Vou desviar-me um pouco do tema especifico do, mas está interligado
De facto o mercado de trabalho em Portugal neste momento não é um "conto de fadas" e apresenta diversas dificuldades
Gera-se uma descrença, muito justificada, quando se verifica que determinados licenciados, esforçados, responsáveis e qualificados estão a ser explorados numa qualquer empresa que nem foca o olhar 1 segundo para olhar para eles e "oferecer-lhes" a possibilidade de se tornaram profissionais brilhantes, quando por vezes têm todas as condições para isso
Assim sendo, e tentando manter um discurso coerente e isento de ilusão ou dramatização, diria que o factor número 1 que pode levar-nos a um lugar confortável da montanha (ainda que esse lugar seja apenas a meio)
é a força de vontade e motivação
Compreendo perfeitamente que, perante as evidências e a projecção que este Portugal nos apresenta seja difícil encontrar qualquer motivação para acreditar que vamos subir a montanha até um lugar confortável, mas... a vossa força interior ninguém vos pode tirar e ela poderá representar a diferença entre uma vida nivelada por baixo ou um pouco melhor [

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Pois... força de vontade e motivação é a única forma de se aguentar num emprego que desvaloriza e não motiva seja quem for.
Queres um exemplo?
Uma pessoa que trabalha num banco à 4 anos está efectiva. Trabalha que nem uma moura, resolve praticamente todos os problemas que se lhe deparam, tem uma amizade enorme com a maioria dos fornecedores, trabalha horas a mais (primeira a chegar e quase última a sair). Ou seja como a chefe dela já lhe disse, uma empregada exemplar.
Mas como em todo o lado existem parasitas e víboras que contaminam todo o ambiente de trabalho e as suas relações. Os colegas executam as mesmas tarefas, mas não se chateam nem metade, não se preocupam com os assuntos, cometem erros graves, atiram as culpas para outros, estão o dia todo na galhofa e intriga com as víboras de outros departamentos, passam o dia na internet e a ligar para a namorada/mulher/amigos/amantes e assuntos pessoais.
Num país exemplar esta categoria de funcionário já estaria crucificado e na pior das hipóteses no olho da rua.
Mas sendo víboras são pessoas que dominam a arte da graxa. Graxa ao chefe, graxa ao Director, graxa aos comerciais. Mas sempre lixando os colegas constantemente atirando mentiras e boatos à direcção.
Um dia fartou-se da situação e foi falar com o director sobre as situações caricatas mas este retorquiu que pessoas que se queixam dessa forma não podem fazer parte da organização e que quem não estava bem que se mudasse.
Pois bem... a reacção a esta resposta não se fez esperar, o envio de CV foi imediatamente levado à prática. Esta foi a sua força de vontade.
Uma semana depois, já tinha uma proposta de trabalho num concorrente para ficar efectiva e com melhores condições de trabalho e salário.
Conclusão: Está na fase de transição (férias), a chefe está a ver a vida a andar para trás e o serviço... está um caos para dizer no mínimo. Os colegas víboras continuam a fazer erros, a criar problemas com fornecedores e colegas, a levar tempo para tudo e a levar elogios da chefia...
Ninguém é insubstítuivel, mas existem pessoas chave que dão tudo por tudo e o agradecimento das chefias é menos zero.
Depois queixam-se que a produtividade é baixa e que o país assim não vai para a frente.
Bastava um pouco de valorização para tanta dedicação. Um obrigado, um prémio, um acto. Mas nada, apenas uma puxada de orelhas por ser chata.
Neste país é assim, as pessoas mais válidas são colocadas de parte. E as víboras dominam.
Esta história é verídica e é-me bem próxima.