O tópico do linux

Quando referiste os routers, smartphones, tablets, TV, carro, etc, todos eles têm uma coisa em comum. São equipamentos feature driven, com um leque limitado de periféricos/assessórios e funcionalidades, onde os sistemas linux based reinam. Porquê? É um sistema altamente modular e personalizável, aberto, onde a sua principal desvantagem não se evidencia, não há necessidade de abstracções e suportes que não os necessários para o caso.

Como o Linus indica e muito bem, quando surge a necessidade de abstracção e suporte, torna-se tudo mais difícil e inconstante. Acaba no fundo por competir com sistemas que nesse campo são imensamente superiores no que suporte ao hardware diz respeito.

Esse é para mim o grande principal problema do Linux, de que serve um core seguro, personalizável e eficiente, quando este não consegue comunicar em pleno com o hardware a que está ligado. Existe na generalidade um sentimento de incompatibilidade, pois muitas vezes o utilizador está privado de utilizar em pleno as capacidades do hardware da sua máquina. Já para não falar da instabilidade.

Quanto ao resto que referes e que estava presente no video, concordo em absoluto. No entanto eu não declararia assim tão rápido a morte do desktop/laptop para quem consome conteúdos. Estamos longe da unificação necessária para que muitos abandonem por completo o desktop/laptop.

1.
Não tem desvantagem nenhuma... tem é falta de apoio dos fabricantes, coisa que o
Windows não se queixa. O resto que falas aí são os casos onde não tem falta de apoio
porque é o próprio fabricante a integrar o Linux (logo mete ele mesmo tudo o que é
necessário, tal como fazem com o Windows).
Experimenta lá comprar um desktop/laptop com Linux de origem a ver se não está lá
tudo o que é necessário, tal como acontece com os computadores que trazem Windows
de origem.

2.
Claro que consegue.
O problema é que esse não "inconseguimento" (© Assunção Esteves) é conseguido à
custa de muito trabalho de reverse engineering porque os fabricantes não dão a
informação necessária à equipa do Linus.

Ou seja, o Linux faz mais e melhor que o Windows.
Ou, o Linus faz mais e melhor que a Microsoft.

Quanto à "morte" do laptop... vai ser lenta mas certa. A maioria dos consumidores não
necessita de um laptop.

Vamos saber que o laptop "morreu" (para o consumidor final, ficando apenas para os
profissionais), no dia em que a Autoridade Tributária tiver o Modelo 3 para iOS e para
Android. Por enquanto apenas têm para Windows, OS X e Linux. Quando fizerem umas
apps para aquilo, é a morte anunciada dos laptops. Ou seja, é sinal de que nessa altura
existem mais pessoas com tablets do que com laptops/desktops.
 
Bem...

Quanto ao Toshiba do meu pai...

Perdi horas e horas e horas com a porcaria do XP...
Fazer backup daquilo... um horror!!!

Qualquer ficheiro bloqueado pára a cópia toda.
XCOPY é ainda pior. Logo no início dá memória insuficiente (bug nos nomes dos
ficheiros, ou lá o que é).
Acabei por descobrir um TERACOPY que instalei e resolveu o problema.

LINUX MINT 17 MATE... zero espinhas. Foi limpinho.

Agora tenho de parametrizar as porcarias todas que faltam... contas de mail,
WiFi, impressora, etc., que terá de ser feito em casa dos meus pais.
 
Estás a misturar dois pontos de vista opostos.

1. (a vermelho)
Do ponto de vista do utilizador é isso mesmo: trabalha com tudo de forma automática.

2.
O Linus referia-se ao ponto de vista dele: quem desenvolve.
Para quem desenvolve é lixado, porque é a equipa do kernel que tem de incluir no próprio
kernel todos os drivers para que do ponto de vista do utilizador seja tudo automático.

Quanto ao Windows vs Linux... não tem nada a ver.
A Microsoft não tem nenhum dos problemas que o Linus tem, porque a Microsoft não precisa
de desenvolver os drivers para o hardware, são os fabricantes desse hardware que desenvolve
os drivers, e é o utilizador que tem de se preocupar com isso. No caso do Linus, é a equipa do
kernel que desenvolve tudo e inclui no kernel para que o utilizador não tenha que se preocupar.

Portanto, o Linux sempre foi um canivete suíço, coisa que o Windows nunca foi nem nunca
será. Ninguém pediu ao Linux para ser um canivete suíço, tal como ninguém pede ao Windows
para o ser. A diferença é que a Microsoft tem quem faça por eles. O Linus não (vai tendo,
principalmente nas áreas onde o Linux é mais usado, mas nas áreas ligadas ao consumidor
final tem muito pouco).

