Fim das Praxes?

Acho que a explicação advém do facto de algumas Universidades terem tentado replicar o que se passa em Coimbra. Como não copiaram integralmente, algumas vertentes da praxe regulamentada não foram transpostas. Claro que isto é especulativo. Só conheço a realidade de Coimbra que foi onde estudei. O que sei das outras Universidades, "aprendi" aqui. E serviu para mudar a minha opinião em relação a alguns aspectos da temática.

Qual a razao para terem replicado essa tradicao? (Como é óbvio nao precisas de responder)

Essas universidades que replicaram o que se passa em Coimbra poderiam continuar a existir e a ter espírito académico sem as praxes? Porquê?
 
voces ate uma própria definição de praxe aventaram como interpretar isto? Lê o tópico, creio que o problema aqui seja mais a imaturidade que outra coisa contudo gostei de um comentário atrás descrito em que a "praxe" deveria ser reorganizada e com regras de modo a evitar certas situações, são vocês capazes de fazer isso?

A praxe que eu conheço (Coimbra) já está regulamentada e as situações de abuso são mínimas e severamente punidas.
 
A questão das praxes resolve-se com a regulamentação. A praxe deve ser regulamentada e deve basear-se única e exclusivamente em actividades que visem apenas e só a integração dos novos caloiros.

É preciso penalizar e erradicar de uma vez por todas as "más praxes", que são tudo menos praxe. É a única forma de manter a tradição (a tradição real) e acabar com os abusos e as humilhações que acontecem constantemente em muitos institutos e universidades.

Seria interessante também a criação de comissões fora da praxe que informassem os caloiros devidamente para que se evitassem as chantagens para que estes adiram à praxe.

Estas comissões poderiam também ser um meio de denúncia de qualquer "má praxe" que tivessem conhecimento e deveriam ter o conhecimento prévio de todas as praxes do curso que se realizassem.

São só algumas ideias para que a praxe continue a existir e quem gosta dela continue a usufruir da mesma, mas que seja regulamentada e "fiscalizada" devidamente para que se protejam os estudantes, que são o que realmente importa.

Subscrevo por inteiro. De qualquer forma não é essa a função do Conselho de Veteranos? Fora do âmbito da praxe, o movimento MATA costuma esclarecer todas as potenciais dúvidas a quem se queira declarar anti-praxe mas ainda participar nas outras vertentes da tradição académica. Também serve para denúncias no caso de abusos na prática da praxe.
 
"Situações de abuso são mínimas e severamente punidas"? Deixo-te aqui isto:

VER O FILME | Praxis Movie

Isso é uma preview de 30 segundos. Não conheço o contexto total. Estou a falar da praxe que conheço. A percepção geral entre quem estuda em Coimbra é essa. Todas as situações de abuso que assisti foram lidadas exemplarmente pelo conselho de veteranos. Estudei na FDUC, não conheço a realidade da Agrária. Mas posso deixar a minha opinião. Obviamente não concordo nem gosto daquela praxe. Resta saber se os caloiros consideram abuso e se houve alguma denuncia ou há uma aceitação por esse tipo de praxe ser tradição na agrária.
 
Isso é uma preview de 30 segundos. Não conheço o contexto total. Estou a falar da praxe que conheço. A percepção geral entre quem estuda em Coimbra é essa. Todas as situações de abuso que assisti foram lidadas exemplarmente pelo conselho de veteranos. Estudei na FDUC, não conheço a realidade da Agrária. Mas posso deixar a minha opinião. Obviamente não concordo nem gosto daquela praxe. Resta saber se os caloiros consideram abuso e se houve alguma denuncia ou há uma aceitação por esse tipo de praxe ser tradição na agrária.

Mas há que reter aqui que em Coimbra há várias instituições de ensino superior, que se regem por normas diferentes.
Para a UC existe um código da praxe, que regulamenta a mesma (embora a sua aplicação por vezes seja deturpada e ignorada). Para a Agraria, ISCA, ESEC, ISEC e afins já serão outras contas. Especialmente na agrária.
 
Subscrevo por inteiro. De qualquer forma não é essa a função do Conselho de Veteranos? Fora do âmbito da praxe, o movimento MATA costuma esclarecer todas as potenciais dúvidas a quem se queira declarar anti-praxe mas ainda participar nas outras vertentes da tradição académica. Também serve para denúncias no caso de abusos na prática da praxe.

Quando o principal mecanismo de denúncia se encontra ele próprio dentro da hierarquia praxista, isso torna-o necessariamente desmotivador para qualquer caloiro. Por isso defendo a existência de uma comissão fora da praxe que a pudesse fiscalizar e que tivesse a confiança dos caloiros que nela participam para que denunciassem a má praxe, sem receios de sofrerem depois consequências. Isto tem que ser transparente, senão continuamos a assistir ao abafar dos casos.

