Peugeot 208

Nada disso.Vossa excelência apenas tem de dizer que não gosta do 207.Escusas de fazer crer que foste buscar alguma coisa ao dicionário.Há quem não goste mas há quem aprecie o traço da Peugeot.Portanto menos fundamentalismo nas opiniões seria mais adequado acho eu... [;)]

Não entendo como não vêm a evolução natural do design do 206...
Evolução, sim (as pistas estão lá). Natural? Não.
 
Acho que o problema é que toda a gente quer ser dona da verdade.

E ninguem consegue justificar o quer que seja visto assim como na Peugeot e no resto da industria existirem coisas em termos estilisticos que não têm de ser racionais visto não ser essa a sua função.

O design é racional e emocional, o problema é que quando se critica tenta-se dar justificação racional a algo que é puramente emocional.

No fim de tudo é uma questão de perspectiva.

É sempre facil dizer mal quando não se gosta e como toda a gente se acha o centro do mundo acham que as coisas devem ser feitas de acordo à sua imagem.

O ser fino, largo, balofo, banal pouco importa acima de tudo o que importa é que haja pessoas felizes.

Se quiserem criticar critiquem coisas reais e não apenas a casca.

Por exemplo criticar o facto da relaçao dimensões/habitabilidade ser claramente pior que à 10/15 anos atras.
 
Eu já disse uma vez e volto a dizer, na europa há muitas culturas e mentalidades, na frança há toneladas de carros com cores esquisitas, verdes, laranjas, cores que cá nunca vendiam, mas lá eles gostam! Coisa estranha não é? Quando a Peugeot desenhou o 207 foi para vender a várias culturas em vários países, mesmo fora da europa, se o portugues não gosta, há milhões de pessoas que adoram e o 207 vende muito bem, portanto só há que dar mérito a quem desenhou o carro, é um sucesso de vendas, e contra factos não há argumentos!
 
Ter muitas vendas e poder de atracção perante o público não é sinónimo de qualidade real e artística.
O Tony Carreira também enche Atlânticos e entra para o topo das tabelas nacionais e não é por isso que o que faz é de qualidade (e que ainda por cima é plagiado)...
 
Ter muitas vendas e poder de atracção perante o público não é sinónimo de qualidade real e artística.
O Tony Carreira também enche Atlânticos e entra para o topo das tabelas nacionais e não é por isso que o que faz é de qualidade (e que ainda por cima é plagiado)...

Pois não, mas é sinonimo que o conceito estilistico foi bem aceite...
 
peugeot208scoop1.jpg

peugeot208posteriore.jpg

parece que a maioria gostou, mas calma que os "engenheiros de design automóvel" da marca virão depois e farão os arranjos finais. uma bocarra mais larga, uns faróis de nevoeiro grandes como o raio, jantes mais feias a imitar tampões, etc e tal. se saísse assim ou parecido tinha vendas, mas eles não escutam a opinião pública e mexem em demasia.

é tal e qual a história do jipe da hyundai que vem substituir o tucson. vi as imagens do jipe azul. estavam fantásticas, pese as jantes bling bling. mexeram, estragaram tudo. salva-se o motor... [8b]
 
Pois não, mas é sinonimo que o conceito estilistico foi bem aceite...
Uma coisa não é sinónimo de outra. E há nesta indústria exemplos óbvios disso.
Alfa Romeo... são muito bem recebidos pelo público, mas isso não se traduz necessariamente em grandes volumes de vendas.
Pelo contrário, o Mégane II não foi muito bem aceite pelo público no geral, é pouco ortodoxo num segmento que exigia seriedade e sobriedade, e não foi por isso que deixou de ter um grande volume de vendas.
 
Temos de ver que existem carros como nunca existiram e que muitas vezes para se ter distinção é preciso inventar coisas desnecessárias e que acabam por encaixar num tipo de gosto.

