Officine Abarth

Gosto desse relato :)
Claramente esse escorpião ferra com uma boa dose de veneno. Gostava de conduzir um, mas não lhe iria retirar metade do sumo. Mas deve ser, como dizes, memorável. E a caixa, um pouco como o escape Record Monza, deve ser uma boa fatia da experiência.
 
foi o relato que eu esperava em relação á caixa.
muito engraçado para brincadeiras/andar ao ataque mas para uso no quotidiano diário é um pouco massacrante pois não é o habitat da mesma.
 
Take 1
Gostava de ter joguinho de pés para isso tudo, mas passei mais tempo a tentar habituar-me ao curso estupidamente curto da caixa, ao pegar da embraiagem "mesmo cá em cima" e a esforçar o cérebro para proibir o pé esquerdo de ir à embraiagem, já que dá para "metê-las" só aliviando o acelerador. No que toca a caixas, foi sem duvida a experiência mais tátil que alguma vez tive. É essencial para a experiência do Biposto.

A 1ª era difícil de meter e a 2ª "arranhava" sempre. Determinação é provavelmente a palavra certa para usar esta caixa. Determinação e rapidez. Não podes estar com meias medidas. Tens de ser incisivo. Quando acertamos no ritmo da coisa, pá, é a loucura. É como disparar um gatilho.

Este 500 envenenado é um animal. Obriga a estar concentradíssimo a toda a hora. Esmaga o pedal do acelerador, e mesmo em reta, tens de usar o volante, que o animal tem vontade própria. Faz isso numa estrada com irregularidades, como eu fiz, e estás sempre a lutar com o bicho. Visceral e memorável.

A posição de condução é uma trampa, parecida com a do meu Swift, duro que nem cornos, ainda mais que o meu Swift. E alguém esqueceu-se do significado de insonorização. O motor está sempre zangado — BRAAAAAP, BRAAAAAAAAAAAAAAAP [:)]
Fiquei surpreendido com o motor. Estava à espera de muito lag e uma faixa de utilização curta, mas não! Puxa sem se queixar desde rpm muito baixas, e tem força em todo o lado, mesmo em altas.
Quando acorda... jaaaaaaasus! É rápido. Mais do que os números sugerem.

Visceral, foi uma injeção de adrenalina vespertina.
Longe de ser perfeito, mas porra, que animal. Não é definitivamente um "daily". O único modo de condução natural no Biposto é mesmo com a faca nos dentes.
A exorbitância que pedem pelo Biposto com todos os molhos quase que parece justificada, após o conduzir[:D]

Take 2
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Fim de semana muito interessante com muitos quilómetros ao volante dum MX-5 1.5 RF e mais uma oportunidade de colocar as mãos no absurdo, viciante e absolutamente maníaco Biposto.

Consegui uma melhor adaptação à caixa, sobretudo em meter a primeira e segunda.
Como já tinha dito, dá para engrenar velocidades sem recurso à embraiagem, mas dá cá um coice!!!
Tudo o que disse anteriormente mantém-se.
É para conduzir de faca nos dentes. Em modo Sport e perguntamo-nos porquê é que tem um modo Sport. Não havia necessidade nenhuma. Devia ser a configuração standard. Ehehehe
As bacquets são rijas, mas não são desconfortáveis. Mas o carro é duro para xuxu.

Se no primeiro contacto tive a conduzi-lo em estradas que não conhecia bem, neste segundo contacto deu para visitar algumas estradas que conheço bem melhor.
E deu para "sentir" o diferencial realmente funcionar. E é completamente anti-natura.
Abusas na curva, estás à espera que a frente alargue, mas não! Manténs o pé no acelerador, e ele fecha a trajetória. Magia-negra, só pode.
Como gostava de apanhar uma estrada sem ninguém. Deve dar para ritmos completamente malucos a dissecar curvas.

