Processo Casa Pia

Não te ponhas do lado do sr Sá Fernandes, a tentar descredibilizar a Juíza como se esta não tivesse feito os "TPC", que é o mesmo que dizer, que acusou os arguidos sem fundamentação para isso, pq só te fica mal pelo ridículo que é.

O que se está a passar é tudo fumaça para os nossos olhos.Desculpas de software, ficheiros, nabice dos tribunais. É realmente tão evidente que até parece verdade.

Mas não é. Na minha opinião o documento ou está a ser afinado de acordo com as reações pós leitura, ou não estava acabado e acho que o Sá Fernandes tinha toda razão.
 
O que se está a passar é tudo fumaça para os nossos olhos.Desculpas de software, ficheiros, nabice dos tribunais. É realmente tão evidente que até parece verdade.

Mas não é. Na minha opinião o documento ou está a ser afinado de acordo com as reações pós leitura, ou não estava acabado e acho que o Sá Fernandes tinha toda razão.

Claro que é fumaça.

Para um lado, a Justiça não presta, e todo este processo é um grande equívoco, à semelhança de outros.
Para o outro lado, já todos estes problemas técnicos são fumaça, e o Sá Fernandes é que tem razão. Portanto, situações destas são inéditas no nosso sistema judicial, e só aconteceu agora para andarem para lá a inventar umas cenas qq para justificar a sentença.

Vocês afinam conforme lhes convém [;)]


O acordão vai ser disponibilizado para recurso. Seria um bocado ESTUPIDO da parte do colectivo de juízes, andarem agora a inventar factos e provas, que depois não constam de qq acta das audiências, ou não?

E depois é a fumaça... Com fumaça já andam os fãs do CC com esta cena toda, e já se deixam cair no ridículo.
 
Para um lado, a Justiça não presta, e todo este processo é um grande equívoco, à semelhança de outros.
Para o outro lado, já todos estes problemas técnicos são fumaça, e o Sá Fernandes é que tem razão. Portanto, situações destas são inéditas no nosso sistema judicial, e só aconteceu agora para andarem para lá a inventar umas cenas qq para justificar a sentença.

Vês como sabes? É mesmo isso.
 
Além da advertência e da "avaliação negativa" do desempenho do serviço público por ter dado "especial destaque e até protagonismo" a Carlos Cruz, o parecer da ERC não terá outras consequências, esclarece Azeredo Lopes.

O presidente da ERC refere o "desequilíbrio" e falta de "distanciamento" no tratamento dado a Cruz num canal televisivo de serviço público, notando que antes da tomada de posição da ERC, dezenas de protestos de telespectadores já tinham sido recebidos na RTP. Neste caso "foi-se longe de mais", considera Azeredo Lopes.

Na sexta-feira, em comunicado, a ERC reprovou a mediatização conferida ao ex-apresentador de televisão, condenado uma semana antes no processo Casa Pia, pela generalidade dos órgãos de comunicação social, em particular a RTP.

Mas foi o provedor do telespectador, o sociólogo Paquete de Oliveira, quem primeiro criticou publicamente o "tratamento diferenciado" dado a Carlos Cruz após a leitura do acórdão da Casa Pia e do anúncio da sua condenação a sete anos de prisão efectiva por três crimes de abuso sexual de menores. A RTP, como "instituição de serviço público, não deve ser veículo dos ataques desferidos à instituição Justiça, sem dar lugar ao contraditório da parte dos magistrados e investigadores envolvidos neste processo, aliás, nas circunstâncias processuais, impedidos de o fazerem", considera Paquete de Oliveira que enviou uma nota com os protestos dos telespectadores ao director de informação da TV pública.

O provedor da RTP lamentou que "o tratamento deste assunto não esteja a obedecer a parâmetros de equidade", privilegiando o lado dos arguidos. Reconhece, contudo, que o apresentador de televisão é a figura mais mediática do designado processo da Casa Pia. No entanto, defende Paquete de Oliveira, essa qualidade, "por lhe dar direito e condições singulares à livre expressão de opinião em sua defesa e nas críticas que emite em relação ao processo, ao julgamento e sentença, não lhe confere o direito de ser excepcionado relativamente aos outros arguidos/condenados, às vítimas e seus advogados ou assistentes".

