Sem Abrigo - Leiam

realmente o mundo está a caminhar para a ruptura e países coo os EUA e a CHINA, uma das próximas superpotencias tal como a índia, estao a dar cabo dele aos poucos.

aqui fica um link pra visitarem...

"Ao lado estão vários lugares sobre este tema. Entre neles e vá até onde quizer. Depois, se puder, faça alguma coisa de concreto. Nada nos garante que, daqui a algum tempo, não seja um de nós – um amigo, um familiar – a estar naquelas condições."

http://mcg.no.sapo.pt/abr/
 
Reportagem RTP1 - RUA, MINHA CASA - 21H Hoje

Reportagem RTP1 - RUA, MINHA CASA - 21H Hoje

decidi recuperar este tema, pois ao mudar de canal vi que na RTP1 irá dar, daqui a meia hora, uma reportagem diferente, mas perturbante ao mesmo tempo.

uma jornalista e 1 repórter de câmara irão mostrar o que é ser sem abrigo, dormindo na rua e vivendo da "sopa dos pobres" durante 1 semana, ou seja, mostrando o lado de dentro da vida de uma pessoa que vive na rua.

espero que possam ver. um dia poderemos ser nós ou alguém que conhecemos... [s)]
 
Acho VERGONHOSO que tanto fdp riquíssimo neste país e que podia dar uma milésima para ajudar outros e apenas uma pequena parte o faz.
E ainda vêm para a TV anunciar lucros fabulosos sem um pingo de vergonha na p*ta da tromba.
 
Acho VERGONHOSO que tanto fdp riquíssimo neste país e que podia dar uma milésima para ajudar outros e apenas uma pequena parte o faz.
E ainda vêm para a TV anunciar lucros fabulosos sem um pingo de vergonha na p*ta da tromba.
Acredita que muito "FDP riquíssimo" faz isso [;)] muitas empresas financiam instituições de caridade, e muitos anónimos também. A questão é que muitas vezes os recursos são mal canalizados e muitos intermediários é que são os "FDP" desta história.
 
Acredita que muito "FDP riquíssimo" faz isso [;)] muitas empresas financiam instituições de caridade, e muitos anónimos também. A questão é que muitas vezes os recursos são mal canalizados e muitos intermediários é que são os "FDP" desta história.

Eu ressalvei a parte dos que ainda fazem alguma coisa no meu post Mob.

Mas acredita que são mais os que pouco fazem do que os que dão alguma coisa.
 
Acho VERGONHOSO que tanto fdp riquíssimo neste país e que podia dar uma milésima para ajudar outros e apenas uma pequena parte o faz.
E ainda vêm para a TV anunciar lucros fabulosos sem um pingo de vergonha na p*ta da tromba.

Eu não sou rico, nem lá perto, mas tenho consciência que poderia fazer mais para ajudar os outros.
Criticar quem tem muito é fácil, difícil é olhar para aquilo que nós fazemos em prol dos outros e perceber que de facto não temos moral para criticar quem tem muito.

Eu culpo mais a atitude negligente do nosso Estado que gasta milhões em coisas supérfluas e tão pouco no apoio a quem mais precisa.
 
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Mais de duas mil pessoas em Portugal não têm casa ou vivem em centros de alojamento temporário. Os números divulgados pelo Instituto de Segurança Social revelam que a maioria destes sem abrigo são homens, portugueses e com idades entre os 30 e os 49 anos.

A grande Lisboa e o grande Porto são as zonas mais problemáticas. Concentram 90 por cento dos casos. Mas o levantamento da Segurança Social aponta Coimbra, Braga, Setúbal e Faro como outros locais onde o número de sem abrigo continua a aumentar. No total foram identificadas 2200 pessoas que não têm casa ou vivem em centros de acolhimento temporário, mas a realidade pode ser ainda mais dura.

A Estação do Oriente, em Lisboa, ser de casa a muitos sem abrigo. A maioria tem entre 30 e 49 anos, são portugueses, homens, a viver num completo estado de isolamento. São pessoas com baixas qualificações, muitas têm problemas de saúde, como dependência de drogas ou álcool. Um em cada quatro não tem qualquer tipo de rendimento.

