista um sofrimento físico intenso associado a um estado terminal, aí sim, defendo a eutanásia. De resto, penso que o ser humano não dá a devida importância às coisas, ou seja, não as hierarquiza como deve...

No coaching faz-se um exercício de pensar na vida dos que nos rodeiam depois da nossa morte, pode ser penoso pensar nas dificuldades que terão... De qualquer modo, o querer estar vivo tem que ser uma vontade intrínseca e não alicerçada nos outros...

Eu defendo que antes, mas muito antes de pensar em me matar, e se tudo estivesse a desmoronar-se à minha volta, tomava uma atitude completamente irresponsável: pegava em algum dinheiro, numa mochila e ié para bem longe daqui... tentava viver outra vida, na India, em África, sei lá... o mundo é maravilhoso, existir é a única oportunidade que se tem de procurar o que verdadeiramente não existe: a felicidade...

Para terminar e para que todos nos sintamos pequenos com os nossos problemas: Pensem na pessoa mais importante da Suécia do século III d.C. Não sabem quem é.. pois nem eu... O que interessam os seus problemas, as suas angústias, as suas batalhas.... no fim o que interessa é apenas a felicidade que ele ou qualquer um de nós consegue amealhar... e sim, existe sempre uma nova oportunidade para procurar a felicidade, nem que para tal tenhamos que dizer adeus a tudo e confrontarmo-nos de peito aberto com o Mundo...

Sejam felizes, porra!
 
Eu também ouvi dizer que tinhas namorada..., mas nem assim o arcebispo consegue dar a benção. Tu lembraste de cada uma...
Mas isso ou muito me engano ou ele é um clone de um User que por cá passou chamado Pensante... era tipico nele nunca estar satisfeito com a namorada que tinha, mesmo chamando-lhe "a minha loira de olhos azuis", etc... Se não for o mesmo pelo menos nos posts e maneira de falar aparenta muito.
 
Mas isso ou muito me engano ou ele é um clone de um User que por cá passou chamado Pensante... era tipico nele nunca estar satisfeito com a namorada que tinha, mesmo chamando-lhe "a minha loira de olhos azuis", etc... Se não for o mesmo pelo menos nos posts e maneira de falar aparenta muito.


Sempre pensei que fosse o CitroenC5II, esse grande fanático da Citroen [:)]
 
Não sei se já aqui foi dito, mas em novo alguém disse estas palavras: O suicídio é o acto mais corajoso que um cobarde pode ter...

Na altura pensava que faziam sentido, hoje não.

A não ser quando exista um sofrimento físico intenso associado a um estado terminal, aí sim, defendo a eutanásia. De resto, penso que o ser humano não dá a devida importância às coisas, ou seja, não as hierarquiza como deve...

No coaching faz-se um exercício de pensar na vida dos que nos rodeiam depois da nossa morte, pode ser penoso pensar nas dificuldades que terão... De qualquer modo, o querer estar vivo tem que ser uma vontade intrínseca e não alicerçada nos outros...

Eu defendo que antes, mas muito antes de pensar em me matar, e se tudo estivesse a desmoronar-se à minha volta, tomava uma atitude completamente irresponsável: pegava em algum dinheiro, numa mochila e ié para bem longe daqui... tentava viver outra vida, na India, em África, sei lá... o mundo é maravilhoso, existir é a única oportunidade que se tem de procurar o que verdadeiramente não existe: a felicidade...

Para terminar e para que todos nos sintamos pequenos com os nossos problemas: Pensem na pessoa mais importante da Suécia do século III d.C. Não sabem quem é.. pois nem eu... O que interessam os seus problemas, as suas angústias, as suas batalhas.... no fim o que interessa é apenas a felicidade que ele ou qualquer um de nós consegue amealhar... e sim, existe sempre uma nova oportunidade para procurar a felicidade, nem que para tal tenhamos que dizer adeus a tudo e confrontarmo-nos de peito aberto com o Mundo...

Sejam felizes, porra!
O texto é interessante, bem escrito e as ideias são boas, mas retira toda a emotividade ao texto e diz-me com que ficas! Ficas apenas com um conjunto de letras que foram um texto, mas sem emoção, sem sentimento de que servem.
O suicídio, a depressão, é muito mais do que alguns possam pensar, só quem passa por situações realmente aflitivas é que pode avaliar o real peso das coisas.
Costumo dizer sempre isto: é curioso constatar que num tribo completamente desinstruída a comunidade pode ser feliz e numa comunidade que se diz cada vez mais desenvolvida não há muita gente que possa afirmar com toda a convicção que é feliz, e vários estudos apontam para uma correlação positiva entre o Suicídio e o "Desenvolvimento".
cumprs
 
Tem dias ...

