Ser professor .....

Mas o Nipnip tem alunos que se portam mal e prejudicam as aulas?!!!! :confused:
Isso é errado, tem que estabelecer estratégias para isso não acontecer....comportamentos disrruptivos só acontecem quando os conteúdos estratégias e estilos de ensino não são adequados às características dos alunos. Por isso é que só conta as horas lectivas, tem que trabalhar nas horas não lectivas...pode ser até numa esplanada ao pé do mar e preparar, planificar bem as aulas pedagógicamente, cientificamente e de uma forma didáctica...para nunca, mas nunca isso acontecer!!!

Deixe também que lhe diga, tem trabalho que são apresentados sem qualidade nenhuma...mas então é porque ensinou os conteúdos a esses alunos também sem qualidade nenhuma. Os alunos são o reflexo da qualidade do professor...isso é um fracasso!!!!!! Os trabalhos devem ser também ser sempre acompanhados continuamente pelos professores, para isso NUNCA, mas NUNCA, acontecer.

Não fique coi raiva...mas analisando o que escreveu, eu acho que talvez seja um pouco incompetente...:)

minha cara se está à espera que eu perca tempo a arranjar estratégias para convencer os alunos a não atirarem papeis, a terem o telemóvel em silêncio etc etc não conte comigo, a educação é algo que deve ser dado em casa... as horas de gestão são isso mesmo para participar na gestão da escola e garanto que não me sobram muito já que numa horário de 10% temos 1 hora de gestão apenas, o restante tempo é atendimento aos alunos, e faço-o com todo gosto aos alunos que aparecem, mas mais uma vez não contem comigo para andar atrás de gente grandinha que escolheu de livre e espontânea vontade aquele curso.

Minha cara ter alunos que me apresentam como trabalho (o objectivo era pegarem num artigo científico e fazerem um crítica) o resumo do artigo, quando todos os outros fizeram de facto uma crítica, não é culpa do professor é culpa dos alunos que não quiseram trabalhar, que quiseram ver se o professor estava distraído...

como lhe disse eu tenho horário de atendimento e estou na escola nesse horário, dou a todos os meus alunos o meu número de telemóvel e endereço de e-mail, se precisarem de combinar numa outra hora que não o horário de atendimento estou disponível... não estou disponível para andar de mãozinha dada atrás dos alunos a ver se fazem ou não o trabalho. o caso que referi eram alunos do 3º ano (de um total de 4) já têm mais que obrigação de serem capazes de trabalhar sozinhos.

quanto à minha competência, ou falta dela, não se preocupe que se não corresponder ao necessário rapidamente correm comigo já que sou barato de despedior.
 
Mas tu leste o que escrevi?



Quanto às exigências de entrada... sinal pouco linear de competência, desculpa-me que tu diga.

Quanto à situação que descreves, suponho que funciona assim para toda a Função Pública, quando se relaciona com trabalho produzido no âmbito da nossa actividade.

pensas mal então. se eu fizer uma sebenta fora das minhas horas de trabalho na escola mas a usar nas aulas a instituição tem direitos sobre esse trabalho...


se tu achas que fazer um doutoramento não é sinal de competência então não sei que te diga, pode dizer pouco sobre as capacidade pedagógicas mas um doutoramento diz muito acerca da competência científica.
 
pensas mal então. se eu fizer uma sebenta fora das minhas horas de trabalho na escola mas a usar nas aulas a instituição tem direitos sobre esse trabalho...


se tu achas que fazer um doutoramento não é sinal de competência então não sei que te diga, pode dizer pouco sobre as capacidade pedagógicas mas um doutoramento diz muito acerca da competência científica.

Se a sebenta for realizada anteriormente à actividade que desenvolves, não passa a propriedade intelectual da instituição. Seria um belo negócio, realmente.

Quanto ao doutoramento, nada a dizer. Têm todos doutoramentos, é isso? Dos amigos que tenho no superior nenhum tem ainda... E já lá andam há uns anos.
 
