Esses gajos da Allianz são uns aldrabões da treta e eu por mim NUNCA mais na vida vou ter seja o que for a ver com eles. Andei a pagar um balúrdio de um seguro contra todos os riscos do meu antigo Volvo S40 T4 para depois, da primeira vez que tive um problema, me acontecer o que descrevo na carta que lhes enviei na altura (ver abaixo).
Escusado será dizer que fiquei a arder e não tive outro remédio senão mudar de seguradora.
"No dia 1 de Julho de 2004 por volta da 1:00 da manhã assaltaram-me o carro na Av.24 de Julho em Lisboa, tendo o assaltante quebrado o vidro lateral traseiro do lado direito. Por
sorte, o assaltante foi apanhado por uma patrulha da PSP que passava no local e o produto do furto recuperado. Nessa mesma noite foi feita uma queixa na 30ª Esquadra, situada na R.Miguel Lupi, 1200 725 Lisboa.
Como aparentemente o único estrago visível era a quebra do vidro, no dia a seguir accionei o seguro de quebra de vidros que consta da minha apólice, tendo a Allianz atribuído a este processo o número 2004 ** ******. Foi-me dito na altura que se mandasse arranjar o vidro num dos parceiros Allianz não teria que esperar pela peritagem e que a reparação seria efectuada no próprio dia. Como não disponho de garagem para guardar o carro, optei, obviamente, por esta escolha. Da lista de parceiros que me foi disponibilizada escolhi a GlassLiz por se encontrar na zona da Expo98 e eu estar familiarizado com o local.
Desloquei-me a este parceiro da Allianz e substituíram-me o vidro no próprio dia. Notei que o vidro de substituição não era um original Volvo (não tinha a sigla da Volvo) , mas como o que me interessava era ter o assunto resolvido não dei muita importância a este pormenor. Notei também que a oficina deixou os pedaços de vidro partidos dentro da porta e, ao apontar este facto, foi-me dito que isto era procedimento normal e que não havia problema. Experimentou-se o funcionamento do vidro eléctrico uma ou duas vezes e parecia subir e descer bem.
Como muito raramente ando com pessoas atrás, passou mais de uma semana até detectar que o funcionamento do vidro eléctrico tinha ficado, na realidade, com problemas. Foi preciso um amigo meu ir no banco traseiro do carro e experimentar abrir e fechar a janela para se constatar que não só o vidro eléctrico não fechava totalmente como ainda se ouvia um som que parecia o de pedaços de vidro a serem triturados por uma engrenagem. Pensando que fosse algum problema com a montagem do vidro, contactei com a GlassLiz e fui lá no dia seguinte para me resolverem o problema. Foi-me dito que era algo com o motor eléctrico e não com a montagem do vidro em si (!!!). Foi-me igualmente dito que ali não percebiam nada de motores eléctricos de janelas e que portanto não podiam fazer nada (já agora, pergunto eu como pode estar um parceiro da Allianz habilitado a fazer a substituição de janelas eléctricas se não percebem nada do funcionamento das mesmas?!). Saí da GlassLiz com o vidro traseiro novamente aberto pois desta vez nem sequer mo conseguiram fechar!
No dia seguinte entrei em contacto com o gestor do processo e expliquei-lhe a situação. Com o conhecimento do mesmo, pedia a uma oficina no centro de Cascais para me resolver temporariamente o problema (uma vez mais, não podia, como é obvio, andar com a janela aberta) retirando o motor eléctrico defeituoso e bloqueando o vidro da janela com um pau. Guardei o motor eléctrico num saco para que este pudesse mais tarde ser visto pelo perito da Allianz, uma vez que, estando o motor avariado e sendo a sua reparação presumivelmente bastante cara, iria provavelmente accionar o seguro contra furtos. De referir que esta mesma oficina me fez o favor de aspirar a enorme quantidade de vidros partidos que se encontravam ainda dentro da porta (não compreendo porque o mesmo não foi feito pela GlassLiz).
