TURBO
Suspenso
Tudo indica que o Toledo não acaba (se bem que ninguém/poucos o compram).
O Exeo joga no segmento acima...
Abraço,
A2day
Este substitui o actual Toledo, se não estou em erro, o segmento apontado é o D.
A razão é fraco volume de vendas do modelo actual, assim a marca refez os planos para este segmento.
Para tudo há uma primeira vez. E, para a Seat, o Exeo foi o primeiro modelo a adoptar um apelido que não passa por nomes de cidades ou de vilas espanholas.
“Vai mais além”, na sua tradução portuguesa, não deixa de ser uma designação simbólica para a forma como a marca prepara o lançamento do aguardado três volumes: seguir em frente e ir mais além dos caminhos trilhados pela última geração do Toledo são justamente os objectivos da Seat para o novo Exeo. Tem razões plausíveis para acreditar no êxito.
Visto por fora, o Exeo tem tudo para agradar aos fãs do anterior Audi A4. Não é por mero acaso, mas sim por ser praticamente idêntico. Ou não partilhe a mesma plataforma que o modelo germânico fabricado até 2007 (tem somente 35% de novos componentes).
Produzido na fábrica de Martorell, na Catalunha, o Exeo procura beneficiar de uma receita visual de sucesso garantido, obtido pelo anterior A4, valendo-se de uma desportividade discreta. Um piscar de olho ao segmento Premium.
Por dentro, esta intenção é notória. E as diferenças são também microscópicas – apenas destoa o painel de bordo, herdado do A4 Cabrio. De resto, a qualidade dos materiais e a sua montagem são irrepreensíveis, proporcionando um ambiente muito confortável (nomeadamente com os bancos em pele), lamentando-se só uma habitabilidade “apenas” razoável nos lugares traseiros.
Algo que joga ainda a favor do Exeo é o recurso à tecnologia da nova geração do A4, dado que a clientela hoje é ciosa de gadgets, trazendo um sistema multimédia com leitor mp3 e Bluetooh. O equipamento, de resto, inclui airbag de joelho, um interessante tecto panorâmico que integra um painel solar, capaz de produzir energia suficiente para alimentar o sistema de ventilação, vidros duplos e faróis bi-Xénon. A bagageira é ampla, ostentando 460 litros de capacidade.
Em meados de Julho de 2009 chegará ao mercado
a versão carrinha do Seat Exeo
Seis motores a jogo
Em Março do próximo ano, o Exeo estará disponível no mercado nacional com seis motorizações: três a gasolina (1.6 de 102 cv; 1.8 de 160 cv; e 2.0 de 200 cv) e outras tantas versões do conhecido turbodiesel 2.0 TDI (120 cv, 143 cv e 170 cv). Todas estas variantes têm acoplada uma caixa manual de seis velocidades, muito embora a Seat admita, a médio prazo, a inclusão da Tiptronic como opcional.
O primeiro contacto dinâmico com o Exeo circunscreveu-se a um perímetro de poucos quilómetros (tratavam-se ainda de pré-séries e havia afinações mecânicas a ultimar – com os blocos 2.0 TSI de 200 cv e 2.0 TDI de 170 cv). Em ambos os casos comprova-se um bom trabalho de insonorização, e, muito em particular no TDI, uma boa dose de energia disponível desde os baixos regimes.
A política de preços ainda não está definida. Sabe-se que virão para Portugal os três níveis de equipamento já conhecidos (Reference, Stylance e Sport) e que a versão mais acessível (1.6 Reference) custará cerca de 25 mil euros, significando tal uma “poupança” de aproximadamente 8000 euros face à versão de acesso à gama do A4. Um “pormenor” que poderá ajudar a convencer o público para quem o status das marcas não fale tão alto. Há que ir “mais além”, não é como diz o nome?
Em http://www.automotor.xl.pt/1208/600.shtm