Se a sebenta for realizada anteriormente à actividade que desenvolves, não passa a propriedade intelectual da instituição. Seria um belo negócio, realmente.

Quanto ao doutoramento, nada a dizer. Têm todos doutoramentos, é isso? Dos amigos que tenho no superior nenhum tem ainda... E já lá andam há uns anos.

meu caro desde a reforma do estatuto da carreira docente do ensino superior só existem duas maneiras de entrar na carreira doutoramento ou título de especialista.

existem de facto pessoas sem doutoramento nas quais eu me incluo que se forem contratadas a mais de 50% o contrato não pode durar mais que 3 anos, se for menos de 50% não existe esse limite de tempo, sendo que esses casos devem ser reservados para situações pontuais onde exista escassez de profissionais.

existem naturalmente pessoas que entraram na carreira pelo estatuto antigo e não têm esta obrigação.

e te garanto que o negócio é assim, todo e qualquer conteúdo que use em aula passa a estar sobre a alçada da instituição. (isto varia com as instituições)
 
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Uma das grandes medidas para combater a crise seria criar um imposto para a ignorância. Não ganhavas para o que pagavas, de certeza.

Nenhum professor tem reuniões nos três dias, dizes tu. Verdade. Só esta semana, tenho quatro dias com reuniões de avaliação e as reuniões, como é óbvio PARA QUEM TRABALHA, são muitas mais para além destas. Trabalho a realizar, até às férias: sabendo que me esquecerei de algo, mas cá seguem alguns exemplos - articulação horizontal interdisciplinar; articulação vertical a discutir no grupo disciplinar; balanço de avaliação; avaliação dos projectos e apresentação dos resultados; balanço do trabalho realizado pelos clubes; balanço do Desporto Escolar; preparação e planificação dos projectos a implementar para o próximo ano lectivo; avaliação do Plano Anual de Actividades; análise dos critérios de avaliação; análise do sucesso do Projecto Educativo; propostas de alteração ao Regulamento Interno; estabelecimento de critérios para definição de actividades e visitas de estudo no próximo ano lectivo; seminários de formação (eu tenho dois marcados, sendo que no último sábado, estive envolvido em mais um); distribuição de níveis a leccionar; elaboração de turmas; planificação de CEF's e Cursos Profissionais a iniciar; elaboração do Plano de Ocupação de Tempos Livres; matrículas dos alunos e pedido das diversas autorizações necessárias ao início do próximo ano; apresentação aos EE dos resultados avaliativos e da análise feita nas reuniões de avaliação; apresentação ao Conselho Pedagógico e ao Conselho Geral dos diversos balanços; preenchimento das plataformas de monitorização da DGIDC no final da ano lectivo; vigilância de exames; correcção de exames, que implica a deslocação à sede distrital para recolher os exames, a que se juntam duas reuniões para análise dos critérios de avaliação e um outro dia para entrega das provas; exames de equivalência à frequência, com realização de orais, quando necessárias; elaboração do relatório de autoavaliação e do portefólio relativo à avaliação docente do último biénio; entrevista com o relator, se solicitada; reuniões para aferição dos mecanismos de avaliação; realização dos horários; ponderação do número de horários permitidos a funcionar e da distribuição dos docentes; reuniões de departamento para se efectuar o balanço deste ano lectivo e a preparação do próximo; término e apresentação do trabalho realizado pela equipa de Avaliação Interna; apresentação do balanço da assiduidade docente; planificação das necessidades de transporte escolar no próximo ano lectivo; inventário do material nos laboratórios e noutros espaços; solicitação de material, reagentes e equipamento necessários, após análise em grupo; análise dos resultados dos instrumentos de avaliação externos; etc, etc, etc... PODIA ESTAR A CITAR TRABALHO A FAZER MAIS UM BOM BOCADO! Tarefas de cacaracá (ou será caracacá, cara(o) Farang)... só para quem não sabe o que diz.

