Refugiados - Turquia

Em última instância, acho que não se podem virar as costas aos refugiados.
Que mundo é este em que se virão costas a seres humanos, homens e mulheres da carne e osso, que sangram, amam, comem... como nós... e nós como eles. Por detrás das crenças de cada um, da cor de cada um, da cultura de cada um, está, inegavelmente, um ser humano.
Por isso, e sem necessidade de mais justificações, que mundo é este em que se aceita virar as costas a quem foge da morte certa, das violações, da fome, da sede...
Não quer isto dizer que seja ingénuo ou não antecipe muitos perigos, ou que não estime o meu estilo de vida, europeu, ocidental, de liberdades muito marcadas quando comparados com o estilo dos países de origem dos refugiados.
Por isso é que propugno por instituições democráticas fortes, desempoeiradas e sem medos de acusações ridículas de xenofobias e racismos por dá cá aquela palha. O verdadeiro acolhimento não se faz com abnegação da nossa cultura - que até nem deve ser assim tão má, porque a Europa, a velha Europa, é o destino de eleição de refugiados de todo os cantos do planeta.
Não me choca que sejam referenciados, acompanhados, porque não me iludo quanto à possibilidade de terroristas infiltrados, de desordeiros e outros que tais... não me choca que os acolhamos e exijamos contrapartidas, desde trabalhos comunitários a outro tipo de colaborações, até como forma de se conseguir uma integração mais plena... o que só se consegue, lá está, com instituições democráticas, fortes e sem medos ideológicos.
Mas no fim da linha, não esqueçamos nunca que estamos a falar de seres humanos. Em definitivo, não fecharia as portas.
Cumpts,

Isso é tudo muito bonito Miss Mundo, mas grande parte do mundo vive pior que a Europa, por essa ordem de ideas, e sabendo nós que nem é possível distinguir refugiados de migrantes económicos nestes fluxos, a tua ideia é deixar entrar literalmente meio mundo (são pessoas), até teres tanta miséria extrema, revolta e extremismos que por algum lado tem que rebentar, não há outra hipótese.

Todos têm o dever de acolher até finda a capacidade de acolhimento com garantias de poder oferecer dignidade.
Tirar gente de situações horríveis para virem para cá viver e dormir na rua, e serem vitimas de maus tratos por grupos de extrema direita até o país colapsar não é bondade.
 
Última edição:
Em última instância, acho que não se podem virar as costas aos refugiados.
Que mundo é este em que se virão costas a seres humanos, homens e mulheres da carne e osso, que sangram, amam, comem... como nós... e nós como eles. Por detrás das crenças de cada um, da cor de cada um, da cultura de cada um, está, inegavelmente, um ser humano.
Por isso, e sem necessidade de mais justificações, que mundo é este em que se aceita virar as costas a quem foge da morte certa, das violações, da fome, da sede...
Não quer isto dizer que seja ingénuo ou não antecipe muitos perigos, ou que não estime o meu estilo de vida, europeu, ocidental, de liberdades muito marcadas quando comparados com o estilo dos países de origem dos refugiados.
Por isso é que propugno por instituições democráticas fortes, desempoeiradas e sem medos de acusações ridículas de xenofobias e racismos por dá cá aquela palha. O verdadeiro acolhimento não se faz com abnegação da nossa cultura - que até nem deve ser assim tão má, porque a Europa, a velha Europa, é o destino de eleição de refugiados de todo os cantos do planeta.
Não me choca que sejam referenciados, acompanhados, porque não me iludo quanto à possibilidade de terroristas infiltrados, de desordeiros e outros que tais... não me choca que os acolhamos e exijamos contrapartidas, desde trabalhos comunitários a outro tipo de colaborações, até como forma de se conseguir uma integração mais plena... o que só se consegue, lá está, com instituições democráticas, fortes e sem medos ideológicos.
Mas no fim da linha, não esqueçamos nunca que estamos a falar de seres humanos. Em definitivo, não fecharia as portas.
Cumpts,


Estás disponivel para receberes 900 mil sirios no teu país, uns 10.000 na tua cidade, uns 2000 na tua vila, uns 100 no teu bairro, uns 10 no teu prédio, e uns 3 ou 4 na tua casa?


É que são humanos, homens e mulheres da carne e osso, que sangram, amam, comem... como nós... e nós
 
Penso que cerca de metade da população mundial luta para ter condições básicas de vida, como casa e alimentação.

