Mão Morta

Primeira audição, aquela habitual estranheza de se ouvir pela primeira vez uma dúzia de músicas que não conhecemos, mas não engana.

O som dos MM está menos pesado, eles nunca se repetem. Mas está mais cheio, muito produzido, e parece-me que este punhado de canções resultará em cheio quando forem tocadas ao vivo.

Já só faltam 8 dias para o concerto do Coliseu de Lisboa, e eu aqui com um bilhete e ainda sem saber ao certo se estarei cá para os ir ver, é angustiante.[8b][:D]
 
Daqui a pouco lá vou eu ver o meu 12º concerto dos Mão Morta[kiss]

Este é especial pois para além de apresentarem o álbum novo, comemora-se os 25 anos desta grande bandaapr:)
 
Daqui a pouco lá vou eu ver o meu 12º concerto dos Mão Morta[kiss]

Este é especial pois para além de apresentarem o álbum novo, comemora-se os 25 anos desta grande bandaapr:)

Ai se a inveja matasse :) (ou mata-se, como vai-se escrevendo por aí).

Resta-me esperar pela digressão de apresentação e pelas Noites Ritual, nos Jardins do Palácio de Cristal.

Diverte-te!
 
Ai se a inveja matasse :) (ou mata-se, como vai-se escrevendo por aí).

Resta-me esperar pela digressão de apresentação e pelas Noites Ritual, nos Jardins do Palácio de Cristal.

Diverte-te!

Obrigado, depois como é habitual, num dos próximos dias venho aqui fazer a "review" ao concerto.[;)]
 
"vai se escrevendo" não tem hifen [;)] porque a situação que descreves não é uma situação que "se vai", é uma situação que "se escreve".

Hmmmm... hesito :)

A situação que pretendia descrever era mesmo "como se vai ", neste caso, escrevendo.

Até coloquei a dúvida no Ciberdúvidas :) Vamos a ver o que me respondem.

---

Desculpem o off-topic.
 
Hmmmm... hesito :)

A situação que pretendia descrever era mesmo "como se vai ", neste caso, escrevendo.

Até coloquei a dúvida no Ciberdúvidas :) Vamos a ver o que me respondem.

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Desculpem o off-topic.
É uma questão bicuda, também nunca vi um extenso esclarecimento sobre isto, mas repara, por exemplo podes substituir a frase por "vai sendo escrito" e o vai continua inalteravel, sendo que aqui o verbo "ir" assume a posição de verbo auxiliar.
 
"vai se escrevendo" não tem hifen [;)] porque a situação que descreves não é uma situação que "se vai", é uma situação que "se escreve".

Salvo erro, tratando-se de uma locução verbal com um verbo auxiliar e um verbo principal no gerúndio, pode ser usado das 3 formas:

- Se vai escrevendo
- Vai-se escrevendo
- Vai escrevendo-se
 
Salvo erro, tratando-se de uma locução verbal com um verbo auxiliar e um verbo principal no gerúndio, pode ser usado das 3 formas:

- Se vai escrevendo
- Vai-se escrevendo
- Vai escrevendo-se
A duvida é se na locução sublinhada o "vai-se" leva hifen. Repara que na ultima o "-se" está associado ao verbo principal, e na sublinhada está associado ao verbo auxiliar.
 
"vai se escrevendo" não tem hifen [;)] porque a situação que descreves não é uma situação que "se vai", é uma situação que "se escreve".

Mas nesse caso estaria também correcto dizer "Vai escrevendo-se"... o que não me parece.

Creio que o correcto é "Vai-se escrevendo" ou "Se vai escrevendo" e não "Vai se escrevendo" ou "Vai escrevendo-se"... mas é de facto uma duvida pertinente.
 
A duvida é se na locução sublinhada o "vai-se" leva hifen. Repara que na ultima o "-se" está associado ao verbo principal, e na sublinhada está associado ao verbo auxiliar.

Encontrei:

Ciberdúvidas da Língua Portuguesa

Lendo a resposta com atenção, vemos que C. Cunha e L. Cintra defendem que, «nas locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo ou no gerúndio», podem ocorrer três situações:
1 – Sempre a ênclise ao infinitivo ou ao gerúndio;
2 – A próclise ao verbo auxiliar, quando ocorrem as condições exigidas para a antecipação do pronome a um só verbo [condições descritas nas alíneas a), b), c) e d) desse ponto da resposta].
3 – A ênclise ao verbo auxiliar, quando não se verificam essas condições que aconselham a próclise.
Ou seja, admite-se que o pronome se coloque antes ou depois das formas verbais, mais ou menos de acordo com este esquema:
1 – verbo auxiliar + verbo principal-pronome. Ex.: «O João veio convidar-me.»
2 – pronome + verbo auxiliar + verbo principal. Ex.: «O João nunca me veio convidar.»
3 – verbo auxiliar-pronome + verbo principal. Ex.: «O João veio-me convidar.»
De notar, no ponto 3, que a norma portuguesa, ao fazer agregar o pronome ao verbo auxiliar, difere da brasileira, que o deixa solto, mas mais próximo do verbo principal, como se se dissesse: «O João veio me-convidar.»
 