No início de Julho está tudo despachado... dizes tu, de novo. COMO É RIDÍCULO! Na minha escola, fomos autorizados a marcar férias após 28 de Julho, graças aos exames (se calhar pensavas que eram os funcionários que tratavam disso, não?) e quem os for corrigir não terá possibilidade de gozar todos os dias de férias a que tem direito pois o período de correcção e revisão das provas termina bem dentro de Agosto. Início de Julho, dizias tu?

Escolas vazias, até Agosto, só na tua mente formatada pelo RESSENTIMENTO. Vazias de alunos que não de professores, nem funcionários, nem de administrativos. Quem pensa que o trabalho de um professor se esgota nas aulas e na sua preparação não vive neste século, nem no anterior. Ainda funciona a carvão e precisa de se actualizar. Ou parar de dizer asneiras... também não é má ideia.
Quem não conhecer bem o sistema até pode acreditar no que lê :)

As escolas que conheço melhor têm todas mais de 150 professores, se todos fizessem essas atividades todas...

Vou tentar demonstrar:

- O Diretor de Turma, tem redução de horário para desempenhar este cargo, faz a renovação de matricula(transferência, atualização de dados, pedido de autorizações, etc) dos alunos que estão sobre a sua direção, uma turma de +-25 alunos, e há escolas em que as matriculas são feitas pelo pessoal administrativo e não pelos docentes tal como vem na lei

- Tens os conselhos de turma para tratar das avaliações, etc - quantas turmas tens? o nº de reuniões é diretamente proporcional ao nº de turmas.

- Tens as reuniões de departamento/grupo

Depois tens as atividades:

- Os grupos de professores que formam as turmas não fazem mais nada além disso, é essa a sua atividade de Verão, há um grupo para cada ciclo(depende das escolas)

- Os grupos de professores que elaboram os horários não fazem mais nada além disso, é essa a sua atividade de Verão, há um grupo para cada ciclo(depende das escolas)

- Grupo de professores que fazem o inventário(diversos)


Falas em balanço do trabalho realizado pelos clubes, cada clube(teatro, música, leitura, etc) tem um responsável, e tem horas não letivas atribuídas no seu horário para desempenhar essa função, é quem faz o balanço do seu clube

O responsável do desporto escolar(só há um), tem redução de horário para desempenhar esse cargo, é quem faz o balanço, esse professor não vai formar turmas ou outras atividades

Planificação dos CEF's, há um professor responsável por todos os CEF's, tem redução de horário, depois há o responsável por cada CEF existente, também com redução de horário, esses professores não fazem mais nenhuma atividade

Exames, os professores que estão destacados para os exames não fazem mais nenhuma atividade

Transporte escolar é responsabilidade do Município e quem trata da papelada são os funcionários administrativos

Formação, cada professor é livre de fazer ou não formação, partindo do pressuposto que necessita de um crédito por cada ano de permanência no escalão, sem os quais não sobe de escalão, para a maioria a formação é mais para fazer créditos do que outra coisa.

Mais, mais, é tanta coisa que... fico por aqui, parece que consegui demonstrar que conheço alguma coisa do sistema, não tivesse eu passado mais de 30 anos dentro dele

P.S.- Em relação à eleição da Direção, sim, tens razão, as listas iam a votos, mas a lei mudou à coisa de 2 anos e de facto os candidatos a Diretor apresentam o seu projeto ao Conselho Geral que é formado por representantes do pessoal docente, pessoal não docente, Município local, encarregados de educação, bombeiros locais, empresas locais, etc e esse órgão máximo da escola que vota a Direção.
 
Volto a dizer perguntar: quem são as pessoas que vos dizem mais? Os vossos filhos, certo?

Se os professores fazem assim tão mau trabalho, porque os mandam para a escola? Não sei se sabem mas há uma coisa chamada ensino domiciliário, onde se pode dar aulas aos próprios filhos e, obviamente, mostrar a essa cambada de preguiçosos incompetentes como se faz.

