Optimus Alive 2010

critica do blitz Optimus Alive!10: fotos e reportagem do 3º dia, 10 de julho - BLITZ


01h18 - O que faz um bom concerto? A banda ou o público? A sensatez manda responder: uma mistura dos dois factores. O espetáculo dos Pearl Jam no Optimus Alive!10, esta noite, confirma e esclarece: quando grupo e fãs estão em sintonia, a magia pode muito bem acontecer.


??????


Por esta altura, o leitor já deve saber que, após cinco ou seis músicas, Eddie Vedder pegou num papel do qual começou a ler em português. "Obrigado por virem ao nosso último show. Não último de sempre, mas último em muito tempo". A estupefação da plateia pressentiu-se. Vedder, esta noite muito próximo da imagem icónica dos primeiros tempos dos Pearl Jam, acrescentou, já em inglês: "Não, é uma coisa boa! Mas mais vale divertirmo-nos, pois não sabemos quando vamos voltar".

A partir desta revelação, o público apegou-se ainda mais ao que tinha em mãos - um Deus do rock em noite sentimental - e o concerto, que já abrira de forma muito intensa e fraternal, com "Release", "Animal" ou "Given To Fly", ganhou contornos verdadeiramente históricos.

Uma das razões pelas quais Eddie Vedder adora o público português - saiu de palco com a bandeira nacional pelas costas - prende-se pelo talento local para a cantoria. "You guys are the best singing crowd in the world!", elogiou emocionado. De mãos ao alto e corações em frangalhos, o público vê em Eddie Vedder o livro de cabeceira da sua geração, um bom rebelde que nunca se vendeu nem nunca quebrou, um porto de abrigo seguro com quem se pode contar.

No Optimus Alive!, os Pearl Jam são ainda uma banda da casa: estiveram na primeira edição do evento e inspiraram, inclusive, o nome do certame. Estavam reunidas as condições para uma noite vitoriosa - e, contrariamente aos receios de alguns leitores da BLITZ, ausente de fãs dos Ídolos - mas dificilmente alguém poderia adivinhar a autêntica overdose emocional em que 45 mil pessoas participaram.

Dizemos que participaram, e não que assistiram, porque Eddie Vedder não se cansou de salientar o papel do público nesta doce despedida dos palcos. "Obrigada por nos convidarem para a vossa festa, por nos deixarem pôr música por cima de vocês, à vossa volta", disse, numa noite em que "Nothing Man", "Daughter", "Even Flow", "Wishlist", "Black", "Why Go" e até a mais recente "Just Breathe" ("esta é bué linda", comentavam a nosso lado) originaram gigantescos coros. "Lisboa, vocês cantam tão bem. Também tocam guitarra?".

No encore, a paixão público-banda consumou-se com músicas delicadas tocadas à guitarra acústica; o incrível coro de "Betterman", que Vedder deixou o público cantar quase na íntegra; surpresas como "Smile"; a obrigatória "Alive" e ainda - contado ninguém acredita - uma canção cujo refrão era "Portugal, Portugal".

Ao longo de todo o concerto, os Pearl Jam mostraram-se empenhados e motivados: Mike McCready chegou a tocar guitarra atrás da cabeça e a sentar-se no palco (como Mike Patton quando cantou Jackson 5), Matt Cameron, segundo alguns rumores de partida para a reunião dos Soundgarden, chamou a atenção pelos óculos de sol em plena noite escura. Mas se falamos tanto de Eddie Vedder é porque, longe de todos os problemas de consciência que afetaram os seus primeiros anos de estrela rock, o símbolo maior dos Pearl Jam mostrou-se, esta noite, comovedoramente aberto, vulnerável e empático. Em paz consigo mesmo e o seu legado, parecia mesmo ter dificuldade em abandonar o palco, olhando o público com o esgar de quem contempla obra feita.

