Bem, a minha opinião..
Fui praxado, praxei e fui da Comissão de Praxe..
Fui muito praxado. muitas vezes eramos gozados e até a nos nos dava muita vontade de rir uns dos outros. Mas fortaleceram-se laços entre nós. A ideia era criar uma ideia de trabalhar em equipa, perceber que se um errava ,pagavam todos, porque todos tinham que funcionar como um todo. Não há rosa sem espinhos, e os sacrificios que faríamos na praxe simbolizavam aqueles que teríamos que fazer ao longo da nossa vida..
A pessoa que mais me praxou fisicamente (estava sempre a encher..) era meu amigo, e depois da praxe era quem me dava boleia para casa..[

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As vezes eramos gozados à frente de toda a gente, mas tinhamos que levar aquilo como era, praxe.. e à noite, iamos todos beber uns copos juntos, caloiros e doutores..[

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Quando fui da Comissão de praxe, inovamos e levamos a praxe para fora da escola, mas de uma forma integradora. E fazíamos passeatas noturnas com os caloiros onde os levávamos a conhecer a cidade, etc..
No fim da praxe, à noite, saíamos todos juntos e ficávamos horas a conversar e a rir sobre as praxes do dia..
No fim, acho que houve ningém que fosse praxado que não o quisesse ser outra vez..
E sim, também tive pais de alunos que iam ter connosco indignados porque os filhos chegaram a casa com a roupa ao contrario ou com ovos esmagados dentro das calças e afins..
E eram esses filhinhos de pápás, que uns anos depois se armavam em herois e queriam fazer e acontecer aos novos caloiros. O azar deles é que havia alguém que ainda impunha alguma ordem e o chamava à atenção. Alias, sempre que alguém abusava, a Comissão reunião com ele e muitas vezes até pedia desculpa ao caloiro.
Acabar com as praxes?? Acabar é com as más praxes..[

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Acho que anda por aqui muito tótó com oculos super graduados..[

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