O que é exactamente um doutorado?

Os doutorandos que conheço estão:

- a dar aulas

- envolvidos em projectos nacionais/internacionais de investigação para empresas privadas e para o estado (mais para as primeiras)

- a realizar as duas coisas

Não me parece que estejam assim tão mal como isso. Os orçamentos para os projectos que costumo ver rondam os 50-100 mil € (a dividir pelos vários investigadores, claro). Se a isto ainda somarmos o eventual salário de professor ou a bolsa de investigação consegue-se uma soma jeitosa todos os meses.
 

Isso é para bolsa pos-doc.
Bolsa de doutoramento é de €980.

Se forem bolsas atribuídas pela FCT (a esmagadora maioria das bolsas Portuguesas), estes valores são pagos em regime de exclusividade, não podendo ser acumulados com qualquer outra actividade remunerada.
Bolsas de outras fontes, não tem necessariamente esta limitação.
 
Um doutorado é um sobre-habilitado quem tem de ocultar as suas habilitações nas entrevistas de emprego.

Verdade! Se não tivesse posto no CV que tinha apenas a 4º classe nunca teria o emprego actual.
Este fórum espelha bem algumas das razões pelas quais estamos como estamos...
 
Os doutorandos que conheço estão:

- a dar aulas

- envolvidos em projectos nacionais/internacionais de investigação para empresas privadas e para o estado (mais para as primeiras)

- a realizar as duas coisas

Não me parece que estejam assim tão mal como isso. Os orçamentos para os projectos que costumo ver rondam os 50-100 mil € (a dividir pelos vários investigadores, claro). Se a isto ainda somarmos o eventual salário de professor ou a bolsa de investigação consegue-se uma soma jeitosa todos os meses.
mas somar como? o projecto não inclui salários, a não ser que sejam bolsas (e não são acumuláveis, nem pode ser um valor ao calhas). para os membros dos projectos, não soma nada no ordenado.
 
Lá está, estes últimos posts (incluído os dos doutores) só me fazem pensar que a nível pessoal o doutoramento vale a pena se se encaixar num objectivo maior, numa direcção que se está a tomar...

Em relação às bolsas, pelo pouco que conheço estão ao nível do que é oferecido no estrangeiro.
 
Lá está, estes últimos posts (incluído os dos doutores) só me fazem pensar que a nível pessoal o doutoramento vale a pena se se encaixar num objectivo maior, numa direcção que se está a tomar...

Em relação às bolsas, pelo pouco que conheço estão ao nível do que é oferecido no estrangeiro.

Na minha situação pessoal, é exactamente isso, faz-me todo o sentido tirar o Doutoramento, em função dos meus objectivos.
Sejam estes objectivos em Portugal ou fora...
O "país" está a financiar esta minha formação, se a vai aproveitar ou ñ, isso já ñ sei!
A questão é essa, os apoios são benéficos, faz falta é continuar a ganhar arcaboiço p/aproveitar as pessoas...
 
Ironias à parte, considero que o doutoramento deve acontecer no âmbito do aprimoramento de objectivos pessoais/profissionais.

Ou seja, deve de ser um acréscimo à carreira já consumada.

Ideal para quem se quer apresentar como perito numa determinada área de conhecimento, bem como para quem pretende estar na linha da frente.

Como exemplo prático das mais valias destaco os professores catedráticos!
 
Ironias à parte, considero que o doutoramento deve acontecer no âmbito do aprimoramento de objectivos pessoais/profissionais.

Ou seja, deve de ser um acréscimo à carreira já consumada.

Ideal para quem se quer apresentar como perito numa determinada área de conhecimento, bem como para quem pretende estar na linha da frente.

Como exemplo prático das mais valias destaco os professores catedráticos!