Pelo contrário, grande parte dos drivers são disponibilizados pelos fabricantes directamente à Linux Fundation. Existem algumas excepções(infelizmente) devido à natureza closed source de certos drivers, como por exemplo os drivers da nVidia e AMD. Para esses casos, como não são automaticamente integrados no kernel, a Linux Fundation criou o DKMS para que possam ser posteriormente instalados manualmente ou disponibilizados nos "Additional Drivers" para instalação opcional, sem quebrar o kernel após upgrade.

Existem tentativas de reverse engineering de alguns drivers closed source, como por exemplo o driver noveau para GPUs da nVidia, sendo no entanto side projects mantidos pela comunidade e não realmente uma necessidade(aliás funcionam péssimamente).

A Microsoft naturalmente obtém a maior atenção por parte dos fabricantes, mas nem tudo é rosas. Infelizmente nem todas desempenham o seu papel devido, produzindo o hardware sem que este mereça o suporte devido. Como tal a Microsoft criou o WHQL com vista a certificar e de certo modo indicar os caloteiros. Existem ainda bastantes drivers genéricos criados pela própria Microsoft de modo a colmatar esses suportes deficientes que poderiam colocar em causa a funcionalidade e estabilidade do sistema operativo.

Infelizmente do lado da Linux Fundation não existe um processo mínimo de certificação, a Canonical foi a única até ao momento a incluir uma indicação mínima de "tested" na listagem dos "Additional Drivers" de terceiros. Era preciso mais na minha opinião. É referido muitas vezes que devido à natureza open source e contributiva não é possível acorrer a todos os problemas. Aqui bato palmas à Canonical, que tentou de certo modo implementar um pequeno referal à amazon de modo a financiar mais e melhor suporte mantendo o sistema sem custos para o consumidor. Infelizmente quase a totalidade dos seus utilizadores não compreenderam isto e gerou-se uma histeria geral acerca de tal medida, inclusive teorias de conspiração acerca da privacidade. Existe nativamente nas opções de sistema a possibilidade de desligar qualquer call home, no entanto as pessoas têm que compreender que ao optarem por tal medida estão a capar qualquer avanço adicional que poderia ter sido aplicado com esses fundos. Somos todos comunidade, mas no entanto existem pessoas que precisam de comer, pagar as contas e ter uma vida.

Sou adepto de que o Linux não pode sobreviver e competir verdadeiramente com outros sistemas com budgets virtualmente ilimitados, existe a necessidade de obter algo mais do que fundos e doações. Não tenho a mínima dúvida de que dessa forma alguns problemas poderiam ser endereçados e quem sabe o Linux teria mais atenção tanto do público como dos fabricantes de hardware.
 
Pelo contrário, grande parte dos drivers são disponibilizados pelos fabricantes directamente à Linux Fundation. Existem algumas excepções(infelizmente) devido à natureza closed source de certos drivers, como por exemplo os drivers da nVidia e AMD. Para esses casos, como não são automaticamente integrados no kernel, a Linux Fundation criou o DKMS para que possam ser posteriormente instalados manualmente ou disponibilizados nos "Additional Drivers" para instalação opcional, sem quebrar o kernel após upgrade.
(...)

Isso é de entre os fabricantes mais conhecidos.
A maioria dos fabricantes não fornece nada.

Exemplo:
A LENOVO é uma das marcas onde o Linux cobre quase tudo... mas há alguns
drivers que ainda faltam. Um exemplo é de um leitor de impressões digitais que
a Lenovo usou em alguns dos seus modelos. Esse fabricante não forneceu nada
para o kernel, e para que possa ficar a funcionar, há que fazer reverse engineering.
A maioria dos drivers existentes no kernel foram desenvolvidos assim.

Writing a Linux Kernel Driver for an Unknown USB Device | Matthias Vallentin
Free and open-source graphics device driver - Wikipedia, the free encyclopedia
https://julien.danjou.info/blog/2012/logitech-k750-linux-support

O que para aí não falta são exemplos destes...
 
Isso é de entre os fabricantes mais conhecidos.
A maioria dos fabricantes não fornece nada.

Exemplo:
A LENOVO é uma das marcas onde o Linux cobre quase tudo... mas há alguns
drivers que ainda faltam. Um exemplo é de um leitor de impressões digitais que
a Lenovo usou em alguns dos seus modelos. Esse fabricante não forneceu nada
para o kernel, e para que possa ficar a funcionar, há que fazer reverse engineering.
A maioria dos drivers existentes no kernel foram desenvolvidos assim.

Writing a Linux Kernel Driver for an Unknown USB Device | Matthias Vallentin
Free and open-source graphics device driver - Wikipedia, the free encyclopedia
https://julien.danjou.info/blog/2012/logitech-k750-linux-support

O que para aí não falta são exemplos destes...

