O tópico do linux

O tópico do linux

Bem, passei os últimos 45 minutos a instalar o Elementary OS e de uma assentada relembrei-me de todas as razões pelas quais me tinha fartado do Linux. Pensei que entretanto alguma coisa tinha mudado, mas está tudo na mesma. O Linux pode ser um excelente sistema para quem é versado em informática, mas continua a não ser minimamente adequado para o utilizador comum. Os anos passam e a amigabilidade deste OS continua a dar passinhos muito curtos! Não há pachorra!

Gravei o OS numa pen e arranquei via USB. Até aqui tudo bem, aparece-me o GRUB a pedir para escolher experimentar ou instalar, e escolhi instalar. Puff... Ecran negro... Uma buscazita na net permitiu descobrir que bastaria mudar um parâmetro no ficheiro de configuração do GRUB. Editei-o no próprio menu mas nada. O resultado foi o mesmo. Lá arranquei novamente no windows e fui editar o ficheiro à unha. Coloquei o parâmetro "nomodeset" e voltei à carga. Nada! Percebi entretanto que tinha que instalar a imagem .iso num CD ou DVD (essas relíquias do seculo passado) para ter acesso ao menu interactivo que me permitiria mudar efectivamente o parâmetro, porque as mudanças feitas no ficheiro não funcionam. Instalando directamente na pen USB não dá! Felizmente descobri um DVD RW meio perdido em casa e lá vou eu.
Em poucos minutos tinha o Elementary OS a instalar. Instalou bem, meti-lhe os programas normais, Firefox, VLC, etc. Verifico entretanto que o OS me sugere a instalação de um driver específico para a minha placa gráfica NVIDIA. Dei ok, aquilo instalou, manda fazer Reboot e... Nada! Nem sequer no terminal consigo arrancar!
Resultado: estou a reinstalar o sistema de raiz!

São estas coisas que me irritam de sobre-maneira. Ouvimos falar maravilhas do Linux, que é isto, é aquilo, mas ele falha numa coisa absolutamente essencial: usabilidade! Foi por esta razão que em tempos desisti no Linux, e olhem que eu percebo mais de informática que a maioria das pessoas, excepto engenheiros informáticos, claro. Não se justifica que hoje em dia ainda seja tão complicado pôr um simples OS a funcionar. É que não há mesmo pachorra!
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Bem, passei os últimos 45 minutos a instalar o Elementary OS e de uma assentada relembrei-me de todas as razões pelas quais me tinha fartado do Linux. Pensei que entretanto alguma coisa tinha mudado, mas está tudo na mesma. O Linux pode ser um excelente sistema para quem é versado em informática, mas continua a não ser minimamente adequado para o utilizador comum. Os anos passam e a amigabilidade deste OS continua a dar passinhos muito curtos! Não há pachorra!

Gravei o OS numa pen e arranquei via USB. Até aqui tudo bem, aparece-me o GRUB a pedir para escolher experimentar ou instalar, e escolhi instalar. Puff... Ecran negro... Uma buscazita na net permitiu descobrir que bastaria mudar um parâmetro no ficheiro de configuração do GRUB. Editei-o no próprio menu mas nada. O resultado foi o mesmo. Lá arranquei novamente no windows e fui editar o ficheiro à unha. Coloquei o parâmetro "nomodeset" e voltei à carga. Nada! Percebi entretanto que tinha que instalar a imagem .iso num CD ou DVD (essas relíquias do seculo passado) para ter acesso ao menu interactivo que me permitiria mudar efectivamente o parâmetro, porque as mudanças feitas no ficheiro não funcionam. Instalando directamente na pen USB não dá! Felizmente descobri um DVD RW meio perdido em casa e lá vou eu.
Em poucos minutos tinha o Elementary OS a instalar. Instalou bem, meti-lhe os programas normais, Firefox, VLC, etc. Verifico entretanto que o OS me sugere a instalação de um driver específico para a minha placa gráfica NVIDIA. Dei ok, aquilo instalou, manda fazer Reboot e... Nada! Nem sequer no terminal consigo arrancar!
Resultado: estou a reinstalar o sistema de raiz!