O MATA é um bom exemplo daquilo que refiro mas o problema é que a sua expressão é diminuta de tal forma que arrisco dizer que a esmagadora maioria dos caloiros o desconhece.
 
Mas há que reter aqui que em Coimbra há várias instituições de ensino superior, que se regem por normas diferentes.
Para a UC existe um código da praxe, que regulamenta a mesma (embora a sua aplicação por vezes seja deturpada e ignorada). Para a Agraria, ISCA, ESEC, ISEC e afins já serão outras contas. Especialmente na agrária.

Sem dúvida. Por isso é que eu só falo do que conheço. Eu não vou estar a desmentir pessoas que viveram essas realidades. Não tenho motivos para não acreditar nos seus relatos. Tanto que assim é que eu mudei a percepção em relação a alguns elementos da praxe. É uma temática interessante mas eu não sou assim tão ligado à praxe. Eu acredito é na liberdade de escolha e respeito pelo semelhante. Quem quer viver no ambiente de praxe que viva (desde que devidamente regulamentada e responsável). Quem não quiser tem toda a legitimidade para fazer essa escolha.
 
Quando o principal mecanismo de denúncia se encontra ele próprio dentro da hierarquia praxista, isso torna-o necessariamente desmotivador para qualquer caloiro. Por isso defendo a existência de uma comissão fora da praxe que a pudesse fiscalizar e que tivesse a confiança dos caloiros que nela participam para que denunciassem a má praxe, sem receios de sofrerem depois consequências. Isto tem que ser transparente, senão continuamos a assistir ao abafar dos casos.

O MATA é um bom exemplo daquilo que refiro mas o problema é que a sua expressão é diminuta de tal forma que arrisco dizer que a esmagadora maioria dos caloiros o desconhece.

No meu caso, do que eu assisti em relação ao Conselho de Veteranos, eles eram implacáveis na maneira com que disciplinavam as situações de abuso. A minha opinião, é que se entras no ambiente da praxe, sujeitaste às suas premissas. Ou seja, em caso de abuso, tens que usar os recursos que estão disponíveis através do Código da Praxe. O Conselho de Veteranos, é a autoridade académica com competência legislativa e executiva em relação à praxe. Se é um órgão imparcial? Bem nesse caso posso fazer uma analogia em relação ao Tribunal Constitucional. Eles analisam os casos de acordo com as "leis" do Código da Praxe. Se houver abusos que não estão contemplados no Código da Praxe, eles "legislam" em relação a possíveis "omissões" e corrigem essas situações.

O MATA é sobejamente conhecido em Coimbra, fruto da mediatização.
 
Tragédia no Meco: In Memoria Academicorum | Movimento de Unidade Monárquica

Aqui esta um bom texto para ser lido por toda a gente.
Quem o escreveu foi praxista, mas como muitos dos que por aqui andamos a comentar e a "discutir" defende o ponto de vista de quase toda a gente... que é: a praxe nao deve de acabar mas ser controlada e sem exageros, deve de haver respeito começando pelos mais velhos.
Leiam o texto porque maior parte das pessoas que por aqui andam tem este ponto de vista das praxes mas nao se conseguem expressar em condiçoes ;)
 
No meu caso, do que eu assisti em relação ao Conselho de Veteranos, eles eram implacáveis na maneira com que disciplinavam as situações de abuso. A minha opinião, é que se entras no ambiente da praxe, sujeitaste às suas premissas. Ou seja, em caso de abuso, tens que usar os recursos que estão disponíveis através do Código da Praxe. O Conselho de Veteranos, é a autoridade académica com competência legislativa e executiva em relação à praxe. Se é um órgão imparcial? Bem nesse caso posso fazer uma analogia em relação ao Tribunal Constitucional. Eles analisam os casos de acordo com as "leis" do Código da Praxe. Se houver abusos que não estão contemplados no Código da Praxe, eles "legislam" em relação a possíveis "omissões" e corrigem essas situações.

O MATA é sobejamente conhecido em Coimbra, fruto da mediatização.

A questão é que não podemos, enquanto sociedade, permitir que seja um código criado por uma comissão, seja ela qual for, que dite as leis, os direitos, deveres e o que é suportável para os estudantes. O estudante, praxista, caloiro ou anti-praxe, é antes de mais um cidadão que tem que responder perante as leis do país, tem direitos e tem deveres que não desaparecem só porque está a ser praxado.

Um insulto ou uma humilhação não passa a ser aceitável apenas e só porque quem foi insultado aceitou ser praxado e um código de praxe qualquer (que varia de instituição para instituição) prevê insultos e humilhações.

O que é aceitável tem que ser decidido pela instituição de ensino/Ministério/Whatever e o código de praxe deve ser aprovado pela instuição e deve prever claramente os limites do que é praxe.

