Apesar de ter tido um NA, visualmente os MX-5 nunca me convenceram totalmente.
Demasiado softs no aspecto quando comparados com o gozo que transmitiam ao volante.
O NB acaba por ser, talvez, o mais vulgar.
Falta-lhe os pormenores que faziam do NA algo mais especial. Maior parte das soluções aplicadas ao NB parecem mais dignas de utilitários.
Verdade que os designers tiveram uma tarefa inglória, que foi livrar-se dos faróis escamoteáveis, que tanto carácter dão à frente do NA.
Mas concordo que no geral, deixa sempre algo a desejar.
O NA de alguns ângulos, parece criatura frágil. Nesse aspecto, o NB é mais equilibrado. Pequenas alterações, como a altura da traseira, permitiram criar um conjunto mais robusto.
Apesar do NB ser o mais vulgar, mesmo assim coloco o NC atrás do NB, pelo aspecto a tender para o balofo e não musculado, como deveriam querer. Ficou longe do concept Ibuki do qual herda as linhas.
Como umas poucas linhas, dimensionamento de alguns elementos e pormenores podem alterar completamente a percepção de dois veículos com o mesmo ADN visual.
É sem dúvida o mais burguês do grupo, reflectido até na própria condução.
Quanto ao ND, finalmente consegui estar perto de um tempo suficiente e não apenas vê-los passar.
E deu para perceber bastante melhor superfícies, proporções desta nova geração.
Sem dúvida, herda pouco do ADN dos MX-5 anteriores... e ainda bem.
Agora sim, parece um sports-car (ainda que em miniatura). Escultura mais interessante e conseguida, sobretudo ao nivel da frente, com a secção transversal ondulante, com o pico sobre os arcos das rodas e a descer de forma acentuada para o plano do capot. Dá um excelente ponto de vista do lugar de condutor, e faz-me lembrar o ponto de vista que tinha do meu MR-2 que também apresentava um "capot" num plano bem mais baixo que os arcos de rodas, apesar das transições mais abruptas, devido ao seu estilo mais rectilineo e plano.
O MX-5 ND, por outro lado, é bastante orgânico e fluído. Está bastante melhor plantado na estrada que os seus antecessores, o desenho é mais interessante, independentemente do ângulo e a escultura mais cativante e conseguida. Talvez tenha ajudado à percepção, em que o exemplar que observei fosse um 2.0 com jantes 17, mas que estava muito bom, sem dúvida.
Só chateia o pseudo-vinco que nasce abaixo do retrovisor e sobe de forma mais acentuada ao aproximar-se da roda traseira.
É subtil, mas é algo que só funciona bem de perfil. Em todos os outros ângulos, dá origem a uma quebra de superfície estranha. Já que apenas usaram praticamente pura modelação, sem quebras provocadas por vincos ou superfícies escavadas para a restante carroçaria, deveriam ter-se mantido fieis ao tema.
Ok, outro pormenor que chateia são as DRL. Um pormenor a mais à procura da agressividade perdida.
Mais uma foto da mesma família.