São estas coisas que me irritam de sobre-maneira. Ouvimos falar maravilhas do Linux, que é isto, é aquilo, mas ele falha numa coisa absolutamente essencial: usabilidade! Foi por esta razão que em tempos desisti no Linux, e olhem que eu percebo mais de informática que a maioria das pessoas, excepto engenheiros informáticos, claro. Não se justifica que hoje em dia ainda seja tão complicado pôr um simples OS a funcionar. É que não há mesmo pachorra!
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Não és obrigado a instalar o driver da nvidia, podes simplesmente passar sem ele. Eu usei o elementary, instalei no portátil de um casal (já com 40's e poucos conhecimentos informáticos) em agosto e estão satisfeitissimos, não tendo a reportar rigorosamente nada, apenas dizem bem, faz tudo o que precisam e deu uma nova vida ao portátil.

Contudo estás a pegar numa distribuição, como quem paga no carro X e a dizer que toda a industria automóvel não presta para quem não é piloto.

No meu caso posso-te dizer que a primeira distro que peguei foi em 2005 na Caixa Mágica, tinha um problema qualquer no lilo, aquilo instalava, mas não bootava, durante umas semanas não peguei mais fiquei desanimado, depois voltei a tentar e consegui bootar em livecd com o Knoopix, mas não detectava rede e as definições do ecra não eram grande coisa. Semanas mais tarde descobri o Ubuntu 5.04, testei e tudo funcionou lindamente sem problemas, a partir daí passei a utiliza-lo até ao ano em que alteraram para o Unity e depois desisti desta distro. Pelo meio testei outras à medida que o pc ia ficando velho: wattOS e antiX são exemplos. Cheguei a testar fedora e derivados bem como openSuse, mas não gosto de distro rpm-based prefiro algo derivado do debian.
Lá está, testei, dei-me ao trabalho de me adaptar, tal como aconteceu com o Windows, quando comecei era estranho depois habituei-me! O mal é achar-se que Linux se tem de habituar a nós ou tem que ser uma cópia gratuita do Windows.
 
Última edição:
Nunca tive problemas nenhuns em instalar SO's linux.
E testei muitos antes de me ficar pelo Mint Xfce
Lembro-me de ter instalado e experimentado 12.04 e 13.04 de Xubuntu, Kunbuntu, Lubuntu, Ubuntu.....e finalmente Mint!
 
O tópico do linux

Não és obrigado a instalar o driver da nvidia, podes simplesmente passar sem ele. Eu usei o elementary, instalei no portátil de um casal (já com 40's e poucos conhecimentos informáticos) em agosto e estão satisfeitissimos, não tendo a reportar rigorosamente nada, apenas dizem bem, faz tudo o que precisam e deu uma nova vida ao portátil.

Contudo estás a pegar numa distribuição, como quem paga no carro X e a dizer que toda a industria automóvel não presta para quem não é piloto.

No meu caso posso-te dizer que a primeira distro que peguei foi em 2005 na Caixa Mágica, tinha um problema qualquer no lilo, aquilo instalava, mas não bootava, durante umas semanas não peguei mais fiquei desanimado, depois voltei a tentar e consegui bootar em livecd com o Knoopix, mas não detectava rede e as definições do ecra não eram grande coisa. Semanas mais tarde descobri o Ubuntu 5.04, testei e tudo funcionou lindamente sem problemas, a partir daí passei a utiliza-lo até ao ano em que alteraram para o Unity e depois desisti desta distro. Pelo meio testei outras à medida que o pc ia ficando velho: wattOS e antiX são exemplos. Cheguei a testar fedora e derivados bem como openSuse, mas não gosto de distro rpm-based prefiro algo derivado do debian.
Lá está, testei, dei-me ao trabalho de me adaptar, tal como aconteceu com o Windows, quando comecei era estranho depois habituei-me! O mal é achar-se que Linux se tem de habituar a nós ou tem que ser uma cópia gratuita do Windows.