A sociedade esta carregada de vícios e muitas vezes gostos duvidosos, falar em Tony Carreira pode não ser o pior porque existe bem pior e com muitos seguidores. Por exemplo grupos de hardrock em que não cantam, gritam e que os instrumentos musicais são usados como se animais se tratassem...

O mundo esta feito de extremos e para tudo é preciso conhecimento, um audiofilo não ouve musica pimba porque já passou essa fase.
Da mesma forma que muita gente nunca aprendeu a depurar o seu gosto visual, apenas a experiência nos leva a evolução e aquilo que no passado aceitávamos podemos já não aceitar actualmente.

Assim como na musica o design é feito com bases experimentais e para se evoluir tem que se conhecer as ferramentas de trabalho porque de outra forma ficamos sem saber as razões para algo ser como é.

A Peugeot levou o dimensionamento de vários elementos até ao extremo, veremos que isso ja esta a mudar porque chegaram ao limite. Acredito que muitos dos seus designers não estivessem de muito agrado em lançar certas soluções mas o desequilibro tornou-se vendável e ai começa o problema.
Muitas vezes para se ter sucesso num mundo com maus hábitos e mau gosto temos de nos prostituir e até passar por incoerentes.

A única evolução ficam por alguns concept cars, estes sim são o actual estado do design que o publico ainda acha que é futuro!
Se algo esta feito é presente e não futuro mas as pessoas tem demasiados hábitos e mudar é doloroso.

O volume de vendas esta mais ligado ao reconhecimento de marca que propriamente ao seu aspecto fenomenal que possa ter, senão os Alfa Romeo seriam dos carros mais vendidos mas não são porque a marca não tem um reconhecimento positivo em fiabilidade/durabilidade visto ter um passado que marcou nesse sentido.

Muitas pessoas compraram o 207 porque tinham um 206 e geralmente as pessoas seguem algo que lhes agradou e como viram melhorias nas partes mais humildes do 206 ainda ficaram mais convencidas para o adquirir.

O 206 era um carro com uma arquitectura diferente e era comedido nos seus elementos tornando-se bastante atractivo ao publico em geral, o 207 ao tornar certos elementos mais exorbitantes começa a ferir mais cabeças. A relação que existe entre a dimensão dos faróis e grelha e o tamanho da frente é algo desequilibrada e é normal haver pessoas que não se sentem atraídas por isso. Se calhar é essa tendência exagerada que também atrai muitas outras pessoas por acharem piada.

De qualquer das formas também acho abusivo vir falar de certa forma visto que podem magoar quem aprecia o veiculo, é preciso ver o outro lado e se nos responderem no mesmo calibre se calhar não vamos gostar visto que quando não gostamos é fácil apontar defeitos e abusar de insultos.

Estar a criticar algo não é mau agora estar a insultar é ainda por cima achando que os seus gostos pessoas são os mais correctos...as vezes adoro ver a maneira como essas pessoas andam vestidas!

Afinal de contas de bom gosto não têm nada e tudo não passa de gostarem achar que elas é que estão correctas e todo o mundo esta errado.

Se as pessoas se soubessem avaliar melhor se calhar estavam mais vezes caladas por encontrarem telhas de vidro em si proprias.
 
Última edição:
Começou a ser vendido por causa dos rent-a-car. Se realmente o que diz é verdadeiro, então não veríamos quase nenhum Megane II. O que é verdade é que não sendo um carro bonito esteticamente, vendeu muitos exemplares.
 
Não é uma questão de insultar. Apenas é uma amostra de que volumes de vendas ou de que grande adesão por parte do público, nunca foi, não é e nunca será sinónimo de qualidade, seja ela de ordem conceptual ou estética.
Ou seja, o facto do 207 ter sido um campeão de vendas não é sinónimo de que seja esteticamente bem conseguido... porque não é.
 
Não interessa, não é por isso que deixou de ser um modelo de grande volume de vendas, principalmente no "segmento do Golf".

