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Bom, o Adolfo de facto falou na despedida do rock'n'roll, poderá ser apenas um ponto de viragem definitivo na carreira deles para uma sonoridade mais ambiental/electrónica já muito patente nos últimos albuns e bem vincada nos Cantos de Maldoror?
Seja como for, uma coisa é certa: a voz do Adolfo já não é o que era, pudera o homem está com quase 50 anos e muito mal tratados.[]
Ouvi dizer que o CD tem edição especial limitada a 3000 unidades, não sei é o que é que traz a mais que a versão normal.
Estou ansioso por ouvi-lo, estive presente no espectáculo de Portalegre o ano passado mas já não consegui arranjar bilhetes para o concerto da semana passada em Lisboa.
http://www.cobradiscos.org/ [Com venda exclusiva neste local e nos espectáculos, este CD duplo contem os espectáculos realizados no Theatro Circo de Braga em Maio de 2007. Trata-se de uma edição especial, limitada, com capa em pano e booklet interior com textos do espectáculo e ilustrações de Isabel Llano. ...
OT - Epah, onde arranjas os textos na net? Já procurei online e não encontrei...:sh)As músicas de Maldoror
Certamente que algo se perderá na transposição para disco de "Maldoror", o espectáculo que os Mão Morta estrearam no Teatro Circo, e Braga, em Maio passado, e a que dão agora nova vida numa segunda digressão. Haverá certamente algo que se perde quando um espectáculo que é música e teatro, que envolve o impacto da cenografia e do ambiente irrepetível do "ao vivo", se verte para disco. Isto porque "Maldoror", a adaptação dos míticos "Cantos de Maldoror", de Lautréamont, herói surrealista e anto-herói do romantismo, multiplicou-se.
O espectáculo é agora também um álbum, disponível nas apresentações ou através da editora dos Mão Morta, a Cobra Discos. Sendo óbvio que algo se perderá, não o é menos que "Maldoror", o disco, sobevive como obra de folego - como poderia ser de outra fora se estão lá as palavras dos "Cantos", carrossel de perversidades e de heresias, dissecação da alma humana onde inventividade surrealista se casa com o poder evocativo do negro romantismo?
O álbum duplo, gravado a 11 e 12 de Maio no Teatro Circo, cuidada edição de capa dura que inclui a reprodução das letras e gravuras a elas alusivas, criadas por Isabel Lhano, revela-nos uns Mão Morta que, depois de "Muller NO Hotel Hessischer Hotel" e de "Gumes", a impressionante suite de abertura de "Nus", domina na perfeição o equilíbrio entre som e palavra. Essa dinâmica é evidente ao longo do disco e, nela, o mais interessante (e perturbador) será a forma como os Mão Morta traduzem a glória do horror e da decadência que intuímos, não das palavras de Lautréamont, ideais para a rouquidão grave de Adolfo Luxúria Canibal, mas do espírito com que as declama. O cenário dantesco de "O Naufrágio" é servido por guitarras reverberantes, num ambiente de placidez oceânica que traduz o olhar de Maldoror, não o desespero dos corpos que, no mar revolto, esbracejam para escapar à morte. O bambolear Kurt Weill da marcha "A poesia" tem uma alegria burlesca que, neste contexto, ganha contornos de pura perversidade - a vertiginosa "Cópula", por sua vez, conto de bestialidade e incesto, música que é um turbilhão percutivo violento e visceral, saltará de "Maldoror" para lugar destacado no cancioneiro Mão Morta.
Equilibrado entre tensão electrónica, construída com ritmos digitais subterrâneos e sons espectrais, e o ambiente onírico criado pelas guitarras, "Maldoror" põe-se ao serviço da obra que recria e sai incólume da experiência - não estamos certos que, quem a ouve, sobreviva da mesma forma (ninguém sobrevive incólume a Lautréamont).
Obra específica, pensada e maturada ao longo de uma década, deixa um espectáculo que será um marco na carreira dos Mão Morta. Que o álbum que dele nasceu possa ser fruído independentemente da cenografia, mesmo que algo se perca, é o melhor elogio que se lhe pode fazer.
Vitor Belanciano, ipsilon, Público
Podes não acreditar, mas quer este, quer os artigos que já deves ter visto [OT - Epah, onde arranjas os textos na net? Já procurei online e não encontrei...:sh)
Só a versão impressa...
Ainda por cima na minha sala preferida. E a uma sexta-feira, a noite que mais gosto de sair. [kiss]6 de Março - PORTO, TEATRO SÁ DA BANDEIRA
Concordo com tudo! Fui vê-los ao Sá da Bandeira e foi muuuito bom.
Ah, e o público estava eufórico![]()
O público do sul é cócó.[Concordo com tudo! Fui vê-los ao Sá da Bandeira e foi muuuito bom.
Ah, e o público estava eufórico![]()
Qual o preço para o São Jorge, alguém me diz?
Ps- preguiça de amanha lá passar[][
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