Mão Morta

caros, ouviram o meso que eu?

não ficaram com a sensação que o Adolfo divulgou o fim dos Mão morta?

ou será bluff??

cumprimentos
 
A antena 3 disse agora mesmo que o futuro dos mão morta joga-se num jogo de poquer.

se um dos membros ganhar a banda acaba, se ganhar o outro a banda continua[;)]

Rock and roll circus[:D]

cumprimentos
 
Última edição:
Bom, o Adolfo de facto falou na despedida do rock'n'roll, poderá ser apenas um ponto de viragem definitivo na carreira deles para uma sonoridade mais ambiental/electrónica já muito patente nos últimos albuns e bem vincada nos Cantos de Maldoror?

Seja como for, uma coisa é certa: a voz do Adolfo já não é o que era, pudera o homem está com quase 50 anos e muito mal tratados.[:D]
 
Bom, o Adolfo de facto falou na despedida do rock'n'roll, poderá ser apenas um ponto de viragem definitivo na carreira deles para uma sonoridade mais ambiental/electrónica já muito patente nos últimos albuns e bem vincada nos Cantos de Maldoror?

Seja como for, uma coisa é certa: a voz do Adolfo já não é o que era, pudera o homem está com quase 50 anos e muito mal tratados.[:D]

É provável que tenhas razão e talvez seja mesmo esse o futuro deles. Eles estiveram a trabalhar em Maldoror durante 2 anos e pode ser o caminho que querem seguir. Até porque aquela vozinha...já não dá para rock n' roll. [:D] Mas continua a ser um personagem invulgar e especial. [:cool:]
 
As músicas de Maldoror

As músicas de Maldoror

As músicas de Maldoror

Certamente que algo se perderá na transposição para disco de "Maldoror", o espectáculo que os Mão Morta estrearam no Teatro Circo, e Braga, em Maio passado, e a que dão agora nova vida numa segunda digressão. Haverá certamente algo que se perde quando um espectáculo que é música e teatro, que envolve o impacto da cenografia e do ambiente irrepetível do "ao vivo", se verte para disco. Isto porque "Maldoror", a adaptação dos míticos "Cantos de Maldoror", de Lautréamont, herói surrealista e anto-herói do romantismo, multiplicou-se.
O espectáculo é agora também um álbum, disponível nas apresentações ou através da editora dos Mão Morta, a Cobra Discos. Sendo óbvio que algo se perderá, não o é menos que "Maldoror", o disco, sobevive como obra de folego - como poderia ser de outra fora se estão lá as palavras dos "Cantos", carrossel de perversidades e de heresias, dissecação da alma humana onde inventividade surrealista se casa com o poder evocativo do negro romantismo?
O álbum duplo, gravado a 11 e 12 de Maio no Teatro Circo, cuidada edição de capa dura que inclui a reprodução das letras e gravuras a elas alusivas, criadas por Isabel Lhano, revela-nos uns Mão Morta que, depois de "Muller NO Hotel Hessischer Hotel" e de "Gumes", a impressionante suite de abertura de "Nus", domina na perfeição o equilíbrio entre som e palavra. Essa dinâmica é evidente ao longo do disco e, nela, o mais interessante (e perturbador) será a forma como os Mão Morta traduzem a glória do horror e da decadência que intuímos, não das palavras de Lautréamont, ideais para a rouquidão grave de Adolfo Luxúria Canibal, mas do espírito com que as declama. O cenário dantesco de "O Naufrágio" é servido por guitarras reverberantes, num ambiente de placidez oceânica que traduz o olhar de Maldoror, não o desespero dos corpos que, no mar revolto, esbracejam para escapar à morte. O bambolear Kurt Weill da marcha "A poesia" tem uma alegria burlesca que, neste contexto, ganha contornos de pura perversidade - a vertiginosa "Cópula", por sua vez, conto de bestialidade e incesto, música que é um turbilhão percutivo violento e visceral, saltará de "Maldoror" para lugar destacado no cancioneiro Mão Morta.
Equilibrado entre tensão electrónica, construída com ritmos digitais subterrâneos e sons espectrais, e o ambiente onírico criado pelas guitarras, "Maldoror" põe-se ao serviço da obra que recria e sai incólume da experiência - não estamos certos que, quem a ouve, sobreviva da mesma forma (ninguém sobrevive incólume a Lautréamont).
Obra específica, pensada e maturada ao longo de uma década, deixa um espectáculo que será um marco na carreira dos Mão Morta. Que o álbum que dele nasceu possa ser fruído independentemente da cenografia, mesmo que algo se perca, é o melhor elogio que se lhe pode fazer.