Deve corresponder aí a uma meia dúzia de pessoas a acolher em cada habitação na europa e ficam todos felizes.
 
Eu referi religião para mim são todas lixo, não me referi a uma especifica.
Quanto ao resto eu não quero saber que uns tenham regras que obriguem as mulheres a cobrirem-se até aos pês ou qualquer outra regra obrigatória estupida.
O que eu não quero é que venha desses lados alguem que vive na pré história tentar ganhar algo que os de cá não têm direito ou se venham a comportar como se vivessem na terreola lá deles no meio do mato, fazendo-se de vitima e nunca tentar uma integração verdadeira.

Vai lá ver das centenas ou milhares de refugiados que entraram em portugal quantos é que realmente aqui permaneceram.
A grande maioria pirou-se para a alemanha, suecia paises desses que lhes dão estupidamente subsidios e ajudas que nunca alguma vez serão retribuidos á sociedade.

Sim para mim também sao e nao coloco isso em duvida,
As regras serem estupidas ou nao sao as regras com que eles vivem e que sempre conheceram, muitas leis e regras em Portugal sao estupidas também aos olhos de muitos europeus, nao é por isso que entram em Portugal e rebentam com tudo.

Dos que ficam ou nao em Portugal, se os nativos saem porque é que eles nao haveriam de se querer meter a andar e ter uma vida melhor?
 
Isso é tudo muito bonito Miss Mundo, mas grande parte do mundo vive pior que a Europa, por essa ordem de ideas, e sabendo nós que nem é possível distinguir refugiados de migrantes económicos nestes fluxos, a tua ideia é deixar entrar literalmente meio mundo (são pessoas), até teres tanta miséria extrema, revolta e extremismos que por algum lado tem que rebentar, não há outra hipótese.

Todos têm o dever de acolher até finda a capacidade de acolhimento com garantias de poder oferecer dignidade.
Tirar gente de situações horríveis para virem para cá viver e dormir na rua, e serem vitimas de maus tratos por grupos de extrema direita até o país colapsar não é bondade.



Pois... tens muita razão no teu post. Não ta tiro. Dou-ta todinha. Mas se me perguntarem se, no limite, sou a favor de fronteiras totalmente fechadas, não consigo dizer que sou.
Morrerem no alto mar, enregelados, com fome... e sendo de morte que estamos falar, estamos a falar de situações limite, não posso dizer que sou a favor de barricar a entrada.
Entrando, adiro a todos os cuidados e cautelas que quiseres enumerar.
 
Estás disponivel para receberes 900 mil sirios no teu país, uns 10.000 na tua cidade, uns 2000 na tua vila, uns 100 no teu bairro, uns 10 no teu prédio, e uns 3 ou 4 na tua casa?


É que são humanos, homens e mulheres da carne e osso, que sangram, amam, comem... como nós... e nós


330i,
Da forma como colocas a questão, fico numa posição estratégicamente dificil.
Afinal, eram só uns 3 ou 4 em minha casa... mas se pensar que pago impostos para que o Estado resolva esse e outros problemas... afinal, também, não tenho de dar aspirinas a quem tem dores de cabeça, nem pagar taxas de justiça a quem recorrer ao tribunal, ou comprar livros para os filhos do meu vizinho irem á escola.
Repara, não digo que o teu ponto esteja mal esgalhado. Só não adiro totalmente por causa daquele 0,001% final que representa a alternativa de lhes fechar as portas.
Mas não penses que ideia de sermos "invadidos" me agrada, é só que a outra me agrada ainda menos.
 
Penso que cerca de metade da população mundial luta para ter condições básicas de vida, como casa e alimentação.

Deve corresponder aí a uma meia dúzia de pessoas a acolher em cada habitação na europa e ficam todos felizes.


Meu caro Obtuso,
Não estou a defender esta posição a pensar nos que não têm electricidade em casa, ou saneamento básico, ou nos que não conseguem fazer 5 refeições diárias.
Estou a falar de gente que escapa da morte, da perseguição politica e religiosa... de gente que se tu visses, "in loco", o que lhes acontece, se calhar, até acolhias em tua casa.
Difícil, meu amigo, difícil. Mas se não acolhemos numa situação limite como esta, o que vale o estado actual da arte no que toca com a civilização europeia?
 
