[Antevisão] Renault Clio IV

Apenas porque é mais leve ou/e porque o conjunto de travagem foi redimensionado (se tiver sido) ?

As forças de travagem no eixo traseiro em viaturas deste tipo são necessariamente baixas, em comparação com o eixo frontal. A partir daí, se as forças conseguidas com tambores garantem as forças necessárias à boa travagem da viatura, escolhe-se, obviamente, a solução mais económica.

A resistência à fadiga não será a melhor, mas os discos normais também não são famosos nestas condições.

Dito isto, acredito que trave melhor que o seu antecessor devido à diminuição do peso, sim (até porque julgo que o Clio III também não vem com discos traseiros, excluindo o RS da discussão...). As dimensões dos pneus poderão influenciar, mas parece-me que não mudaram muito de um para outro.
 
Há uns dias vi o novo Clio ao vivo.

Diferença em relação à percepção que resulta das fotos: visto de lado é bastante mais encorpado do que qualquer Clio anterior.

Aspecto comum à percepção das fotos: frente do carro completamente desproporcionada (por exagero) face ao conjunto (e ao segmento).
 
As forças de travagem no eixo traseiro em viaturas deste tipo são necessariamente baixas, em comparação com o eixo frontal. A partir daí, se as forças conseguidas com tambores garantem as forças necessárias à boa travagem da viatura, escolhe-se, obviamente, a solução mais económica.

A resistência à fadiga não será a melhor, mas os discos normais também não são famosos nestas condições.

Dito isto, acredito que trave melhor que o seu antecessor devido à diminuição do peso, sim (até porque julgo que o Clio III também não vem com discos traseiros, excluindo o RS da discussão...). As dimensões dos pneus poderão influenciar, mas parece-me que não mudaram muito de um para outro.

Penso que os Dinamique S tinham. Pelo menos o de cá de casa tem, DCI 105.

Mas não sei até que ponto serão necessários... Porque até nem considero que o Clio III deslumbre em termos de travagem.
 
Estavam na 4ª-feira no parque nascente dois clios em exposição, ambos dinamique s, um vermelho e um branco com as jantes pretas.
Gostei dele por fora, mas por dentro confirmo aquilo que já temia: o tablier e a qualidade percebida do material (não falo da qualidade real e muito da montagem). E em preto nota-se a qualidade do tablier ao nível do trio citadino PSA-toyota, com o piano black a contrastar e a desviar as atenções.
Continua a caixa a interferir com parte dos comandos da consola central. No II era com o AC, no III com o radio, piscas e bloqueio de portas e agora no IV é com o AC.
Ainda falando da consola central, os difusores parecem-me muito baixos, e quanto mais condutores usarem o carro, mais regulações exigirá.

Se tem sido moda corrente o uso farto de aplicações de plásticos brilhantes, matte, cromados, neste não é excepção. O problema é saber conjugar. E neste Clio, acho os plásticos por baixo dos faróis traseiros e a opção de plástico brilhante na protecção das portas de algum mau gosto. Mas o tempo dirá se este tipo de soluções resulta.

Não digo que não venderá. Está bem equipado, tem motor de baixas emissões e menos penoso a nível fiscal, tem um ar jovem e dinâmico e os preços são razoavelmente bons. Mas acho o 208 e o Kia Rio bem mais apeladores. O 208 na estética, no motor e num melhor interior (no meu ver) e o Kia Rio por ser menos espanpanante,oferecer mais equipamento, ter um motor menos complexo (na versão gasolina) e acabar por pagar o mesmo iuc, e conseguir ser mais barato.

Estive ontem a ver o clio, e lamento não concordar com algumas opiniões aqui postadas. Inicialmente já o tinha espreitado de fora e não fiquei com grande impressão do interior, embora tenha gostado do exterior. Bem montado, uniões entre os painéis sem grandes folgas e normalmente alinhadas sem grandes desacertos. Apenas tenho algumas duvidas bastante pertinentes quanto ao futuro daquele plástico inferior do para-choques traseiro (em preto), que acho que não irá ter grande futuro, mas logo se verá.
Como já disse, ontem fui vê-lo por dentro, e gostei do que vi. Construção firme e bem montada. Não havia plástico a cederem quando colocados sob esforço do dia a dia, não rangiam uns contra os outros, principalmente nas pegas das portas onde isso é muito frequente. O material do tablier visualmente não parece grande coisa, mas se lhe tocarmos notamos que é bem melhor do que parece. Não é duro, mas sim um pouco esponjoso (não como o dos meganes e por aí adiante), e sobretudo muito sólido não denotando grande propensão a cedências de material uma vez que não demonstrou ser flexível à pressão por compressão. O famigerado plástico piano black não me pareceu ser mau, mas sim com consistência semelhante aos demais, já a textura é bem melhor do que aqueles plásticos aborrachados que depois de alguns anos de uso descascam todos, ou então aqueles plásticos crus que se vêem em muitos carros.
 
