Mazda Mx5

Se assim é, faço nova pergunta: como é possível que seja legal vender estes componentes que aumentam os consumos e emissões?
E pior, como é que é possível estes aldrabões anunciarem estes produtos em que não dizem "os contras" dos seus produtos?

Não é legal. Ou melhor, vender é legal... instalar no teu carro para andar na estrada não o é. Invalida a homologação do carro e logo deveria implicar um novo processo de homologação (não sei como se faz). Não conheço é ninguém que faça este tipo de alterações e se preocupe com isso até porque é praticamente impossível de controlar.


Já agora, não acredito que baixe consumos. Na melhor das hipóteses ficarão iguais, mas isso são outros quinhentos... o tema fiabilidade também é discutível.
 
É legal vender pelo mesmo motivo que é legal fabricar carros que conseguem andar acima do limite de velocidade - nem todos os mercados são iguais, nem todos os carros são usados em estrada pública. Se tem emissões acima do limite será, em teoria, chumbado em inspecção. Mas pode ser um carro só usado para track-days, e nesse caso os limites não se aplicam, e portanto é legal vender. Pode não ser legal usar em via pública.

Estou a perceber a tua lógica. No entanto, essas informações deveriam estar todas descritas no produto, percebes onde quero chegar? Por isso é que lhes chamo de aldrabões. Dizerem que o carro tem mais potência, mais binário, poupança de consumo bla bla whiskas saquetas, dizem eles. Dizerem que essas alterações impossibilitam o carro legalmente de circular, que aumenta as emissões e consumos é que está quieto.

No meu entender, estes produtos deveriam obrigatoriamente ser anunciados com estas informações.
 
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Estou a perceber a tua lógica. No entanto, essas informações deveriam estar todas descritas no produto, percebes onde quero chegar? Por isso é que lhes chamo de aldrabões. Dizerem que o carro tem mais potência, mais binário, poupança de consumo bla bla whiskas saquetas, dizem eles. Dizerem que essas alterações impossibilitam o carro legalmente de circular, que aumenta as emissões e consumos é que está quieto.

Concordo com tudo o que dizes, e por isso é que não tenho alterações no meu carro.
 
Reprogramar não é igual a falhar emissões e poluir mais.

Os motores são programados para obedecer a uma data de critérios, performance, manutençõe, ruído, consumos, emissões, elasticidade, fiabilidade, combustível utilizado, óleos utilizados, temperatura , etc etc etc.

É obviamente possível aumentar a potência sacrificando alguns dos outros critérios sem ser obrigatoriamente as emissões.
Até porque pode mesmo poluir e gastar menos em rotações mais baixas depois de reprogramado.
E estejam descansados que as emissões mesmo stock não são medidas com o carro a fundo.

Não acredito obviamente no Pai Natal, mas não é o bicho papão que querem fazer.
Sim seria interessante ver as curvas do remap.

Quanto à legalidade/moralidade da coisa, acho curioso, então se comprar um carro que emita 100gr e reprogramo e fica a gastar 105gr quando vou a fundo sou um criminoso.
Se comprar um que gaste 120gr de origem tá tudo bem porque já vinha assim apesar de fazer pior.
As inspecções têm que servir para alguma coisa, controlem e testem como deve de ser e deixem reprogramar dentro dos limites que por mim está tudo ok.
 
Reprogramar não é igual a falhar emissões e poluir mais.

Os motores são programados para obedecer a uma data de critérios, performance, manutençõe, ruído, consumos, emissões, elasticidade, fiabilidade, combustível utilizado, óleos utilizados, temperatura , etc etc etc.

É obviamente possível aumentar a potência sacrificando alguns dos outros critérios sem ser obrigatoriamente as emissões.
Até porque pode mesmo poluir e gastar menos em rotações mais baixas depois de reprogramado.
E estejam descansados que as emissões mesmo stock não são medidas com o carro a fundo.

Não acredito obviamente no Pai Natal, mas não é o bicho papão que querem fazer.
Sim seria interessante ver as curvas do remap.