Não sabemos se a pausa a que Eddie Vedder se referiu esta noite corresponde apenas ao final da digressão (afinal, mostrou-se ansioso por regressar a casa e rever a família) ou se o "último concerto em muito tempo" anuncia um hiato mais prolongado. Mas depois de um concerto apoteótico como este, é justo dizer que se a Espanha tem (a fazer fé no Polvo Paul) o Mundial, Portugal pode orgulhar-se de ter os Pearl Jam.
 
Optimus Alive - Rescaldo

Optimus Alive - Rescaldo

Grandes concertos, bom ambiente (em geral), organização de *****, festival a tornar-se a modinha e controladinho por empresas, desilusão com o relax de Pearl Jam. Eis o rescaldo.

Ora bem... depois de alguns dias bem passados em Lisboa é altura de fazer o rescaldo de mais um ano de Alive.

Para começar, o festival está perigosamente perto de se tornar mais um evento social do que um festival de música. Enquanto continuar a trazer boas bandas tudo bem, mas mete nojo ver tanta empresa ali metida pelo meio. Quando os brasucas forem embora teremos outro RIR, mas com melhores cartazes. Olá, Alive.
Ver pessoas com t-shirts do alive, ter ali a sic a chafurdar e a impingir os "revolucionários", mas ao mesmo tempo capitalistas que dão pelo nome de homens da luta a vender t-shirts com mortes de crises e gritos pelo povo. O povo? O povo não tem 10 euros para dar por t-shirts pah. Eu pelo menos não tenho pah. Temos pena, pah, mas à minha pala não ganham a vidinha enquanto pedem revoluções e se fingem comunas. É só rebeldes pah!!
Ver marcas de carros... enfim, já estão a ver onde eu quero chegar. É um mar de oportunistas a tentar vender cada um o seu peixe e chega ao final e só mete é nojo.

E para além disso... mentirosos. 45 mil pessoas no dia de pearl jam?! Estiveram lá?! É mais 70 mil!! Ou como explicam que 7 mil pessoas, se compararmos com o primeiro dia que teve os tais 38 mil, encham mais de metade do recinto!? É que no primeiro dia, aquilo estava mais ou menos composto, mas andava-se bem, no ultimo abarrotava pelas costuras e não se conseguia andar um metro sem chocar com 3 pessoas. E não é só em frente ao palco principal, é até as áreas de comes e bebes. Se os bilhetes foram para empresas, passatempos, concursos ou amigos, não sei, mas que não estavam só 45 mil pessoas, não estavam. Quanto muito foram os que foram postos à venda ao publico. Ao menos tenham coragem e admitam.


Depois o publico, principalmente no ultimo dia. Nunca foram a um festival e depois não se pode tocar nas mãezinhas que refilam logo. E não é chocar. É a tentar sair!! Sair implica mais espaço para quem fica, mas pelos vistos é difícil perceber isso. Quando alguém pede licença para sair ainda ouve coisas como "sempre a tentar passar, nem pedem desculpa". Cara mamã, eu raspei-lhe nas maminhas ao tentar sair e a dar lhe espaço, compreende? Se nunca esteve num recinto a abarrotar, informo que sim, as pessoas ao passar tocam-lhe, é inevitável!!



Vamos aos concertos:

Biffy Clyro - Sempre com garra, bom som, boa atitude e boas músicas. O meu maior problema com eles é que tanto têm músicas muito boas como entram pelos campos do rock alternativo da "cena" que tira um bocado a pica, mas em geral boa banda e bom som. Concerto competente e energético.

Moonspell - Fernando a cantar cada vez pior. A miuda dos the gathering abafou-o, deu-lhe 15 a 0, sem espinhas. O micro demasiado baixo também não ajuda. E o baixo? O som tão linear tornou-se ridículo. Publico muito mau. Idiota tem novo significado no dicionario. Diz lá assim: "idiota - termo utilizado para definir actos de extrema estupidez, como moshar durante o refrão de luna dos moonspell". Sim, da música mais calma deles. E não é um enfestozito, é porradinha da velha. Enfim, é deixar crescer a criançada.


