Que vinho bebem?

No Tinto.pt o desconto não era só 5%, ou estás a falar dos vinhos do Porto? Pelo menos foi isso que vi, por menos de 30% não chamo BF, mas queria vinho sem açúcar ou whisky [:D].

A Tinto.pt tinha 20% em alguns vinhos. Não eram muitos, mas ainda havia umas coisas interessantes.

E depois outro contacto foi através do Facebook. Um distribuidor estava a fazer uns preços promocionais em meia dúzia de vinhos para encomendas até sábado.

Mas também ainda não vi grandes grandes promoções.
 
levantas uma bela questão, a da assistência

confesso que estava a gostar pelo design e capacidade e garrafas [:D][;)]

https://www.worten.pt/grandes-eletr...vinho-becken-bwc3991-54-garrafas-inox-6628549

369€
54 garrafas e tem um design semelhante.

Apesar de BECKEN ser uma marca barata da Worten, tens onde ir bater se avariar.

4cadb26a5856daf8b7baa12ca400b0c50934792d.jpg
 
Nos tawnie tens (escala crescente):
- tawnie reserva
- tawnie com indicação da idade (10, 20, 30 e 40 anos);
- Colheitas.

Um LBV de 2011 tem tudo para ser um excelente LBV, mas eu bebia-o... não o guardava.
Para guarda tens de escolher Vintage.

Tenho um pouco de dificuldade em aceitar que um Porto Colheitas possa ser considerado superior ao Tawny com indicação de idade. Ambos são vinhos do Porto muito bons. Embora, elaborados de maneira diferente, com propósitos diferentes.

Ainda há quem distinga os LBV filtrados ou não-filtrados, algumas casas fazem referência a isto no rótulo. Há quem diga que apenas os segundos terão boa margem de progressão se reservados em garrafa.



Mas... como não podia deixar de ser nesta matéria dos gostos, já li uma experiência que indicava maravilhas de LBV bebidos após 20/30 anos em garrafa mesmo sendo filtrados.
 
a minha casa até é grande, mas não o suficiente para ter uma garrafeira climatizada (ou tinha de abdicar do escritório ou copa) como tens, é apartamento, para o que tens teria de ser numa moradia, já grandita [;)]


Num apartamento não é fácil, mas numa moradia encaixas bem... como te disse, um espaço de 1.5m* 1.5metros já da pano para mangas...
Não dando para um espaço dedicado, punha 2 frigoríficos desse que que falas... um para tintos e porto's e outros para brancos/champagnes.
 
Se for como no Whisky, é a idade do lote mais novo misturado no produto final, portanto a idade média ou é igual, ou sempre superior ao indicado. Há mais blending em whisky do que em Vinho do Porto (suponho, de VdP não percebo nada) mas imagino que não é o mesmo barril de VdP que vai todo para a mesma garrafa, deve haver ali alguma magia de blending também.


Nunca vi fazer um blend, mas do que sei, acho que misturam vários cascos... sendo que esses cascos vão sendo, eles próprios, atestados ao longo do tempo... por isso é que se diz que o Porto tawnie é uma arte, a arte do blend, o retrato de cada casa produtora de Porto.
 
Tenho um pouco de dificuldade em aceitar que um Porto Colheitas possa ser considerado superior ao Tawny com indicação de idade. Ambos são vinhos do Porto muito bons. Embora, elaborados de maneira diferente, com propósitos diferentes.

Ainda há quem distinga os LBV filtrados ou não-filtrados, algumas casas fazem referência a isto no rótulo. Há quem diga que apenas os segundos terão boa margem de progressão se reservados em garrafa.



Mas... como não podia deixar de ser nesta matéria dos gostos, já li uma experiência que indicava maravilhas de LBV bebidos após 20/30 anos em garrafa mesmo sendo filtrados.


De uma maneira geral, os Colheita são o topo da hierarquia... mas é perfidamente possível teres um 20 anos melhor que um colheita... não acontecerá é muitas vezes.
O mesmo com os ruby... podes apanhar LBV's que envelhecem muito bem... mas na altura de os engarrafar, a aposta da casa foi toda para o Vintage, não para o LBV...
 
Ser tiveres disponibilidade, nomeadamente de espaço, nada bate um lugar dedicado, com boa exposição dos rótulos, climatizado...

Neste momento só estou a ver espaço na garagem para fazer isso, mas não vale a pena estar com trabalhos porque como disse ando a ver se convenço a mulher a trocar de casa.
Poderia eventualmente alterar a minha despensa para isso, até porque neste momento uma parte dos vinhos estão mesmo lá guardados numa garrafeira, mas depois ficava com pouco espaço para as outras coisas que lá guardo.
Há uns anos fiz na sala um canto de leitura para aproveitar um espaço que ficava muito vazio e até que teria ficado lá bem fazer uma garrafeira em vinho, mas depois iria ficar mal estar lá em exposição vinhos baratuchos que é o que eu tenho.
 
De uma maneira geral, os Colheita são o topo da hierarquia... mas é perfidamente possível teres um 20 anos melhor que um colheita... não acontecerá é muitas vezes.
O mesmo com os ruby... podes apanhar LBV's que envelhecem muito bem... mas na altura de os engarrafar, a aposta da casa foi toda para o Vintage, não para o LBV...

Os Porto com indicação de idade são alvo de intervenção directa humana na mistura, enquanto nos Colheita trabalhas com a natureza que nos dá. São vinhos com processos diferentes, e ao que parece, o Colheita ainda é pouco melindroso de trabalhar devido à natural evaporação do produto.


Penso que os LBV são ainda vinhos muito bons mas que por uma razão ou outra não se qualificam para Vintage.