A ideia que eu tinha é que essa agregação do pronome ao verbo auxiliar era motivo de alguma discórdia... aliás, o texto diz que é a opinião defendida por Celso Cunha e Lindley Cintra, provavelmente eu li opiniões discordantes [;)]
 
Então pah? Não estou à espera de uma review completíssima, mas ao menos diz ao pessoal se foi fixe :)

Estou sem tempo agora, vim só aqui ver as novidades, claro que foi fixe mas já vi melhor, as músicas do novo álbum (do qual falarei em breve no tópico dos melhores álbuns de 2010) também não ajudam muito. Foi bom mas fiquei com a sensação de se estar a perder algo nos Mão Morta:(
 
Estou sem tempo agora, vim só aqui ver as novidades, claro que foi fixe mas já vi melhor, as músicas do novo álbum (do qual falarei em breve no tópico dos melhores álbuns de 2010) também não ajudam muito. Foi bom mas fiquei com a sensação de se estar a perder algo nos Mão Morta:(

A sensação com que fico deste álbum, desde a primeira vez que o ouvi, é de que sabe a muito pouco, para quem criou alguns dos melhores momentos da música portuguesa dos últimos 25 anos. Tem lá no entanto, duas malhas imperdíveis.

Aguardo a tua review. [;)]
 
Coliseu dos Recreios, Lisboa, 29 de Abril de 2010

Coliseu dos Recreios, Lisboa, 29 de Abril de 2010

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Era com a habitual expectativa que aguardava mais um concerto dos Mão Morta, que trazia como aperitivo o novo "Pesadelo em Peluche" e a comemoração dos 25 anos da banda de Braga, que afinal não aconteceu pois nem foi feita qualquer menção à efeméride.

Mas a expectativa saíu em parte gorada. Não que tivesse sido um mau concerto, longe vá a heresia. Mas vamos ser francos: as músicas de "Pesadelo em Peluche" não são particularmente brilhantes no seu geral e ocuparam boa parte do concerto, como é compreensível. Depois, há o problema que se calhar um iniciado nos concertos da banda não reparará mas que os veteranos (e a julgar pela média de idades seriam boa parte do público) começam a notar: os "clássicos" apresentados ao vivo são quase sempre invariavelmente os mesmos. É evidente que temas como o mítico "Oub'lá" que abriu o concerto, o devastador "Anarquista Duval" que encerrou o alinhamento principal ou o hino ao deboche que é "Amesterdão" são históricos nos concertos dos Mão Morta, mas já começa a cansar ouvir sempre "Charles Manson", "Quero Morder-te As Mãos", "Tu Disseste" ou "Budapeste", excelentes músicas sim senhor, mas uma banda com 25 anos e mais de uma dezena de álbuns não pode deixar eternamente de fora canções tão marcantes como "Morgue", "Paris", "Anjos Marotos" ou "Chabala" só para referir alguns que são constantemente pedidos mas nunca tocados. Maior variedade nos alinhamentos das sucessivas digressões seria muito bem vinda. Ou então sou eu que já vi demasiados concertos dos Mão Morta.

Esta crítica é assumidamente subjectiva mas parece encalhar fatalmente num certo marasmo do qual o recente trabalho é bom exemplo. Uma banda de imensa qualidade técnica e artística mas que começa a soar repetitiva e cansada num eventual beco sem saída que esperamos seja apenas passageiro.

Em relação ao concerto em si, meia casa, público também já a acusar a idade, pois tem envelhecido com a banda (viram-se poucos "miúdos") e um ritual que foi uma espécie de celebração entre temas antigos (os mesmos de sempre) e os do novo álbum, que a meu ver, não resultou como poderia ter resultado.

Foi um bom concerto apesar de tudo, mas "bom" é algo que no caso dos Mão Morta sabe a pouco, muito pouco.
 
já alguém, por acaso, leu as opiniões do Luxúria na revista Domingo do CM (não, não compro o jornal)?
Toda a gente tem direito à sua opinião e as pessoas não têm de gostar todas do mesmo, mas chega a ser constrangedora a forma como ele se refere a 'colegas de profissão', especialmente quando eles estão na Liga dos Campeões e ele joga nas distritais.
É arrepiante a forma como ele se refere a bandas como os Queen, Pink Floyd ou Dire Straits/Knopfler.
Afinal não é o Jorge Palma que passa a vida bêbado.
 
já alguém, por acaso, leu as opiniões do Luxúria na revista Domingo do CM (não, não compro o jornal)?
Toda a gente tem direito à sua opinião e as pessoas não têm de gostar todas do mesmo, mas chega a ser constrangedora a forma como ele se refere a 'colegas de profissão', especialmente quando eles estão na Liga dos Campeões e ele joga nas distritais.
É arrepiante a forma como ele se refere a bandas como os Queen, Pink Floyd ou Dire Straits/Knopfler.
Afinal não é o Jorge Palma que passa a vida bêbado.

Não li mas o que é que ele diz acerca dessas bandas? Que não gosta delas? O Adolfo sempre teve gostos muito alternativos e culturalmente não consome nada que seja massificado porque normalmente são coisas com pouco substrato. Eu também não.
 
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