Fim das Praxes?

Mas aí voltamos à questão que é; se alguém se sente humilhado, pode a qualquer momento vir embora da praxe. Portanto, não estás a interferir na liberdade de ninguém. Sentir-se humilhado é uma emoção e obviamente dependerá de pessoa para pessoa. Portanto, é algo subjectivo, não achas? Admito que para umas pessoas, algumas actividades sejam humilhantes e outras vão adorar fazê-lo. As que acham que é humilhante, vão-se embora, simples!

É o que digo no post um pouco mais acima: Simplesmente não há argumentos.
 
Claro, vocês têm de perceber que há diferentes graus de humilhação. Se for um grau pequenino não há problema algum, então que conversa é essa? Um bocadinho de humilhação até faz bem ao espírito e recomenda-se!!! [:)]
 
Ah, e uma coisa que acho ridícula é acusarem que não gosta de praxes de a) não saber do que fala; b) ser anti-social; c) serem carrancudos, d) serem anti-praxes para ser do contra; e milhares de outras coisas que podia enunciar que já ouvi. Poupem as pessoas, quem não gosta tem todo o direito de não gostar também. Podem por a hipotese de alguém não gostar de fazer de palhaço, seja em que contexto for? ou é porque estão todos a fazer que atenua as figuras ridículas que se fazem?

Não são todos mas há muitos que não sabem do que falam. O resto das apreciações que fizeram também não concordo. Tenho uma grande amiga, que se declarou imediatamente anti-praxe, seguindo as suas convicções e que não personifica nenhuma dessas "características".

Eu acho que qualquer pessoa tem legitimidade para não gostar da praxe, mas também tem de respeitar quem gosta dessa vertente da tradição académica e que não concorda com a proibição. É aqui que eu não percebo o celeuma em relação à praxe. A questão da coacção, da imposição, falta de livre arbítrio. Talvez tenha tido sorte por ter estudado numa Universidade em que a praxe é regulamentada,situações de abuso são mínimas e há liberdade de escolha. Tenho lido muitos testemunhos aqui, de pessoas que frequentaram outros meios académicos e que me mudaram a percepção em relação a certos aspectos da praxe. Não defendo o fim da praxe, mas defendo uma efectiva regulamentação e responsabilização dos actos como em Coimbra. Se é para "copiar" que copiem integralmente. Acho que essa situação serviria para reduzir drasticamente as situações de abuso e para potenciar o retorno para os fins a que a praxe se propõe (integração e divertimento).
 
Última edição:
Não havia uns tipos no norte que resolveram que as praxes seria limpar as ruas, como por exemplo de beatas, e etc? Se as praxes fossem isso enquanto deixavam os caloiros falarem uns com os outros e no fim iam todos beber umas mines até eu apoiava. Todos ganhavam. Mas pronto, calculo que seja mais divertido gritar palavrões e frases obscenas hihihi, meter caloiros a rastejar, encherem-nos de porcaria ao mesmo tempo que nem sequer os deixam comunicar entre eles. É o que eu digo, há muita fome de poder por parte de muitos "doutores" ou o que lhes queiram chamar.

E agora que não me caia em cima alguém a dizer que apoio campos de trabalhos forçados à lá Estaline, por favor. Apenas peguei num exemplo que alguém já tinha feito, por sinal.
 
Não são todos mas há muitos que não sabem do que falam. O resto das apreciações que fizeram também não concordo. Tenho uma grande amiga, que se declarou imediatamente anti-praxe, seguindo as suas convicções e que não personifica nenhuma dessas "características".