Posso ter dado a impressão errada, mas eu não estou a falar mal da indústria automóvel após ter experimentado apenas um carro. Eu e o Linux já temos uma história de uns 15 anos, para mais. Já perdi muito tempinho a afinar máquinas com Linux. E nem era repositórios gráficos, era com .sh mesmo! Por isso mesmo é que hoje em dia já não tenho paciência para perder muito tempo.
 
Posso ter dado a impressão errada, mas eu não estou a falar mal da indústria automóvel após ter experimentado apenas um carro. Eu e o Linux já temos uma história de uns 15 anos, para mais. Já perdi muito tempinho a afinar máquinas com Linux. E nem era repositórios gráficos, era com .sh mesmo! Por isso mesmo é que hoje em dia já não tenho paciência para perder muito tempo.

Somos dois.

Por isso é que eu uso OS X e Mint.

Detesto gastar tempo com sistemas operativos. Existem para nos servir, e não para nós os
servirmos a eles. Deixei o Windows precisamente por me consumir tempo. Com o OS X e
Linux, fecho a tampa quando acabo de usar, e quando volto a precisar quero abrir a tampa
e começar a usar.

Chegava ao ponto de ter de fazer alguma coisa, e entrar em stress só por pensar que ia ter
de ligar o computador. Deixei de ter esses stresses com o Mint e com o OS X. Neste momento,
até me dá prazer ligar o computador.
 
O problema é que o eye-candy não deve, não pode ser incompatível com trabalho. O OS X está aí para o provar. Mas a verdade enquanto que o Elementary nem nesse aspecto me satisfaz. É uma imitação de OS X meio tosca.

Pois, realmente o EYE-CANDY não é incompatível com trabalho.
Mas o focus de uma equipa é.

Lembra-te que as distribuições Linux são montadas por equipas de voluntários. Ou seja, pessoas.
Curiosamente, as pessoas têm hobbies, gostos, interesses. Ora, quando tens "maluquinhos" do
design, os gajos preocupam-se (e queimam tempo) prioritariamente com o aspecto, esquecendo-se
da estabilidade, funcionalidade, etc.

Os gajos do Mint são minimalistas, e preferem usabilidade e estabilidade. Por isso é que os gajos
fizeram fork ao Gnome 3 (Cinnamon) e Gnome 2 (Mate), porque enquanto o Gnome 3 perseguiu o
EYE-CANDY, o Cinnamon perseguiu a produtividade.

Podes ainda ver outra diferença nos updates. No Mint, ao contrário do Ubuntu, os updates não
chateiam. Mais do que isso: por omissão não actualizam o kernel (e outras coisas). Ou seja, se
não disseres nada, podes passar anos sem ter de fazer um reboot, nem levar com regressões.

E não instales drivers externos (proprietários), a menos que seja estritamente necessário.
Regra nº1: instala apenas o que estiver nos repositórios. Tudo o que venha de fora pode muito
facilmente provocar instabilidade no sistema.

Neste momento uso o Mint 13 e o 14.
O 13 para compatibilidade com as versões usadas no Ubuntu Server LTS, e o 14 como host no
laptop, e em máquinas virtuais de trabalho. Há um colega meu que tem o 15 num desktop, mas
acho que os outros usam também o 14. Ainda há outros que usam o Ubuntu, por exemplo, mas
na minha opinião o Mint está melhor que o Ubuntu, e o XFCE está melhor que o Unity.

Quero lá bem saber se é bonito ou feio, quero é que não chateie, e dê produtividade.

Mas sim, o OS X é uma delícia...
[br:)]
 
Até ver, sim.
Acho que apresenta o melhor compromisso.
Mas isso sou eu, que gosto de coisas que não me chateiem, ou seja, que funcionem logo
de raiz, sem ser necessário mexer muito, que não me consumam recursos, e que não me
quebrem o meu workflow.
O *BUNTU até parece que imita a Microsoft com a porcaria dos updates, sempre a abrir
popups. Irra! O Mint limita-se a meter o ícone na zona de notificações, e quando eu olhar
para lá fico a saber, e não me interrompe o trabalho.

Qual é a opinião que tens do Arch Linux?
 