A crise pode vir a agravar ainda mais a situação em Portugal. A Segurança Social quer por isso avançar já em Janeiro para o alargamento do projecto casas primeiro. A medida visa dar tecto próprio aos sem abrigo. Depois de Lisboa, a ideia avançará no início do ano para Porto e Coimbra.
IOL Diário - Conheça o perfil do sem abrigo português

A ter, ainda, em atenção...:

CRISE: HÁ MAIS DE DOIS MIL SEM-ABRIGO

Algarve atento à crise olha de perto para os sem-abrigo | Jornal do Algarve

Repórteres dormiram na rua com sem-abrigo - TV & Media - DN

...

E, mais "antigo", mas não menos actual...:
Crise aumenta insensibilidade para com mais desfavorecidos | DNOTICIAS.PT
 
Eu não sou rico, nem lá perto, mas tenho consciência que poderia fazer mais para ajudar os outros.
Criticar quem tem muito é fácil, difícil é olhar para aquilo que nós fazemos em prol dos outros e perceber que de facto não temos moral para criticar quem tem muito.

Eu culpo mais a atitude negligente do nosso Estado que gasta milhões em coisas supérfluas e tão pouco no apoio a quem mais precisa.

E se calhar o Estado não ajuda mais porque só em fugas ao fisco são milhões de euros.......:rolleyes:
Não é o pobre que foge ao fisco.....[;)]
Lógico que sei que há muito desperdício de recursos no Estado, mas não é só o Estado que tem deveres...os privados também têm responsabilidades sociais....
 
Para quem não teve oportunidade de ver, aqui fica o link onde a reportagem vai aparecer, penso que brevemente:
RTP - LINHA DA FRENTE


Eu vi e tocou-me, mas também houve ali umas coisas que enfim.
Então uma associação põe-se a dar sopa aos sem abrigo, e diz um que não gosta daquela sopa, que é muito "grossa", e que não come o que não gosta,o que eu deduzi é que também não deve ter muita fome.
Nem eu sou assim tão esquesito.

Quanto ao geral, há vidas mesmo complicadas, e espero nunca passar pelo mesmo.
 
Eu vi e tocou-me, mas também houve ali umas coisas que enfim.
Então uma associação põe-se a dar sopa aos sem abrigo, e diz um que não gosta daquela sopa, que é muito "grossa", e que não come o que não gosta,o que eu deduzi é que também não deve ter muita fome.
Nem eu sou assim tão esquesito.

Quanto ao geral, há vidas mesmo complicadas, e espero nunca passar pelo mesmo.

Eu tb vi a reportagem.
Essa situação que relatas, ao principio também me causou comichão, mas depois percebi que afinal era uma forma de ele manter um bocadinho de dignidade em que ainda tem o direito de manifestar a sua opinião e puder dizer que gosta ou não de alguma coisa. Uma forma de dizer "eu apesar de tudo ainda controlo a minha vida e tenho um pouco de vontade própria".
 
E se calhar o Estado não ajuda mais porque só em fugas ao fisco são milhões de euros.......:rolleyes:
Não é o pobre que foge ao fisco.....[;)]
Lógico que sei que há muito desperdício de recursos no Estado, mas não é só o Estado que tem deveres...os privados também têm responsabilidades sociais....

O Estado não ajuda mais porque é preferível construir um TGV/Aeroporto/Estádio/etc do que garantir as condições mínimas de sobrevivência a todos os cidadãos portugueses.

A desculpa da fuga ao fisco é esfarrapada, não são só os ricos que fogem ao fisco, só não foge ao fisco quem não pode/quer e isto é crónico, está no adn de quase todos os portugueses.

Todos temos o dever de ajudar, não é por ser rico que tenho mais ou menos obrigações, quanto a mim, todos temos essa obrigação/dever, no entanto, quando assistimos a este tipo de reportagens é mais fácil criticar aquele que tem muito e não faz nada do que perceber que nós também não fazemos nada para ajudar.
Existem várias formas de ajudar quem precisa, não terá que ser obrigatoriamente através de um donativo monetário, ás vezes doar o nosso tempo a quem precisa será mais valioso do que um simples donativo monetário.