E a forma como isto põe a potência no asfalto é surreal. Deve estar perto dos limites da criatura, ou deve ser ação do diferencial, mas puxar uma segunda obriga a correções na direção. Parece que ganha vontade própria!
Tudo neste carro é absolutamente fantástico. Mesmo estando muito longe de ser perfeito, a experiência é realmente fantástica, até porque mete um pouco de medo[:)]
O preço é um absurdo sem ela, e ainda mais absurdo com ela, mas a caixa é o componente a ter neste carro. Perderia metade da piada sem aquela alavanca em metal de curso curtinho.

Que animal!
Teria de ter uma coisa destas numa hipotética garagem.
 
Take 1


Take 2
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Fim de semana muito interessante com muitos quilómetros ao volante dum MX-5 1.5 RF e mais uma oportunidade de colocar as mãos no absurdo, viciante e absolutamente maníaco Biposto.

Consegui uma melhor adaptação à caixa, sobretudo em meter a primeira e segunda.
Como já tinha dito, dá para engrenar velocidades sem recurso à embraiagem, mas dá cá um coice!!!
Tudo o que disse anteriormente mantém-se.
É para conduzir de faca nos dentes. Em modo Sport e perguntamo-nos porquê é que tem um modo Sport. Não havia necessidade nenhuma. Devia ser a configuração standard. Ehehehe
As bacquets são rijas, mas não são desconfortáveis. Mas o carro é duro para xuxu.

Se no primeiro contacto tive a conduzi-lo em estradas que não conhecia bem, neste segundo contacto deu para visitar algumas estradas que conheço bem melhor.
E deu para "sentir" o diferencial realmente funcionar. E é completamente anti-natura.
Abusas na curva, estás à espera que a frente alargue, mas não! Manténs o pé no acelerador, e ele fecha a trajetória. Magia-negra, só pode.
Como gostava de apanhar uma estrada sem ninguém. Deve dar para ritmos completamente malucos a dissecar curvas.

E a forma como isto põe a potência no asfalto é surreal. Deve estar perto dos limites da criatura, ou deve ser ação do diferencial, mas puxar uma segunda obriga a correções na direção. Parece que ganha vontade própria!
Tudo neste carro é absolutamente fantástico. Mesmo estando muito longe de ser perfeito, a experiência é realmente fantástica, até porque mete um pouco de medo[:)]
O preço é um absurdo sem ela, e ainda mais absurdo com ela, mas a caixa é o componente a ter neste carro. Perderia metade da piada sem aquela alavanca em metal de curso curtinho.

Que animal!
Teria de ter uma coisa destas numa hipotética garagem.
Agora multiplicas isso por 2 e tens um 4C[;)]
 
Gostei muito de ler este relato do crash, e realço alguns pormenores, como o nunca ter falado de números de acelerações e velocidades, num mundo onde cada vez se luta mais pelas centésimas, e nunca foi referido equipamentos de conforto x ou y, que cada vez são mais preponderantes em qualquer carro.

É de salutar neste relato a forma como a máquina se liga mecanicamente ao homem, e nada mais importa. Isto é cada vez mais raro hoje em dia, por isso um bem haja aos malucos que ainda perdem horas de trabalho, e com certeza dinheiro, para "oferecer" a outros malucos apaixonados por carros experiências únicas.

Como foi sempre frisado, está longe de ser perfeito, mas o que importa é que há ainda quem se preocupe em fazer por paixão [;)]
 
Eu também tirei as medidas ao biposto[:p]

Mas não me apetece escrever, alinho com o crash em muita coisa.


Na caixa pena é ser em H, se fosse sequencial era ouro sobre azul, até porque a 1ª e a 2ª são caprichosas.

Isso e os 4 piscas ligarem-se em travagens fortes, o carro parece uma árvore de natal[:D]
 
Agora multiplicas isso por 2 e tens um 4C[;)]

Já me sentei num e até o consegui conduzir. Mas não deu para tirar grandes conclusões, até porque estava a chover e foi sempre devagar. O que ficou retido foi a largura da criatura e a insonorização... ou a falta dela. E o peso da direção!