Hoje acordei bem disposta ... mas até o dia acabar quem sabe o que ainda ai vem.

É triste acordar com o pensamento de medo que o dia pode acabar mal e desejar que nem sequer começe.

Mas HOJE já passou metade, coragem para o resto do dia e amanhã logo se vê !

Olá.
Não quero parecer intrometida mas, enfim, afinal isto é um fórum e todos podemos expor aqui sentimentos e pensamentos livremente, desabafar...
Li as tuas mensagens, assim como as de outros. Porque tambem eu vivo num sofrimento enorme e profundo, com as minhas legitimas razões para isso, e se para mim é sofrimento, é e pronto, e ninguem mais poderá dizer que não é. E eu era originalmente uma pessoa muito viva, entusiasta, alegre e activa, com objectivos definidos na vida..(se alguma vez eu tiver coragem escrevo aqui o porquê de ter perdido isso, desde que não me discriminem, que é o que por vezes acontece...)
Simplifica-se demasiado o suícidio. Usa-se frases feitas que muitas vezes que minimizam o problema e subestimam o deprimido.
Mas não é assim tão simples, fico indignada quando vejo chamar fracos aos suicidas ou quem tenha tentado. O que é que os outros tem que dar palpites? Julgar e subestimar alguem que sofreu ou está a sofrer!?
Afinal tudo tem a ver com o que se sente!...quando amas alguem ou algo, uma ideia, um objectivo, um sonho.. és tu que sentes isso por dentro, não são os outros. É um sentimento que nasce dentro de ti, porque é assim a nossa natureza e porque os nossos sentimentos mais fortes são assim, de certa forma um mistério, mas todos eles reais. Diz-se muitas vezes "não te sintas assim" com boas intenções, mas...não se pode arrancar um sentimento do coração de uma pessoa!!O sentimento é legitimo porque cada um de nós é um mundo, com valores diferentes, objectivos diferentes, estimulos diferentes (os proprios psicologos falam disto), é assim e não há volta a dar,o que tem importancia vital para mim pode não ter nenhuma para ti, portanto se eu perder essa coisa e tu tambem, não sentiremos da mesma forma nunca.
O que eu tento fazer aos outros, e já tive amigos meus no limiar da queda, foi tentar encontrar algo que ainda os fizesse sorrir e tentar incentivar isso neles. Mesmo que já não tenha forças para mim. Mas tudo isto é muitissimo complicado porque os outros não viajam ao nosso coração...eu poderia ler a história da "tua vida" (maneira de dizer..) e achar que não tens razão para sofrer, mas só tu o podes saber. Não se pode subestimar a dor dos outros, nunca achar que determinada pessoa não deve estar deprimida porque quem sabe e de quem o sentimento emerge é dela, mas com amizade tentar fazer sorrir e partilhar um momento melhor. Eu procuro faze-lo porque mesmo eu que já não tenho esperança, a outra pessoa pode vir a ter, quem sabe, razões para ter....!
 
Belíssimo e sincero post, Eventry.

Aparece sempre que necessitares, mas acho também que deves ter presente que nem todos somos iguais e, muitas vezes, escreve-se neste Fórum o que nos apetece e não o que sentimos.
 