Eu sei que é fácil olhar para quem tem muito e pensar que se ele abdicasse de metade da sua fortuna poderia ajudar muitos, no entanto, também é verdade que nós não somos capazes de abdicar de pequenas coisas supérfluas em prol dos outros, por isso pergunto, porque razão haverão eles de se preocupar em ajudar?
 
fui arrumar a cozinha enquanto amadurecia as ideias, depois de ler os comentários até ao vsfce.

depois de ter visto, durante a tarde, uma ajuda da parte da nossa oprah portuguesa, a fátima lopes, que ajudou, a meias com o continente e mais uma ou duas entidades, uma senhora a ter uma casa para ela e para os dois filhos, foi com algum mal-estar que comecei a ver a reportagem. apesar de algo supérflua e de abordar apenas os pontos-chave da vida diária de um sem-abrigo e de não os aprofundar em demasia, toca numa das maiores e mais ignoradas feridas da nossa sociedade.

já estava à espera da indiferença das pessoas ao passarem na rua, habituadas a uma cidade grande, caótica e barulhenta. estava à espera das buscas aos caixotes do lixo, mas o que eu esperava mais, as histórias cruéis de vida das pessoas, essas acabaram por me marcar mais um pouco, apesar de eu já estar habituado a elas.
alguém prostituir-se para conseguir ter um luxo de uma noite, em que esse luxo consiste numa cama, alguém arranjar um sítio quente para dormir ou mais um cartão que possa não estar rasgado, uma única refeição quente diária ou um banho semanal, tudo isso acaba por ser conseguido a muito custo pelos desalojados.

vidas interrompidas por um simples despedimento, acidente ou algo do género e que dão origem a estas "tragédias" são mais que muitas, mas um dos casos apresentados era o de um homem que trabalhava em hotelaria e que vivia na rua, sem os colegas o saberem. vidas impensáveis até mesmo para os que trabalham diariamente com ele.

quanto a sermos cómodos, penso que não é o português que o é. cada vez mais penso que é mesmo típico do ser humano. eu sou cómodo e podia fazer mais, tal como o vsfce se consciencializa. sabemos sempre de casos na nossa cidade ou zona, mas muitas das vezes não fazemos nada. outras vezes queremos fazer, mas falta-nos o tal empurrãozinho, como disse a fátima lopes hoje de tarde. ela dizia isto em relação aos desfortúnios das pessoas e das suas más orientações, eu adapto isto em relação a nós.

eu falei de um caso neste tópico (perdoem-me não escrever tudo de novo, mas assim o post fica também mais pequeno e perco menos tempo em explicações- lá está, comodismo) e vou ajudar. pouco, mas vou. ao menos a pessoa terá uns dias mais felizes, sempre que olhar para os armários a imaginar o que irá fazer para a próxima refeição e ter noção que os 50€ mensais que sobram poderão ser esticados para mais alguns dias. ajudo um caso, como foram 50 ajudados no ano passado. é uma gota no oceano, mas se conseguirmos encher meio copo com essas gotas podemos cantar vitória, ainda que seja uma vitória trémula e discreta...
 
fui arrumar a cozinha enquanto amadurecia as ideias, depois de ler os comentários até ao vsfce.

depois de ter visto, durante a tarde, uma ajuda da parte da nossa oprah portuguesa, a fátima lopes, que ajudou, a meias com o continente e mais uma ou duas entidades, uma senhora a ter uma casa para ela e para os dois filhos, foi com algum mal-estar que comecei a ver a reportagem. apesar de algo supérflua e de abordar apenas os pontos-chave da vida diária de um sem-abrigo e de não os aprofundar em demasia, toca numa das maiores e mais ignoradas feridas da nossa sociedade.

já estava à espera da indiferença das pessoas ao passarem na rua, habituadas a uma cidade grande, caótica e barulhenta. estava à espera das buscas aos caixotes do lixo, mas o que eu esperava mais, as histórias cruéis de vida das pessoas, essas acabaram por me marcar mais um pouco, apesar de eu já estar habituado a elas.
alguém prostituir-se para conseguir ter um luxo de uma noite, em que esse luxo consiste numa cama, alguém arranjar um sítio quente para dormir ou mais um cartão que possa não estar rasgado, uma única refeição quente diária ou um banho semanal, tudo isso acaba por ser conseguido a muito custo pelos desalojados.

vidas interrompidas por um simples despedimento, acidente ou algo do género e que dão origem a estas "tragédias" são mais que muitas, mas um dos casos apresentados era o de um homem que trabalhava em hotelaria e que vivia na rua, sem os colegas o saberem. vidas impensáveis até mesmo para os que trabalham diariamente com ele.

