Que vinho bebem?

Já agora na minha garrafeira meto os vinhos por região e por ano. E coloco uma pequena etiqueta com o ano aproximado de consumo, assim quando chego à garrafeira, é fácil escolher o que levar.

Depois fica assim



(sim sim, eu sei eu sei.... ).... :sh):sh)

Engraçado que metes um autocolante com o ano em que deves beber o vinho [:D]
 
O ideal é organizar por regiões, categoria e idade. Mas o principal é mesmo separar os correntes dos não correntes, não faz sentido estarem misturados, uns são para consumo imediato e os outros são de guarda.

Mas depois só a experiência vai ditando o que sabemos sobre determinado vinho, não há outra maneira.

Por norma, Bairrada e Dão proporcionam vinhos longevos, mas há vinhos especiais de outras regiões que também são há prova do tempo.

Pois, penso que terei de fazer e esquecer as regiões. Vou separar por tipologia e datas limite de consumo. A ideia das etiquetas do rasec também é boa para facilitar sem mexer na garrafa. Tenho de dedicar um dia a isso.

A minha garrafeira leva pouco mais de 200 garrafas, e acabo por ter muita coisa também em caixa. Realmente bairrada devem aguentar bem. Há uns tempos apanhei um vinho corrente da bairrada (zona da mealhada penso) dos anos 90 e aquilo ainda estava bebível, fiquei surpreendido.
 
Também tenho algumas coisas em caixas e outras espalhadas pela arrecadação (vinhos do Porto, uma vertical de Leda de 2011 a 2018, etc), estou com 170-175 garrafas em casa.

Depois na cozinha tenho a cave refrigerada com 36 garrafas, as que estão na cozinha são para "castigar" breve!

Aqui noutra perspectiva:

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Também tenho algumas coisas em caixas e outras espalhadas pela arrecadação (vinhos do Porto, uma vertical de Leda de 2011 a 2018, etc), estou com 170-175 garrafas em casa.

Depois na cozinha tenho a cave refrigerada com 36 garrafas, as que estão na cozinha são para "castigar" breve!

Aqui noutra perspectiva:


Essas caixas aí em cima são uma bomba relógio, se há um pequeno tremor de terra é um desperdicio do tamanho de um pecado capital.

Eu ofereço-me para tas guardar em lugar seguro!... [:p]
 
Já agora na minha garrafeira meto os vinhos por região e por ano. E coloco uma pequena etiqueta com o ano aproximado de consumo, assim quando chego à garrafeira, é fácil escolher o que levar.

Depois fica assim

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(sim sim, eu sei eu sei.... ).... :sh):sh)

Tens aí uma em tratamento de sudação ou algo assim?... [:D][:D]
 
Do Dão, Vinha dos Amores Encruzado 2017, nariz fidedigno da casta em parceria com a barrica, na boca baunilha e boa acidez a sustentar o conjunto, para quem gosta de vinhos com madeira, tem aqui um belo exemplo, conjuga muito bem a fruta com a barrica, muito agradável de se beber.


Nota: 18,0+

Preço: 24€

Indicação de consumo: Beber ou guardar


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Hoje foi um Lacrau Moscatel. Muito bom para quem gosta da especificidade da casta e do carácter "moscatel", numa versão bem fresca e nada enjoativa. apr:)

Em relação à questão da pasteurização, geralmente o que se usa é a pasteurização-flash (alguns segundos a 70-80ºC) ou enchimento a quente. Começou a ser usada há medida que apareceu a tendência de deixar mais açúcar residual (ou adicionado) no vinho, para tornar a pinga mais gulosa e apetecível. No entanto, açúcar numa bebida é um substracto muito apetecível para microorganismos que prejudicam a qualidade do vinho. Ninguém quer que o vinho refermente na garrafa ou que desenvolva defeitos de aroma por acção de bactéria ou leveduras de degradação (bretta, suor de cavalo, etc).
Assim, desenvolveram-se estes processos no vinho. Hoje em dia, as técnicas de microfiltração já permitem esterilizar o vinho. Também há esterilização química, mas os produtores não gostam de falar dela.....Aliás até podemos ir ao pormenor de retirar moléculas especificas por nanofiltração/osmose inversa (retirar etanol, i.e. desalcoolizar parcialmente, retirar ácido acético, i.e, quando o vinho está com tendência para azedar, etc.).