Pois... tens muita razão no teu post. Não ta tiro. Dou-ta todinha. Mas se me perguntarem se, no limite, sou a favor de fronteiras totalmente fechadas, não consigo dizer que sou.
Morrerem no alto mar, enregelados, com fome... e sendo de morte que estamos falar, estamos a falar de situações limite, não posso dizer que sou a favor de barricar a entrada.
Entrando, adiro a todos os cuidados e cautelas que quiseres enumerar.

O problema principal é nao teres forma de colocar categorias em pessoas nos termos de "bom" ou "mau", a questao é que estamos a ajudar e a criar vicios nos mesmos, os quais nao serao faceis de retirar pois quando os retirarem eles vai ficar revoltados pois acham que o que tinham antes era garantido e um direito deles.

Quando vim para o UK e comecei a fazer voluntariado no CAB, apanhei muitos portugueses que estavam cá a viver já na altura há mais de 10 anos e que nunca tinham trabalhado no país, sempre viveram de subsidios e tinham uma boa vida.

O caso pior que vi foi mesmo um casal, que em já nao trabalhavam fazia 12 anos, tinham 3 filhos e recebiam o seguinte
Job seekers allowance - £70 por semana,
Child tax credits - £1100 a cada 4 semanas.
Child benefit - £160 a cada 4 semanas.

Moravam numa casa do council (casa da camara) sem pagar renda nem council tax, de 2 em 2 semanas estavam batidinhos no CAB a pedir vouchers para irem aos food bank buscar comida,

Ele tinha estado na Alemanha uns anos antes durante 1 anito e conseguiu de alguma forma pedir o abono familiar dos miudos lá também, coisa que ainda recebia (segundo ele me confidenciou) cerca de 800Euros por mes.

Achas que o governo os estava a ajudar? Eu pelo menos nao acho...

No total em casa deles entraria por mes a volta de £1660 mais o tal que recebiam da Alemanha, sem ter de pagar casa nem nada.

Convém referir que na altura o salário minimo andaria a volta dos £5 por hora, pelo que alguém a trabalhar 40 horas por semana levaria para casa umas £800 depois de impostos pagos.
 
330i,
Da forma como colocas a questão, fico numa posição estratégicamente dificil.
Afinal, eram só uns 3 ou 4 em minha casa... mas se pensar que pago impostos para que o Estado resolva esse e outros problemas... afinal, também, não tenho de dar aspirinas a quem tem dores de cabeça, nem pagar taxas de justiça a quem recorrer ao tribunal, ou comprar livros para os filhos do meu vizinho irem á escola.
Repara, não digo que o teu ponto esteja mal esgalhado. Só não adiro totalmente por causa daquele 0,001% final que representa a alternativa de lhes fechar as portas.
Mas não penses que ideia de sermos "invadidos" me agrada, é só que a outra me agrada ainda menos.

Os europeus precisam de começar a analisar este problema com este pragamtismo. E os seus impostos não são para receber refugiados que não se integram

Se os queremos ajudar, então que essa ajuda aconteça na terra deles, porque eles não são europeus, não têm os nossos valores a nossa cultura, nem pretendem adquiri-la ou adoptá-la. Recebe-los, já percebemos que não é bom, não nos serve, e meia europa achar que são os paises fronteiriços que devem barrá-los nem que sejam patrocinados para isso, é de uma filhadaputice sem dimensão!

No dia em que cada europeu pensar em receber e partilhar a sua casa e o seu espaço com dois ou tres deles, deixar-se-ão de romantismos fofinhos
 
Última edição:
O problema principal é nao teres forma de colocar categorias em pessoas nos termos de "bom" ou "mau", a questao é que estamos a ajudar e a criar vicios nos mesmos, os quais nao serao faceis de retirar pois quando os retirarem eles vai ficar revoltados pois acham que o que tinham antes era garantido e um direito deles.

Quando vim para o UK e comecei a fazer voluntariado no CAB, apanhei muitos portugueses que estavam cá a viver já na altura há mais de 10 anos e que nunca tinham trabalhado no país, sempre viveram de subsidios e tinham uma boa vida.

O caso pior que vi foi mesmo um casal, que em já nao trabalhavam fazia 12 anos, tinham 3 filhos e recebiam o seguinte
Job seekers allowance - £70 por semana,
Child tax credits - £1100 a cada 4 semanas.
Child benefit - £160 a cada 4 semanas.