Alice In Chains - Grande jarda!! Aquela recta final que começa com We Die Young foi o terror. No bom sentido. O pessoal perdeu o juizo e foi o caos. Man In The Box e Would a ajudar à festa. Que loucura. Grande som, grande atitude, boa set, apesar das músicas do novo disco não terem o poder ou a sujidade das mais velhas, ainda vão encaixando. Para mim, melhor concerto da noite.


FNM - Mike Patton é um animal. É um animal avariado do juizo. Ele sozinho leva a banda para a frente e dá dos melhores espectaculos que vi nos ultimos tempos. E aquela voz? Como é possivel alguém fazer aquilo com a voz?! Impressionante. Seja a fazer crowd surf, seja a reaver o sapato roubado nesse mesmo surf com um olhar daqueles ameaçadores em que percebemos que é melhor mantermo-nos na linha, senão já sabemos que algo de mau acontece (e a metê-lo na boca para se certificar que não voltam as tentativas de roubo). Seja a falar brasileiro, a mandar piadas, a insultar o publico "mal educados!!", na tanga claro está, seja a gozar com os proprios membros da banda sem que eles percebam (You're talking about las vegas?). Seja a chamar "palhaço" ao ronaldo. Ele é rei. E isto sem comprometer o som. Ora experimental, ora mais rockeiro, ora romântico (momento lamechas da noite que acabou no dito crowd surf com patton a cantar em cima da segunda barreira),com músicos competentes... mas o show é todo de Patton.

Segundo dia sem nada de especial que eu tivesse curiosidade em ver. Já vi Deftones e não dou 50 euros para Mão Morta... eis que chega dia 10. O tal que estava esgotado com 45 mil pessoas.


Gomez - Aqueceram bem o publico e deram um bom concerto com bom som, mas nada que me faça querer conhecê-los melhor. Claro que aqui temos os putos traquinas. No inicio do concerto é levado para o palco uma camara para filmar a multidão que os recebe de braços no ar e palmas, mas claro, há sempre meninos rebeldes a mostrar o dedo do meio. Feios! Mau! Menino mau!! Adiante...


Dropkick Murphys - Pura e simplesmente o concerto do festival, para mim. Eu já sabia que ia ser bom, não sabia que ia ser tão bom. Não parei durante uma hora, gritei a plenos pulmões as letras, dancei mesmo à imbecil, ajudei a levantar miudos para o crowd surf que depois eram atirados (literalmente para a frente e tinham depois pessoas a querer bater-lhes, inclusivamente a virarem seguranças virando se de costas para o palco e ficando ali, de guarda, com olhares de mau, foi ver as meninas da disco horririzadas a fugir da mosh, não vá partir-se uma unha ou o salto alto... enfim, foi festa, festa festa. Muito sour, banhos de cerveja (levei com uma logo no inicio), muita dança, muitas palmas muitos gritos de "let's go murphys!!"... Grande som, grande atitude da banda, grande set list, só faltou mesmo a Flannigan's Ball, Wild Rover ou Kiss Me I'm Shitfaced. Mas tivemos Barrom Hero (virou uma luta de bar irlandesa aquilo), a fechar a obvia I'm Shipping Up To Boston,Johnny I Hardly Knew Ya, The Spicy Mchaggis Jig (SPICY SPICY SPICY!!), a tal musica de homenagem ao bagpiper da banda que gosta de miudas cheiinhas, State Of Massasshucets, Famous For Nothing, The Fighting 69th, Bastards On Parade, Fields Of Athenry, Black Velvet Band ou Worker's Song... que se pode pedir mais?? Foggie Drew, a cover pela voz de Sinead O Connor a dar inicio à cena, e eis que arranca ao som de For Boston. A partir daí foi o que se viu, quem esteve lá, que a transmissão não existiu. E fotos, também não, não é blitz? Quem se importa? Foi perfeito!! Quem lá esteve sabe disso. LET'S GO MURPHYS!! LET'S GO MURPHYS!!


Gogol não vi, mas pareceram dar show, como de costume.


