Israel
New member
se estás a falar das pessoas que vivem na rua, não se pode dar emprego a todos, penso eu, mas a tal senhora do programa da tarde, por exemplo, tinha trabalhado numa fábrica de tapetes de arraiolos e depois tinha sido cantoneira a contratos de um ano. ela adorava ser cantoneira. aqui, suponho eu, ela adorava porque estava ao ar livre, podia conversar, trocar experiências, andar pelos jardins e ruas da aldeia/vila, ou seja, podia apreciar a sua liberdade aparente. esta situação poderia ser aplicada a muitos outros num futuro possível, já que conhecem bem as ruas.
não é desprestigiante ser varredor, andar a apanhar lixo ou mesmo a alcatroar estradas. é um salário que se traz e as pessoas têm que se focar nisto, nesta altura em que se tem que preocupar com as finanças, ou pelo menos controlá-las. não quero dizer a palavra crise. sei que há que ter contenção nas despesas e não gastar tanto, mas se não gastarmos, o dinheiro pouco circulará. se formos regrados teremos sempre uns euritos no bolso. pode não dar para luxos, pode não esticar, mas ao menos não andaremos em busca de vícios ou a desperdiçá-lo. pode-se perfeitamente viver com isso, mesmo com algum esforço financeiro.
Também, mas eu também estava a olhar para a parte em eles simplesmente terem algo para fazer e se concentrarem, um objectivo.
Porque dar emprego, ou casas ou dinheiro de inicio não me parece o melhor, do pouco que sei.Existe grande probabilidade de correr mal parece-me.
De inicio provavelmente dar-lhes algo para fazer de útil, e em troca sitio onde dormir, comida roupa etc.
E começar a integração por aí, a mim parece-me o mais adequado.