Megaupload fechado

Direitos de autor não é só bandas de música.
Eu respondi a um post que dizia ir até mais longe: acabar com os direitos de autor.

Escritores, seja de livros, sejam de música. Fazem concertos? Vendem merchandising?
Produtores de software. Fazem concertos? Vendem merchandising?
etc.
Vê o meu segundo post e a pergunta, serve perfeitamente para qualquer um desses exemplos.
Mais, em relação ao software, sem pirataria não teríamos o mundo Windows que temos hoje.
 
Se és autor tens de te adaptar à nova realidade e a realidade de agora não se coaduna com leis arcaicas que defendem poderes instalados e não os autores. O que não falta são autores a fazerem dinheiro nesta nova realidade.

E não existe nenhuma prova que um conteúdo copiado = € que não entrou. Se quiseres ler um pouco procura pelo Paulo Coelho que pirateava as próprias obras. E graças a isso, por exemplo na Russia aumentou em muito as vendas dos seus livros.

E as pessoas pagam pelos conteúdos, basta que seja um preço justo. Basta veres o que fez o Louis C. K.:

Colocou o show dele à venda na net, sem DRM, sem tretas por €5... e basta ver o resultado:

Louis C.K. tops $1 million sales of $5 Beacon comedy special - Dec. 22, 2011

Eu respondi a um post que pretendia acabar totalmente com os direitos de autor.

Um autor sem direitos não tem garantias nem liberdades, logo não pode fazer
disso a sua profissão. Portanto, sobram os amadores a produzir conteúdos.
Ou seja, acabarias a copiar músicas, livros, filmes, etc. com qualidade muito
duvidosa.
 
Uma coisa são os file sharing entre utilizadores, outra coisa é quem ganha imenso dinheiro partilhando algo que não é seu.
Deixa-se de pagar aos autores para se pagar aos "piratas"
 
Há muita gente que tem os espectáculos cheios graças à "pirataria" em que a música facilmente é difundida pelas redes sociais e pelo espalha palavra. Isto dos direitos de autor nada tem a ver com o "artista" que escreve ou faz a musica. Isto tem a ver é com as produtoras que tentam de todas as maneiras "sequestrar" os artistas.

Aliás isto do MU está relacionado com um vídeo de propaganda de um serviço/site relacionado com o MUpload e algumas produtoras ficaram todas ofendidas de uns artistas deles terem participado nesse video e não tinham sido autorizados a tal.

Por isso essa conversa da pirataria prejudica o "artista" é o balelas. Prejudica é essas produtoras, pois onde o artista vai buscar mais é nos espectáculos.

Eu quando quero alguma coisa "saco" se gostar compro ou faço para ir a um espectáculo dele, fácil!

Portanto, para ti, direitos de autor são apenas bandas de música.
 
Vê o meu segundo post e a pergunta, serve perfeitamente para qualquer um desses exemplos.
Mais, em relação ao software, sem pirataria não teríamos o mundo Windows que temos hoje.

Eu não estou a falar de nada disso.
O que eu escrevi foi em relação a um abolir em absoluto os direitos de
autor. Ou seja, deixarias de ter autores.

Para que vou eu escrever um livro, se no dia seguinte aparecem 200 gajos
a dizerem que foram eles que escreveram o livro, e ainda por cima não vou
ganhar um tusto. Ou seja, direitos... NENHUNS.

As coisas não podem ser assim. Só no imaginário de quem pensa apenas
no seu interesse pessoal.
 
Mais uma coisa. As editoras servem para quê? Para dar a conhecer a banda e fazer os CDs. A internet é o substituto ideal, sendo que o dinheiro que os artistas perdem para as editoras seria potencialmente perdido para a pirataria, no caso de eles próprios fazerem a edição do álbum nas lojas virtuais. O resto da entrada do dinheiro viria dos espectáculos e mercadoria com a marca da banda.

Agora uma pergunta. Sem editoras, o panorama musical não sofreria um acréscimo de qualidade? Grande parte dos artistas que andam por aí são produtos das editoras, com valor artístico muito baixo em relação a muita gente desconhecida. Isso não seria benéfico?

Ninguém é obrigado a ter uma editora.
Nem na música, nem nos livros.
É uma opção.
Portanto, dizer que as editoras são os maus da fita, e devem acabar, é o
mesmo que dizer que os músicos, escritores, etc. não podem ter essa
opção de usar ou não uma editora.
 
Eu não estou a falar de nada disso.
O que eu escrevi foi em relação a um abolir em absoluto os direitos de
autor. Ou seja, deixarias de ter autores.

Para que vou eu escrever um livro, se no dia seguinte aparecem 200 gajos
a dizerem que foram eles que escreveram o livro, e ainda por cima não vou
ganhar um tusto. Ou seja, direitos... NENHUNS.