E eis que chega a razão porque tanta gente lá foi. Os tais 45 mil (já disse que devia estar no mínimo mais uns bons milhares por ali, não já?).

Pearl Jam - Ora bem... eu nunca pensei que fosse criticar uma set list de pj, mas vou ter de o fazer. Sei que era o ultimo concerto da tour e, segundo Vedder (para quem à minha beira perguntou como se chama o vocalista - chama-se Eddie Vedder - pronto), o ultimo durante um longo tempo (SOUNDGARDEN!!!!) mas havia mesmo necessidade de tanta musica calma, tanta balada? A set foi imprevisivel, como sempre, variada, mas chegou à 5ª música e percebeu-se que o concerto ia ser calmo, perfeito para a malta do bate palmas e cantarola e isqueirinho. Ora temos a abrir Release Me, ok tudo, bem, segue Elderly Woman, ok, naisse, tempo para acelerar... Não. É In Hiding, é Daughter, É nothing Man, é Given To Fly, é Wishlist, é Black, é The End, é Just Breath... vá lá, que pelo meio ainda deu para meter why go, animal e even flow e once, já no encore... O que aconteceu aos Pearl Jam energéticos que eu vi em 2006?? Onde está Rearview Mirror, Porch, Go, Do The Evolution...?? Que se passou?

O publico cantou que se fartou e houve alturas que abafou Vedder, tenho de reconhecer. Pelo menos as que conheciam. Once (muito rápida para os meninos e mamãs?), Smile (no que? no code? qué isso??!)...

A banda esteve muitissimo bem, aliás, como sempre. Mccready dá show, Matt Cameron, com os óculos de sol durante a cena toda, parece que já tá a treinar para os Garden e mete fills mais completos às batidas mais básicas das canções calmas (em grande o senhor de Jesus Christ Pose), e Stone Gossard continua sereno e calmo, sem exibições nem muito show off, assim como Jeff Ament, muito mais calmo do que a loucura que apresentava à uns anos. Ah e não, para responder a outra pergunta de outro sujeito, o Stone não é um novo membro da banda, apenas deixou crescer o cabelo novamente. Obrigado. Mais um cliente satisfeito. Boom Gaspar passa despercebido, mas continua a dar-lhe no seu Hammond (desta vez não houve Crazy Mary para ele brilhar). E Vedder canta que se farta. É o ultimo show da tour e ele continua com a força como se fosse o primeiro. E ainda dá no tabaco e na vinhaça. Um senhor de simpatia e carisma. A bandeira está ao contrário, mas não importa. Ele curte-nos e nossos curtimo-lo.
Muito bonito o improviso sobre portugal, embora a parte do melhor publico cantante do mundo seja treta. Os Pearl Jam já foram à Argentina, não já?

Para a malta não ir a chorar pra casa lá tiveram direito a Betterman e Alive e a fechar a enigmática Yellow Ledbeter (que?! amarelo que?)

Resumindo: a banda tocou com o mesmo profissionalismo de sempre, a mesma emoção, simplesmente muito mais calmo. Talvez seja mesmo hora de descansar um pouco. Venham os Garden, reagrupem forças e voltem com vontade de mostrar porque é que a malta os adora e se tornaram uma banda de culto que enche recintos sem publicidades, sem ser preciso as belas das baladinhas rfm e os refrões orelhudos para a malta cantarolar, bater palminhas e acender isqueiros.


Resumindo tudo: em geral bom ambiente, tirando aqueles que simplesmente não sabem como agir, sejam putos que acham que tudo que mete guitarra merece mosh ou adultos que não compreendem que num recinto cheio sim, vão sempre tocar em alguém, organização mal a misturar muito estilo no mesmo dia a tentar chamar gente e a tornar o alive num evento social (não interessa quem vai, desde que eu vá e possa dizer que fui, tá fixanaisse) e menos num festival de música (valham nos que ainda trazem boas bandas, ao menos isso), grandes concertos, com grande qualidade de som.

Para o ano há mais. (Vamos ver...)