Interessa ao ponto da Renault ter alterado por completo a filosofia do seu sucessor [:p]

O MII vendeu mal no mercado europeu. Bastante menos que o 307 ou os Golf IV e V. Bastante menos que o seu antecessor cujos níveis de venda não satisfaziam a Renault, curiosamente.

Se o segmento C é grande isso sim não interessa, porque é-lo para todos [:D]

Sem o Scénic na gama e a contar para as vendas totais, o projecto MII tinha sido um fracasso comercial.
 
Uma coisa não é sinónimo de outra. E há nesta indústria exemplos óbvios disso.
Alfa Romeo... são muito bem recebidos pelo público, mas isso não se traduz necessariamente em grandes volumes de vendas.
Pelo contrário, o Mégane II não foi muito bem aceite pelo público no geral, é pouco ortodoxo num segmento que exigia seriedade e sobriedade, e não foi por isso que deixou de ter um grande volume de vendas.

A Alfa Romeo bem recebida ??? Só se for em Italia porque de resto não foi recebida em lado nenhum. O Megane não foi bem aceite ??? O Megane vendeu de arrasto por causa das frotas...e o que vendia era a carrinha e a Scenic. O carro nunca vendeu muito.
 
Se o 207 não é um modelo bem conseguido vou ali e já venho, alias eu pergunto o que é um modelo bem conseguido?

O bem conseguido passa a ideia que havia intenção de chegar a algo e o 207 tem isso bem explicito.

O facto de ter farois grandes ou grelha grande não incomoda o facto de estar bem resolvido porque desenhar farois daquela dimensão deve ser tudo menos facil.

Simplesmente o carro vai buscar mais agressividade, robustez e dinamismo a base do 206 até porque a sua base foi a versão WRC por isso as cavas facetadas e uma carro de aspecto largo e agarrando ao chão.

A meu ver o menos bem conseguido esta na versão classic que acaba por entrar em confronto com o resto do automovel.

Voces continuam a meter o gosto pessoal a frente e isso não deixa ver para la do que parece. Pelo menos percam um bocado de tempo a ver o que o gajo que o desenhou disse quando foi lançado, tem la a resposta a tudo o que voces querem.

Só depois de verem isso e as intensões que haviam na criação artistica é que podem vir dizer se esta ou não bem conseguido, a partir do ponto que se justifica algo tudo pode ser feito.

Há quem queira os carros com aspecto muito formal e serio, há quem os queira com aspecto mais divertido e informal.

Nenhum carro mal conseguido vende os milhões de um 207, podem escrever isso. As pessoas compram porque acima de tudo o carro mostra argumentos para vender e o aspecto conta e muito. Num carro pequeno as pessoas dão muito valor ao aspecto e algo mais original vende bem.
 
Ou eu estou a exprimir-me mal ou então estou a escrever em algum dialecto que ninguém entende, pois escrevo alhos e respondem-me com bugalhos.

Estou a falar do 207... do seu desenho, da sua embalagem, não da sua validade enquanto produto do segmento B que está mais do que aprovado.

Por outro lado, estou a falar da relação entre ser-se bem conseguido na forma como se apresenta e como isso se expressa em vendas.
Quando falo em "ser bem ou mal recebido", aí não estou, obviamente a ter em conta as vendas. O Kia Cee'd também foi aplaudido pela crítica e pelo público (sempre em relação ao que a Kia significa/simboliza para o consumidor europeu) e, se bem que esteja a vender bem, não tem volumes de vendas extraordinários. Portanto, não é de todo descabido afirmar-se que a generalidade dos Alfa Romeo são bastante bem recebidos pelo público (em "português fora do dialecto que parece que ninguém percebe", que o público parece gostar, apreciar, ter vontade de ter - o que não significa que isso seja efectivado, mas sõ coisas diferentes) e pela crítica... no que respeita a embalagem [é disto que estou a falar e é isto que estou a pôr em causa no caso do 207].

Estamos numa era em que o kitsch tornou-se moda e o exagero da forma e "da forma como se obtém essa forma" (passe a redundância) é moda e o público gosta. O 207 é um exemplo disso, e isso repercute-se não só no design automóvel, mas noutros campos da arte contemporânea e até em pequenas coisas do quotidiano.