Vitor Belanciano, ipsilon, Público
 
Ouvi dizer que o CD tem edição especial limitada a 3000 unidades, não sei é o que é que traz a mais que a versão normal.

Estou ansioso por ouvi-lo, estive presente no espectáculo de Portalegre o ano passado mas já não consegui arranjar bilhetes para o concerto da semana passada em Lisboa.
 
Ouvi dizer que o CD tem edição especial limitada a 3000 unidades, não sei é o que é que traz a mais que a versão normal.

Estou ansioso por ouvi-lo, estive presente no espectáculo de Portalegre o ano passado mas já não consegui arranjar bilhetes para o concerto da semana passada em Lisboa.

Com venda exclusiva neste local e nos espectáculos, este CD duplo contem os espectáculos realizados no Theatro Circo de Braga em Maio de 2007. Trata-se de uma edição especial, limitada, com capa em pano e booklet interior com textos do espectáculo e ilustrações de Isabel Llano. ...
http://www.cobradiscos.org/ [;)]
 
As músicas de Maldoror

Certamente que algo se perderá na transposição para disco de "Maldoror", o espectáculo que os Mão Morta estrearam no Teatro Circo, e Braga, em Maio passado, e a que dão agora nova vida numa segunda digressão. Haverá certamente algo que se perde quando um espectáculo que é música e teatro, que envolve o impacto da cenografia e do ambiente irrepetível do "ao vivo", se verte para disco. Isto porque "Maldoror", a adaptação dos míticos "Cantos de Maldoror", de Lautréamont, herói surrealista e anto-herói do romantismo, multiplicou-se.
O espectáculo é agora também um álbum, disponível nas apresentações ou através da editora dos Mão Morta, a Cobra Discos. Sendo óbvio que algo se perderá, não o é menos que "Maldoror", o disco, sobevive como obra de folego - como poderia ser de outra fora se estão lá as palavras dos "Cantos", carrossel de perversidades e de heresias, dissecação da alma humana onde inventividade surrealista se casa com o poder evocativo do negro romantismo?
O álbum duplo, gravado a 11 e 12 de Maio no Teatro Circo, cuidada edição de capa dura que inclui a reprodução das letras e gravuras a elas alusivas, criadas por Isabel Lhano, revela-nos uns Mão Morta que, depois de "Muller NO Hotel Hessischer Hotel" e de "Gumes", a impressionante suite de abertura de "Nus", domina na perfeição o equilíbrio entre som e palavra. Essa dinâmica é evidente ao longo do disco e, nela, o mais interessante (e perturbador) será a forma como os Mão Morta traduzem a glória do horror e da decadência que intuímos, não das palavras de Lautréamont, ideais para a rouquidão grave de Adolfo Luxúria Canibal, mas do espírito com que as declama. O cenário dantesco de "O Naufrágio" é servido por guitarras reverberantes, num ambiente de placidez oceânica que traduz o olhar de Maldoror, não o desespero dos corpos que, no mar revolto, esbracejam para escapar à morte. O bambolear Kurt Weill da marcha "A poesia" tem uma alegria burlesca que, neste contexto, ganha contornos de pura perversidade - a vertiginosa "Cópula", por sua vez, conto de bestialidade e incesto, música que é um turbilhão percutivo violento e visceral, saltará de "Maldoror" para lugar destacado no cancioneiro Mão Morta.
Equilibrado entre tensão electrónica, construída com ritmos digitais subterrâneos e sons espectrais, e o ambiente onírico criado pelas guitarras, "Maldoror" põe-se ao serviço da obra que recria e sai incólume da experiência - não estamos certos que, quem a ouve, sobreviva da mesma forma (ninguém sobrevive incólume a Lautréamont).
Obra específica, pensada e maturada ao longo de uma década, deixa um espectáculo que será um marco na carreira dos Mão Morta. Que o álbum que dele nasceu possa ser fruído independentemente da cenografia, mesmo que algo se perca, é o melhor elogio que se lhe pode fazer.

