Mordor
Well-known member
Deve ser a conspiração dos Maias []
Tenho que elogiar a escolha do nick... se tudo o resto falhar, nisto acertaste!
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Deve ser a conspiração dos Maias []
Mas o Nipnip tem alunos que se portam mal e prejudicam as aulas?!!!!
Isso é errado, tem que estabelecer estratégias para isso não acontecer....comportamentos disrruptivos só acontecem quando os conteúdos estratégias e estilos de ensino não são adequados às características dos alunos. Por isso é que só conta as horas lectivas, tem que trabalhar nas horas não lectivas...pode ser até numa esplanada ao pé do mar e preparar, planificar bem as aulas pedagógicamente, cientificamente e de uma forma didáctica...para nunca, mas nunca isso acontecer!!!
Deixe também que lhe diga, tem trabalho que são apresentados sem qualidade nenhuma...mas então é porque ensinou os conteúdos a esses alunos também sem qualidade nenhuma. Os alunos são o reflexo da qualidade do professor...isso é um fracasso!!!!!! Os trabalhos devem ser também ser sempre acompanhados continuamente pelos professores, para isso NUNCA, mas NUNCA, acontecer.
Não fique coi raiva...mas analisando o que escreveu, eu acho que talvez seja um pouco incompetente...![]()
Mas tu leste o que escrevi?
Quanto às exigências de entrada... sinal pouco linear de competência, desculpa-me que tu diga.
Quanto à situação que descreves, suponho que funciona assim para toda a Função Pública, quando se relaciona com trabalho produzido no âmbito da nossa actividade.
pensas mal então. se eu fizer uma sebenta fora das minhas horas de trabalho na escola mas a usar nas aulas a instituição tem direitos sobre esse trabalho...
se tu achas que fazer um doutoramento não é sinal de competência então não sei que te diga, pode dizer pouco sobre as capacidade pedagógicas mas um doutoramento diz muito acerca da competência científica.
Amigo Mordor, deixa-o a postar sózinho, á coisas que não tem solução...
Se a sebenta for realizada anteriormente à actividade que desenvolves, não passa a propriedade intelectual da instituição. Seria um belo negócio, realmente.
Quanto ao doutoramento, nada a dizer. Têm todos doutoramentos, é isso? Dos amigos que tenho no superior nenhum tem ainda... E já lá andam há uns anos.
A discussão já acalmou um pouco. Infelizmente não consegui impedir-me de participar. Feitio meu que não obedece à razão... []
Quem não conhecer bem o sistema até pode acreditar no que lêUma das grandes medidas para combater a crise seria criar um imposto para a ignorância. Não ganhavas para o que pagavas, de certeza.
Nenhum professor tem reuniões nos três dias, dizes tu. Verdade. Só esta semana, tenho quatro dias com reuniões de avaliação e as reuniões, como é óbvio PARA QUEM TRABALHA, são muitas mais para além destas. Trabalho a realizar, até às férias: sabendo que me esquecerei de algo, mas cá seguem alguns exemplos - articulação horizontal interdisciplinar; articulação vertical a discutir no grupo disciplinar; balanço de avaliação; avaliação dos projectos e apresentação dos resultados; balanço do trabalho realizado pelos clubes; balanço do Desporto Escolar; preparação e planificação dos projectos a implementar para o próximo ano lectivo; avaliação do Plano Anual de Actividades; análise dos critérios de avaliação; análise do sucesso do Projecto Educativo; propostas de alteração ao Regulamento Interno; estabelecimento de critérios para definição de actividades e visitas de estudo no próximo ano lectivo; seminários de formação (eu tenho dois marcados, sendo que no último sábado, estive envolvido em mais um); distribuição de níveis a leccionar; elaboração de turmas; planificação de CEF's e Cursos Profissionais a iniciar; elaboração do Plano de Ocupação de Tempos Livres; matrículas dos alunos e pedido das diversas autorizações necessárias ao início do próximo ano; apresentação aos EE dos resultados