Quanto à legalidade/moralidade da coisa, acho curioso, então se comprar um carro que emita 100gr e reprogramo e fica a gastar 105gr quando vou a fundo sou um criminoso.
Se comprar um que gaste 120gr de origem tá tudo bem porque já vinha assim apesar de fazer pior.
As inspecções têm que servir para alguma coisa, controlem e testem como deve de ser e deixem reprogramar dentro dos limites que por mim está tudo ok.

Lamento que não defendas que o cliente/consumidor deve ser informado. Mas já expliquei aqui o meu ponto de vista, não vale estar a repetir-me com quem simplesmente não quer perceber.
 
Última edição:
Antes de mais uma nota prévia... aquele link não é uma reprogramação. parece-me uma box que é algo diferente e menos sofisticado.



Reprogramar não é igual a falhar emissões e poluir mais.
Pois não. No entanto não há milagres... e a maioria das reprogramações centra-se na melhoria da potência e binário ao longo da curva de rotações. Dado que é muito difícil aumentar a eficiência térmica de um motor, essas melhorias acontecem com impactos em consumos (e logo emissões). Não vou argumentar se é em valores razoáveis ou não. Mas existem.



Os motores são programados para obedecer a uma data de critérios, performance, manutençõe, ruído, consumos, emissões, elasticidade, fiabilidade, combustível utilizado, óleos utilizados, temperatura , etc etc etc.

É obviamente possível aumentar a potência sacrificando alguns dos outros critérios sem ser obrigatoriamente as emissões.
Até porque pode mesmo poluir e gastar menos em rotações mais baixas depois de reprogramado.
A parte do obviamente não entendo. Não é nada óbvio como se melhora performance reduzindo consumos ou mantendo consumos constantes. Até porque as marcas já fazem muito trabalho tentando optimizar consumos/emissões nas cargas baixas e médias de acelerador dado que essas são utilizadas na homologação e isso tem impacto directo em vendas e impostos (preço).

100% de acordo que é possível melhorar performances à custa de reduções apenas relativamente controladas de fiabilidade p.ex. Aumentas o factor de risco mas em geral as margens são bastante suficientes para poder ser o consumidor a fazer essa escolha. No entanto não me parece de todo claro, para não dizer quase impossível, que seja possível melhorar consumos e emissões e ao mesmo tempo ter performances substancialmente melhores.

Sei que é isso que costuma ser alegado, mas ainda estou para ver um ensaio realmente isento sobre o assunto em que não se alterem coisas como o estilo de conduçao.




E estejam descansados que as emissões mesmo stock não são medidas com o carro a fundo.
Pois não. seguem um ciclo de medição. em todo o caso as reprogramações que eu conheço não alteram os mapas só quando tens o acelerador a fundo. Mas posso estar errado sobre isso.



Quanto à legalidade/moralidade da coisa, acho curioso, então se comprar um carro que emita 100gr e reprogramo e fica a gastar 105gr quando vou a fundo sou um criminoso.
Legalidade e moralidade não são a mesma coisa. É ilegal andar a 121km/h numa auto-estrada e no entanto não acho que seja imoral fazê-lo em situações normais de visibilidade e trânsito e meteorologia.

Da mesma forma é ilegal modificares as características técnicas de um carro. Isso é objectivo e não é discutível parece-me. No entanto concordo que dentro de certos parâmetros não é necessariamente imoral. Não teria problemas de consciência em fazer esse teu exemplo.


As inspecções têm que servir para alguma coisa, controlem e testem como deve de ser e deixem reprogramar dentro dos limites que por mim está tudo ok.
Sabes bem que as inspecções são um equilíbrio entre o que é possível medir de forma rápida e o que se devia fazer. Sim, se calhar deveriam substituir a medição de opacidade dos gases que é totalmente desadequada por outras medidas mais precisas, mas não é fácil por isso em prática.
 
Lamento que não defendas que o cliente/consumidor deve ser informado. Mas já expliquei aqui o meu ponto de vista, não vale estar a repetir-me com quem simplesmente não quer perceber.