Há quem jure a pés juntos que ser professor é ter 3 meses de férias. Para fundamentar esta argumentação atendem ao calendário escolar, que eu pus para vos fazer pensar onde calham as reuniões de avaliação, de escolha de manuais, de planificação de aulas, de preparação de atividades para o ano letivo seguinte, de preparação de relatórios infindáveis que toda a gente sabe que está feito, quando se vigiam e corrigem exames e quando se prepara toda uma escola para que a sua realização decorra da melhor forma para todos.

Claro que este trabalho não é atribuído aos paraquedistas que lá vão fazer uma perninha, por isso muitos deles não têm noção do que foi feito antes de chegarem nem se apercebem do que os outros lá ficam a fazer quando o seu contrato chega ao fim.

Há quem jure a pés juntos que os professores são bem pagos: comparados com quem? Com quem deixou a escola (voluntariamente ou não) no fim do 4º, 6º, 9º ou 12º ano?

Será uma comparação justa?

Porque não comparam o vencimento de um professor (licenciado/mestrado de Bolonha) com o vencimento de outros técnico superior da FP? Ou de um licenciado a trabalhar no privado a exercer na área da sua formação?

Há por aí também julgue toda uma classe profissional porque teve um professor assim, ou uma disciplina que nem soube o nome nem para que servia: pela bela atenção que deu à escola, não admira que emita opinião tão fundamentada, nem admira que ache que não serve para nada - estas opiniões são comuns por esse Portugal, e por isso estamos como estamos... comparamo-nos com a Grécia porque já nem conseguimos compararmo-nos com a Polónia nem com a República Checa - e vejam se adivinham porquê.

Há também quem diga que os professores estão habituados a ter razão, sentados nos seus cadeirões, intocáveis nas suas verdades: foi realmente uma figura que existiu, mas que vai desaparecendo, parecendo-me compreensível mas injusto que se continue a ter imagem.

Há ainda quem ache que a profissão de professor é uma profissão como outra qualquer: se alguém descobrir uma estatística sobre depressões por classe profissional, vão ver os professores lá à frente com os polícias.

Houve realmente um momento em que a profissão de professor sofreu um grave a tentado: foi quando algumas universidades privadas começaram a produzir finalistas com qualidade mais do que discutível. Têm tentado fazer o mesmo com os engenheiros e com os médicos, mas esses felizmente têm ordens profissionais que vão protegendo a qualidade dos profissionais no mercado, algo que faltou aos professores.

Se me chateia receber menos que colegas de curso bem menos preparados que eu? Sim.

Se me chateia acharem que tenho muitas férias quando chego à minha rua à noite e vejo os carros dos meus vizinhos já todos estacionados? Um pouco, mas até gozo com eles dizendo que já estou farto das férias, quando sei que nem as poderei gozar por completo, pois entretanto começam as aulas.

Se me chateia ler parvoíces de treinadores de bancada que sempre detestaram a escola? Claro, mas se calhar eu às vezes também sou injusto quando falo dos outros sem saber

Se me chateia ter colegas que dão mau nome à profissão? Certamente, pois são esses que mais retemos na memória.



Mas no fim de cada ano recebo sempre prendas, subornos sem preço que me mantêm por lá [;)]

Recebo fotografias das minhas turmas em molduras feitas à mão e todas tortas; t-shirts ranhosas com frases sobre mim e eles, piadas que só nós percebemos; e-mails cheios de erros com links para ver o último video de uma banda que não me diz absolutamente nada mas que eu tento que receba de volta um comentário divertido, muitas vezes com um outro link como proposta minha; ou às vezes um chateou-se com a família e está preparado a fazer um disparate qualquer, vindo agradecer-me no dia a seguir pela descasca que lhe dei através do Mensager que o/a pôs nos eixos e fez pedir desculpa aos pais pelo que disse.

