Do ponto de vista financeiro o ideal é maior tempo possível.
Imaginemos 2 cenários:
1º- 1 carro custa hoje 20.000 euros e é mantido 12 anos. Em 12 anos gasta-se 20.000 euros em carro.
2º - Compra-se um carro de 20.000 euros. Passado 4 anos vende-se por 10.000 euros. Compra-se outro por 22.000 euros. Vende-se passados outros 4 anos por 11.000 euros.
Neste exercício simples, no segundo exemplo o custo de ter esses dois carros foi de 21.000 euros, ou seja, mais do que o primeiro exemplo em 12 anos.
1º Nunca se gasta 20.000 Euros porque haverá sempre algum dinheiro a receber, nem que seja para abate. Mas ok, perde-se quase a totalidade do valor inicial.
2º 4X2=8. Logo pro raciocínio ficar correcto temos que adicionar a compra de mais um carro. Vamos colocar na mesma o valor do último 22.000€ e ao fim de 4 anos fica a valer novamente os 11.000€. No mesmo período de 12 anos gastou-se os 20.000€ iniciais, mais 11.000€ pra compra do 2º carro e mais 11.000€ para a compra do 3º carro. Logo no mesmo período de tempo gastou-se 44 mil Euros!!! Deste valor ainda podemos afirmar que é possível deduzir 11.000€ que é o valor comercial do último carro.
Em ambas a situações, se for para comprar mais um carro após o tal período de 12 anos, para ficar em igualdade de circunstâncias, ou seja na pose de um carro novo e com o valor hipotético de 24 mil €, temos:
1º 1000€ de abate, logo o carro fica por 23 mil Euros. No total dos 12 anos foi gasto 43 mil Euros.
2º 11.000€ o valor comercial do 3º carro adquirido, logo o carro novo fica por 13 mil €. Se somarmos aos 44 mil já gastos, dá um total de 57 mil Euros.
Não havendo despesas extras (avarias), aumento nos consumos e sendo um carro bem equipado que não se torne obsoleto com o passar dos anos, não me parece que seja muito conveniente andar sempre a trocar de carro.
Obviamente que este raciocínio apenas se aplica em situações em que as características do automóvel se adequam as necessidades com o passar dos anos.