Concordo plenamente.
Apenas o suficiente para enfrentar o quotidiano.
Tive oportunidade, demasiado breve, de colocar as mãos no novo Mx5 2.0. Vinha equipado até ao tutano.
Dava perfeitamente para nos livrarmos de metade daquela tralha e ainda assim ter um carro perfeitamente usável e civilizado para o dia-a-dia.
Talvez seja da minha pessoa, mas só não dispensaria o AC (e mesmo assim não costumo o usar tanto como isso), e audio. Mas sem ser necessário colunas à frente, atrás, debaixo do rabo ou à volta das orelhas.
Efectivamente, no uso diário, é apenas isso que é necessário. O fecho centralizado e vidros elétricos também dão muito jeito, eheh, mas isso agora é standard em qualquer carro.
Tudo o resto, a meu ver, poderia ser opcional, incluindo o sistema de infotainment e navegação. Ainda para mais, quando conduzi o carro, estava sol e capota estava recolhida, e não se conseguia ver nada no raio do écran.
Nesta altura do campeonato, os smartphones e as suas apps, no geral, até conseguem fazer melhor figura que muitos dos sistemas nativos. Basta arranjar um suporte decente[

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Quanto ao 2.0, bem... Mexe-se muito bem.
Aquele que conduzi já devia ter os pneus traseiros algo lambidos, pois tinha uma tendência excessiva para a sobreviragem, e a curta direcção obrigava a recablibrar os inputs.
A direcção em si era muito precisa, e obrigava a conduzir com a "ponta dos dedos". E apesar de elétrica, não é excessivamente leve, como a de um NC.
A frente sempre muito incisiva, algo que tive de me habituar, pois o Swift, apesar de bom nesse aspecto, parece ser muito mais reticente em mudanças de direcção.
Claro que a experiência foi feita sem ESP ligado, que após umas saídas de curva mais agressivas, matava completamente o motor. [

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ESP off e siga. E aí começou a luta, muito divertida, com a tendência da traseira do carro em querer ultrapassar a frente.
O carro é bastante ágil, e sempre progressivo nas suas reacções. O motor tem uma disponibilidade excelente. E sinceramente o adornar não me pareceu tão excessivo como se vê nalgumas imagens. Aquele exemplar não sei se traria suspensão mais desportiva.
O carro é pequenino no interior.
Quem vier de um NC poderá sentir-se algo claustrofóbico. Nesse aspecto faz-me lembrar bastante o NA. E o MR-2 que tive, ao dispensar o tunel de transmissão, parece uma caverna quando comparado com o novo MX-5
Não ter espaços de arrumação também pode chatear no dia-a-dia. A bagageira é suficiente para o dia-a-dia ou fuga de fim de semana, mas o acesso poderia ser melhor.
A bossa no chão do lugar do pendura, obriga a estar sempre de pernas esticadas, situação que experimentei e não apreciei muito.
Como é tradição no Mx-5, a posição de condução ainda é demasiado alta. Não tão critica como acontecia em alguns NB que já me sentei, mas mesmo assim, acho que o ideal seria tirar 2cm ou perto disso à altura do banco, para que a moldura do párabrisas não interferisse tanto no campo de visão.
Era menino para ir atrás de um novo MX-5.
Considerando o uso que dou ao carro, o 1.5 seria mais que suficiente. No papel não difere muito do nivel de performance do Swift, e ainda permite consumos bastante abaixo daqueles que o Swift consegue.
Pode ser criticado por ser algo soft e lento, mas a experiência de condução está uns patamares acima de utilitários vitaminados.
Se a necessidade de mais lugares e espaço para bagageira não é uma prioridade, carros deste género deveriam ser a escolha por defeito para quem procura uma experiência de condução única, especial, divertida.
Como sempre, o problema é só um. Guito[

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