Ahh, como eu compreendo a vossa inveja... [:p]
 
Última edição:
Quem não conhecer bem o sistema até pode acreditar no que lê :)

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P.S.- Em relação à eleição da Direção, sim, tens razão, as listas iam a votos, mas a lei mudou à coisa de 2 anos e de facto os candidatos a Diretor apresentam o seu projeto ao Conselho Geral que é formado por representantes do pessoal docente, pessoal não docente, Município local, encarregados de educação, bombeiros locais, empresas locais, etc e esse órgão máximo da escola que vota a Direção.

Começo por saudar a correcção feita no final. Vou até imaginar que a acusação à Direcção de trabalhar para agradar foi retirada... [:D]

Quanto ao resto, muitas incorrecções, quase todas baseadas no mesmo problema. Os balanços a realizar, avaliações a fazer e resultados a demonstrar NÃO são produzidos apenas pelo líder da área em questão. Só faltava que os restantes elementos se demitissem desse trabalho final.

Outras asneiras, avulsas: exames: mesmo os correctores de exames têm que comparecer a algumas reuniões, nomeadamente de avaliação; os outros intervenientes, como vigilantes e coadjuvantes, não são dispensados de NADA; transportes: como é natural, é a gestão da escola que trata de calcular as necessidades de transporte, NÃO é a secretaria, pelo menos não no início; formação: muita não é exactamente voluntária, se a Direcção pretender que certos docentes, em cargos sensíveis, as frequentem.

Nada do que indiquei foi alterado para servir a argumentação. Já o mesmo não posso dizer do que escreveu. O que eu gostava era que quem efectivamente trabalha como professor não tivesse que contrariar constantemente quem pensa que conhece melhor o que faz...
 
Volto a dizer perguntar: quem são as pessoas que vos dizem mais? Os vossos filhos, certo?

Se os professores fazem assim tão mau trabalho, porque os mandam para a escola? Não sei se sabem mas há uma coisa chamada ensino domiciliário, onde se pode dar aulas aos próprios filhos e, obviamente, mostrar a essa cambada de preguiçosos incompetentes como se faz.

areia para os olhos? não é por apontarem defeitos que se considera o ensino domiciliário como melhor.

Há quem jure a pés juntos que ser professor é ter 3 meses de férias. Para fundamentar esta argumentação atendem ao calendário escolar, que eu pus para vos fazer pensar onde calham as reuniões de avaliação, de escolha de manuais, de planificação de aulas, de preparação de atividades para o ano letivo seguinte, de preparação de relatórios infindáveis que toda a gente sabe que está feito, quando se vigiam e corrigem exames e quando se prepara toda uma escola para que a sua realização decorra da melhor forma para todos.

há aqui muitas incongruências. as reuniões de avaliação cingem-se a períodos de tempo curtos. se planificam as aulas nesses períodos então não percebo as queixas que durante o ano para além das aulas ainda têm que ir para casa planificar as mesmas. se preparam as actividades nesse período então durante o restante ano é só por em prática, quando se vigiam e corrigem exames é-se dispensado de outras tarefas e acima de tudo remunerado para o fazerem.

Claro que este trabalho não é atribuído aos paraquedistas que lá vão fazer uma perninha, por isso muitos deles não têm noção do que foi feito antes de chegarem nem se apercebem do que os outros lá ficam a fazer quando o seu contrato chega ao fim.

os pará-quedistas fazem o que lhes é pedido.

Há quem jure a pés juntos que os professores são bem pagos: comparados com quem? Com quem deixou a escola (voluntariamente ou não) no fim do 4º, 6º, 9º ou 12º ano?

Será uma comparação justa?

são pagos bem demais tendo em conta a oferta existente de profissionais dessa área.