Já me prometeram mais uns quilómetros ao volante dessa criatura. A ver vamos.

Gostei muito de ler este relato do crash, e realço alguns pormenores, como o nunca ter falado de números de acelerações e velocidades, num mundo onde cada vez se luta mais pelas centésimas, e nunca foi referido equipamentos de conforto x ou y, que cada vez são mais preponderantes em qualquer carro.

É de salutar neste relato a forma como a máquina se liga mecanicamente ao homem, e nada mais importa. Isto é cada vez mais raro hoje em dia, por isso um bem haja aos malucos que ainda perdem horas de trabalho, e com certeza dinheiro, para "oferecer" a outros malucos apaixonados por carros experiências únicas.

Como foi sempre frisado, está longe de ser perfeito, mas o que importa é que há ainda quem se preocupe em fazer por paixão [;)]

Também gosto de saber os números, mas depois de conduzir, valorizo muito mais a experiência.
O MX-5 ao lado do Biposto tem apenas 131 cv. Mais de 8 segundos dos 0 aos 100, mas quando o conduzes, não queres saber. A sua "lentidão" permite explorar mais, por mais tempo, o excelente 1.5 que o equipa. Aquilo sobe até às 7000, soa bem, é um prazer levá-lo lá. E depois tens uma caixa manual que é um deleite. A experiência acaba por se sobrepor, e bem, aos números.
Já tinha conduzido o MX-5 2.0, que é claramente mais rápido, mas o motor não é tão interessante de explorar.

Por outro lado, o Biposto, que apresenta números cheios de sumo, como os 190 cv de potência e 1 tonelada de peso, é uma experiência muito mais intensa do que qualquer outro Abarth "500".
Não é por ser apenas mais rápido.
Todas as outras alterações transformam a experiência de condução. E as prestações estão perfeitamente adequadas a ela.

Só não referi os equipamentos de conforto do Biposto, porque não os tem.
AC, Radio, vidros elétricos? Isso é para burgueses![:D]

Eu também tirei as medidas ao biposto[:p]

Mas não me apetece escrever, alinho com o crash em muita coisa.


Na caixa pena é ser em H, se fosse sequencial era ouro sobre azul, até porque a 1ª e a 2ª são caprichosas.

Isso e os 4 piscas ligarem-se em travagens fortes, o carro parece uma árvore de natal[:D]

Os quatro piscas. [:D] Um dos passageiros também comentou isso comigo... porque cada vez que esmagava o travão, ouvia-se o click-click dos piscas.
Considerando o cursinho curto da caixa, sim, uma sequencial poderia ainda ser uma melhor solução.
Já é um brinquedo do caraças assim.
 
Última edição:
Eu acho até que com uma caixa mais fácil o carro seria mais rápido, porque a 2ª ás vezes não entra e acaba por se hesitar entre fazer tudo de 3ª ou reduzir para 2ª
 
Eu acho até que com uma caixa mais fácil o carro seria mais rápido, porque a 2ª ás vezes não entra e acaba por se hesitar entre fazer tudo de 3ª ou reduzir para 2ª

talvez tenha a ver com o nosso habito de ser meigo nas passagens. são muitos milhares de quilometros a ser "carinhoso" com as caixas.[:D][:D]
 
Eu acho até que com uma caixa mais fácil o carro seria mais rápido, porque a 2ª ás vezes não entra e acaba por se hesitar entre fazer tudo de 3ª ou reduzir para 2ª
São caixas duras e embraiagens duras. O meu Punto por vezes também não gosta de passagens de 1ª para 2ª ou de 2ª para 3ª em regimes baixos. Até se ouve um *clank.* Em regimes altos, no entanto, é bastante suave. Até pensei q fosse dos synchros, mas se fosse disso seria audível em reduções, e não é.
 
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