As forças de travagem no eixo traseiro em viaturas deste tipo são necessariamente baixas, em comparação com o eixo frontal. A partir daí, se as forças conseguidas com tambores garantem as forças necessárias à boa travagem da viatura, escolhe-se, obviamente, a solução mais económica.

A resistência à fadiga não será a melhor, mas os discos normais também não são famosos nestas condições.

Dito isto, acredito que trave melhor que o seu antecessor devido à diminuição do peso, sim (até porque julgo que o Clio III também não vem com discos traseiros, excluindo o RS da discussão...). As dimensões dos pneus poderão influenciar, mas parece-me que não mudaram muito de um para outro.

Clio III Dynamique S tem discos às 4, ventilados à frente, acoplados sempre de ABS e ESP como opcional.

Penso que com o restyling algumas coisas mudaram, principalmente neste motor (1.5 dCi de 85/90 CV).
 
Já viram as motorizações a gasolina? 899 cc com 90cv, 3 cilindros isto não trará problemas?

Eu já vi o carro ao vivo, é bonito, mas prefiro o 208.
 
Já viram as motorizações a gasolina? 899 cc com 90cv, 3 cilindros isto não trará problemas?

Já temos o 1.0 da Ford e 0.8 da Fiat, por exemplo, dantes era normal os segmentos B terem apenas motores 0.8/1.0/1.1, a unica diferença (para além de TUDO), era o Turbo que tem sempre um acréscimo importante de potencia.

Penso que estes motores sejam tão fiáveis como qualquer motor a Diesel moderno.
 
Partindo do principio que muita gente quer lá saber do turbo do carro, a manutenção a longo prazo pode trazer custos maiores. Só se os turnos actuais aguentam melhor essas ontem essas intempéries. A longo prazo se puder arranjar atmosférico no próximo carro q escolher, melhor.

Achei estranho aqui descontinuarem o 1.2 de 75 cv, quando na frança vende-se o Clio 4 com esse motor.
 
Quanto à fiabilidade e durabilidade deste novo 0.9 TCE ninguém poderá dar garantias mas é mais agradável de utilizar que o anterior 1.2 16v de 75 cavalos.
 
Exteriormente gosto imenso deste novo Clio, já o interior, e não é de agora, dispenso. Pura e simplesmente parece q não consigo gostar do interior dos Renaults (pelo menos dos de agora).

Não falo de qualidade, plásticos, etc, porque isso passa-me um pouco ao lado. Falo mesmo da questão estética. Parece-me q esteticamente os vários elementos "não encaixam".

Pelo contrário, acho o 208 uma aberração em termos exteriores e depois interiormente já o acho bem mais interessante do q o Clio, porventura talvez até o mais interessante do segmento.

Se se pudessem juntar os 2... apr:)
 
Partindo do principio que muita gente quer lá saber do turbo do carro, a manutenção a longo prazo pode trazer custos maiores. Só se os turnos actuais aguentam melhor essas ontem essas intempéries. A longo prazo se puder arranjar atmosférico no próximo carro q escolher, melhor.

Achei estranho aqui descontinuarem o 1.2 de 75 cv, quando na frança vende-se o Clio 4 com esse motor.


hoje em dia um motor sem turbo é um motor arcaico.
 
Já viram as motorizações a gasolina? 899 cc com 90cv, 3 cilindros isto não trará problemas?

Eu já vi o carro ao vivo, é bonito, mas prefiro o 208.

Este tipo de motores so sao novidade na Europa, porque nos anos 90 no Japao havia por exemplo o Suzuki Cappuccino que montava um 650cc, 3 cilindros turbo e intercooler com 70cv (o carro pesava à volta dos 700-800kg), pretencia à categoria Kei-Cars (ou K-Cars). Portanto, ter um carro de 1000kg com estes motores, nao é nada do outro mundo.

Acho que neste nivel a Fiat e a Ford consegue surpreender pelos motores pequenos, o Grupo Fiat porque tem o 0.9 Twinair (Turbo) com 2 cilindros e 85cv que monta um Panda, 500 e MiTo, e a Ford porque meteu um 1.0, 3 cilindros turbo com 125cv num Focus (so para se ter noçao, o bloco tem o comprimentos de uma folha A4).

Em termos de fiabilidade, o 0.9 da Fiat ja anda por ai à 2 anos ou ate mais, e problemas que se saiba... os motores sao pequenos e os Turbos tambem, um carro a gasolina nao precisa de Turbos a grande pressao para ter uma cavalagem jeitosa, ha que ter os cuidados de um motor Turbo e pouco mais.