Olá.
Não quero parecer intrometida mas, enfim, afinal isto é um fórum e todos podemos expor aqui sentimentos e pensamentos livremente, desabafar...
Li as tuas mensagens, assim como as de outros. Porque tambem eu vivo num sofrimento enorme e profundo, com as minhas legitimas razões para isso, e se para mim é sofrimento, é e pronto, e ninguem mais poderá dizer que não é. E eu era originalmente uma pessoa muito viva, entusiasta, alegre e activa, com objectivos definidos na vida..(se alguma vez eu tiver coragem escrevo aqui o porquê de ter perdido isso, desde que não me discriminem, que é o que por vezes acontece...)
Simplifica-se demasiado o suícidio. Usa-se frases feitas que muitas vezes que minimizam o problema e subestimam o deprimido.
Mas não é assim tão simples, fico indignada quando vejo chamar fracos aos suicidas ou quem tenha tentado. O que é que os outros tem que dar palpites? Julgar e subestimar alguem que sofreu ou está a sofrer!?
Afinal tudo tem a ver com o que se sente!...quando amas alguem ou algo, uma ideia, um objectivo, um sonho.. és tu que sentes isso por dentro, não são os outros. É um sentimento que nasce dentro de ti, porque é assim a nossa natureza e porque os nossos sentimentos mais fortes são assim, de certa forma um mistério, mas todos eles reais. Diz-se muitas vezes "não te sintas assim" com boas intenções, mas...não se pode arrancar um sentimento do coração de uma pessoa!!O sentimento é legitimo porque cada um de nós é um mundo, com valores diferentes, objectivos diferentes, estimulos diferentes (os proprios psicologos falam disto), é assim e não há volta a dar,o que tem importancia vital para mim pode não ter nenhuma para ti, portanto se eu perder essa coisa e tu tambem, não sentiremos da mesma forma nunca.
O que eu tento fazer aos outros, e já tive amigos meus no limiar da queda, foi tentar encontrar algo que ainda os fizesse sorrir e tentar incentivar isso neles. Mesmo que já não tenha forças para mim. Mas tudo isto é muitissimo complicado porque os outros não viajam ao nosso coração...eu poderia ler a história da "tua vida" (maneira de dizer..) e achar que não tens razão para sofrer, mas só tu o podes saber. Não se pode subestimar a dor dos outros, nunca achar que determinada pessoa não deve estar deprimida porque quem sabe e de quem o sentimento emerge é dela, mas com amizade tentar fazer sorrir e partilhar um momento melhor. Eu procuro faze-lo porque mesmo eu que já não tenho esperança, a outra pessoa pode vir a ter, quem sabe, razões para ter....!

Tu quando estás mergulhada na depressão e sofrimento não és capaz de ver as coisas como elas são. Quando estamos mal temos sempre tendência a exagerar, o que torna tudo uma bola de neve.

Nunca se pode dizer a uma pessoa que se quer suicidar que ela tem razão no sofrimento. Temos de dizer o contrário para tentar criar uma força que a ajude a virar. O suicidio acaba com o sofrimento, mas provoca tanto ou mais a quem fica!

Porém, vejo uma ou outra situação que me seria muito complicado continuar a viver caso acontecessem.
 
Belíssimo e sincero post, Eventry.

Aparece sempre que necessitares, mas acho também que deves ter presente que nem todos somos iguais e, muitas vezes, escreve-se neste Fórum o que nos apetece e não o que sentimos.

Obrigado..
Tenho ouvido pessoas a tentarem mudar a nossa forma de estar perante a vida, a dizer "tens de ultrapassar" .."Tens"? como é isso? Tenho como? Faço força , aperto a cabeça? Mas como ultrapassar se há coisas que determinam para sempre de uma forma brutal o resto de uma vida!? Ultrapassei coisas que passaram e não decidiram o seguinte momento, mas agora as coisas que me aconteceram decidem todos os momentos seguintes...isto não é uma tecla que se clica e se faz download dum programa chamado "as coisas que me estão a destruir a vida não me afectam" ...A questão é que cada caso é um caso e no meu foi demasiado grave e dilacerante o que me fizeram e não dá para ultrapassar porque é uma situação brutal que está a determinar e a destruir tudo na minha vida, de uma forma violenta, sem que eu possa fazer nada. As pessoas que criticam o suicida por favor, não julguem ninguém, não sabem o que vai dentro de cada um, ninguem está apto a julgar o que cada um sente. O que para um de vocês é ultrapassável para outro pode ser devastador, não por um ser forte e outro fraco mas porque as coisas tem um valor e uma importância completamente diferente para cada um!
Não dá, não se injecta a formula magica da felicidade repentina em alguem.
Aguenta-se uns tempos mas não dá, Pode se tentar ás vezes não dá. Nao se vai viver o resto da vida a lutar e a sofrer e tentar e falhar, lutar tudo bem, mas há limites. Lutar cansa, ao fim de muito tempo, cansa mesmo. Vou me arrastando, a lutar uma guerra praticamente perdida, tentativas, sabe se lá até quando. Mas isto aplica-se a mim, porque eu com os outros procuro animá-los quando estão mal. Isto é como eu sou, mas não digo para os outros serem assim. Mas isto é o que sinto e o que sou, eu vejo tudo com clareza e luto muito,e há muito tempo, mas já estou a sentir um cansaço dilacerante... Não julguem ninguem mal, porque ninguem sofre porque quer ou porque gosta!
 
Última edição:
Eventyr

Já pediste ajuda aos especialistas?
Psicólogo/Psiquiatra?