As coisas não podem ser assim. Só no imaginário de quem pensa apenas
no seu interesse pessoal.
Os direitos de autor devem ser preservados, é o trabalho de alguém. Eu estou a falar mesmo contra as editoras, que são o maior interessado em toda esta coisa anti-pirataria mas que, no fundo, não produzem nada nem inventam nada, verdadeiramente. São o expoente máximo do "middle-man" que não faz bolha e que, no panorama actual, nem sequer faz falta.

EDIT: Quanto a serem uma opção não é bem assim, muitos artistas já viram isso mas o que é certo é que o poder que as editoras têm podem fazer ou desfazer uma carreira. De certo modo os artistas são obrigados a terem editora se querem que o seu valor chegue a algum lado.
 
Última edição:
Os direitos de autor devem ser preservados, é o trabalho de alguém. Eu estou a falar mesmo contra as editoras, que são o maior interessado em toda esta coisa anti-pirataria mas que, no fundo, não produzem nada nem inventam nada, verdadeiramente. São o expoente máximo do "middle-man" que não faz bolha e que, no panorama actual, nem sequer faz falta.

Eu compreendi isso, mas o que deu origem a esta confusão foi a resposta
que eu dei a este post:
O mundo de hoje é incompativel com o mundo de ontem mas as pessoas, as leis, a cultura são as de ontem no mundo de hoje, como é obvio quando não se mudar a bem muda-se a mal.

A Lei dos direitos de autor vai ter que mudar (eu até vou mais longe, vai ter que acabar!!!).

Chegou a hora dos partidos Piratas subirem mais um degrau na conquista o poder!
 
Vê o meu segundo post e a pergunta, serve perfeitamente para qualquer um desses exemplos.
Mais, em relação ao software, sem pirataria não teríamos o mundo Windows que temos hoje.

O Windows é o maior exemplo de como se a pirataria pode ajudar os autores a ganharem muito dinheiro [;)]

Como foi dito, a pirataria decidiu qual é que era o SO que iria vingar nos computadores de todo o mundo.
A Apple perdeu essa batalha quando decidiu "fechar" o seu sistema operativo, tal como fez com o IOS.
 
Tecnologia - Votação das leis anti-pirataria SOPA e PIPA adiada - RTP Noticias


Face à oposição dos utilizadores, de empresas ligadas à internet e celebridades, o Congresso dos Estados Unidos da América (EUA) suspendeu o debate das duas leis anti-pirataria informática que têm sido alvo de contestação. SOPA (Stop Online Piracy Act) e PIPA (Protect Intellectual Property Act), como são referidas pela comunidade online, têm o objectivo de combater a pirataria online, com particular ênfase nas cópias ilegais de filmes e outras formas de media hospedados em servidores alojados fora dos EUA.



As autoridades dos EUA recuaram na discussão das leis anti-pirataria na internet e a notícia é assumida como uma vitória dos defensores da internet livre. O Senado norte-americano e a Câmara dos Representantes dos EUA, apresentaram, respectivamente, a proposta PIPA (Protect Intellectual Property Act) e a proposta SOPA (Stop Online Piracy Act), que iriam ser discutidas na próxima terça-feira.





A discussão das duas propostas de lei foi esta sexta-feira suspensa indefinidamente, depois dos protestos na internet, e do grupo de hackers Anonymous levar a cabo o “maior ataque de sempre” às páginas da internet de entidades governamentais dos Estados Unidos, após o encerramento do site de partilha de ficheiros Megaupload.

Quem se manifesta contra as propostas garante que SOPA e PIPA "não passam de censura", sendo que centenas de empresas ligadas à internet, como o Google ou a Wikipedia, têm protestado com iniciativas online, garantindo que a aprovação de tais leis iria impedir parte fundamental da World Wide Web, a livre circulação de informação. As autoridades passariam a poder atropelar alguns direitos e liberdades individuais.

Assim, Harry Read, líder da maioria democrata no Senado norte-americano, suspendeu a votação na Lei de proteção do IP (PIPA), "à luz dos mais recentes eventos" e Lamar Smith, líder Republicano do Comité Judiciário da Câmara de Representantes, declarou que o seu painel não iria discutir a SOPA até ter sido "alcançado um consenso com a opinião pública".

"Estão a arruinar a internet"








O que acontece se SOPA e PIPA forem aprovadas?

Os projetos de lei dos EUA planeiam bloquear o acesso a sites que contenham material com direitos de autor não autorizados.

Os proprietários de conteúdos e o governo dos EUA teriam o poder de requerer ordens judiciais para fechar sites associados à pirataria.