Moravam numa casa do council (casa da camara) sem pagar renda nem council tax, de 2 em 2 semanas estavam batidinhos no CAB a pedir vouchers para irem aos food bank buscar comida,

Ele tinha estado na Alemanha uns anos antes durante 1 anito e conseguiu de alguma forma pedir o abono familiar dos miudos lá também, coisa que ainda recebia (segundo ele me confidenciou) cerca de 800Euros por mes.

Achas que o governo os estava a ajudar? Eu pelo menos nao acho...

No total em casa deles entraria por mes a volta de £1660 mais o tal que recebiam da Alemanha, sem ter de pagar casa nem nada.

Convém referir que na altura o salário minimo andaria a volta dos £5 por hora, pelo que alguém a trabalhar 40 horas por semana levaria para casa umas £800 depois de impostos pagos.



Turboyoda,
Nem os exemplos de que falas se sobrepõem ao assunto deste tópico, nem eu sou favorável a esse parasitismo.
Alias, defendo há muito que apoios do Estado e subsídios deviam ser entregues contra prestação de serviço... a limpar matas, p. ex.
Cumpts
 
Os europeus precisam de começar a analisar este problema com este pragamtismo. E os seus impostos não são para receber refugiados que não se integram

Se os queremos ajudar, então que essa ajuda aconteça na terra deles, porque eles não são europeus, não têm os nossos valores a nossa cultura, nem pretendem adquiri-la ou adoptá-la. Recebe-los, já percebemos que não é bom, não nos serve, e meia europa achar que são os paises fronteiriços que devem barrá-los nem que sejam patrocinados para isso, é de uma filhadaputice sem dimensão!

No dia em que cada europeu pensar em receber e partilhar a sua casa e o seu espaço com dois ou tres deles, deixar-se-ão de romantismos fofinhos

Estou, genericamente, de acordo contigo.
Também acho que se devia investir em paz na terra de cada um, porque, de uma maneira geral, as pessoas não querem largar os seus lugares, as suas referências.
Mas a Europa não é coesa, os EUA, a China e a Rússia estão sempre a talhar conforme lhes da jeito... Mundo maluco.
 
Meu caro Obtuso,
Não estou a defender esta posição a pensar nos que não têm electricidade em casa, ou saneamento básico, ou nos que não conseguem fazer 5 refeições diárias.
Estou a falar de gente que escapa da morte, da perseguição politica e religiosa... de gente que se tu visses, "in loco", o que lhes acontece, se calhar, até acolhias em tua casa.
Difícil, meu amigo, difícil. Mas se não acolhemos numa situação limite como esta, o que vale o estado actual da arte no que toca com a civilização europeia?

Não percebeste. Estou a falar de pessoal que morre de coisas básicas e nem precisa de guerras para isso.

Quantos podes acolher em tua casa? Quando responderes a esta pergunta saberás a medida em que realmente tens vontade de acolher.

Uma coisa é fazer acolhimento pontual r de excepção. Outra coisa é ser acolhedor profissional que é o que querem alguns.
 
Não percebeste. Estou a falar de pessoal que morre de coisas básicas e nem precisa de guerras para isso.

Quantos podes acolher em tua casa? Quando responderes a esta pergunta saberás a medida em que realmente tens vontade de acolher.

Uma coisa é fazer acolhimento pontual r de excepção. Outra coisa é ser acolhedor profissional que é o que querem alguns.



Tudo com um grão de sal, isto é, com razoabilidade.
Este movimento de migrantes não é a regra, é algo excepcional, resultado de muitas primaveras sombrias e nebulosas...
Mas não tenho resposta para tudo. Só sei que ver gente que se mete em barcos aos magotes sabendo que se calhar fica em alto mar... o que é que te faria meteres um filho nos braços de alguém num barco desses, sabendo que pode não escapar? Revolve as entranhas...
É claro que estes dramas não são um exclusivo destes “novos” refugiados... e, como já disse, também temos os dramas dos “nossos” para resolver.
 
desde que continuem a tratar a europa (e as filhas menores dos europeus) como uma vaca leiteira, venham eles. se é para cair, que seja com estrondo.

cá estarei para me rir.

Como cá em Portugal ainda não houve casos como os que aconteceram em Colónia (Alemanha), há uns tempos atrás, nem as violações / ataques na Suécia - que são convenientemente abafados pelos merdia, os portugueses ainda estão muito "refugees welcome".

