exactamente...supostamente!
Mesmo o restyle do Focus 2 não herdou praticamente nenhum painel de carroçaria do original.
Do Golf V para o VI transitam o tejadilho, o parabrisas, e as janelas laterais.
A plataforma é exactamente a mesma. As modificações operadas nocarro tiveram em conta sobretudo a optimização dos custos de produção e tempo por unidade produzida, objectivo plenamente atingido.
Achoq ue o melhor exemplo para o que é este Golf provém da Peugeot com o 307/308. As entranhas são basicamente as mesmas. No entanto, são carros diferentes.
Ou o Stilo/Bravo que também partilham a mesma base.
O facto de ficar apenas 3 anos no mercado, bem... Não tivessem feito barraca no desenvolvimento do V (custos de produção) e com as vendas abaixo do esperado, tiveram de apressar este VI ou V.5.
A antecipação do VII vem mesmo a tempo de apanhar as regrazinhas dos sub-130g
Exactamente. Se tivermos que fazer uma escala com os modelos que estão a ser referidos nos últimos comentários, aquele que irá surgir no fundo do esquema será o Ford Focus. É apenas um restyling um pouco mais profundo do que o habitual na indústria, onde até foram alterados paineis da carroçaria. Mas a base é quase a mesma.
Depois virá o Golf. A base é a mesma do V com ligeiras alterações - mas, pelos vistos, eficazes - o chassis é o mesmo. Exteriormente mudou tudo, mas as os vidros, o tejadilho são os mesmos (as portas foram apenas restilizadas, as dimensões são as mesmas). O interior também é novo. Mas por debaixo da mega-operação de cosmética, o carro é basicamente o mesmo com algumas alterações.
Mais ao menos ao mesmo nível surge a transição B6 -> B7 do Audi A4. É também um mega restyling, onde a estrutura foi profundamente alterada, levando a que o codigo interno seja outro.
Mais à frente, surgem o Peugeot 308, o Fiat Bravo II e o Renault Mégane III.
O Peugeot 308 usa a mesma plataforma do 307, mas optimizada. É provavelmente a mesma estrutura da qual o Citroën C4 actualmente usufrui. Exteriormente e no interior (quase) tudo mudou.
O Fiat Bravo usa uma versão muito modificada da estrutura que o Fiat Stilo usava.
O novo Mégane usa uma versão profundamente alterada da estrutura e plataforma do Mégane II. Creio ser uma evolução da estrutura do Nissan Qashqai que, por sua vez, já representa uma alteração profunda da que o Mégane II usa. No exterior e no interior tudo foi alterado.
Não considero estes três exemplos restylings, mas sim, novos modelos baseados em estruturas já existentes.
Esta situação (de mais-do-que-meros mega-restylings)aconteceu do Citroën ZX para o Xsara, do Renault 19 para o Mégane I, do Renault 21 para o Laguna I, do Corsa I para o II (bem como do III para o IV), do anterior Honda Accord para o novo, do Fiat Tipo/Tempra para o Bravo/a/Marea, do anterior Fiesta e Mazda 2 para as novas gerações, por aí fora...