Há pouco vi um documentário no youtube onde os caloiros são obrigados a dizer algo tipo isto "Olá, sou o Manel e adoro levar no..". Se é verdade que um ou outro dizia aquilo a rir-se e na brincadeira, também o é que outros diziam aquilo com uma expressão facial de quem se sentia envergonhado e humilhado por ter que dizer aquilo.

Na verdade, dizer algo do género tem o sentido conotativo que todos sabemos ter e não é por em 10 caloiros 2 não se importarem de o dizer que deixa de ter esse sentido conotativo e deixa de ser manifestamente humilhante.

Para a praxe ser praxe tem que ser controlada por alguém fora da hierarquia da praxe, nomeadamente, as próprias universidades que actualmente são totalmente permissivas perante muitas situações de abuso.
 
A questão é que não podemos, enquanto sociedade, permitir que seja um código criado por uma comissão, seja ela qual for, que dite as leis, os direitos, deveres e o que é suportável para os estudantes. O estudante, praxista, caloiro ou anti-praxe, é antes de mais um cidadão que tem que responder perante as leis do país, tem direitos e tem deveres que não desaparecem só porque está a ser praxado.

Um insulto ou uma humilhação não passa a ser aceitável apenas e só porque quem foi insultado aceitou ser praxado e um código de praxe qualquer (que varia de instituição para instituição) prevê insultos e humilhações.

O que é aceitável tem que ser decidido pela instituição de ensino/Ministério/Whatever e o código de praxe deve ser aprovado pela instuição e deve prever claramente os limites do que é praxe.

Há pouco vi um documentário no youtube onde os caloiros são obrigados a dizer algo tipo isto "Olá, sou o Manel e adoro levar no..". Se é verdade que um ou outro dizia aquilo a rir-se e na brincadeira, também o é que outros diziam aquilo com uma expressão facial de quem se sentia envergonhado e humilhado por ter que dizer aquilo.

Na verdade, dizer algo do género tem o sentido conotativo que todos sabemos ter e não é por em 10 caloiros 2 não se importarem de o dizer que deixa de ter esse sentido conotativo e deixa de ser manifestamente humilhante.

Para a praxe ser praxe tem que ser controlada por alguém fora da hierarquia da praxe, nomeadamente, as próprias universidades que actualmente são totalmente permissivas perante muitas situações de abuso.

Certo. Eu percebo o que estás a querer dizer mas o Código da Praxe não se sobrepõe à lei obviamente. Qualquer pessoa consciente sabe disso. Essas premissas que evocas não são validas.
Se formos só pelo Código da Praxe para analisarmos as situações que referes podes ver que estas não são permitidas. Segundo o mesmo estão expressamente proibidas práticas que ponham em causa a integridade física e psicológica do caloiro. Como já tinha dito uns posts atrás, há menos situações de abuso em Coimbra por causa da regulamentação e actualização constante do Código. Além disso, o conselho de veteranos tem vários cônsules dissimulados nas várias faculdades para ver se há violação dos princípios da integridade física e psicológica no exercício da praxe. Isso tem um efeito dissuasor em relação aos abusos. Quando ocorrem factos graves a praxe é imediatamente suspensa.
A praxe não se sobrepõe aos direitos e liberdades dos alunos. A proibição de mobilização de caloiros dentro dos horários lectivos ou contra a sua vontade mostra isso.
 
Certo. Eu percebo o que estás a querer dizer mas o Código da Praxe não se sobrepõe à lei obviamente. Qualquer pessoa consciente sabe disso.
É mesmo disso que muita gente se esquece (lá está, muitos novinhos, com 18 aninhos feitos há pouco e acabados de sair do secundário a cheirar ainda a leite, não têm noção de coisas que para alguém minimamente "vivido" são óbvias).

Ainda me lembro de quando começaram a enumerar as coisas que quem não ia à praxe "não pode" fazer. A verdade é que nenhuma lei me proíbe de se quiser ir comprar uma farda universitária e ir assim vestido para a queima e nem preciso sequer de ter andado no ensino superior! Basta querer, ter dinheiro e comprar.

Ou será que os "doutores" me prendem? [:)]
 
É mesmo disso que muita gente se esquece (lá está, muitos novinhos, com 18 aninhos feitos há pouco e acabados de sair do secundário a cheirar ainda a leite, não têm noção de coisas que para alguém minimamente "vivido" são óbvias).

Ainda me lembro de quando começaram a enumerar as coisas que quem não ia à praxe "não pode" fazer. A verdade é que nenhuma lei me proíbe de se quiser ir comprar uma farda universitária e ir assim vestido para a queima e nem preciso sequer de ter andado no ensino superior! Basta querer, ter dinheiro e comprar.