Fonte

[:)] apr:)
 
Crítica do Diário Digital
Optimus Alive! 10 (Dia 3): Sub-21 goleiam séniores
T: Davide Pinheiro e Marco Moutinho F: Duarte Pinto Coelho


Em noite de despedidas, os LCD Soundsystem deixaram mais saudades que uns Pearl Jam estafados, em modo U2 sem pirotecnia. Eddie Vedder anunciou uma pausa que, pelo que se viu este sábado, se deseja prolongada.
Num festival sem grande surpresas musicais, a vitória dos LCD Soundsystem acabou por ser natural. Da última noite do festival sobraram ainda duas boas notícias: por um lado, James Murphy anunciou o regresso do colectivo lá mais para o final do ano. Por outro, Eddie Vedder revelou que os Pearl Jam se vão retirar por tempo indeterminado.

(...)

O desinteresse suscitado no regresso de uns Pearl Jam novamente a deixar crescer o cabelo (quiçá para esconder a calvície de ideias), só tornou a vitória dos LCD Soundsystem. E não fosse o concerto do colectivo de James Murphy ser demasiado curto (menos de uma hora não é admissível num festival) e estaríamos a falar de uma goleada.

Acabou por ser um aperitivo para o regresso anunciado lá mais para o fim do ano pelo líder da banda. A riqueza rítmica dos LCD Soundsystem é proporcional à intensidade de canções como «Us Vs. Them», «Tribulations» e «All My Friends». Foi tudo tão bom que a duração reduzida do concerto se tornou ainda mais intrigante. Pedia-se uma sessão prolongada de sexo e não uma rapidinha.

Devemos ter visto concertos diferentes...

Eu estava na segunda fila e o que vi foi um James Murphy cínico com o público e com vontade de despachar o serviço e ir embora. Tocou 9 músicas, e não saiu dos "hits" - do novo álbum (aquele que estava a ser apresentado) tocou a drunk girls, I can change e a pow how e depois mais meia dúzia dos singles do sound of silver e do homónimo.

Lembro-me ainda de em pelo menos 2 ou 3 ele ter aldrabado a música - encortou e saltou para o refrão - e de ter ouvido uma ou 2 calinadas, precisamente do JM quando foi fazer secção rítmica com o baterista.

E já agora, pelo menos onde eu estava, a música que mais sobressaiu não foi a "All my friends" nem a "tribulations", mas sim a movement logo seguida (no alinhamento) da yeah. Depois quando o pessoal estava em alta, "Xau, adeus que já passou 1 hora" - Qual fogareiro lisboeta em hora de ponta.

Eu não lhe chamaria uma rapidinha, o melhor termo é mesmo coito interrompido.

No fim vi pouca gente deslumbrada e vi muita gente chateada (principalmente pela atitude). E não me venham com tretas, quem esteve no SBSR sabe perfeitamente que o que viu neste alive foi uma amostra muito pequena do que os LCD podem dar, e eu sou bem suspeito para falar porque o que mais queria ver neste festival era mesmo LCD.

Toda a gente sabe que o JM tem um feitiozinho muito particular e não me admirava nada que tivesse ficado chateado por ter sido posto num palco tão desajustado do público dele, ou que tivesse sido deixado para tão tarde, mas caramba estavam ali ainda bastantes pessoas que tinham pago para o ver e não para saber que ele tenciona voltar no fim do ano... :mad:
 
Última edição:
Devemos ter visto concertos diferentes...

Eu estava na segunda fila e o que vi foi um James Murphy cínico com o público e com vontade de despachar o serviço e ir embora. Tocou 9 músicas, e não saiu dos "hits" - do novo álbum (aquele que estava a ser apresentado) tocou a drunk girls, I can change e a pow how e depois mais meia dúzia dos singles do sound of silver e do homónimo.

Lembro-me ainda de em pelo menos 2 ou 3 ele ter aldrabado a música - encortou e saltou para o refrão - e de ter ouvido uma ou 2 calinadas, precisamente do JM quando foi fazer secção rítmica com o baterista.