Quando lhes começarem a rebentar com a casa, a conversa muda.
 
Em última instância, acho que não se podem virar as costas aos refugiados.
Que mundo é este em que se virão costas a seres humanos, homens e mulheres da carne e osso, que sangram, amam, comem... como nós... e nós como eles. Por detrás das crenças de cada um, da cor de cada um, da cultura de cada um, está, inegavelmente, um ser humano.
Por isso, e sem necessidade de mais justificações, que mundo é este em que se aceita virar as costas a quem foge da morte certa, das violações, da fome, da sede...
Não quer isto dizer que seja ingénuo ou não antecipe muitos perigos, ou que não estime o meu estilo de vida, europeu, ocidental, de liberdades muito marcadas quando comparados com o estilo dos países de origem dos refugiados.
Por isso é que propugno por instituições democráticas fortes, desempoeiradas e sem medos de acusações ridículas de xenofobias e racismos por dá cá aquela palha. O verdadeiro acolhimento não se faz com abnegação da nossa cultura - que até nem deve ser assim tão má, porque a Europa, a velha Europa, é o destino de eleição de refugiados de todo os cantos do planeta.
Não me choca que sejam referenciados, acompanhados, porque não me iludo quanto à possibilidade de terroristas infiltrados, de desordeiros e outros que tais... não me choca que os acolhamos e exijamos contrapartidas, desde trabalhos comunitários a outro tipo de colaborações, até como forma de se conseguir uma integração mais plena... o que só se consegue, lá está, com instituições democráticas, fortes e sem medos ideológicos.
Mas no fim da linha, não esqueçamos nunca que estamos a falar de seres humanos. Em definitivo, não fecharia as portas.
Cumpts,

- Os governantes de N países europeus viraram as costas aos seus cidadãos, (veja-se as manifestações em França por ex.);
- economicamente, isto já não dá para os que cá estão;

E agora era obrigação dos cidadãos suportarem com prejuízo e perigo pessoal, estrangeiros que são manifestamente hostis, acham que têm direito a tudo e reagem com violência ??? Menos conversa da treta se faz favor.

A pergunta que se impõe:

Partindo da hipótese que o Luis tem mulher e filhas em casa, quantos "refugiados" maiores de idade e do sexo masculino está disponível para receber dentro das suas portas ?
 
- Os governantes de N países europeus viraram as costas aos seus cidadãos, (veja-se as manifestações em França por ex.);
- economicamente, isto já não dá para os que cá estão;

E agora era obrigação dos cidadãos suportarem com prejuízo e perigo pessoal, estrangeiros que são manifestamente hostis, acham que têm direito a tudo e reagem com violência ??? Menos conversa da treta se faz favor.

A pergunta que se impõe:

Partindo da hipótese que o Luis tem mulher e filhas em casa, quantos "refugiados" maiores de idade e do sexo masculino está disponível para receber dentro das suas portas ?


Bom dia BoraLaMarina,
Não me parece que seja essa a pergunta que se impõe. Aliás, por-se a pergunta nesse termos é capcioso e só serve para se forçar uma resposta. Se me violassem a mulher e a as filhas, talvez o Luís quisesse fazer justiça pelas próprias mãos ou a morte do violador... quer isso dizer que o Luís tem direito a fazê-lo? Ou sequer que defende que se possa fazer justiça pelas próprias mãos?
Estes assuntos, que respeitam à vida publica, em comunidade, dificilmente podem ter subjacentes um raciocínio desse tipo, porque sai enviesado.
O Luís até nem tem simpatia pela cultura dominante dos refugiados. Revê-se mais nos europeus, e, dentro destes, pasme-se, nos latinos... não gostaria de ser nórdico, ao contrário do que é, muitas vezes, vox populi - sem prejuízo dos defeitos e virtudes que todos esses povos europeus têm.
Mas a Europa que o Luís gostaria de ter, mais coesa, mais solidaria, não se limitaria a fechar as portas.
Se me dizes que o problema é medo ou a moda de que acusas os mass media, até estou de acordo contigo. Se dizes que a Europa tem sido mal governada, com níveis de corrupção que põem em causa o estilo de vida a que vínhamos habituados e a que se apontava há uns 10 ou 15 anos, também estou de acordo contigo. Se me falas em muita vigilância, um regime do tipo "tolerância 0", e por essa malta toda a contribuir de alguma forma, continuamos de acordo.
Não penses que sou um desses líricos, com posições quiçá muito esquerdistas, que diz o contrário do que pensa ou sente estás enganado. A minha posição tem apenas a ver com o facto de se tratar de gente cuja vida foi uma miséria constante, que pensou que as "primaveras", incitadas por europeus, americanos, russos, com interesse em chupar tudo até ao tutano, ia ter resultados diferentes, que deram a cara por essa esperança que lhes foi retirada, deixando-os expostos a criminosos cujos actos nem conseguimos imaginar...
Não é fácil, bem sei.
Cum,pts,
 