Vitor Belanciano, ipsilon, Público
OT - Epah, onde arranjas os textos na net? Já procurei online e não encontrei...:sh)


Só a versão impressa...
 
Nova Digressão

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Tour "Ventos Animais"

Depois do êxito da apresentação e da itenerância bem sucedida do espectáculo "Maldoror", onde as marcações, o cenário e o guarda-roupa ditavam as regras, os Mão Morta regressam à liberdade do formato clássico de concerto, para explorarem o seu longo reportório de canções e manifestos, onde "Oub'Lá", "E Se Depois", "Budapeste", "Anarquista Duval" ou "Em Directo (Para a Teelvisão)" têm lugar cativo. Intitulada explicitamente "Ventos Animais", do título de uma canção do seu segundo disco, "Corações Felpudos", esta digressão quer-se da revisitação e jubilação de um património partilhado, transmutando os ventos animais em sopros de festa rija e inesquecível.

E agora os “Ventos Animais” chegam ao Porto e a Lisboa, duas cidades onde os Mão Morta não tocam há demasiado tempo: a última apresentação em Lisboa – descontando a especificidade de “Maldoror” no esgotado auditório da Culturgest em Abril passado – foi a 23 de Março de 2005, numa lotada e delirante Aula Magna, quando encerraram a tournée “Sessões de Inverno” que procedia à apresentação do álbum “Nus”; e no Porto os Mão Morta não são vistos desde 8 de Outubro de 2004, na passagem da tour “Sessões de Outono”, dedicada à intimidade dos clubes e pequenos espaços, por um tórrido “O Meu Mercedes…”, irrespirável de tanta gente.


6 de Março - PORTO, TEATRO SÁ DA BANDEIRA
14 de Março - Portalegre, Centro de Artes do Espectáculo
21 de Março - Torres Vedras
27 de Março - Guimarães, Teatro São Mamede
28 de Março - Alcochete
1 de Abril - LISBOA, CINEMA SÃO JORGE
3 de Abril - Abrantes
 
Os Mão Morta são a única banda de culto (no verdadeiro sentido da palavra) portuguesa. Quem gosta da música deles (como é o meu caso) é verdadeiramente aficionado.

A banda tem todos os ingredientes para ser uma banda de sucesso. Têm grande carisma e imagem; o Adolfo Luxúria Canibal consegue aliar a uma voz única um dote poético singular, muito influenciado pela poesia da decadência da literatura francesa do sec. XIX (Lautréamont, Baudelaire, Rimbaud) que imprimem às músicas tecnicamente muito bem conseguidas uma letra verdadeiramente poética. Aliás as letras das músicas dele são frequentemente publicadas como livros de poesia e podem ser assim lidos.

Apenas lamento nunca os ter visto ao vivo por falta de oportunidade.
 
6 de Março - PORTO, TEATRO SÁ DA BANDEIRA
Ainda por cima na minha sala preferida. E a uma sexta-feira, a noite que mais gosto de sair. [kiss]


EDIT: Só os vi uma vez, em 95, na queima de Bragança. Tive o privilégio de ter participado na ida deles lá e de ter confraternizado after-party com eles. Se alguém passou num bar chamado "Tascoela" nessa noite, lembra-se de certeza.