avaliativos e da análise feita nas reuniões de avaliação; apresentação ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Geral dos diversos balanços; preenchimento das plataformas de monitorização da DGIDC no final da ano lectivo; vigilância de exames; correcção de exames, que implica a deslocação à sede distrital para recolher os exames, a que se juntam duas reuniões para análise dos critérios de avaliação e um outro dia para entrega das provas; exames de equivalência à frequência, com realização de orais, quando necessárias; elaboração do relatório de autoavaliação e do portefólio relativo à avaliação docente do último biénio; entrevista com o relator, se solicitada; reuniões para aferição dos mecanismos de avaliação; realização dos horários; ponderação do número de horários permitidos a funcionar e da distribuição dos docentes; reuniões de departamento para se efectuar o balanço deste ano lectivo e a preparação do próximo; término e apresentação do trabalho realizado pela equipa de Avaliação Interna; apresentação do balanço da assiduidade docente; planificação das necessidades de transporte escolar no próximo ano lectivo; inventário do material nos laboratórios e noutros espaços; solicitação de material, reagentes e equipamento necessários, após análise em grupo; análise dos resultados dos instrumentos de avaliação externos; etc, etc, etc... PODIA ESTAR A CITAR TRABALHO A FAZER MAIS UM BOM BOCADO! Tarefas de cacaracá (ou será caracacá, cara(o) Farang)... só para quem não sabe o que diz.
No início de Julho está tudo despachado... dizes tu, de novo. COMO É RIDÍCULO! Na minha escola, fomos autorizados a marcar férias após 28 de Julho, graças aos exames (se calhar pensavas que eram os funcionários que tratavam disso, não?) e quem os for corrigir não terá possibilidade de gozar todos os dias de férias a que tem direito pois o período de correcção e revisão das provas termina bem dentro de Agosto. Início de Julho, dizias tu?
Escolas vazias, até Agosto, só na tua mente formatada pelo RESSENTIMENTO. Vazias de alunos que não de professores, nem funcionários, nem de administrativos. Quem pensa que o trabalho de um professor se esgota nas aulas e na sua preparação não vive neste século, nem no anterior. Ainda funciona a carvão e precisa de se actualizar. Ou parar de dizer asneiras... também não é má ideia.
Olha mas faz correcção no teu post do meu "à", coloca lá um h...para não cair o Carmo e a Trindade...[:blush:]
Deixa estar que não cai o santo do altar. Se fossem maiúsculas, já te cascava. Maiúsculas e irritante... []
Quem não conhecer bem o sistema até pode acreditar no que lê
[...]
P.S.- Em relação à eleição da Direção, sim, tens razão, as listas iam a votos, mas a lei mudou à coisa de 2 anos e de facto os candidatos a Diretor apresentam o seu projeto ao Conselho Geral que é formado por representantes do pessoal docente, pessoal não docente, Município local, encarregados de educação, bombeiros locais, empresas locais, etc e esse órgão máximo da escola que vota a Direção.
O teu post não tem o acento no é, seres um professor de física, não te dá desculpa...[]
Durante a minha vida académica devo ter tido mais de uma centena de professores.
Contam-se pelos dedos das mãos, os que se podem considerar Professores!
Durante a minha vida académica devo ter tido mais de uma centena de professores.
Contam-se pelos dedos das mãos, os que se podem considerar Professores!
E quantos destes últimos teriam dado a mão direita para não te ter como aluno? Ora, chama-os lá para fazerem o contraditório... []
Volto a dizer perguntar: quem são as pessoas que vos dizem mais? Os vossos filhos, certo?
Se os professores fazem assim tão mau trabalho, porque os mandam para a escola? Não sei se sabem mas há uma coisa chamada ensino domiciliário, onde se pode dar aulas aos próprios filhos e, obviamente, mostrar a essa cambada de preguiçosos incompetentes como se faz.