Por vezes, sózinhos não conseguimos fazer a caminhada.....mas uma mão amiga, normalmente dá muito jeito.[;)]

E já agora, uma escada sobe-se degrau a degrau....não desistas....e não olhes para baixo....a vista lá do alto é sempre mais bonita.


Força...e aparece sempre que quiseres.
 
Obrigado..
Tenho ouvido pessoas a tentarem mudar a nossa forma de estar perante a vida, a dizer "tens de ultrapassar" .."Tens"? como é isso? Tenho como? Faço força , aperto a cabeça? Mas como ultrapassar se há coisas que determinam para sempre de uma forma brutal o resto de uma vida!? Ultrapassei coisas que passaram e não decidiram o seguinte momento, mas agora as coisas que me aconteceram decidem todos os momentos seguintes...isto não é uma tecla que se clica e se faz download dum programa chamado "as coisas que me estão a destruir a vida não me afectam" ...A questão é que cada caso é um caso e no meu foi demasiado grave e dilacerante o que me fizeram e não dá para ultrapassar porque é uma situação brutal que está a determinar e a destruir tudo na minha vida, de uma forma violenta, sem que eu possa fazer nada. As pessoas que criticam o suicida por favor, não julguem ninguém, não sabem o que vai dentro de cada um, ninguem está apto a julgar o que cada um sente. O que para um de vocês é ultrapassável para outro pode ser devastador, não por um ser forte e outro fraco mas porque as coisas tem um valor e uma importância completamente diferente para cada um!
Não dá, não se injecta a formula magica da felicidade repentina em alguem.
Aguenta-se uns tempos mas não dá, Pode se tentar ás vezes não dá. Nao se vai viver o resto da vida a lutar e a sofrer e tentar e falhar, lutar tudo bem, mas há limites. Lutar cansa, ao fim de muito tempo, cansa mesmo. Vou me arrastando, a lutar uma guerra praticamente perdida, tentativas, sabe se lá até quando. Mas isto aplica-se a mim, porque eu com os outros procuro animá-los quando estão mal. Isto é como eu sou, mas não digo para os outros serem assim. Mas isto é o que sinto e o que sou, eu vejo tudo com clareza e luto muito,e há muito tempo, mas já estou a sentir um cansaço dilacerante... Não julguem ninguem mal, porque ninguem sofre porque quer ou porque gosta!


O Suicídio é um acto de desespero.
Ninguém disse que a vida é justa e que tudo vai correr sempre bem.
Não tem que lutar contra o que sente. Tem que aceitar esse seu momento de fraqueza. Estar triste é um estado natural. Entrar em depressão é uma doença. Quando estamos doentes vamos ao médico. Quando a tristeza se arrasta mais tempo que o normal e prejudica o nosso dia a dia é um sinal que estamos doentes. E então temos que accionar os meios ao nosso alcance para combater a doença que se instalou.
 
E eu era originalmente uma pessoa muito viva, entusiasta, alegre e activa, com objectivos definidos na vida..(se alguma vez eu tiver coragem escrevo aqui o porquê de ter perdido isso, desde que não me discriminem, que é o que por vezes acontece...)


Se não for indiscrição, podes dar uma pequena idéia dos motivos? Apenas para ajudar a perceber que tipo de situações podem alterar tanto o comportamento de uma pessoa de uma hora para outra. Até poderias encontrar pessoas com problemas semelhantes, o que é excelente nestes casos.
 
Boa Tarde, nunca devemos descriminar pessoas que tem esse tipo de tendencias suicidas pois so quem as sente na pele é que sabe o que se está a passar, vir para o forum falar é muito bonito,faz isto faz aquilo pede ajuda aqui e pede ajuda acolá, é uma forma de apoiar as pessoas mas por vezes essas pessoas estao tao cansadas de lutar ou tao deprimidas que ate a coisa mais simples de se fazer se torna num caos um num bicho de 7 cabeças.sou novo tenho 24 anos e ja consegui viver diversas coisas na vida entre as quais sentir a dor de amigos da minha idade e mais novos se terem suicidado por coisas absurdas e outras tambem tremendamente graves. o que gostava era que por mais que sejam os problemas nunca desistam, a vida é so uma,apenas viveremos 80/90 anos ou nem isso,nao vale a pena encurta-la mais a sério. Somos como uma bruma,apenas estamos aqui de passagem,cabe-nos a nos marcar as pessoas que nos rodeiam com imagens felizes para quando realmente chegar a nossa hora que se lembrem de nós com carinho. É a minha opiniao.
 
