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Suspenso
História
21-08-2007 23:00
Museu Internacional da Escravatura abre em Liverpool
Um museu dedicado à história da escravatura transatlântica é inaugurado esta semana em Liverpool, dando destaque ao modo como a cidade enriqueceu à custa do tráfico de seres humanos e à resistência dos escravos africanos.
O novo museu nasceu de uma galeria, dedicada à escravatura transatlântica, no Museu Marítimo de Merseyside, e será inaugurado quinta-feira, dia 27, aniversário de um levantamento de escravos no Haiti, em 1791, então sob domínio francês.
Num esforço de reconciliação com o passado, o conselho municipal de Liverpool apresentou em 1999 um pedido de desculpas formais em que manifestou "vergonha e remorso pelo papel da cidade neste comércio de miséria humana".
Encomendou além disso duas esculturas intituladas "Reconciliação" (duas figuras abstratas em bronze abraçadas) destinando-se uma a ser erguida em Richmond, na Virgínia (EUA), e a outra no Benim, porto de escala dos navios negreiros de Liverpool.
Os navios transportaram milhões de seres humanos da África Ocidental para plantações no continente americano, num comércio triangular que também trazia para Inglaterra lucrativas cargas de açúcar, tabaco e rum.
Fãs dos Beatles que visitam Penny Lane em Liverpoool ficam muitas vezes surpreendidos ao saber que o nome teve origem em James Penny, um comerciante de escravos que em 11 viagens levou a dada altura entre 500 e 600 cativos para o Novo Mundo.
O novo Museu Internacional da Escravatura centra-se na história do comércio de escravos transatlântico, mas o director, Richard Benjamin, afirmou recentemente numa entrevista que um dos seus principais destaques é a luta dos escravos pela independência.
Acrescentou que o museu não seria "neutral", na medida em que foi criado para "desafiar activamente a estreiteza de espírito, a incompreensão e o racismo. Esse é o nosso grande objectivo".
"A história da liberdade é uma história de resistência", pode ler-se em letras gravadas numa parede de cimento junto à entrada do museu. Este ano comemora-se ainda o segundo centenário da abolição da escravatura em Inglaterra.
O museu é a primeira fase de um projecto que inclui um centro de investigação num edifício adjacente preparado para acolher académicos e estudantes. Nesse centro, que deverá estar concluído em 2010, será desenvolvida investigação sobre questões contemporâneas relacionadas com a escravatura.
Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=56&ContentId=216773
Museu Internacional da Escravatura
21-08-2007 23:00
Museu Internacional da Escravatura abre em Liverpool
Um museu dedicado à história da escravatura transatlântica é inaugurado esta semana em Liverpool, dando destaque ao modo como a cidade enriqueceu à custa do tráfico de seres humanos e à resistência dos escravos africanos.
O novo museu nasceu de uma galeria, dedicada à escravatura transatlântica, no Museu Marítimo de Merseyside, e será inaugurado quinta-feira, dia 27, aniversário de um levantamento de escravos no Haiti, em 1791, então sob domínio francês.
Num esforço de reconciliação com o passado, o conselho municipal de Liverpool apresentou em 1999 um pedido de desculpas formais em que manifestou "vergonha e remorso pelo papel da cidade neste comércio de miséria humana".
Encomendou além disso duas esculturas intituladas "Reconciliação" (duas figuras abstratas em bronze abraçadas) destinando-se uma a ser erguida em Richmond, na Virgínia (EUA), e a outra no Benim, porto de escala dos navios negreiros de Liverpool.
Os navios transportaram milhões de seres humanos da África Ocidental para plantações no continente americano, num comércio triangular que também trazia para Inglaterra lucrativas cargas de açúcar, tabaco e rum.
Fãs dos Beatles que visitam Penny Lane em Liverpoool ficam muitas vezes surpreendidos ao saber que o nome teve origem em James Penny, um comerciante de escravos que em 11 viagens levou a dada altura entre 500 e 600 cativos para o Novo Mundo.
O novo Museu Internacional da Escravatura centra-se na história do comércio de escravos transatlântico, mas o director, Richard Benjamin, afirmou recentemente numa entrevista que um dos seus principais destaques é a luta dos escravos pela independência.
Acrescentou que o museu não seria "neutral", na medida em que foi criado para "desafiar activamente a estreiteza de espírito, a incompreensão e o racismo. Esse é o nosso grande objectivo".
"A história da liberdade é uma história de resistência", pode ler-se em letras gravadas numa parede de cimento junto à entrada do museu. Este ano comemora-se ainda o segundo centenário da abolição da escravatura em Inglaterra.
O museu é a primeira fase de um projecto que inclui um centro de investigação num edifício adjacente preparado para acolher académicos e estudantes. Nesse centro, que deverá estar concluído em 2010, será desenvolvida investigação sobre questões contemporâneas relacionadas com a escravatura.
Em http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx?AreaId=11&SubAreaId=56&ContentId=216773
Museu Internacional da Escravatura