O conselho de administração da RTP já manifestara também ao director de informação a sua discordância relativamente aos critérios de tratamento noticioso da sentença do processo da Casa Pia. Em resposta ao provedor, o director de informação daquela estação televisiva, José Alberto Carvalho, salientou que "a certeza serena de uma conclusão que se desejaria" especialmente em relação ao processo da Casa Pia "não foi alcançada", sendo "obrigação do jornalismo suscitar o debate sobre a administração da justiça, pilar fundamental da democracia e do Estado de direito". Esse debate, diz José Alberto Carvalho, "não pode, em nenhuma circunstância, ser confundido com qualquer intenção de produzir "julgamentos mediáticos", seja em que sentido for", considera.

O director de informação da RTP nota ainda as tentativas infrutíferas para "ouvir sistematicamente diversos agentes envolvidos no processo - vítimas, advogados de acusação, magistrados judiciais e magistrados do Ministério Público". Mas "tal constatação não pode significar que a recusa de alguns leve ao silêncio de outros por si só", sublinha José Alberto Carvalho.
ERC "poupa" RTP no tratamento noticioso a Carlos Cruz - Media - PUBLICO.PT
 
Até tenho o José Alberto Carvalho como um dos exemplos do bom jornalismo praticado em Portugal, mas não posso deixar de subscrever, na íntegra, as palavras do provedor.

O que se passou na semana passada na RTP não foi ausência de contraditório, foi sim um caso de parcialidade clara.

Uma coisa é ouvir a versão de um dos lados, uma vez. Outra completamente diferente é ouvir 3 vezes a mesma história, sempre em horário alargado e nobre, e em nenhum dos casos com qualquer possibilidade de contraditório ao que estava a ser dito. É triste e não é definitivamente o estilo do JAC...
 
Pronto, já podem ficar descansados e matar a curiosidade:

Acórdão do processo Casa Pia já está disponível

O acórdão do julgamento do processo Casa Pia já está disponível na secretaria do Tribunal no Campus da Justiça, em Lisboa. Um problema informático impediu que o acórdão, cuja súmula, foi conhecida há mais de uma semana, fosse entregue na passada quarta-feira, como havia sido marcado inicialmente.
Só com o depósito formal do acórdão no Tribunal e a consequente entrega às partes começam a contar os prazos para entrega dos recursos que todos os arguidos já anunciaram pretender entregar.
O Conselho Superior de Magistratura (CSM) explicou, na semana passada, que a demora na divulgação do acórdão, com cerca de duas mil páginas, se deve a problemas de formatação do texto que demoraram a ser solucionados.
Um comunicado do CSM referisa mesmo que a juíza presidente do coletivo, Ana Peres, estava a ser apoiada por técnicos de informática, tendo estes recebido o reforço de "especialistas da Microsoft", disponibilizados pelo Ministério da Justiça.
O CSM reafirmou ainda que "o texto, no dia 3 de Setembro, se encontrava pronto em suporte informático, sendo composto por diversos ficheiros". "Na data inicialmente indicada para a entrega, em suporte papel ou em suporte digital (quarta-feira) (...), ao efectuar-se a junção dos referidos ficheiros, verificou-se que, nesses suportes, o texto do acórdão se apresentava desformatado, com blocos de texto contendo indicações de índole informática, anotações essas que não tinham interesse nem devem constar no texto desta - ou de qualquer outra - peça processual", explicava o comunicado.
E para quem estava preocupado por o acórdão estar atrasado e os pedófilos ficarem sem tempo para recorrer:

Só com o depósito formal do acórdão no Tribunal e a consequente entrega às partes começam a contar os prazos para entrega dos recursos que todos os arguidos já anunciaram pretender entregar.

http://jn.sapo.pt/Dossies/dossie.aspx?content_id=1661484&dossier=Julgamento Casa Pia
 
2000 páginas em Word...é obra e não é qualquer máquina que o abre facilmente.

Precisamente o que me ocorreu.

Eu durante a escrita da minha tese acabei por migrar de Word para LaTex (diferente de latex) porque o sistema já se arrastava com tantas imagens, gráficos, tabelas, índices remissivos, etc... E não tinha mais do que umas 120pags.
 
Precisamente o que me ocorreu.

Eu durante a escrita da minha tese acabei por migrar de Word para LaTex (diferente de latex) porque o sistema já se arrastava com tantas imagens, gráficos, tabelas, índices remissivos, etc... E não tinha mais do que umas 120pags.

Normalmente é o melhor, pois documentos com mais de 500 páginas facilmente crasham o MS Word, mesmo a versão 2007.

O normal é separar em vários documentos, senão o PC torna-se numa arrastadeira.