Anunciantes, processadores de pagamento e fornecedores de serviços de internet seriam proibidos de fazer negócios com os infratores com base no exterior dos EUA.

Motores de busca (como o Google ou o Sapo, em Portugal) seriam obrigados pela SOPA a retirar dos resultados de pesquisa todos os sites considerados piratas.

As leis sugerem penas até cinco anos de prisão para quem partilhar material pirateado.






Segundo Read, algumas críticas são legítimas e devem ser corrigidas. Smith declarou que "ouvi os críticos" e prometeu "ter seriamente em conta as suas preocupações", admitindo ser "óbvio que precisamos de rever a abordagem sobre a melhor forma de resolver o problema dos ladrões estrangeiros que roubam e vendem invenções e produtos americanos". Em consequência, a discussão e votação das duas propostas ficam suspensas até serem alteradas e melhoradas de forma a obterem um consenso que contraste com a oposição atual.

Dos cerca de 40 copatrocinadores do projeto de lei PIPA, quase um terço retirou o seu apoio esta quarta-feira, depois de milhares de websites encerrarem num protesto de "blackout" e dos deputados serem bombardeados por e-mails e telefonemas de utilizadores insatisfeitos com as medidas defendidas, o que levou alguns a desistirem.

Mais de sete milhões de pessoas assinaram uma petição da Google que declara que a aprovação da lei resultaria em censurar a internet e impor uma carga regulamentar sobre as empresas. Ao mesmo tempo, vários atores de Hollywood, realizadores, autores, produtores, músicos e outros artistas têm vindo a público demonstrar o seu apoio aos movimentos que estão contra a SOPA e a PIPA.

Os mais conhecidos opositores das duas leis dos EUA, além do grupo de hackivistas Anonymous, são a Google, o Facebook, o Twitter, a Wikipedia, a Yahoo, o eBay, o LinkedIn, o AOL, o Zynga, o site de compra e venda Craiglist e várias celebridades, incluindo nomes sonantes da música como Alicia Keys ou Kanye West.

"Temos receio de que o grande aumento dos poderes de execução previstos pelas leis SOPA e PIPA possa ser facilmente abusado contra serviços legítimos como aqueles dos quais dependemos", lê-se na carta aberta assinada por 21 celebridades norte-americanas.Numa carta aberta ao Congresso, um grupo representado pelo ator e comediante Aziz Ansari afirma que as leis poderiam sufocar a criatividade e causar mais mal do que bem. "Temos receio de que o grande aumento dos poderes de execução previstos pelas leis SOPA e PIPA possa ser facilmente abusado contra serviços legítimos como aqueles dos quais dependemos", escrevem os artistas, depois de salvaguardarem que além de criativos, são utilizadores da internet e reconhecerem que "a pirataria é uma injustiça para os autores".

Assinada por Neil Gaiman, as bandas The Lonely Island e OK Go, Daniel Lorca, os membros da banda MGMT, Jason Mraz, Tony Hawk, entre outros, a carta termina com um pedido de "extrema cautela" ao Congresso para que "a Internet livre e aberta (...) não se torne num dano colateral deste processo".

Reguladora da internet da UE contra SOPA
A Reguladora da Internet da União Europeia juntou-se esta sexta-feira ao movimento de resistência à Lei Parem a Pirataria Online (Stop Online Piracy Act - SOPA), depois de Neelie Kroes, comissária europeia, ter criticado a proposta de lei dos EUA no seu Twitter.

"Estou satisfeita que a maré tenha virado no que toca à SOPA: não é necessária má legislação quando é preciso salvaguardar os benefícios da internet livre", dizia o tweet. A UE também tem em funcionamento um plano para combater a pirataria online, mas tenta não restringir a liberdade dos utilizadores. "Acelerar também é ilegal, mas não se pões lombas na autoestrada.", acrescentou Kroes Twitter.

Ryan Heath, porta-voz da comissária, defendeu os comentários feitos na rede social, apontando para as críticas generalizadas ao projeto de lei. "Isso mostra que as pessoas têm preocupações muito sérias sobre o seu acesso à Internet e mostra que, além de ação policial, que é muito importante, precisamos de aumentar a quantidade de ofertas de conteúdo legal disponível na rede", declarou, citado pela agência Reuters.
 
Ok, então se calhar meti-me no meio, peço desculpa.

No problem.
Eu também deveria ter colocado o BOLD e vermelho logo de início na resposta que
coloquei. Muita gente não percebeu que era ao eliminar por completo os direitos de
autor que eu estava a responder. Portanto, a culpa também foi minha.
 
A pirataria só existe porque os produtores teimam em querer manter margens de lucro elevadíssimas em vez de baixarem os preços e tornarem os produtos mais acessíveis, vendendo mais por menos dinheiro.
Quase que podemos dizer que são os produtores e os distribuidores que criam as condições ideais para a proliferação da pirataria.
 