quanto a sermos cómodos, penso que não é o português que o é. cada vez mais penso que é mesmo típico do ser humano. eu sou cómodo e podia fazer mais, tal como o vsfce se consciencializa. sabemos sempre de casos na nossa cidade ou zona, mas muitas das vezes não fazemos nada. outras vezes queremos fazer, mas falta-nos o tal empurrãozinho, como disse a fátima lopes hoje de tarde. ela dizia isto em relação aos desfortúnios das pessoas e das suas más orientações, eu adapto isto em relação a nós.

eu falei de um caso neste tópico (perdoem-me não escrever tudo de novo, mas assim o post fica também mais pequeno e perco menos tempo em explicações- lá está, comodismo) e vou ajudar. pouco, mas vou. ao menos a pessoa terá uns dias mais felizes, sempre que olhar para os armários a imaginar o que irá fazer para a próxima refeição e ter noção que os 50€ mensais que sobram poderão ser esticados para mais alguns dias. ajudo um caso, como foram 50 ajudados no ano passado. é uma gota no oceano, mas se conseguirmos encher meio copo com essas gotas podemos cantar vitória, ainda que seja uma vitória trémula e discreta...

Concordo contigo, mas lanço uma pergunta.
Não podemos só falar da sociedade a ajudar, (o que é preciso), mas que contributo é que eles poderiam dar á sociedade?
Eu acho que a maior ajuda passaria por aí.
 
Eu vi e tocou-me, mas também houve ali umas coisas que enfim.
Então uma associação põe-se a dar sopa aos sem abrigo, e diz um que não gosta daquela sopa, que é muito "grossa", e que não come o que não gosta,o que eu deduzi é que também não deve ter muita fome.
Nem eu sou assim tão esquesito.

Quanto ao geral, há vidas mesmo complicadas, e espero nunca passar pelo mesmo.

Eu tb vi a reportagem.
Essa situação que relatas, ao principio também me causou comichão, mas depois percebi que afinal era uma forma de ele manter um bocadinho de dignidade em que ainda tem o direito de manifestar a sua opinião e puder dizer que gosta ou não de alguma coisa. Uma forma de dizer "eu apesar de tudo ainda controlo a minha vida e tenho um pouco de vontade própria".

o vitorino, é como se chama o homem, todos os dias faz a barba e tenta andar dignamente. é a única réstia de esperança para ele, a única forma de acreditar que um dia conseguirá lutar mais e mais e que após essa luta terá uma vida pelo menos mais condigna.

há outros casos também que não perderam tudo por culpa própria ou por despedimentos. soube de um caso, há uns dois anos, de um senhor que andava em feiras de artesanato a vender simplesmente porque o contabilista dele lhe levou tudo. tinha um mercedes, uma fábrica que dava lucro e uma vida estável, mas foi obrigado a entregar tudo devido ao desfalque dado pelo suposto contabilista e em quem ele confiava.
 
Concordo contigo, mas lanço uma pergunta.
Não podemos só falar da sociedade a ajudar, (o que é preciso), mas que contributo é que eles poderiam dar à sociedade?
Eu acho que a maior ajuda passaria por aí.

se estás a falar das pessoas que vivem na rua, não se pode dar emprego a todos, penso eu, mas a tal senhora do programa da tarde, por exemplo, tinha trabalhado numa fábrica de tapetes de arraiolos e depois tinha sido cantoneira a contratos de um ano. ela adorava ser cantoneira. aqui, suponho eu, ela adorava porque estava ao ar livre, podia conversar, trocar experiências, andar pelos jardins e ruas da aldeia/vila, ou seja, podia apreciar a sua liberdade aparente. esta situação poderia ser aplicada a muitos outros num futuro possível, já que conhecem bem as ruas.

não é desprestigiante ser varredor, andar a apanhar lixo ou mesmo a alcatroar estradas. é um salário que se traz e as pessoas têm que se focar nisto, nesta altura em que se tem que preocupar com as finanças, ou pelo menos controlá-las. não quero dizer a palavra crise. sei que há que ter contenção nas despesas e não gastar tanto, mas se não gastarmos, o dinheiro pouco circulará. se formos regrados teremos sempre uns euritos no bolso. pode não dar para luxos, pode não esticar, mas ao menos não andaremos em busca de vícios ou a desperdiçá-lo. pode-se perfeitamente viver com isso, mesmo com algum esforço financeiro.
 
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