Ford GT (2016)

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Este ponto de vista diz tudo.
A forma como o volume dianteiro e traseiro se relacionam um com o outro, é a meu ver, brihantemente bem conseguido. Excelente expressão de dinamismo, velocidade e complexidade escultórica revelando grande domínio sobre a forma, mesmo que esta tenha sido determinada pelo tunel de vento.
Nos últimos 2 meses, quando se falava de um hipotético sucessor do Ford GT, especulava-se qual o melhor caminho a seguir. Se mantinham a via retro, ou se olhava para a frente, como o GT40 fez. Criar uma forma eficaz capaz de ganhar nos circuitos.

Esta reincarnação futurista do GT40 está a ser bastante controversa, já que para muitos, sobretudo nos EUA, não é um GT40, como o Ford GT o era, em que apenas lhe deram os toques necessários para o trazer para o séc. XXI.
Ainda bem que não é um GT40!

Como qualquer espécie, tem de evoluir.
E com o previsto regresso da marca a LeMans para o ano, não podem ficar-se pelo conforto nostálgico de uma lenda.
É que os seus rivais estão todos com olhos colocados na linha de chegada, e a nostalgia não tem lugar na procura das soluções mais eficazes para chegar em primeiro.

Segundo a Ford, o que estamos a ver, apesar de ainda a 1 ano do seu lançamento oficial, é já o modelo final de produção. A acontecer realmente esse cenário, o resultado final é surpreendente, dado a complexidade formal apresentada, digna de modelo de salão.

A Ford conseguiu uma fusão excelente entre a evocação de um passado lendário e um caminho para o futuro.
Quando a Ferrari lançou o 458, tinha escrito algo semelhante sobre a fusão harmoniosa entre necessidades aerodinâmicas, arrefecimento e estética. E ainda hoje coloco-o lá em cima pelo resultado fabuloso conseguido.
Este Ford GT pega nessas lições e eleva-as a outro nível.
Mais radical, complexo, mas o resultado final é tão ou mais assertivo que o 458, e com níveis de espectacularidade ao nivel da Lamborghini, sem entrar em futilidades decorativas como, por exemplo, o Aventador.

Da mesma forma que coloco o 458 num plano visual acima dos exóticos LaFerrari, P1 e 918, este Ford GT também se superioriza. Os actuais pináculos do mundo automóvel parecem esforçar-se em demasia para demonstrar visualmente a superioridade que realmente possuem sobre todas as outras criaturas rolantes. O GT por outro lado, tudo parece fluir mais naturalmente, gerando superiores niveis de coesão e harmonia formal para um resultado assombroso.

Como tudo o que existe, não é perfeito. Sempre alteraria alguns pormenores, mas o conjunto está brilhante. Um caso onde o total é superior à soma das partes.
Eclipsou o NSX no salão, e mesmo visualmente, evidenciou ainda mais os aspectos menos conseguidos deste, exemplificado numa frente que a cada novo olhar, me parece mais inadequada ao carro em questão.
Não deixa de ser irónico que o automóvel supostamente mais sofisticado, o NSX, não o consiga expressar de forma tão concisa e directa como o GT consegue sobre o seu propósito.

Uma nota para o nascimento do GT. Uma pequena equipa, escondida de tudo e todos, com interferências externas ao mínimo.
Acredito que o resultado final seja bastante fiel às ideias originais dos designers envolvidos. Sem haver as típicas diluições por que passam os projectos, com cada departamento a dar os seus "bitaites", seja a contabilidade, marketing ou até administração. O resultado final, para o que é um modelo de produção, expressa grande pureza conceptual e uma ousadia rara e esteticamente conseguida e perfeitamente justificável. Um cenário raro na indústria.

Há uma diferença entre alguém pedir aos designers um desenho radical e chegar a uma solução radical através de conclusões perfeitamente lógicas. No primeiro caso, chegamos ao non-sense estético, injustificável e de resultados dúbios, como podemos ver em quase tudo o que a Toyota tem lançado, com evidência no Mirai. No segundo caso, a análise do problema origina soluções, e no caso do GT, a performance aerodinâmica seria sem dúvida, a maior condicionante, e mesmo assim, o resultado final é WOW. É espectacular, mas convincentemente estilizado. Expressa bem o seu propósito, mas não é anti-styling como um Lambo Veneno. Há que celebrar este Ford GT.

Não só por uma marca como a mass-market Ford atrever-se novamente na rarefeita elite automóvel, como, pelo menos visualmente, conseguir um resultado tão convincente ao nivel e até superior a muitos membros permanentes deste clube.
 
[h=1]EXCLUSIVE - Ford GT Behind-the-Scenes with Forza Motorsport 6[/h]
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How Ford kept the GT a secret - Auto news


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DETROIT -- For 14 months, Ford Motor Co. managed to conceal a 600-hp secret in an unassuming basement storage room.Just a small number of employees had keys -- actual metal keys were used, rather than Ford's standard-issue electronic ID cards -- and much of the work happened at night. When the team of six designers, who couldn't tell family and friends what they were doing, needed to see their creation in natural light or from more than a few feet away, they surreptitiously hauled it outside on weekends when no one else was around.

