Mesadas

Curiosamente eu fui mais educado a gerir dinheiro com o meu avô, saía da escola e ia fazeres os TPC para o escritório do meu avô e depois ficava até ao fecho do expediente e íamos para casa jantar em família.
Um dia cheguei da escola e disse ao meu avô que estava todos os dias no trabalho dele e não ganhava nada. Ele riu-se à brava e diz-me assim "A partir deste mês ficas com um ordenado e com folha de pagamento como os outros empregados" eu tinha uns doze anitos e fiquei todo inchado e contente.
A partir desse mês, recebia cerca 2.000$00 (dez euros), e cada teste com nota de BOM eram mais 100$00 (50 centimos), e foi assim que ele me ensinou a gerir o meu dinheiro. Nas férias não havia "ordenado", gastava do que poupava durante a época das escola.
O trato com o meu avô manteve-se assim até ter o meu curso e começar a trabalhar.
 
Sem contar com almoços em tempo de aulas, passes, ginásio, etc.

Só para gastos do tipo ir ao cinema, jantar fora, comprar prenda a um amigo, o que vos parece 50 € para alguém de 18 anos ?

Acho bem não é muito, nem pouco... Essa quantia dá para aprender a gerir bem o dinheiro, porque para quem é descuidado vai se num ápice.
 
Tenho um colega que da de semanada ao filho alguns 300€ e ja ele é adulto, mas não sei se trabalha ou se tem intenções de tal, mas leva vida de rico mais os rentings dos clk's etc, os pais tiram 2000€ cada, chegam ao fim do mês com 200€ negativos.

Para aqueles que ganham 700€ e ainda sobra, algo vai mal, alguma vez daria mesadas/semanadas a um filho meu adulto, bem que podia esperar sentado.


simples,
quem ganha muito, gasta ainda mais,
quem ganha pouco, poupa o pouco que tem
 
Nunca recebi mesada, sempre tive o que precisei e conforme preciso, como nunca fui de gastar muito até dá para ir guardando e gastar em coisas que acho que os meus pais não tinham de pagar(ok no fundo acabam por contribuir no dinheiro que se vai poupando, mas a maioria é juntando de prendas e outras coisas)
Agora na Faculdade as despesas aumentam, bastante, pelo que me contive um pouco mais.

Sem contar com almoços em tempo de aulas, passes, ginásio, etc.

Só para gastos do tipo ir ao cinema, jantar fora, comprar prenda a um amigo, o que vos parece 50 € para alguém de 18 anos ?
Pessoalmente e do que me lembro dessa altura do secundário e mesmo na faculdade, visto que tem passes e tudo mais, isso chega e sobra. Até porque em tempo de aulas, sair á noite com jantares e cinema só de vez em quando...
 
Sem contar com almoços em tempo de aulas, passes, ginásio, etc.

Só para gastos do tipo ir ao cinema, jantar fora, comprar prenda a um amigo, o que vos parece 50 € para alguém de 18 anos ?
Se for uma prenda de 500€ já dá para pagar uma mensalidade.

Obviamente isso não tem resposta. Pode ser adequado 50€ como 500€.
 
Eu recebia o suficiente para o bar da escola e quando queria sair com amigos etc pedia especificamente para essas ocasiões, como fui sempre agarrado e havia muitas vezes que não gastava dinheiro praticamente nenhum sempre me confiaram boas quantias para as minhas saídas. Sabiam que vinha com o dinheiro todo na mesma. [:D]

Isso de aprender a gerir dinheiro ou já está na pessoa ou não é por definir uma mesada que se aprende por milagre.
 
50€ dá para ir jantar fora e beber uns copos a seguir... Se ele sair uma vez por mês parece bem.

Talvez nem saia tanto, de qualquer forma gastar 50 € numa noite, alguém que não trabalha e com apenas 18 anos parece-me manifestamente muito.

Creio que actualmente alguém com 18 anos é habitualmente mais imaturo que alguém com a mesma idade há 30 anos e muito mais que há60 ou 70.
 
Nunca tive mesada, pedia para as ocasiões.

De todo o modo com 16 anos já tinha MB e controlava o meu saldo na caderneta da CGD.

O $ das prendas ia para poupança. Ainda hj tenho certificados de aforro feitos há 20 anos atrás.
 
Talvez nem saia tanto, de qualquer forma gastar 50 € numa noite, alguém que não trabalha e com apenas 18 anos parece-me manifestamente muito.

Creio que actualmente alguém com 18 anos é habitualmente mais imaturo que alguém com a mesma idade há 30 anos e muito mais que há60 ou 70.
Testa a responsabilidade. Dá-lhe um cartão com 500€ e ele que faça a gestão para um ano, por exemplo.

Aos 16 anos eu passei a ter cartões bancários e acesso ilimitado ao dinheiro e nem por fiz fiz asneira. Mas dá algum conforto psicológico ter a carteira funda mesmo que só gastes 5€.
 
Ao meu filho de 16 anos não lhe dou semanda ou mesada, simplesmente vou-lhe dando dinheiro quando precisa.
E acho que é assim que deve ser...

Nunca tive mesada, nem os meus irmãos mais velhos tiveram... Comigo, sempre que precisava de alguma coisa, pedia. Mas pronto, nao vim de uma familia abastada, deve ser por causa disso.
 