O Suicídio é um acto de desespero.
Ninguém disse que a vida é justa e que tudo vai correr sempre bem.
Não tem que lutar contra o que sente. Tem que aceitar esse seu momento de fraqueza. Estar triste é um estado natural. Entrar em depressão é uma doença. Quando estamos doentes vamos ao médico. Quando a tristeza se arrasta mais tempo que o normal e prejudica o nosso dia a dia é um sinal que estamos doentes. E então temos que accionar os meios ao nosso alcance para combater a doença que se instalou.

boa noite,como e sentes hoje eventyr? bom fim de semana..[;)]
 
será que por termos demasiada consciência (ou não) da realidade nos levará a atitudes mais extremas?!

Nós, os humanos somos dotados de inteligência. Esta medalha tem um reverso. (e isto não é fundamentado cientificamente..)..mas arrisco a opinião de que quanto mais inteligentes.. mais tendência à infelicidade.. percepção do negativo.. à dúvida.. à questão. Será a inteligência ela mesma, uma doença? Se pode adjuvar a perda da vida.. é uma hipótese. Um acto que atente contra a própria vida é, sempre, antinatura. Enquanto seres vivos, somos codificados a sobreviver sempre. Nomattering what...
 
Um documentário acompanhando o passo-a-passo de um homem sofrendo de transtorno bipolar para obter assistência ao suicídio levantou o debate sobre a prática com doentes psiquiátricos.

O documentário, chamado "Tod nach Plan" (Morte Planejada), foi ao ar na televisão da Suíça alemã no início de fevereiro, quase ao mesmo tempo que um outro da televisão da Suíça francesa, contando a viagem de uma escritora francesa até Zurique para pôr fim em seus dias.


Uma pesquisa realizada no ano passado pela Universidade de Zurique revelou que a maioria dos suíços são favoráveis ao suicídio assistido. O Tribunal Federal reconhece o direito de uma pessoa terminar com sua vida, desde que seja em sã consciência.

A prática do suicídio assistido por pessoas com doenças terminais, como o câncer, não é novidade na Suíça. Mas os casos envolvendo transtornos mentais, não letais, ainda que debilitantes, e os idosos, levantaram o debate em torno da questão de se, e como, a prática deve ser regulamentada.

Propostas de mudanças do Código Penal suíço, restringindo a prática do suicídio assistido, vêm ocupando o governo federal há mais de dez anos.

As principais questões ainda deixam em aberto como serão definidos os tipos de distúrubios que dariam direito a uma ajuda ao suicídio e quantas opiniões médicas deveriam ser obtidas antes da autorização de morte.

Papel da sociedade

Embora haja pouca dúvida de que distúrbios psíquicos, como transtorno bipolar (anteriormente conhecido como psicose maníaco-depressiva) e esquizofrenia podem ser extremamente debilitantes, causando grande sofrimento, a diferença óbvia entre tais doenças e as doenças terminais como o câncer é que elas não trazem em si a certeza da morte.

"O fato de se estar com uma doença crônica é uma coisa, o fato de que seja uma doença incurável é outra", disse Panteleimon Giannakopoulos, diretor de saúde mental e psiquiatria do Hospital Universitário de Genebra, à swissinfo.ch.

Giannakopoulos observa que as doenças psiquiátricas se manifestam geralmente ao longo de muitos anos, durante os quais o paciente pode passar por períodos em que tenha pensamentos suicidas e períodos de melhora quando é capaz de viver uma vida relativamente normal.

"É claro que podemos tratar essas pessoas, melhorando sua situação", disse.

Mas essas pessoas são muitas vezes marginalizadas da sociedade por meio de fatores tais como perda de emprego e amigos, como resultado de sua doença, disse o psiquiatra, advertindo que a falta de regulamentação para esses casos pode levar a um "certo tipo de engenharia moderna".

"Essas pessoas geralmente apresentam um estado de saúde [física] muito bom, mas muitas vezes têm poucos amigos e são muito solitárias", disse. “Será que devemos permiti-las que, durante uma fase de resignação, digam ‘bem é isso, vou pôr um fim em tudo?’ De forma indireta há um risco, se deixarmos as coisas correrem dessa maneira, de querermos nos livrar dessas pessoas".

Quem decide?

Psiquiatra em Lausanne e vice-presidente da Sociedade Suíça de Psiquiatria e Psicoterapia, Pierre Vallon disse à swissinfo.ch que não deveria ser permitido o acesso ao suicídio assistido aos pacientes com problemas mentais.