A respeito da arte do blend.

Aliás, já tinha colocado aqui.

https://www.revistadevinhos.pt/beber/a-arte-do-blend-no-vinho-do-porto
 
Última edição:
Sim, os 10, 20, 30 e 40 anos são vinhos de lote em que a idade media é a indicada... mas dizem-me alguns produtores com quem falei que a idade medida costuma, até, ser um pouco superior.

Os colheitas envelhecem as casos, via oxigenação... e esse é o principal factor a diferenciar de um Vintage (pelo menos, se pensarmos que sãos os topo das respetivas categorias).
Passam nas barricas os anos que vão da idade indicada da colheita até ao ano em que são engarrafados. Por isso é que devemos espreitar o ano do engarrafamento.
Os melhores colheitas não são todos engarrafados de uma vez... imagina que a Graham's tem um casco maravilhoso de 1972, para te dar um caso real..., em 2005 engarrafam uma parte, em 2006 outra parte... até esgotarem... depois acaba-se o 1972... c'est la vie...

É que os Colheita são mais complexos do que parecem à primeira vista, ficam nos cascos no mínimo 7 anos, e podem ficar por lá muitos mais anos, etc.. etc... ou seja, até podemos ter duas colheitas do mesmo ano, mas engarrafadas com uma grande distância temporal entre si.
Na garrafa não devia vir sempre referido o ano de engarrafamento? (para além do ano da colheita)
 
Os Porto com indicação de idade são alvo de intervenção directa humana na mistura, enquanto nos Colheita trabalhas com a natureza que nos dá. São vinhos com processos diferentes, e ao que parece, o Colheita ainda é pouco melindroso de trabalhar devido à natural evaporação do produto.


Penso que os LBV são ainda vinhos muito bons mas que por uma razão ou outra não se qualificam para Vintage.


A respeito da arte do blend.

Aliás, já tinha colocado aqui.

https://www.revistadevinhos.pt/beber/a-arte-do-blend-no-vinho-do-porto

Mas os LBV não são também vintage mas apenas engarrafados mais tarde? :confused:
 
Eu diria que um Porto Colheita ficaria acima de um com indicação de idade.

Porque será muito mais complexo e dificil ter um Porto de uma só ano que esteve anos e anos em cascos.
Do que ter um Blend de vários anos, onde podem estar colheitas menos boas lá misturadas.

A ideia que tenho é que a Kopke é mestre em fazer Portos Colheita.

Os Kopke 1940 Colheita Branco e Tinto têm tido um sucesso enorme. Sendo que o Branco dizem que é espectacular.
 
Eu diria que um Porto Colheita ficaria acima de um com indicação de idade.

Porque será muito mais complexo e dificil ter um Porto de uma só ano que esteve anos e anos em cascos.
Do que ter um Blend de vários anos, onde podem estar colheitas menos boas lá misturadas.

A ideia que tenho é que a Kopke é mestre em fazer Portos Colheita.

Os Kopke 1940 Colheita Branco e Tinto têm tido um sucesso enorme. Sendo que o Branco dizem que é espectacular.

Eu tenho alguma dificuldade em comparar algo que nasce de conceitos diferentes.

Um tem margem para ser trabalhado pelo blender, enquanto o outro fica circunscrito à safra de determinado ano.


Não consigo medir em que um é superior ao outro, apenas diferentes.

No entanto, talvez seja mais fácil produzir um bom Tawny com indicação de idade que um Colheita, por razões óbvias.
 
Ok, já fui ver, tomando um exemplo, Kopke Colheita 2000, foi engarrafado em 2019, ou seja, 19 anos nos cascos...

Edit: Outro exemplo, Koke Colheita 1981, engarrafado em 2014, 33 anos nos cascos... Jesus, estou já a babar-me... [:D]
 
Última edição:
Neste momento só estou a ver espaço na garagem para fazer isso, mas não vale a pena estar com trabalhos porque como disse ando a ver se convenço a mulher a trocar de casa.
Poderia eventualmente alterar a minha despensa para isso, até porque neste momento uma parte dos vinhos estão mesmo lá guardados numa garrafeira, mas depois ficava com pouco espaço para as outras coisas que lá guardo.
Há uns anos fiz na sala um canto de leitura para aproveitar um espaço que ficava muito vazio e até que teria ficado lá bem fazer uma garrafeira em vinho, mas depois iria ficar mal estar lá em exposição vinhos baratuchos que é o que eu tenho.


Se estás a pensar mudar de casa, mais vale esperares... e, se te for possível, arranjas um pequeno espaço dedicado... uma ideia para seduzires a tua senhora: a minha gosta de la guardar bolos e outros alimentos cozinhados que precisam de temperatura controlada que eu tenho na garrafeira... o que eu reclamo e tal...
 
Os Porto com indicação de idade são alvo de intervenção directa humana na mistura, enquanto nos Colheita trabalhas com a natureza que nos dá. São vinhos com processos diferentes, e ao que parece, o Colheita ainda é pouco melindroso de trabalhar devido à natural evaporação do produto.


Penso que os LBV são ainda vinhos muito bons mas que por uma razão ou outra não se qualificam para Vintage.


A respeito da arte do blend.

Aliás, já tinha colocado aqui.

https://www.revistadevinhos.pt/beber/a-arte-do-blend-no-vinho-do-porto


Sim, o LBV é um produto com muita qualidade... só não é um Vintage... a casa entende que não atingiu o nível Vintage e rotula-o como um LBV ... por isso, já estás a ver como se arranjam LBV´s com muita classe... sem falar no factor preço.... 4 ou 5 vezes menor que um Vintage.
 
Voltar
Superior