Mão Morta

já alguém, por acaso, leu as opiniões do Luxúria na revista Domingo do CM (não, não compro o jornal)?
Toda a gente tem direito à sua opinião e as pessoas não têm de gostar todas do mesmo, mas chega a ser constrangedora a forma como ele se refere a 'colegas de profissão', especialmente quando eles estão na Liga dos Campeões e ele joga nas distritais.
É arrepiante a forma como ele se refere a bandas como os Queen, Pink Floyd ou Dire Straits/Knopfler.
Afinal não é o Jorge Palma que passa a vida bêbado.

Arrepiante é um gajo pagar para ir ouvir "playbacks". Isso sim, causa-me arrepios.
 
já alguém, por acaso, leu as opiniões do Luxúria na revista Domingo do CM (não, não compro o jornal)?
Toda a gente tem direito à sua opinião e as pessoas não têm de gostar todas do mesmo, mas chega a ser constrangedora a forma como ele se refere a 'colegas de profissão', especialmente quando eles estão na Liga dos Campeões e ele joga nas distritais.
É arrepiante a forma como ele se refere a bandas como os Queen, Pink Floyd ou Dire Straits/Knopfler.
Afinal não é o Jorge Palma que passa a vida bêbado.

Nós temos de perceber que o mundo do ALC não é o mesmo mundo dessas bandas. Ele está positivamente a borrifar-se para a cultura de massas e se têm estatuto ou não. São culturas completamente diferentes. Não li os artigos mas não me chocam minimamente opiniões contrárias, principalmente de quem está no outro lado da barricada e não tem como objectivo encher estádios e ser uma estrela de rock.

Pessoalmente, e tirando Pink Floyd (e em fases mais iniciais), também não aprecio essas bandas. Nem Rolling Stones, nem nada do género. São demasiado normais. [:cool:]
 
Não li mas o que é que ele diz acerca dessas bandas? Que não gosta delas? O Adolfo sempre teve gostos muito alternativos e culturalmente não consome nada que seja massificado porque normalmente são coisas com pouco substrato. Eu também não.

Não é o facto de não gostar mas a forma como se refere a elas. Não gostar é uma coisa; chamá-los de medíocres, criticar o 'dedilhar' do Knopfler e usar expressões 'caras' de forma ofensiva para quem gosta deles é, no mínimo, ridículo. Especialmente quando ele é um zé-ninguém à beira de todos esses. Tem de haver, no mínimo, respeito.
 
Nós temos de perceber que o mundo do ALC não é o mesmo mundo dessas bandas. Ele está positivamente a borrifar-se para a cultura de massas e se têm estatuto ou não. São culturas completamente diferentes. Não li os artigos mas não me chocam minimamente opiniões contrárias, principalmente de quem está no outro lado da barricada e não tem como objectivo encher estádios e ser uma estrela de rock.

Pessoalmente, e tirando Pink Floyd (e em fases mais iniciais), também não aprecio essas bandas. Nem Rolling Stones, nem nada do género. São demasiado normais. [:cool:]


Pego no que escreveste e faço uma pergunta no geral: por que é que as pessoas gostam de afirmar a sua individualidade ao se negarem a consumir produtos massificados? Nem tudo o que é das massas é mau, nem tudo o que não o é, é bom.
Achar que se é mais inteligente que os outros só porque se TENTA consumir o que é diferente para mim vale zero.
(Post a ser lido no geral)
 
Não é o facto de não gostar mas a forma como se refere a elas. Não gostar é uma coisa; chamá-los de medíocres, criticar o 'dedilhar' do Knopfler e usar expressões 'caras' de forma ofensiva para quem gosta deles é, no mínimo, ridículo. Especialmente quando ele é um zé-ninguém à beira de todos esses. Tem de haver, no mínimo, respeito.

Teria de ler para contextualizar. Mas não concordo que ele seja um zé ninguém ao pé de todos esses, a não ser que a definição de se ser alguém neste mundo passe apenas pelo tamanho da conta bancária.
 
já alguém, por acaso, leu as opiniões do Luxúria na revista Domingo do CM (não, não compro o jornal)?
Toda a gente tem direito à sua opinião e as pessoas não têm de gostar todas do mesmo, mas chega a ser constrangedora a forma como ele se refere a 'colegas de profissão', especialmente quando eles estão na Liga dos Campeões e ele joga nas distritais.
É arrepiante a forma como ele se refere a bandas como os Queen, Pink Floyd ou Dire Straits/Knopfler.
Afinal não é o Jorge Palma que passa a vida bêbado.

não li, de valor era scaneares e postares aqui
 
Pego no que escreveste e faço uma pergunta no geral: por que é que as pessoas gostam de afirmar a sua individualidade ao se negarem a consumir produtos massificados? Nem tudo o que é das massas é mau, nem tudo o que não o é, é bom.
Achar que se é mais inteligente que os outros só porque se TENTA consumir o que é diferente para mim vale zero.
(Post a ser lido no geral)