A estabilização pelo frio, de que falaram anteriormente, tem outro objectivo: retirar os bitartaratos do vinho para que não se formem e apareçam sobre a forma de cristaizinhos quando a malta mete o vinho no frio. Operação meramente estética pois os bitartaratos não implicam com a qualidade do vinho. A estabilização pelo frio está a cair em desuso devido aos enormes custos energéticos, pois exige manter o vinho perto do ponto de congelação várias horas/dias. No vinho, devido à presença de álcool, o ponto de congelação ocorre a temperaturas negativas (um vinho de 13º congela a -5,5ºC, por exemplo). Custos de energia muito altos. Outros métodos substituíram o frio: electrodiálise, adição de protectores coloidais.
O problema com os brancos mencionados é o envelhecimento precoce potenciado pela temperatura de guarda, exposição à luz ou, simplesmente, pela evolução natural do mesmo em função do que está lá dentro (teor de oxigénio, presença fenóis oxidáveis, etc.).
 
Última edição:
Hoje foi um Lacrau Moscatel. Muito bom para quem gosta da especificidade da casta e do carácter "moscatel", numa versão bem fresca e nada enjoativa. apr:)

Em relação à questão da pasteurização, geralmente o que se usa é a pasteurização-flash (alguns segundos a 70-80ºC) ou enchimento a quente. Começou a ser usada há medida que apareceu a tendência de deixar mais açúcar residual (ou adicionado) no vinho, para tornar a pinga mais gulosa e apetecível. No entanto, açúcar numa bebida é um substracto muito apetecível para microorganismos que prejudicam a qualidade do vinho. Ninguém quer que o vinho refermente na garrafa ou que desenvolva defeitos de aroma por acção de bactéria ou leveduras de degradação (bretta, suor de cavalo, etc).
Assim, desenvolveram-se estes processos no vinho. Hoje em dia, as técnicas de microfiltração já permitem esterilizar o vinho. Também há esterilização química, mas os produtores não gostam de falar dela.....Aliás até podemos ir ao pormenor de retirar moléculas especificas por nanofiltração/osmose inversa (retirar etanol, i.e. desalcoolizar parcialmente, retirar ácido acético, i.e, quando o vinho está com tendência para azedar, etc.).

A estabilização pelo frio, de que falaram anteriormente, tem outro objectivo: retirar os bitartaratos do vinho para que não se formem e apareçam sobre a forma de cristaizinhos quando a malta mete o vinho no frio. Operação meramente estética pois os bitartaratos não implicam com a qualidade do vinho. A estabilização pelo frio está a cair em desuso devido aos enormes custos energéticos, pois exige manter o vinho perto do ponto de congelação várias horas/dias. No vinho, devido à presença de álcool, o ponto de congelação ocorre a temperaturas negativas (um vinho de 13º congela a -5,5ºC, por exemplo). Custos de energia muito altos. Outros métodos substituíram o frio: electrodiálise, adição de protectores coloidais.
O problema com os brancos mencionados é o envelhecimento precoce potenciado pela temperatura de guarda, exposição à luz ou, simplesmente, pela evolução natural do mesmo em função do que está lá dentro (teor de oxigénio, presença fenóis oxidáveis, etc.).

O Lacrau moscatel galego reserva é um dos meus brancos de eleição, mas eu gosto da casta
 
Do Dão, Druida Encruzado Reserva 2020, belíssimo Encruzado, puro, fresco, com boa acidez e mineralidade.


Nota: 18,0+

Preço: 19€

Indicação de consumo: Beber ou guardar


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Do Alentejo, bela surpresa, Explicit X Elementar 2019, monocasta de Antão Vaz, estágio prolongado, solos calcários, tonel antigo, garrafa nº1563 de 2666, lindíssima cor dourada clara brilhante, aroma complexo, profundo e misterioso, na boca é um vinho cheio, afinado, fresco e elegante, não é um vinho qualquer, é um grande vinho.


Nota: 18,5

Preço: 21€

Indicação de consumo: Beber ou guardar


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