E já agora, pelo menos onde eu estava, a música que mais sobressaiu não foi a "All my friends" nem a "tribulations", mas sim a movement logo seguida (no alinhamento) da yeah. Depois quando o pessoal estava em alta, "Xau, adeus que já passou 1 hora" - Qual fogareiro lisboeta em hora de ponta.

Eu não lhe chamaria uma rapidinha, o melhor termo é mesmo coito interrompido.

No fim vi pouca gente deslumbrada e vi muita gente chateada (principalmente pela atitude). E não me venham com tretas, quem esteve no SBSR sabe perfeitamente que o que viu neste alive foi uma amostra muito pequena do que os LCD podem dar, e eu sou bem suspeito para falar porque o que mais queria ver neste festival era mesmo LCD.

Toda a gente sabe que o JM tem um feitiozinho muito particular e não me admirava nada que tivesse ficado chateado por ter sido posto num palco tão desajustado do público dele, ou que tivesse sido deixado para tão tarde, mas caramba estavam ali ainda bastantes pessoas que tinham pago para o ver e não para saber que ele tenciona voltar no fim do ano... :mad:


concordo com tudo.

menos com a questão do alinhamento.

esse era conhecido à partida.

tem sido sempre o mesmo.

só que desta vez foi encurtado.

ver por exemplo aqui: Bonnaroo 2010: LCD Soundsystem In Concert : NPR
 
Pearl Jam - Ora bem... eu nunca pensei que fosse criticar uma set list de pj, mas vou ter de o fazer. Sei que era o ultimo concerto da tour e, segundo Vedder (para quem à minha beira perguntou como se chama o vocalista - chama-se Eddie Vedder - pronto), o ultimo durante um longo tempo (SOUNDGARDEN!!!!) mas havia mesmo necessidade de tanta musica calma, tanta balada? A set foi imprevisivel, como sempre, variada, mas chegou à 5ª música e percebeu-se que o concerto ia ser calmo, perfeito para a malta do bate palmas e cantarola e isqueirinho. Ora temos a abrir Release Me, ok tudo, bem, segue Elderly Woman, ok, naisse, tempo para acelerar... Não. É In Hiding, é Daughter, É nothing Man, é Given To Fly, é Wishlist, é Black, é The End, é Just Breath... vá lá, que pelo meio ainda deu para meter why go, animal e even flow e once, já no encore... O que aconteceu aos Pearl Jam energéticos que eu vi em 2006?? Onde está Rearview Mirror, Porch, Go, Do The Evolution...?? Que se passou?

Há pessoas que não entendem que um concerto é muito mais do que uma setlist. Para ouvir uma setlist, pego no iTunes, faço a que quero e oiço em casa.

Pode-se pegar na melhor setlist do mundo e tocá-la completamente sem alma, e garantidamente que é um concerto da treta. Pode-se pegar numa setlist menos boa ou "mais calma" e dar tudo, dar espectáculo, interagir com o público, etc., e dar-se um concerto do caraças.

E depois, bandas que têm centenas de boas músicas, como é o caso dos PJ, não conseguem produzir um setlist para agradar a gregos e troianos.

Ou então, fazem como a maioria das outras bandas, escolhem um set fixo no início da tournee e tocam-no até à exaustão em todos os concertos...:sh)
 
estive nos pearl jam e gostei muito. Boa actuação grandes músicas. Quando cantaram Alive e Betterman aquilo veio abaixo.

Gostei do pormenor no final de terem dado chipmix ao pessoal que saía.apr:)
 
YouTube - Florence and the Machine - Dog Days are Over @Optimus Alive!10 - 08July2010

Especialmente a partir do minuto 4.10 vale mesmo a pena ver. É este tipo de interacção que não existe nas bandas 'grandes' e que faz com que considere este concerto como o melhor que alguma vez vi. (e já vi alguns)

Florence e The Gossip foram sem dúvida dos melhores concertos do palco Super Bock. Só tive pena de não ver Calvin Harris mas com Faith No More no palco principal era impossível.
 
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