Bom dia BoraLaMarina,
Não me parece que seja essa a pergunta que se impõe. Aliás, por-se a pergunta nesse termos é capcioso e só serve para se forçar uma resposta. Se me violassem a mulher e a as filhas, talvez o Luís quisesse fazer justiça pelas próprias mãos ou a morte do violador... quer isso dizer que o Luís tem direito a fazê-lo? Ou sequer que defende que se possa fazer justiça pelas próprias mãos?
Estes assuntos, que respeitam à vida publica, em comunidade, dificilmente podem ter subjacentes um raciocínio desse tipo, porque sai enviesado.
O Luís até nem tem simpatia pela cultura dominante dos refugiados. Revê-se mais nos europeus, e, dentro destes, pasme-se, nos latinos... não gostaria de ser nórdico, ao contrário do que é, muitas vezes, vox populi - sem prejuízo dos defeitos e virtudes que todos esses povos europeus têm.
Mas a Europa que o Luís gostaria de ter, mais coesa, mais solidaria, não se limitaria a fechar as portas.
Se me dizes que o problema é medo ou a moda de que acusas os mass media, até estou de acordo contigo. Se dizes que a Europa tem sido mal governada, com níveis de corrupção que põem em causa o estilo de vida a que vínhamos habituados e a que se apontava há uns 10 ou 15 anos, também estou de acordo contigo. Se me falas em muita vigilância, um regime do tipo "tolerância 0", e por essa malta toda a contribuir de alguma forma, continuamos de acordo.
Não penses que sou um desses líricos, com posições quiçá muito esquerdistas, que diz o contrário do que pensa ou sente estás enganado. A minha posição tem apenas a ver com o facto de se tratar de gente cuja vida foi uma miséria constante, que pensou que as "primaveras", incitadas por europeus, americanos, russos, com interesse em chupar tudo até ao tutano, ia ter resultados diferentes, que deram a cara por essa esperança que lhes foi retirada, deixando-os expostos a criminosos cujos actos nem conseguimos imaginar...
Não é fácil, bem sei.
Cum,pts,

devias usar quebras de linha, não é fácil ler um texto assim tão compacto
 
Turboyoda,
Nem os exemplos de que falas se sobrepõem ao assunto deste tópico, nem eu sou favorável a esse parasitismo.
Alias, defendo há muito que apoios do Estado e subsídios deviam ser entregues contra prestação de serviço... a limpar matas, p. ex.
Cumpts

O exemplo é similar no que diz respeito a pessoas que sairam do seu país (seja por questoes economicas ou nao) e em outro país conseguem obter rendimentos iguais ou superiores a quem trabalha.

Sou de acordo que se ajude as pessoas em dificuldades e sou defensor de um rendimento universal e incondicional, no entanto nao posso ser de acordo que em vez de se ensinar a pescar se esteja constantemnete a dar peixe.
 
O exemplo é similar no que diz respeito a pessoas que sairam do seu país (seja por questoes economicas ou nao) e em outro país conseguem obter rendimentos iguais ou superiores a quem trabalha.

Sou de acordo que se ajude as pessoas em dificuldades e sou defensor de um rendimento universal e incondicional, no entanto nao posso ser de acordo que em vez de se ensinar a pescar se esteja constantemnete a dar peixe.


Esse rendimento universal e incondicional é que não consigo apoiar... esse é que parece dar o peixe, em vez de ensinar a pescar.
E sim, quanto a mim existe uma diferença muito grande entre as várias razões que levam a alguém a sair do pais e um crise humanitária como esta que vivem os refugiados.
E olha que eu sou do que respeitam muito os nossos emigrantes... é preciso uma coragem que eu não sei se teria!
 
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