Intel, Realtek, Synaptics, Qualcomm(Atheros), Mediatek(Ralink), nVidia, AMD, Creative, são alguns exemplos de grandes developers de hardware que oferecem suporte oficial para distribuições linux based.

Existem depois empresas de menor dimensão, que na sua generalidade desenvolvem maioritariamente periféricos como leitores de cartões de memória, bridges USB SATA para discos externos, webcams e leitores biométricos(...). Na sua generalidade oferecem pouco ou nenhum suporte em termos de firmware/software/drivers, e muitas vezes sem acesso público a esses binários. Em grande parte destes casos é a própria Microsoft que desenvolve versões genéricas para esses componentes, sendo esta a responsável pela sua manutenção e actualização.

A Lenovo não é mais que um assembler e não desenvolve o hardware propriamente dito muito menos os drivers correspondentes. Não é portanto mais do que qualquer outro assembler do mercado(HP, ASUS, MSI, SONY, ...). Aliás, aconselho vivamente a recorrer directamente aos devs de hardware sempre que possível. É comum observar assemblers a disponibilizarem um set de drivers para determinado modelo, sem que estes sofram qualquer update anos a fio. Bugs, melhorias e novas funcionalidades entretanto implementadas são uma miragem nesses casos.

É portanto necessário fazer mais, mais certificação e melhor implementação, mais teams a trabalharem nesse sentido, mas tal só será possível com mais founding. O próprio Linus não trabalha de borla, ele recebe salário da Linux Fundation.
 
Problema:

Já no 15 e 16 me acontecia e nem sei como pesquisar isto no google
No 17 acontece o mesmo

No menu iniciar do mint no ambiente cinnamon, as fonts aparecem "blurry" e com falhas, ou seja ilegíveis...
Não experimentei noutros programas e nem fiz printscreen.....mas sei que deve ter a ver com a minha placa gráfica talvez?
Ou será das fonts mesmo?
 
Opinião, as marcas ainda não distribuem Linux "abertamente" como OS nos computadores porque não dá lucro como a venda de um windows.

Se não fosse por isso, acho que o linux já andava por aí em força à algum tempo.

Os únicos portáteis que me lembro de ver até hoje com linux de origem foram os primeiros eeePc
 
Opinião, as marcas ainda não distribuem Linux "abertamente" como OS nos computadores porque não dá lucro como a venda de um windows.

Se não fosse por isso, acho que o linux já andava por aí em força à algum tempo.

Os únicos portáteis que me lembro de ver até hoje com linux de origem foram os primeiros eeePc

Muitos fabricantes optam por certificar os seus modelos para determinadas distribuições de Linux, como por exemplo a Lenovo.

Já é um passo em frente.
 
Muitos fabricantes optam por certificar os seus modelos para determinadas distribuições de Linux, como por exemplo a Lenovo.

Já é um passo em frente.

Sinceramente, também desde que comprei o meu portátil à quase 2 anos que não olho sequer para o mercado [:D] :sh)

Mas é mais um passo de facto :)
 
Opinião, as marcas ainda não distribuem Linux "abertamente" como OS nos computadores porque não dá lucro como a venda de um windows.

Se não fosse por isso, acho que o linux já andava por aí em força à algum tempo.

Os únicos portáteis que me lembro de ver até hoje com linux de origem foram os primeiros eeePc

Acho que o problema não é o lucro, pois sai mais barato o cliente comprar um sistema com linux based do que com windows.
O problema penso ser mais os contratos que as empresas de hardware têm com a m§, desde o inicio do boom pc e sistemas do genero.
Um construtor com o windows tem de gastar dinheiro em licenças e passar esse custo ao cliente.

Exclusividade forçada, não é por acaso que a m§, é a empresa que desde o inicio conseguiu segurar os construtores á sua marca e assim ter uma exclusividade completa no que toca a pcs e sistemas produzidos vs licenças do os obrigatória com esses sistemas, o rácio é praticamente similar.
 
Última edição:
Acho que o problema não é o lucro, pois sai mais barato o cliente comprar um sistema com linux based do que com windows.
O problema penso ser mais os contratos que as empresas de hardware têm com a m§.

Exclusividade forçada, não é por acaso que a m§, é a empresa que desde o inicio conseguiu segurar os construtores á sua marca e assim ter uma exclusividade completa no que toca a pcs e sistemas produzidos vs licenças do os obrigatória com esses sistemas, o rácio é praticamente similar.

Acaba por ser o lucro, porque imagina a HP a vender portáteis. Se lá meter windows dentro ganha duas coisas. Argumento de venda (para quem procura windows, claro) e uma parte da venda do OS.