O consumidor deve ser informado? Eu acho que o consumidor não deve ser é tótó.
O consumidor se acreditar em almoços grátis o problema é dele. Aquela Cell do hidrogénio também se vende e é bem pior.
Essa coisa de termos de proteger esse coitadinho do consumidor irrita-me um pouco. Deixem a selecção natural trabalhar.

(...)

Da mesma forma é ilegal modificares as características técnicas de um carro. Isso é objectivo e não é discutível parece-me. No entanto concordo que dentro de certos parâmetros não é necessariamente imoral. Não teria problemas de consciência em fazer esse teu exemplo.

Sabes bem que as inspecções são um equilíbrio entre o que é possível medir de forma rápida e o que se devia fazer. Sim, se calhar deveriam substituir a medição de opacidade dos gases que é totalmente desadequada por outras medidas mais precisas, mas não é fácil por isso em prática.

Concordo com o que dizes das reprogramações, mas também há aquela ideia que repros = ibizas a botar fumo e pronto.
Há repros só para os consumos, por exemplo.
E da mesma forma que um carro mais potente faz menores consumos a 120kmh que um menos potente o mesmo princípio pode-se aplicar às repros por exemplo.

Isso de "modificar as características técnicas" é discutível sim, já cá foi discutido, mas não me apetece discutir.
Colocar um pneu do Chinês para mim é alterar uma característica técnica e bem mais perigoso do que dar +10% de potência a um carro.
Por exemplo, já houve marcas a colocar repros de "origem" se for eu a fazer uma alteração - dentro dos limites de segurança e emissões aceitáveis, porque raio não o poderei fazer.
 
O consumidor deve ser informado? Eu acho que o consumidor não deve ser é tótó.
O consumidor se acreditar em almoços grátis o problema é dele. Aquela Cell do hidrogénio também se vende e é bem pior.
Essa coisa de termos de proteger esse coitadinho do consumidor irrita-me um pouco. Deixem a selecção natural trabalhar.



Concordo com o que dizes das reprogramações, mas também há aquela ideia que repros = ibizas a botar fumo e pronto.
Há repros só para os consumos, por exemplo.
E da mesma forma que um carro mais potente faz menores consumos a 120kmh que um menos potente o mesmo princípio pode-se aplicar às repros por exemplo.

Isso de "modificar as características técnicas" é discutível sim, já cá foi discutido, mas não me apetece discutir.
Colocar um pneu do Chinês para mim é alterar uma característica técnica e bem mais perigoso do que dar +10% de potência a um carro.
Por exemplo, já houve marcas a colocar repros de "origem" se for eu a fazer uma alteração - dentro dos limites de segurança e emissões aceitáveis, porque raio não o poderei fazer.

Estás a justificar a existência de erros por existirem outros mais graves. Argumentar dessa forma é um erro no meu entender.

Sim, o problema é do consumidor, mas é uma má prática de actuação que deveria ser abolida. Eu chamo a isto "enganar os outros de forma descarada para proveito próprio". Tu lá sabes.

Por essa lógica de ideias, os bancos também não tiverem responsabilidade nenhuma no endividamento das famílias. Ninguém obrigou as pessoas a atenderem chamadas de cofidis e tretas do género a oferecerem créditos "super vantajosos, sem porquês, sem complicações e aprovações em 30min" e a assinarem os respectivos contractos, não é?
 
Sim, concordo. Cheguei a pensar que vinha para a Europa com os 160 cv mas com os 140...sendo quase de certeza mais caro...o Mx-5 é outra coisa.

São públicos diferentes. É preciso ter isso em conta.

Só ficamos a ganhar por haver mais escolha e no meio de tanta porcaria cinzenta que saia nos dias de hoje, aparecem 2 roadsters a alegrar o dia.
Especialmente, se a Abarth pegar no bicho.

Uma coisa que esqueci-me de mencionar e gostei da alteração no 124 (apesar de não ter gostar do design) é a manete das mudanças do mx5. Epá aquilo é tão "piquinino" [:D] nada que não seja uma questão de hábito.
 
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