Os meus pais nunca me deram mesada.
Levava o dinheiro certinho para a escola para comer e para o autocarro e mesmo assim via na cara deles o quanto se sacrificavam para me poderem dar isso. Sempre deixei as despesas dos meus estudos a cargo deles mas quando queria alguma coisa para mim era sempre com o dinheiro que fazia em trabalhos ocasionais ou com as migalhas que iam sobrando do almoço.

Hoje que já sou adulto, pai, e dono do meu nariz sou eu que os ajudo quando vejo que eles precisam. Eu acho que até se ser obrigado a pagar as proprias despesas com o seu trabalho ninguem tem a verdadeira noção do que vale o dinheiro e de como o gerir. Tive um colega de casa aos meus 18 anos que se gabava de andar de carro novo e ter dinheiro para ir sempre beber uns copos á noite, mas durante a semana era a mãezinha que mandava a comida em tupperwares.

Apesar de nunca ter tido, já estou a fazer uma vaquinha no banco para a minha filha desde que nasceu e irei dar-lhe mesada com intuito de a ensinar a gerir e dar valor ao dinheiro o mais cedo possível.
 
Acho que tive a primeira conta como 1º (e único?) titular gerida por mim aos 12 anos. Na altura só o Totta permitia ou algo assim. Foi emocionante.
Aquilo era gestão altamente complexa com saldos crescentes, entradas de numerário após festividades e encontros em família, ausência de levantamentos para despesas. Um sonho.

Acho que só comecei a ter mesada regular aos 18 anos/entrada na faculdade (até aí, talvez recebesse uns 20€/semana no secundário, mas sinceramente acho que era mais à base do quando gastares os 20€ pedes de novo). Como permaneci em casa dos país à excepção do período ERASMUS (2 semestres no meu 5º ano), presumo que seja uma situação semelhante à dúvida que assiste o autor do tópico: o que dar a um filho para as suas despesas pessoais quando este vive connosco numa cidade grande se tivermos possibilidade para dar alguma coisa.

Recebia €200 (metade pelo pai, outra pela mãe), inalterado ao longo de 6 anos (só agora ao escrever este post é que me apercebo disso, os malandros! [:D]). Despesas de alimentação na faculdade (almoço) não ultrapassavam os 50-70€ (cantina a variar entre os 2 e os 4.5€ consoante a dita) até porque almoçava algumas vezes em casa. Jantar/sair fora 1 ou, raramente, 2x/semana. Jantares de curso, de Natal e afins.

De despesas fixas: Passe (algo como 15€ durante o período dos passes 18-23 e uns 30€ depois), telemóvel (yorn extravaganza 5-7.5€ ou algo do género, lembro-me que aproveitava a altura das promos de carregamento do "receba o dobro" da Vodafone para encher o saldo e ficava meses sem lá por mais). Apesar de ter carro próprio só o usava nas saídas e/ou fim de semana ou quando fazia estágios fora de Lisboa cidade (mais frequente nos últimos anos) e, pecador me confesso, era o papá que enchia o depósito [:D] Propinas (uns 1000€/ano) eram também pagas à parte pelos pais.

Portanto devia ter algo como uns 100€ de margem mensal que geria como queria. Era bastante bom, não me sentia apertado mas também não sentia que podia andar na loucura.

Chegava geralmente ao Verão com uns 700-800€ acumulados que usava para uma viagem com a namorada e/ou amigos (fiz 2 interrail a percorrer a Europa em hostels e a comer a bela da sande de queijo ou atum ao almoço (dia após dia após dia, até ao ponto em que chegas a casa após 4 semanas e pesas menos 5-7Kg do que no início da tua viagem...algo como quase 10% do teu peso corporal), pacote de leite 1L e cereais a dividir por vários marmanjos ao pequeno-almoço (era o que faltava andar a transportar leite!), jantar em comunity kitchen do hostel (corria sempre bem...not) ou fastfood na estação de comboios (saudável) um pouco antes de apanharmos o comboio nocturno para a próxima cidade aproveitando para dormir "à borla" nessa noite). E a fazer a pedantes e com muito pouco transporte público muita capital pelo Norte, Leste, Centro e Sul da Europa. Por um lado tenho saudades dessas viagens, mas agora a trabalhar, não me vejo a repetir tal grau de frugalidade e desconforto em viagem. Exagerávamos para ver o mais possível, tal era a vontade de conhecer mais e tentar não chular tanto os pais. Hoje já não conseguia ficar naquelas espeluncas e comer tão mal como o fiz nessas viagens. Só de me lembrar [:D]:sh)

Em Paris/ERASMUS tinha uma bolsa/ordenado (pago pelo Estado Francês [:p]) que quase chegava para a totalidade do pagamento da residência (RAG) mas vinha sempre atrasada ou, pelo menos, não coincidia com o vencimento da prestação. De qualquer modo era uma óptima (!) ajuda. Nesse período, a mesada começou por duplicar (€400) e mesmo assim andava afito e, após uma ou duas chamadas de emergência para Lisbonne a pedir fundos de resgate [:D] acabámos por perceber que precisava do triplo para não estar em indigência completa por lá [:D] Pais sofrem.

Desde que trabalho que me tornei muito menos poupado face ao rendimento disponível. Agora que penso nisso é estranho mas claramente tinha mais respeito e dava mais valor ao dinheiro quando não era meu.
 
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