Não sei o porquê de acharem que o Mint não é eye-candy.
Lógico que não é um OS X nem um Windows com as suas animações e mariquices, mas consegue-se personalizar bastante um Mint hoje em dia!
A quantidade de temas, icones, conkys e outros acho que já dá para fazer umas coisas engraçadas!

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Posso ter dado a impressão errada, mas eu não estou a falar mal da indústria automóvel após ter experimentado apenas um carro. Eu e o Linux já temos uma história de uns 15 anos, para mais. Já perdi muito tempinho a afinar máquinas com Linux. E nem era repositórios gráficos, era com .sh mesmo! Por isso mesmo é que hoje em dia já não tenho paciência para perder muito tempo.

A maneira que te expressaste deixou no ar o que eu referi. Sugiro no entanto que apesar de não teres paciência testes algumas distros diferentes estou certo que encontrarás uma que preenche os teus requisitos, ficam algumas sugestões:

Mint
Ubuntu
PCLinuxOS
Pinguy OS
Netrunner
 
Qual é a opinião que tens do Arch Linux?

Era uma hipótese para uma rolling distro...
Mas para mim é impensável.

Uso Linux para trabalhar. O sistema tem de trabalhar para mim, e não eu para ele.
Ora, o Arch tem o seu próprio package manager, o que o deixa um pouco de fora
dos mais comuns .DEB e .RPM, o que significa que acaba por ser mais difícil ter
as coisas necessárias com o menos esforço possível.
 
Já estou a escrever este post no Linux Mint. De facto é outra fruta quando comparado com distros mais básicas. Já o consegui configurar quase todo a meu gosto sem necessitar de ir uma unica vez à linha de comando. Ou melhor, já estive no terminal e já fiz uns sudo apt-get install mas foi mais por carolice porque não precisava. Até consegui instalar o Splashtop, que é uma ferramenta que utilizo muito via Ipad!
A razão pela qual decidi mudar prendeu-se com 2 ou 3 constatações: Em primeiro lugar, o iOS, especialmente no Ipad. Tenho vindo a verificar que faço quase toda a minha computação caseira no Ipad. Mails, facebook, twitter, notícias, livros, séries de TV, banca online, música (via airplay para a casa), dropbox, notas, e até mesmo as folhas de cáculo de controlo das despesas e poupanças, bem como pequenos textos, tudo no Ipad. E isto sem me forçar a nada. Aliás, neste momento faz-me muito mais mossa ficar sem Ipad do que sem computador. isto para casa, bem entendido. No trabalho a realidade é outra.
O computador está guardado para tarefas mais exigentes: tratamento de fotos, alguma conversão de vídeo, digitalização de documentos com OCR, e pouco mais. Mas, mesmo estando a usar o Windows 7, verifiquei que a maioria das ferramentas que uso são opensource: Gimp, openoffice, handbrake, etc... As ferramentas pagas são caras e eu nunca gostei de usar coisas pirateadas.
Ora, sucede que ultimamente o meu Windows 7 andava com um comportamento esquisito. Deixem-me dizer que o W7 tem uma estabilidade e uma performance muito aceitáveis. É de longe o melhor Windows de sempre, sendo talvez ultrapassado pelo W8, que nunca testei prolongadamente. Contudo, como em qualquer Windows ao fim de uns tempos, estava já a necessitar de uma re-instalação limpa. Só para dar uma ideia, estava a demorar cerca de 5 minutos a cessar a actividade em disco no arranque. Arrancava até ao desktop no tempo mais ou menos normal, mas depois estava ali mais uns quantos minutos a mastigar no disco.
Ora, uma vez que eu tinha que re-instalar o sistema e uma vez que não havia assim nenhum software windows absolutamente essencial, decidi dar uma oportunidade ao Linux. E até ver, estou satisfeito!
 
Não sei o porquê de acharem que o Mint não é eye-candy.
Lógico que não é um OS X nem um Windows com as suas animações e mariquices, mas consegue-se personalizar bastante um Mint hoje em dia!
A quantidade de temas, icones, conkys e outros acho que já dá para fazer umas coisas engraçadas!



Cairu.png

Como é que se põe o Mint com este aspecto?
 
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