Um Professor Catedrático (ou outro qualquer professor universitário) só o é se tiver o Doutoramento. Sem isso não se ingressa na carreira académica, portanto não pode ser encarado como um acréscimo a uma carreira já consumada. Em alguns casos poderá ser como dizes. Mas na maioria não é. As pessoas optam pelo PhD precisamente para ter acesso a uma carreira que de outra forma lhes estava vedada. Outro factor a ter em conta é que o Doutoramento em muitas áreas exige uma dedicação a 100%. Em Medicina ou CiÊncias Biomédicas há vários programas doutorais que garantem o salário do candidato, mas exigem dedicação exclusiva. Até porque dos 4 anos que dura a formação, espera-se que uma grande parte do projecto seja desenvolvida no estrangeiro. E privilegiam-se claramente os candidatos mais jovens.
Há uma nova "modalidade" de doutoramentos, mais ou menos recente, que são os doutoramentos em Empresas. A FCT financia um candidato que desenvolve um projecto numa empresa com um orientador dessa mesma empresa. Ganha o candidato (competências que o poderão ajudar na progressão dentro da empresa) e ganha a empresa que acaba a desenvolver projectos de ID interessantes. Mesmo nestes casos, os candidatos são na esmagadora maioria muito jovens, ainda sem uma carreira consumada.

Em áreas como as Ciências Sociais é possível que muitos dos candidatos a PhDs sejam pessoas com uma carreira já firmada. Desconheço o que se passa nessas áreas. Mas mesmo aí, para entrar na carreira académica é necessário o PhD.
 
concordo; uma pequena adenda: os proj PHD em empresas têm sempre um (co-)orientador de uma universidade por detrás, sendo o grau atribuído por essa instituição.

e sim, há uma grande diferença no mapa de idades de recém doutorados consoante as áreas. por norma, os das ciências sociais, de educação, e do que se denominava por "letras" são mais velhos, enquanto que os mais novos surgem nas ciências.
 
Verdade! Se não tivesse posto no CV que tinha apenas a 4º classe nunca teria o emprego actual.
Este fórum espelha bem algumas das razões pelas quais estamos como estamos...

Mas isso aí já é um problema da nossa sociedade empresarial que começa logo a pensar que tem de pagar mais (por acaso acho que às vezes tem mesmo).
Eu não consigo perceber que aguém diga a outra pessoa que tem habilitações a mais. O que é isso? Onde é que tal coisa existe? Quanto muito a pessoa poderá ter conhecimentos que não irá usar. E depois? Se um gajo tira um curso de engenharia aerospacial e depois quer ir varrer as ruas qual é o problema? É ridiculo restringir desse modo. Pelo menos para mim.
 
Um Professor Catedrático (ou outro qualquer professor universitário) só o é se tiver o Doutoramento.
Penso que não é preciso ser doutorado para ser professor universitário. Poderá ser requisito para progressão na carreira (por ex. para responsável de curso).
 
Penso que não é preciso ser doutorado para ser professor universitário. Poderá ser requisito para progressão na carreira (por ex. para responsável de curso).

com o novo estatuto da carreira docente, para entrar na carreira é preciso ter doutoramento (o que não acontece para o politécnico). para ser catedrático é preciso ter o grau académico acima: a agregação.
 
Mas isso aí já é um problema da nossa sociedade empresarial que começa logo a pensar que tem de pagar mais (por acaso acho que às vezes tem mesmo).
Eu não consigo perceber que aguém diga a outra pessoa que tem habilitações a mais. O que é isso? Onde é que tal coisa existe? Quanto muito a pessoa poderá ter conhecimentos que não irá usar. E depois? Se um gajo tira um curso de engenharia aerospacial e depois quer ir varrer as ruas qual é o problema? É ridiculo restringir desse modo. Pelo menos para mim.

Concordo em absoluto. O facto de haver pessoas (como o Echos demonstrou, embora ache que estava a brincar...) que pensem que habilitações a mais são um problema, é sinal de uma sociedade (principalmente empresarial, como dizes) que precisa ainda de evoluir muito.
 
Voltar
Superior