EDIT2: Estive a reler o tópico e já tinha dito falado deste episódio. Foi mesmo inesquecível.
laughing-smiley-001.gif
 
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Ao Vivo em Alcochete - Tour Ventos Animais

Ao Vivo em Alcochete - Tour Ventos Animais

E então lá fui ver os Mão Morta no Sábado à noite em Alcochete.

Levei a namorada e ela que nunca os tinha visto live ficou surpreendida com o som pesadíssimo da banda ao vivo. Pois é: a máquina infernal dos Mão Morta está melhor que nunca, uma banda madura, pujante e que desfilou em Alcochete alguns dos grandes sucessos da banda num tour Ventos Animais que pretende ser uma revisão da carreira, ao invés dos últimos que eram promoções a novos trabalhos ou espectáculos conceptuais (Heiner Muller e Maldoror).

Os ventos fortíssimos que se fizeram sentir na região de Lisboa durante todo o dia de Sábado deram o mote: o próprio Adolfo tratou de mencionar o facto, eram ventos animais... E foi precisamente com "Ventos Animais" que começou o concerto, seguido de um "Budapeste" pesadíssimo e que transfigurou o tema mais acessível dos Mão Morta em algo verdadeiramente demolidor. Até ao final, com o habitual "Anarquista Duval", desfilaram sobretudo temas da obra-prima dos Mão Morta "Mutantes S21" e ainda de "Há Já Muito Tempo Que Nesta Latrina O Ar Se Tornou Irrespirável" e "Primavera De Destroços".

Destaque ainda para a inteligência da banda ao tocar 4 músicas da "Latrina...", álbum de 1999 mais actual que nunca pois trata sobre a economia global, seus malefícios e como somos marionetas num sistema alicerçado no dinheiro. São os Mão Morta muito à frente do seu tempo, e com o tempo a dar-lhes razão...

Adolfo Luxúria Canibal está em grande forma aos 49 anos, ele que nos últimos anos se mexia já pouco em palco, parece agora ter ganho um novo fôlego, quem sabe embalado por ventos animais... São as danças esquizofrénicas, desengonçadas, desarticuladas. É o vozeirão, são os improvisos, é a mística desta personagem singular no panorama musical português.

Apenas uma palavra para o público que encheu o Auditório do Centro Cultural de Alcochete na noite de Sábado: estático, preguiçoso, manteve-se sentado o concerto todo. O próprio Adolfo mandou umas bocas que não surtiram efeito: "como devem estar muito cansados agora vamos tocar duas músicas mais calmas" ou "isto é como um cinema, nós representamos e vocês aí bem instalados no fim dão o veredicto se gostaram do filme ou não". Temas avassaladores como "E Se Depois", "Lisboa", "Amesterdão" ou "Barcelona" mereciam um público melhor.

Depois de amanhã, quarta-feira, os Mão Morta voltam a tocar, desta vez em Lisboa no Cinema São Jorge e eu vou voltar a estar lá.[:cool:]

Para completar duas fotos de Sábado fraquitas mas não consegui melhor:

DSCF5142.jpg


DSCF5144.jpg
 
Concordo com tudo! Fui vê-los ao Sá da Bandeira e foi muuuito bom.

Ah, e o público estava eufórico :)
O público do sul é cócó.[:D]


Raista, uma pergunta por curiosidade... Também estavas sentado? Devias ter revolucionado a sala!![:p] Se tu te levantasses, o pessoal entrava em apoteose.
 
Às vezes basta um para despoletar... sexta fui a um concerto metalúrgico e ao inicio a malta tava muito parada, então eu desato aos encontrões e à batatada às tantas tava tudo à molhada, ainda levei um par de pêras [:D][:D][:D]
 
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