Porque não comparam o vencimento de um professor (licenciado/mestrado de Bolonha) com o vencimento de outros técnico superior da FP? Ou de um licenciado a trabalhar no privado a exercer na área da sua formação?

ganham mais que alguns e menos que outros, é uma não questão. para além disso os professores fazem questão de ter uma carreira própria. peçam para se juntarem aos restantes técnicos superiores para poderem reclamar.
Há por aí também julgue toda uma classe profissional porque teve um professor assim, ou uma disciplina que nem soube o nome nem para que servia: pela bela atenção que deu à escola, não admira que emita opinião tão fundamentada, nem admira que ache que não serve para nada - estas opiniões são comuns por esse Portugal, e por isso estamos como estamos... comparamo-nos com a Grécia porque já nem conseguimos compararmo-nos com a Polónia nem com a República Checa - e vejam se adivinham porquê.

não é certamente por os professores serem os segregados da sociedade.

Há também quem diga que os professores estão habituados a ter razão, sentados nos seus cadeirões, intocáveis nas suas verdades: foi realmente uma figura que existiu, mas que vai desaparecendo, parecendo-me compreensível mas injusto que se continue a ter imagem.

infelizmente ainda há muito professor arrogante e prepotente.

Há ainda quem ache que a profissão de professor é uma profissão como outra qualquer: se alguém descobrir uma estatística sobre depressões por classe profissional, vão ver os professores lá à frente com os polícias.

é uma profissão como outra qualquer. sinceramente não tenho dados mas lembro-me de ver aqui há algum tempo uma notícia e os professores julgo que vinham lá bem para o meio da tabela que era encabeçada por polícias, bombeiros, profissionais de saúde...

Houve realmente um momento em que a profissão de professor sofreu um grave a tentado: foi quando algumas universidades privadas começaram a produzir finalistas com qualidade mais do que discutível. Têm tentado fazer o mesmo com os engenheiros e com os médicos, mas esses felizmente têm ordens profissionais que vão protegendo a qualidade dos profissionais no mercado, algo que faltou aos professores.


faltou aos professores serem corporativistas para defenderem a dignidade da profissão, faltou saberem unir-se por aquilo que é realmente importante.

Se me chateia receber menos que colegas de curso bem menos preparados que eu? Sim.

outra coisa que os professores (e muitas outras classes) recusam: avaliação com consequências.
Se me chateia acharem que tenho muitas férias quando chego à minha rua à noite e vejo os carros dos meus vizinhos já todos estacionados? Um pouco, mas até gozo com eles dizendo que já estou farto das férias, quando sei que nem as poderei gozar por completo, pois entretanto começam as aulas.

agora vais tentar convencer que chegas todos os dias tardíssimo a casa... é por estes exageros que muitas pessoas não os conseguem levar a sério. terão dias que chegam tarde, da mesma forma que terão dias que chegam cedo, dias que podem sair de casa mais tarde... como todas as profissões.

Se me chateia ler parvoíces de treinadores de bancada que sempre detestaram a escola? Claro, mas se calhar eu às vezes também sou injusto quando falo dos outros sem saber

todos os que têm ideias diferentes são treinadores de bancada? muito bem.
Se me chateia ter colegas que dão mau nome à profissão? Certamente, pois são esses que mais retemos na memória.

mas é a corporação professor que tudo fez para não haver avaliação, é a corporação professor que tudo faz que todos possam ser avaliados como muito bom ou excelente.


Mas no fim de cada ano recebo sempre prendas, subornos sem preço que me mantêm por lá [;)]

Recebo fotografias das minhas turmas em molduras feitas à mão e todas tortas; t-shirts ranhosas com frases sobre mim e eles, piadas que só nós percebemos; e-mails cheios de erros com links para ver o último video de uma banda que não me diz absolutamente nada mas que eu tento que receba de volta um comentário divertido, muitas vezes com um outro link como proposta minha; ou às vezes um chateou-se com a família e está preparado a fazer um disparate qualquer, vindo agradecer-me no dia a seguir pela descasca que lhe dei através do Mensager que o/a pôs nos eixos e fez pedir desculpa aos pais pelo que disse.

Ahh, como eu compreendo a vossa inveja... [:p]

pessoalmente não tenho qualquer inveja.
 
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