Ou será que os "doutores" me prendem? [:)]

Obviamente. Essas ameaças de não poder participar nas festas e tradições académicas são ridículas. É absolutamente falso, claramente impraticável e seria um atentado às liberdades individuais das pessoas. Já o disse neste tópico, a praxe não é a pedra basilar da tradição académica. É uma das vertentes e a que menos me interessa no meu caso em particular. Quem não quiser ser praxado, tem pleno direito de comprar traje, fazer parte das outras tradições académicas e ir às festas. Foi logo das primeiras coisas que o meu "padrinho" me disse quando me perguntou se queria ser praxado.
 
Obviamente. Essas ameaças de não poder participar nas festas e tradições académicas são ridículas. É absolutamente falso, claramente impraticável e seria um atentado às liberdades individuais das pessoas.
E embora insinuem o contrário como uma forma de pressionar os caloiros a ir à praxe, na verdade nem isso interessa a ninguém. Vendem-se muitos bilhetes a malta que nem é universitária, por exemplo pessoal do secundário são aos pontapés em alguns eventos...
 
E embora insinuem o contrário como uma forma de pressionar os caloiros a ir à praxe, na verdade nem isso interessa a ninguém. Vendem-se muitos bilhetes a malta que nem é universitária, por exemplo pessoal do secundário são aos pontapés em alguns eventos...

Sim, não vou negar. Eu próprio assisti a isso, mas avisei logo os caloiros que era tanga [:D] Na Latada e Queima é o que há mais
 
Estive a ler este texto Tragédia no Meco: In Memoria Academicorum | Movimento de Unidade Monárquica e concordo com cada palavra aqui está escrita.

Aproveito para dizer também, apesar de já o ter feito antes, que as minhas praxes seja enquanto caloiro, veterano e membro de comissão de praxes sempre foram nos moldes do que está escrito naquele texto. Não sou nenhum dinossauro mas também não deixei o curso ontem mas sempre houve respeito, divertimento, amizades e sempre que houve qualquer coisa que saísse um pouco dos limites as pessoas eram responsabilizadas.

Vi veteranos a serem praxados, porque? Ou porque estavam mal trajados ou porque queriam tratar os caloiros da maneira que lhes apetecia. Portanto reforço que dentro do que tenho escrito, NÃO as praxes não devem acabar. E tal como a pessoa que escreve o texto diz, quanto mais próximo das faculdades isto acontecer, melhor, e deve existir sim o contacto entre comissões/AE e o Director das instituições.
 
Bem, a minha opinião..

Fui praxado, praxei e fui da Comissão de Praxe..

Fui muito praxado. muitas vezes eramos gozados e até a nos nos dava muita vontade de rir uns dos outros. Mas fortaleceram-se laços entre nós. A ideia era criar uma ideia de trabalhar em equipa, perceber que se um errava ,pagavam todos, porque todos tinham que funcionar como um todo. Não há rosa sem espinhos, e os sacrificios que faríamos na praxe simbolizavam aqueles que teríamos que fazer ao longo da nossa vida..

A pessoa que mais me praxou fisicamente (estava sempre a encher..) era meu amigo, e depois da praxe era quem me dava boleia para casa..[:D]

As vezes eramos gozados à frente de toda a gente, mas tinhamos que levar aquilo como era, praxe.. e à noite, iamos todos beber uns copos juntos, caloiros e doutores..[;)]

Quando fui da Comissão de praxe, inovamos e levamos a praxe para fora da escola, mas de uma forma integradora. E fazíamos passeatas noturnas com os caloiros onde os levávamos a conhecer a cidade, etc..

No fim da praxe, à noite, saíamos todos juntos e ficávamos horas a conversar e a rir sobre as praxes do dia..

No fim, acho que houve ningém que fosse praxado que não o quisesse ser outra vez..

E sim, também tive pais de alunos que iam ter connosco indignados porque os filhos chegaram a casa com a roupa ao contrario ou com ovos esmagados dentro das calças e afins..

E eram esses filhinhos de pápás, que uns anos depois se armavam em herois e queriam fazer e acontecer aos novos caloiros. O azar deles é que havia alguém que ainda impunha alguma ordem e o chamava à atenção. Alias, sempre que alguém abusava, a Comissão reunião com ele e muitas vezes até pedia desculpa ao caloiro.

Acabar com as praxes?? Acabar é com as más praxes..[;)]

Acho que anda por aqui muito tótó com oculos super graduados..[:D]

Aqui está a grande questão.
Acho este comentário um corolário do que um praxista realmente pensa da praxe.

Os defensores da praxe, da boa praxe, como foi esta que este user refere ter sido não percebem nem concebem isto aqui descrito como mau, humilhante,despersonalizante, ridiculo... E como tal nunca aceitarão os argumentos de quem é contra este tipo de praxe, como foi aqui descrito, porque para mim, ate podem todos ter ficado muito amigos, mas isto é má praxe.
 
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