Em termos de conduçao, conseguem ser mais lineares, eficientes e potentes que um atmosferico, para alem de menos poluentes.
 
Última edição:
Também não vou muito com o interior do Clio. Poderá ser questão de hábito, mas pode não ser.

Em termos de fiabilidade, o 0.9 da Fiat ja anda por ai à 2 anos ou ate mais, e problemas que se saiba... os motores sao pequenos e os Turbos tambem, um carro a gasolina nao precisa de Turbos a grande pressao para ter uma cavalagem jeitosa, ha que ter os cuidados de um motor Turbo e pouco mais.
Mesmo assim não deixas de ter que ter cuidados com o turbo.[;)]
 
O turbo é uma opção lógica quando se quer diminuir o peso. Sim, porque aumentar potência até nem é o fundamental.

Em auto-estrada menor peso não faz grande diferença, mas em cidade sim.
 
Este tipo de motores so sao novidade na Europa, porque nos anos 90 no Japao havia por exemplo o Suzuki Cappuccino que montava um 650cc, 3 cilindros turbo e intercooler com 70cv (o carro pesava à volta dos 700-800kg), pretencia à categoria Kei-Cars (ou K-Cars). Portanto, ter um carro de 1000kg com estes motores, nao é nada do outro mundo.

Acho que neste nivel a Fiat e a Ford consegue surpreender pelos motores pequenos, o Grupo Fiat porque tem o 0.9 Twinair (Turbo) com 2 cilindros e 85cv que monta um Panda, 500 e MiTo, e a Ford porque meteu um 1.0, 3 cilindros turbo com 125cv num Focus (so para se ter noçao, o bloco tem o comprimentos de uma folha A4).

Em termos de fiabilidade, o 0.9 da Fiat ja anda por ai à 2 anos ou ate mais, e problemas que se saiba... os motores sao pequenos e os Turbos tambem, um carro a gasolina nao precisa de Turbos a grande pressao para ter uma cavalagem jeitosa, ha que ter os cuidados de um motor Turbo e pouco mais.

Em termos de conduçao, conseguem ser mais lineares, eficientes e potentes que um atmosferico, para alem de menos poluentes.


...e Punto [;)].
 
hoje em dia um motor sem turbo é um motor arcaico.

Só se fôr ao nivel da percepção, porque a realidade conta outra história.
Aliás, o desenvolvimento tecnológico recente dos motores otto nem permite separar as águas entre NA e sobrealimentado dessa forma, pois desde a evolução da injecção, controlo dos tempos de aberturas das válvulas, desactivação de cilindros, redução de atrito, acaba por ser favorecer a evolução de ambas as opções.
Se por um lado temos assistido a um uso mais eficiente dos turbos, da mesma forma que vimos no diesel, por outro lado, temos visto os NA a apresentarem taxas de compressão mais elevadas, a permitir reduções substanciais de consumo.

Do ponto de vista de custos, os sobrealimentados também têm vantagem para o construtor já que um mesmo motor pode cobrir uma gama extensa de potências. Por exemplo, o 1.4 sobrealimentado da Fiat permite desde 105cv a 170cv. A redução de custos para eles é considerável. Em vez de 3, 4 motores para cobrir uma gama, 1 basta com algumas diferenças de setup ou mudança de turbina.

O que é certo, é que os motores sobrealimentados permitem números mais apetitosos nos testes de homologação, até dado pelos diferentes setups a que podem recorrer.
Agora, no que toca a eficiência, o que se assiste é uma maior discrepância entre os valores homologados e os valores reais nos sobrealimentados do que nos NA.
É interessante seguir alguns testes de consumo que vêm sendo efectuados.
De momento, a grande apologista dos NA que é a Mazda, tem-se revelado surpreendente no uso de combustivel.

Já vi diversos testes, desde o mazda3 ao mazda cx5 equipados com os Skyactive 2.0 NA, e quando comparando os consumos com motores mais pequenos sobrealimentados, como 1.4 e 1.6, são os Skyactive que ganham essa batalha no mundo real.

Facto é que existem muitas vantagens do ponto de vista do construtor em apostar na sobrealimentação, e isso pode influenciar a actual mudança de paradigma que parecemos estar a assistir.
Para o utilizador final também existem vantagens, óbvio, dado o a performance mais acessivel que estes permitem, mesmo contando com a complexidade extra, o que nunca é desejável.
E não deixam de dar motores muito interessantes.

Mas ainda é cedo para o fim do NA, e arcaicos é coisa que não são.
 
Eu sinceramente não me lembro de nenhum motor atmosférico que tenha sido lançado nos últimos anos. O último que me lembro foi o 1.4 VTi da BMW/PSA.
 
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