Agora não me venham dizer que o Peugeot 207 tem um desenho bem conseguido, porque não tem - e não falo apenas dos faróis e da grelha: o problema apenas começa aí.

Se vende milhões e é bem recebido pelo público... como produto. Bem, é sinal de que, ou o que afirmei há dois parágrafos atrás faz todo o sentido, ou o factor estética não é assim tão relevante quando no outro prato da balança temos o facto de o 207 ser um dos melhores utilitários do segmento.
 
Agora não me venham dizer que o Peugeot 207 tem um desenho bem conseguido, porque não tem - e não falo apenas dos faróis e da grelha: o problema apenas começa aí.

Na minha opinião está muito bem conseguido a nível de design, mas os gostos sao subjectivos, uns gostam, outros não. Não convém caír em radicalismos e não aceitar as opiniões dos outros. ;)
 
Se o 207 não é um modelo bem conseguido vou ali e já venho, alias eu pergunto o que é um modelo bem conseguido?

O bem conseguido passa a ideia que havia intenção de chegar a algo e o 207 tem isso bem explicito.

O facto de ter farois grandes ou grelha grande não incomoda o facto de estar bem resolvido porque desenhar farois daquela dimensão deve ser tudo menos facil.

Simplesmente o carro vai buscar mais agressividade, robustez e dinamismo a base do 206 até porque a sua base foi a versão WRC por isso as cavas facetadas e uma carro de aspecto largo e agarrando ao chão.

A meu ver o menos bem conseguido esta na versão classic que acaba por entrar em confronto com o resto do automovel.

Voces continuam a meter o gosto pessoal a frente e isso não deixa ver para la do que parece. Pelo menos percam um bocado de tempo a ver o que o gajo que o desenhou disse quando foi lançado, tem la a resposta a tudo o que voces querem.

Só depois de verem isso e as intensões que haviam na criação artistica é que podem vir dizer se esta ou não bem conseguido, a partir do ponto que se justifica algo tudo pode ser feito.

Há quem queira os carros com aspecto muito formal e serio, há quem os queira com aspecto mais divertido e informal.

Nenhum carro mal conseguido vende os milhões de um 207, podem escrever isso. As pessoas compram porque acima de tudo o carro mostra argumentos para vender e o aspecto conta e muito. Num carro pequeno as pessoas dão muito valor ao aspecto e algo mais original vende bem.

O 207, no geral, é um carro bem conseguido. Ninguém diz o contrário. Mas falo como produto no geral.
O desenho em si, tem falhas.
Passa pelas dúbias questões do gosto, aprovar ou não esta fase barroca algo exagerada que caracteriza a industria.
Mas a nivel de desenho o 207 falha em questões essenciais, no campo das proporções.

Fosse qual fosse a justificação ou inspiração, no final o que interessa é o resultado.

Também conheço o ponto de partida do 207, que foi o 206 WRC.

E é por aí que temos de pegar.
Porque para o desenho do 207 fazer total sentido, teria de ter 10cm extra de largura, e nunca ter nada menos que umas jantes de 17".
E aqueles facetamentos assimétricos nos arcos de roda ainda não resultaram em nenhum modelo em que foram aplicados.

Por isso é que o desenho falha. A exagerada frente do carro parece enxertada à força no corpo de um utilitário (efeito mais visivel no 206+). Os mega-farois fazem as rodas parecerem miniaturas.

É um problema comum na industria. Buscar inspiração em alguns pontos de referência e adaptá-los À força em outro qualquer corpo. Veja-se o caso 8C -> Mito ou o 911 ->Panamera.
O risco de darem um tiro ao lado é sempre maior.

A qualidade do produto não está em causa.
Não significa que o 207 seja feio, mas antes, é mais um caso de excesso de make-up, quando bastava algo mais discreto e natural. Tal como o seu antecessor tão bem demonstrou.
 
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