O Windows é o maior exemplo de como se a pirataria pode ajudar os autores a ganharem muito dinheiro [;)]

Como foi dito, a pirataria decidiu qual é que era o SO que iria vingar nos computadores de todo o mundo.
A Apple perdeu essa batalha quando decidiu "fechar" o seu sistema operativo, tal como fez com o IOS.

Isso é parcialmente verdade.
Eu assisti a esse ponto de viragem para o domínio MICROSOFT (ando nisto a nível
profissional há quase 25 anos).

A explicação da pirataria tem cabimento, mas não justifica tudo.

Um exemplo:
A dada altura, quem dominava o software de folhas de cálculo era a LOTUS, com
o LOTUS123. O EXCEL era como se não existisse. A dada altura surgiram os meios
de protecção de cópia. A LOTUS protegeu os seus programas. A MICROSOFT não.
Portanto, as pessoas começaram a copiar o EXCEL, e a usar o EXCEL. A dada
altura o EXCEL passou a dominar o mercado.

O facto de ser possível piratear o EXCEL, e não o LOTUS123, realmente permitiu
que o EXCEL saísse da obscuridade. Mas não pode justificar o sucesso, só por si.
Isto porque, se assim fosse, bastaria o facto de a LOTUS ter deixado de proteger
o seu software para que voltasse a ter sucesso. Tal não aconteceu.

Assim, existem factores adicionais, sendo que a pirataria foi apenas um deles.
Exemplo:
- Qualidade do software
- Efeito de rede (sendo este o que mais influência tem no domínio de um produto)
Network effect - Wikipedia, the free encyclopedia

O facto de existir muita gente a usar X, faz com que outras pessoas passem a
usar o mesmo X, em lugar de Y.

Em termos de música, este efeito de rede tem muito menos influência que em
termos de software. Primeiro porque a música tem uma forte componente de
gosto pessoal. Depois porque o software tem uma componente muito importante
para o efeito de rede que a música não tem: o que fazes no programa X pode ter
um formato que o programa Y não abre, o que leva as pessoas a adoptarem X
para poderem ter acesso aos documentos produzidos com X.
 
No caso da musica, a pirataria também permitiu a muitos músicos e bandas divulgarem as suas criações pelo mundo fora, alguns devido a isso conseguiram bons contratos com grandes produtoras.
Permitiu também dar a conhecer a sua musica e levar muita gente que não os conhecia a comprar os seus discos e a irem aos seus concertos.
 
Podemos fugir como faz quem está instalado ou podemos falar sobre o que ai pode vir.

Porque é que o fim dos direitos de autor não pode ser debatido?

Na musica era o fim da musica?

No cinema era o fim do cinema?

Na televisão era o fim da televisão?

Na industria farmacêutica era o fim da industria farmacêutica?

Na industrial electronica era o fim da industrial electronica?

Muito possivelmente vão pensar que não estão todas na mesma situação.

Também posso alertar que num futuro vamos ter maquinas em casa que "fazem coisas" é só meter materia prima e com um software pirateado ficamos com um copo, um brinquedo, uma ferramenta, etc.

Ou seja isto não vai ter fim.

Podemos sempre perguntar porque uma patente tem a validade de 20 anos e não 19 ou 21?

Que aconteceria se tivesse 15, ou 10, ou 5, ou 2 anos... ou nenhum?

Eu acredito que a lei dos direitos de autor vai ser gradualmente "aligeirada" até finalmente não fazer sentido, pode ser feito amanhã? não, no meu tempo de vida? talvez não.

Mas o futuro é digital e não fisico, a Universal se tivesse um "Mupload", talvez não tivesse o destino a que dificilmente fugirá... desaparecer.

É preciso ver á frente, o mundo muda, o que hoje é impensavel no futuro é realidade, mente aberta pessoal!!!
 
Última edição:
Atenção que a industria do entretenimento dos E.U. que gera milhões para a sua economia e está a levar uma paulada das grande, por isso este stress todo.

Portanto há aqui muita gente que está a lutar pela sobrevivencia, eu acho que vão perder, não vão perceber a mudança, vão insistir e no fim são devorados pela evolução e ficam para a historia.
 
Curiosamente a maioria das pessoas que estão a favor da abolição de direitos de autor/patentes são aquelas que nunca perderam tempo/dinheiro a criar algo de relevante.
 
Se parte do que se paga no itunes é para direitos de autor, porque raio parte do que se paga de internet não é para o mesmo fim?


É exactamente a mesma coisa, e desse modo já não haveria necessidade de politicas especificas para controlo da internet...
 
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