Concordo com a parte a bold mas discordo do resto. Para a maioria do pessoal mais "alternativo" é apenas uma questão de gostos, isto se estamos a falar de gente adulta e não de adolescentes com crise de identidade. Eu passei por várias fases sendo que o facto de gostar de pouca música massificada e preferir aquelas coisas "que ninguém conhece" é apenas questão de gosto. Ligo a MTV ou ouço a Comercial e tudo aquilo me parece lixo, não consigo ouvir mais de dez minutos seguidos. Vou ali ao tópico dos discos do Maia ou sintonizo a rádio na Radar e gosto de muitas coisas, não tudo obviamente.

Mas se os fãs do Knopfler ou dos Queen (grandes nomes da música, sem ironia) se sentirem ofendidos pelas palavras do Adolfo (um zé ninguém, com alguma ironia), deixa que me diga que é melhor arranjarem uma vida. Isto partindo do princípio de que têm mais de 15 anos.
 
Ainda tenho o álbum mutantes 21 que comprei e o revisitada e sempre achei muito bons discos o som alternativo mais punk do termo marcou muito o tempo dos Mão Morta e ligo muito aos sons alternativos não comerciais
 
Última edição:
Teria de ler para contextualizar. Mas não concordo que ele seja um zé ninguém ao pé de todos esses, a não ser que a definição de se ser alguém neste mundo passe apenas pelo tamanho da conta bancária.

Não, não é. Os projetos do Luxúria têm alguma importância na indústria musical portuguesa, mas o peso das pessoas normalmente vê-se pela forma como a história se lembra delas.
 
Conhecendo o Adolfo como conheço, acho essas declarações normais, mas não lhes dou importância.

Ainda recentemente os irmãos Butler (Arcade Fire) criticaram duramente as bandas que dão a cara por anúncios comerciais. É a opinião deles, compreendo-os, mas é ler e relativizar, não há que criar nenhum drama.

Quanto a gostos, os Pink Floyd são talvez a grande banda da minha vida (até 83) e adoro os Mão Morta. Nestas coisas interessa apenas a música, geralmente quanto mais malucas forem aquelas cabeças melhor. [:cool:]
 
Pego no que escreveste e faço uma pergunta no geral: por que é que as pessoas gostam de afirmar a sua individualidade ao se negarem a consumir produtos massificados? Nem tudo o que é das massas é mau, nem tudo o que não o é, é bom.
Achar que se é mais inteligente que os outros só porque se TENTA consumir o que é diferente para mim vale zero.
(Post a ser lido no geral)

Não creio que tenha muito a ver com a afirmação da individualidade, pelo menos quando as pessoas deixam de ser adolescentes. Vou ser um pouco simplista, visto já ser tarde. Para quem gosta realmente de certos movimentos culturais, não está a tentar impressionar ninguém ou a tentar consumir algo diferente. Isso é um lugar comum. [;)] Por isso é que vemos tipos com 50 e 60 anos a tocar trash metal, entre outros exemplos. Achas mesmo que eles andam a tentar impressionar alguém com mais de 50 anos de música alternativa às costas? [;)]
 
Não creio que tenha muito a ver com a afirmação da individualidade, pelo menos quando as pessoas deixam de ser adolescentes. Vou ser um pouco simplista, visto já ser tarde. Para quem gosta realmente de certos movimentos culturais, não está a tentar impressionar ninguém ou a tentar consumir algo diferente. Isso é um lugar comum. [;)] Por isso é que vemos tipos com 50 e 60 anos a tocar trash metal, entre outros exemplos. Achas mesmo que eles andam a tentar impressionar alguém com mais de 50 anos de música alternativa às costas? [;)]


Provavelmente o problema até está aí: na definição de alternativa. Por que é que Thrash, p.e., há-de ser considerado alternativo? Secalhar é mesmo este o problema, o conceito de música alternativa[;)]

(amanhã coloco aqui a foto da opinião do Luxúria)
 
Provavelmente o problema até está aí: na definição de alternativa. Por que é que Thrash, p.e., há-de ser considerado alternativo? Secalhar é mesmo este o problema, o conceito de música alternativa[;)]

(amanhã coloco aqui a foto da opinião do Luxúria)

Porque não é consumido pelas massas?... Normalmente associa-se vários movimentos culturais a cultura alternativa quando os seus padrões estéticos não encaixam na cultura de massas. E isto, falando em música, tanto pode servir para música erudita contemporânea, black metal ou música industrial. A "cultura alternativa" sempre existiu desde há milénios para cá, obviamente com outros nomes. Generalizar essa cultura, reduzindo-a ser "do contra" e que as pessoas querem ser apenas diferentes é um erro tremendo.
 
Voltar
Superior