Se não tiver lá windows dentro vai ter 3 "desvantagens". Uma, o cliente quer algo "pronto a funcionar" e se não tiver OS já instaladinho, não vai comprar, duas se já tiver um linux qualquer, poderá não ser o mais vantajoso para determinada pessoa que poderia comprar aquele portátil ao mesmo tempo que a pessoa também ou percebe do assunto ou vai ter "problemas" em começar a trabalhar com aquilo, e três, a HP(seguindo o exemplo de cima) não ganha nada em vender um portátil com um SO gratuito e terá também de baixar o preço do mesmo.

Isto é meramente o meu ponto de vista. Anda tudo à volta dos € ganhos por cada parte.

A microssoft neste momento, para mim, é uma empresa a um passo do abismo mas que sobrevive muito pelo comodosmo que referi nos primeiros 2 pontos das "desvantagens", mas também com a tentativa de tornar o SO mais recente (8) numa coisa adaptada aos tablets, com "algum" sucesso.


Por outro lado, gosto de ver a liberdade de algumas marcas no mundo dos tablets e/ou pseudo portáteis(tablet com teclado), do modo que surgem alternativas tanto com windows como com android.
 
ó entendidos como é que eu mapeio uma pen Safe Net Sentinel (uma chave USB para o software de gestão) instalada num servidor Xenserver 6.2 , para uma maquina virtual Windows 7 instalada no respectivo servidor ...

Estou a fazer

xe vm-param-set other-config:pci="id do dispostivo" uuid="UI da VM"


Mas nao estou a conseguir ...
 
Problema:

Já no 15 e 16 me acontecia e nem sei como pesquisar isto no google
No 17 acontece o mesmo

No menu iniciar do mint no ambiente cinnamon, as fonts aparecem "blurry" e com falhas, ou seja ilegíveis...
Não experimentei noutros programas e nem fiz printscreen.....mas sei que deve ter a ver com a minha placa gráfica talvez?
Ou será das fonts mesmo?

Esse problema pode ter várias origens, para despistar podes colocar um printscreen?

Entretanto desconfio que seja do antialiasing aplicado às fonts(estilo ClearType da Microsoft), mas fico à espera da imagem. [;)]
 
Problema:

Já no 15 e 16 me acontecia e nem sei como pesquisar isto no google
No 17 acontece o mesmo

No menu iniciar do mint no ambiente cinnamon, as fonts aparecem "blurry" e com falhas, ou seja ilegíveis...
Não experimentei noutros programas e nem fiz printscreen.....mas sei que deve ter a ver com a minha placa gráfica talvez?
Ou será das fonts mesmo?

Imagino que não tenhas máquina para isso...
O Cinnamon exige muito hardware.
Provavelmente o gajo está a puxar pela aceleração 3D da gráfica, e
não tens memória suficiente na gráfica.

What are the system requirements for Gnome 3? - Ask Ubuntu
 
Acaba por ser o lucro, porque imagina a HP a vender portáteis. Se lá meter windows dentro ganha duas coisas. Argumento de venda (para quem procura windows, claro) e uma parte da venda do OS.
(...)

Os fabricantes não ganham comissão na venda do Windows.
Têm de pagar pela licença.

A margem de lucro deles está no hardware.

Quando muito, ganham é a meter lixo no sistema, como nos anti-vírus de treta e afins.
Mas não é por aí.

Vendem com Windows devido à procura.
Eles procuram satisfazer a procura. Tão simples quanto isso.

As pessoas é que pensam que só o Windows é que serve as suas necessidades, por
isso procuram apenas Windows. É falta de conhecimento.
Mas isso está a mudar. A nova geração está mais informada.
 
Os fabricantes não ganham comissão na venda do Windows.
Têm de pagar pela licença.

A margem de lucro deles está no hardware.


Quando muito, ganham é a meter lixo no sistema, como nos anti-vírus de treta e afins.
Mas não é por aí.

Vendem com Windows devido à procura.
Eles procuram satisfazer a procura. Tão simples quanto isso.

As pessoas é que pensam que só o Windows é que serve as suas necessidades, por
isso procuram apenas Windows. É falta de conhecimento.
Mas isso está a mudar. A nova geração está mais informada.


desconhecia :sh)

sim, disse android por força de hábito
 
Última edição:
desconhecia :sh)

sim, disse android por força de hábito

Microsoft Reportedly Lowering Windows 8.1 Costs to OEMs -- Redmondmag.com

Ou seja, os fabricantes pagam à Microsoft cerca de $50 por cada computador que
vendem com Windows 8.

Ou seja, quando compras um PC sem Windows, pagas cerca de $50 a menos que
por um PC igual com Windows.
Já comprei um destes (um nettop), e ficou cerca de 50€ mais barato que um
igual com Windows. O que, num computador de menos de 300€, é uma diferença
brutal.
 
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