Quando do meu contacto com o gestor do processo, nem ele nem eu sabíamos qual seria o agravamento que eu teria – se algum - ao accionar o seguro de furto, de forma que combinámos que eu lhe enviaria mais tarde por fax o comprovativo da queixa efectuada na PSP, juntamente com um relato dos danos, e que seria então feita uma peritagem condicional para avaliar se valeria a pena accionar o seguro ou se seria melhor pagar do meu próprio bolso. Ele teve o cuidado de me perguntar se a janela já se encontrava fechada porque ia de férias dentro de poucos dias e não estaria lá para mandar avançar o processo, ao qual eu respondi que sim, pelo que já não era urgente.
Entretanto não só o gestor do processo foi de férias como eu mudei de casa. Na confusão que se seguiu, como devem calcular, demorei bastante tempo até reorganizar as coisas e conseguir encontrar o papel comprovativo da queixa efectuada na PSP.
Na semana passada enviei finalmente por fax toda a informação que me tinha sido solicitada e marquei uma peritagem para a manhã do dia 20 de Setembro na Volcais, representantes oficiais da Volvo aqui em Cascais.
Entreguei o carro na Volcais à hora de abertura da oficina e esperei um par de horas. Como o perito não chegava, entreguei as chaves à rapariga da recepção – com a recomendação de me avisar assim que o perito chegasse – e dirigi-me a um café ali perto para fazer um pouco de tempo.
Pelos vistos a rapariga esqueceu-se de me avisar, de forma que, quando voltei à Volvais cerca de meia-hora depois, já o perito tinha acabado o seu exame. Para cumulo dos azares, o empregado da Volcais que estava a acompanhar o perito tinha-se ferido na cabeça ao abrir o capot do carro para ver o numero do motor!
Apenas posso imaginar que depois de assistir a uma situação destas o vosso perito não se encontrasse na melhor das disposições, pois, sem sequer ouvir o relato dos factos, começou logo por dizer que o seu parecer ia ser negativo! Ainda tentei argumentar com ele mas foi completamente inútil – aliás porque já tinha o relatório preenchido. Poucos dias depois recebo em casa uma carta da Allianz a dizer que não se responsabilizavam porque a opinião do perito era de que o motor eléctrico se tinha avariado por ‘desgaste normal’.
Estão a brincar comigo?!
1º O perito nem sequer ouviu o relato do que se tinha passado antes de chegar a uma conclusão.
2º Como é que é ‘desgaste normal’ quando um cabo de aço está completamente enrodilhado? Desde quando é que o desgaste normal provoca o enrodilhamento do cabo?!
3º O vidro eléctrico funcionava perfeitamente antes do carro ter sido assaltado!
4º O vidro eléctrico deixou de funcionar depois do carro ser assaltado!
5º Mesmo se a Allianz partisse do principio que haveria má fé da minha parte (vamos supor que o vidro eléctrico já estava avariado antes do assalto), então eu teria tido muita sorte que o ladrão tivesse quebrado precisamente AQUELA janela quando todas as outras se encontram a funcionar perfeitamente (e façam o favor de não se esquecerem que o ladrão foi APANHADO pela PSP em flagrante delito, pelo que nem sequer podem pôr a hipótese de ter sido eu a partir o vidro e depois fazer uma participação à policia em como me tinham assaltado o carro!). E mais: se o motor eléctrico da janela já estivesse avariado, porque razão teria eu accionado a quebra individual de vidros em primeiro lugar em vez da clausula de furto?!
Isto só pode afastar qualquer suspeita de má fé que a Allianz possa eventualmente ter, e tenho provas e testemunhas de tudo!
6º A própria Volcais diz que é perfeitamente possível danificar o motor eléctrico da janela quer pela existência de pedaços de vidros partidos no mecanismo quer pela não calibragem da mesma janela (e posso garantir que não foi feita qualquer calibragem na GlassLiz, pois assisti de perto a toda a operação de arranjo!)
7º Se eu pago à Allianz muito mais dinheiro por esta apólice do que por um simples seguro contra terceiros, então é precisamente para que a companhia seguradora se responsabilize por estes casos, conforme está no contrato, e não para deitar dinheiro à rua! Logo:
Exijo que cumpram a vossa parte e me resolvam o problema conforme é a vossa obrigação! Não quero saber se a culpa é de uma má montagem da parte da GlassLiz ou do ladrão, isso é um problema interno da própria Allianz e eu quero é o meu resolvido – é para isso que pago!"