Há quem jure a pés juntos que ser professor é ter 3 meses de férias. Para fundamentar esta argumentação atendem ao calendário escolar, que eu pus para vos fazer pensar onde calham as reuniões de avaliação, de escolha de manuais, de planificação de aulas, de preparação de atividades para o ano letivo seguinte, de preparação de relatórios infindáveis que toda a gente sabe que está feito, quando se vigiam e corrigem exames e quando se prepara toda uma escola para que a sua realização decorra da melhor forma para todos.
Claro que este trabalho não é atribuído aos paraquedistas que lá vão fazer uma perninha, por isso muitos deles não têm noção do que foi feito antes de chegarem nem se apercebem do que os outros lá ficam a fazer quando o seu contrato chega ao fim.
Há quem jure a pés juntos que os professores são bem pagos: comparados com quem? Com quem deixou a escola (voluntariamente ou não) no fim do 4º, 6º, 9º ou 12º ano?
Será uma comparação justa?
Porque não comparam o vencimento de um professor (licenciado/mestrado de Bolonha) com o vencimento de outros técnico superior da FP? Ou de um licenciado a trabalhar no privado a exercer na área da sua formação?
Há por aí também julgue toda uma classe profissional porque teve um professor assim, ou uma disciplina que nem soube o nome nem para que servia: pela bela atenção que deu à escola, não admira que emita opinião tão fundamentada, nem admira que ache que não serve para nada - estas opiniões são comuns por esse Portugal, e por isso estamos como estamos... comparamo-nos com a Grécia porque já nem conseguimos compararmo-nos com a Polónia nem com a República Checa - e vejam se adivinham porquê.
Há também quem diga que os professores estão habituados a ter razão, sentados nos seus cadeirões, intocáveis nas suas verdades: foi realmente uma figura que existiu, mas que vai desaparecendo, parecendo-me compreensível mas injusto que se continue a ter imagem.
Há ainda quem ache que a profissão de professor é uma profissão como outra qualquer: se alguém descobrir uma estatística sobre depressões por classe profissional, vão ver os professores lá à frente com os polícias.
Houve realmente um momento em que a profissão de professor sofreu um grave a tentado: foi quando algumas universidades privadas começaram a produzir finalistas com qualidade mais do que discutível. Têm tentado fazer o mesmo com os engenheiros e com os médicos, mas esses felizmente têm ordens profissionais que vão protegendo a qualidade dos profissionais no mercado, algo que faltou aos professores.
Se me chateia receber menos que colegas de curso bem menos preparados que eu? Sim.
Se me chateia acharem que tenho muitas férias quando chego à minha rua à noite e vejo os carros dos meus vizinhos já todos estacionados? Um pouco, mas até gozo com eles dizendo que já estou farto das férias, quando sei que nem as poderei gozar por completo, pois entretanto começam as aulas.
Se me chateia ler parvoíces de treinadores de bancada que sempre detestaram a escola? Claro, mas se calhar eu às vezes também sou injusto quando falo dos outros sem saber
Se me chateia ter colegas que dão mau nome à profissão? Certamente, pois são esses que mais retemos na memória.
Mas no fim de cada ano recebo sempre prendas, subornos sem preço que me mantêm por lá []
Recebo fotografias das minhas turmas em molduras feitas à mão e todas tortas; t-shirts ranhosas com frases sobre mim e eles, piadas que só nós percebemos; e-mails cheios de erros com links para ver o último video de uma banda que não me diz absolutamente nada mas que eu tento que receba de volta um comentário divertido, muitas vezes com um outro link como proposta minha; ou às vezes um chateou-se com a família e está preparado a fazer um disparate qualquer, vindo agradecer-me no dia a seguir pela descasca que lhe dei através do Mensager que o/a pôs nos eixos e fez pedir desculpa aos pais pelo que disse.
Ahh, como eu compreendo a vossa inveja... []
areia para os olhos?
pessoalmente não tenho qualquer inveja.