The project was given a code-name: Phoenix. And until last month, when it rose from the bowels of Ford's Product Development Center to steal the Detroit auto show, not a single photo of the 2016 Ford GT got out.

"A lot of people probably knew something was going on, but no one actually knew" what the project was, Moray Callum, Ford's global design chief, said in an interview. "This was probably a once-in-a-lifetime chance to get to do a vehicle like this. I'm still pinching myself that we're actually doing it."

The secrecy helped Ford make an even bigger splash with its $200,000-plus supercar, and it kept competitors -- including Acura, which unveiled the production version of its NSX supercar hours after the GT -- guessing.

But Callum said there was another reason Ford kept the project quiet, even within the company: To get it ready in time for the 2015 Detroit show, decisions had to be made quickly, without the bureaucracy that can bog down a new-vehicle program.

"Usually, we like to encourage, especially on important programs, wide input from around the world," he said. "But on this one, we sort of realized both in terms of time and the element of keeping it quiet that we probably had to change the process here, so we picked a small group of designers."

Ford started work on the GT in late 2013, which means the project began well before Alan Mulally stepped down as CEO last summer. But it was Mulally's successor, Mark Fields, who was COO at the time, and Raj Nair, Ford's product development chief, who primarily pushed the project forward.

The idea was to revive the GT in celebration of Ford's historic win with the GT40 in the 1966 24 Hours of LeMans race, when Henry Ford II fulfilled his promise to beat Ferrari. Ford's grandson, Henry Ford III, became involved in the latest GT project, in a new role as global marketing manager for Ford Performance.

"We really felt, it's the 50th anniversary. We have to do something," Nair said in a video promoting the "Forza Motorsport 6" Xbox video game, which will feature the GT on its cover.

"This car is so special to so many different people and it has such an important legacy that we just couldn't resist doing another version," Henry Ford III said in the video.

Demand for the previous GT, which was discontinued in 2006, factored into the decision, Nair said. That car was priced starting at $150,000, but many now sell for twice that, which is unusual for a model only a decade out of production.

Last fall, a GT sold for $475,000 at a Mecum Auctions sale in Chicago. In the last six weeks, six 2005 GTs sold on eBay for $189,500 to $299,000.

The new GT became an immediate sensation when the wraps finally came off. It won this year's EyesOn Design Award for the auto show's best production vehicle and was Autoweek's pick for Best in Show ("Others Considered: None"). Car and Driver called it the show's "smash hit."

But because of the way the car was developed, Callum said, the designers were nervous leading up to the show and now feel relieved.

With such a small team, "you don't actually get to bounce opinions off people," he said. "We were on tenterhooks ourselves until the first people saw it."
 
Ford says new GT will be built in Ontario, Canada - Autonews


The Ford GT will be built in Ontario by Multimatic Motorsports, a longstanding partner in Ford Motor Co.’s racing programs, the automaker said today.The GT, a 600-hp supercar unveiled in Detroit last month, is scheduled to go into production next year. Analysts have said they expect Ford to build only a few hundred GTs a year and charge more than $200,000 for the car, which is made largely of carbon fiber and aluminum.

Ford confirmed its production plans for the GT at the Toronto auto show, near Multimatic’s headquarters in Markham, a spokeswoman said.

Ford’s executive chairman, Bill Ford, had said last month that the GT would be assembled in a “purpose-built” facility rather than a traditional plant. The GT is one of 12 vehicles the automaker is rolling out under the umbrella of a new Ford Performance division. Others include the Focus RS, F-150 Raptor and Mustang GT 350R, all of which have been revealed in the past month.

The selection of Multimatic adds to anticipation that Ford will use the GT to return to the 24 Hours of LeMans race in 2016. Ford executives have said they conceived the GT to commemorate the 50th anniversary of the company’s 1966 LeMans win, though they haven’t confirmed plans to participate next year.

Multimatic was part of the team that won the LMP675 class in the 2000 LeMans race. It has worked with Ford since 1992. Among their most recent collaborations was the Mustang Boss 302R.
 
Novo Ford GT ser mais caro que o Lamborghini Aventador - Autoportal

A revelação foi feita pelo Chefe de Desenvolvimento de Produto da Ford, Raj Nair, no Salão de Genebra: o novo Ford GT terá "um preço será superior ao do Lamborghini Aventador", ou seja mais de 400 mil euros (em Portugal).

Nair revelou, ainda, que o GT será "um dos Ford mais exclusivos de todos os tempos com volume limitado de produção". Fala-se em 250 unidades por ano.

Com lançamento confirmado para 2016, o novo Ford GT contará com tração traseira e um evoluído motor V6 3.5 Ecoboost biturbo, a gasolina, com mais de 600cv.

Distingue-se ainda pela célula dos passageiros, em fibra de carbono (com bancos incorporados no piso do carro), ou o spoiler ativo que se ajusta automaticamente consoante as condições da estrada.

No protótipo, o interior tem um volante inspirado na Fórmula 1, além de um painel digital configurável, permitindo selecionar vários modos de condução em ambientes distintos.

O regresso do GT faz parte de uma ofensiva de 12 versões de alta performance da Ford até 2020, na qual se insere, por exemplo, um novo Focus RS.
 
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