Sabe-se bem as belas infraestruturas informáticas que os tribunais e orgãos de Justiça têm... desde que vi um servidor pendurado por cabos ao tecto no Supremo Tribunal de Justiça já posso dizer que vi de tudo...


Li nos jornais que também poderia ter sido problemas de vírus...Um vírus a aceder a documentos importantes (sejam do processo da Casa Pia ou outros)? Se for verdade dá que pensar.
 
E até os beneficia, sempre têm mais tempo para recorrer e mais tempo estão cá fora.

2000 páginas em Word...é obra e não é qualquer máquina que o abre facilmente.

Precisamente o que me ocorreu.

Eu durante a escrita da minha tese acabei por migrar de Word para LaTex (diferente de latex) porque o sistema já se arrastava com tantas imagens, gráficos, tabelas, índices remissivos, etc... E não tinha mais do que umas 120pags.

Agora juntem a isso a conversão para PDF e/ ou a memória necessária para impressão.

É que não podia dar certo mesmo.
 
O problema deve ser mesmo é a falta de jeito e falta de conhecimento informático...

Fico sem saber se estás a falar a sério ou a brincar...

Segundo veio no Público da passada sexta, o advogado de Carlos Cruz esteve no gabinete da Juíza a constatar in loco o problema que os ficheiros estavam a apresentar.

Engraçado, não o ouvi vir dizer nada sobre isso, ele que tão indignado estava.
 
Fico sem saber se estás a falar a sério ou a brincar...

Segundo veio no Público da passada sexta, o advogado de Carlos Cruz esteve no gabinete da Juíza a constatar in loco o problema que os ficheiros estavam a apresentar.

Engraçado, não o ouvi vir dizer nada sobre isso, ele que tão indignado estava.

Essas são as partes que não interessa saber... e ainda há quem confie plenamente que o que está na página do CC é que vale.
 
Fico sem saber se estás a falar a sério ou a brincar...

Segundo veio no Público da passada sexta, o advogado de Carlos Cruz esteve no gabinete da Juíza a constatar in loco o problema que os ficheiros estavam a apresentar.

Engraçado, não o ouvi vir dizer nada sobre isso, ele que tão indignado estava.
"Sá Fernandes disse não ter qualquer dúvida de que houve mesmo um problema informático relacionado com o acórdão na semana passada,[...]"

Defesa de Carlos Cruz vai pedir alargamento do prazo de recurso - Sociedade - PUBLICO.PT
 
Fico sem saber se estás a falar a sério ou a brincar...

Segundo veio no Público da passada sexta, o advogado de Carlos Cruz esteve no gabinete da Juíza a constatar in loco o problema que os ficheiros estavam a apresentar.

Engraçado, não o ouvi vir dizer nada sobre isso, ele que tão indignado estava.

Sim, e o advogado de Carlos Cruz também deve saber muito de informática... [:D]

Eu ainda não consegui perceber qual foi o problema. E já fiz grandes documentos em Word, separei por capítulos, juntei no final e não tive nenhum problema semelhante ao que descrevem. Mas provavelmente os jornalistas também não estão a descrever bem o problema.

O Marcelo é que não foi de aceitar desculpas e problemas informáticos. Basicamente chamou os juizes de pouco inteligentes, negligentes, e pouco profissionais. Deviam ter o documento preparado quando leram a sumula e não ir prepará-lo depois.
 
Última edição:
O Marcelo é que não foi de aceitar desculpas e problemas informáticos. Basicamente chamou os juizes de pouco inteligentes, negligentes, e pouco profissionais. Deviam ter o documento preparado quando leram a sumula e não ir prepará-lo depois.

Dado o fundamentalismo que por aqui vai, admira-me como é que o Marcelo não foi rotulado ainda de apoiante de pedófilos.
 
Dado o fundamentalismo que por aqui vai, admira-me como é que o Marcelo não foi rotulado ainda de apoiante de pedófilos.

O Marcelo, coitado, esse é um fala-barato que dispara em todas as direcções mas não tem capacidades para pensar por si mesmo, preferindo apoiar-se naquilo que todos dizem, contradizendo-se sempre que abre a boca, porque tão depressa diz sim, como logo a seguir diz não. Sabe lá ele o que é um problema informático sequer. É como a imprensa em geral, a lançarem para o ar a suspeição de virus informático, quando nem sequer sabem do que estão a falar. Deve ser um virus criado pelos mesmos hackers que deitaram o site do pedófilo Cruz abaixo. [:D]
 
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