"Não é trabalho de um médico dizer se tal problema é incurável", disse. "Temos de ser restritivos com esses problemas, pois eles variam em intensidade. Como você pode saber com precisão [se um paciente esgotou todas as opções de tratamento]?".

Já para Giannakopoulos, os pacientes com problemas mentais devem ter o mesmo direito ao suicídio assistido que os pacientes com doença física, mas o médico admite a dificuldade em julgar quando o problema pode ser considerado sem cura.

"Este é o ponto no qual o parlamento deve ser muito preciso, embora eu não ache que seja assim tão simples", disse.

"O que acontece com as pessoas com doenças psicológicas para as quais a deficiência não é uma desvantagem física, mas uma desvantagem psicológica e social? Vai depender de quem julga e de como nós julgamos a deficiência psicológica".

Casos raros

Jérome Sobel, presidente da EXIT, uma organização de auxílio ao suicídio sediada em Lausanne, disse à swissinfo.ch que ainda são raros os casos em que as pessoas põem fim à vida através do suicídio assistido.

Sua empresa, que tem cerca de 16 mil inscritos na Suíça de língua francesa, ajudou 91 pessoas a morrer em 2010. Os casos que envolvem doenças mentais são mais raros ainda.

"Tod nach Plan" mostrou um senhor de 56 anos em perfeita forma física, André Rieder, tomando sua medicação semanal e dizendo adeus aos amigos e familiares, chamando calmamente um táxi para um edifício não descrito em Zurique, onde terminou sua vida.

Sobel defendeu a ação da organização da Suíça de língua alemã no caso Rieder, considerando-a como justa e humana. Ele ressaltou os 25 anos de doença do paciente durante os quais havia sido internado quase 20 vezes, incluindo períodos passados em uma enfermaria psiquiátrica fechada.

"Ele conhecia bem sua doença e não queria sofrer uma nova queda seguida de nova hospitalização. Durante um período em que sua condição era estável, ele julgou que, por estas razões, sua vida não era digna de ser vivida", disse.

Sobel insiste que não é dever da sociedade impor regras sobre a maneira de tratar ou não tais doenças, e que uma pessoa que sofre de uma doença debilitante tem o direito de escolher as circunstâncias de sua morte.

"Essas situações [envolvendo doenças mentais] são extremamente raras. Eles verificaram se a sociedade lhe tinha dado todo o tratamento e apoio que deve ser dado a alguém, mas no fim a vida não é uma prisão", disse.

"É algo pessoal de cada um. Ninguém é obrigado a viver quando escolhe a morte”.

Suicidas deverão fazer testes de doença mental - swissinfo
 
Provavelmente este será o tópico mais sensível do fórum, pelo que os participantes deveriam medir bem as palavras antes de as proferir pois podem interferir directamente na vida das pessoas.

Aconselho a que os chico-espertos e os ignorantes vão pregar a sua doutrina para outra freguesia, pois a vida humana merece todo o respeito.

Aos que deixaram posts úteis, que continuem a fazê-lo, porque do outro lado estará sempre alguém que precisa de uma palavra amiga.

Assim, e porque todo o cuidado é pouco com as palavras que se dizem, vou ver se tenho algo de útil a acrescentar ao que foi dito.
Se não, ficarei calado para não dizer asneiras.
 
«Compreensão» - é disso que se trata.
Ignorando aqueles tontos que vêm para aqui falar do que não sabem, dizendo que não compreendem o suicídio, o qual classificam como um acto de cobardia e fraqueza reservado aos fracos, também não posso esquecer aqueles que dizem da boca para fora que compreendem.

Fazem por compreender não entendendo e falando da felicidade, da alegria da vida e por aí fora, mas, no fundo, não estão a compreender coisa nenhuma. Estão a tentar ajudar, mas não o estão a conseguir
porque simplesmente não é fácil. Mas, na maioria das vezes também não fazem um esforço por isso.

Eu compreendo …
Ninguém está livre de pensar numa coisa dessas vendo a vida de forma muito desagradável.

A vida é como uma montanha-russa na qual por instantes chegamos perto das nuvens como noutros afundamos até lá em baixo.
É como caminharmos num tabuleiro de xadrez inconstante em que tanto podemos pisar um quadrado que sobe e nos eleva como no momento seguinte podemos pisar outro que nos afunda até às profundezas isolando-nos num buraco escuro e obrigando-nos a perguntar “porquê eu?”.
 
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