Eu acho que qualquer pessoa tem legitimidade para não gostar da praxe, mas também tem de respeitar quem gosta dessa vertente da tradição académica e que não concorda com a proibição. É aqui que eu não percebo o celeuma em relação à praxe. A questão da coacção, da imposição, falta de livre arbítrio. Talvez tenha tido sorte por ter estudado numa Universidade em que a praxe é regulamentada,situações de abuso são mínimas e há liberdade de escolha. Tenho lido muitos testemunhos aqui, de pessoas que frequentaram outros meios académicos e que me mudaram a percepção em relação a certos aspectos da praxe. Não defendo o fim da praxe, mas defendo uma efectiva regulamentação e responsabilização dos actos como em Coimbra. Se é para "copiar" que copiem integralmente. Acho que essa situação serviria para reduzir drasticamente as situações de abuso e para potenciar o retorno para os fins a que a praxe se propõe (integração e divertimento).

Subscrevo a 100%. Como disse nesse post, acho que ninguém tem liberdade para restringir a liberdade dos outros. Se há quem goste... mas pelos vistos é necessário regulamentação, já que o bom senso não impera na cabeça de todos [;)]
 
Caso não saiba quando se está trajado, não se pode usar objectos metálicos, maquilhagem, acessórios(relógios, brincos etc)
Sendo assim aposto como usa algum objecto metálico, sendo assim é um vaidoso.
Serve sim para representarmos um só, sem ricos nem pobres, tudo igual.

Que dilema este, hein? Coitados dos pobres diabos que têm aparelho dentário. E óculos? hmm isso ai parece-me metal, já fostes!!
 
Eu acho que o problema destas discussões e estes assuntos são as redes sociais, já anda tudo maluco, paginas no facebook etc etc
So porque não gostam de praxes são anti-sociais, frustrados e isto e aquilo...

Eu não acho que devam acabar com isto, mas sim criar um conjunto de regras para poderem aplicar em TODAS as Universidades/politécnicos, até podiam juntar varioa grupos de varias partes do país de modo a haver consenso.
 
A grande questão é que ninguém defende o fim da praxe! O que se defende é o fim do bullying encapotado que é praticado, ou seja, o fim da "má praxe"!

Acontece que, pelos vistos, há muita boa gente que não quer o fim da "má praxe", porque será?

A "boa praxe" que são as actividades de recepção aos caloiros, de integração, de dar a conhecer aos caloiros a cidade, a universidade, os bares, etc etc, pelos vistos não é aliciante para a maioria dos praxantes, que defendem com unhas e dentes (e argumentos bacocos) a "má praxe", que vai contra todos os fundamentos da praxe e se baseia em bullying puro que deve ser banido, quer das universidades como da sociedade em geral!

Isto não é uma questão de liberdade, é uma questão de condenar o que é errado e acabar com estas aberrações de seres humanos a serem humilhados, desrespeitados e insultados porque sim. A praxe ou deve ser proibida ou deve ser fortemente regulamentada de uma vez por todas, para que os próprios caloiros saibam o que é praxe e o que não pode mais ser feito sob o chavão da praxe!

Trata-se de se estabelecer, finalmente, limites! Apenas isso.
 
8.jpg Photo by conversasdepintor | Photobucket

10.jpg Photo by conversasdepintor | Photobucket

http://maosvisiveis.files.wordpress.com/2012/10/i27.jpg

http://4.bp.blogspot.com/_0umscNikkmE/TMHRxtsSjbI/AAAAAAAAWpI/i8o_yH6pIgc/s1600/i11[1].jpg

http://2.bp.blogspot.com/_0umscNikkmE/TMHRyCjujdI/AAAAAAAAWpQ/RMTaMWm3_Sg/s1600/i18[1].jpg

http://2.bp.blogspot.com/-MLGq0ce_5qY/UkReLjOkxDI/AAAAAAAAUWQ/vAk0U7ROInI/s1600/GUARDA.jpg

Praxes by EraNoxNoctis on deviantART

Estava aqui o dia todo a meter fotos...
Não há como negar, está por todo o lado, as pessoas praxam porque tem piada gozar com os outros, PURA e SIMPLESMENTE.
Se alguém tiver tempo, encontra relatos e fotos de todas as universidades sem exceção, onde aconteceu abusos, coações, humilhações.

Não é por nada que os miúdos quando estão para entrar na Universidade o que mais os aterroriza não é o facto de mudarem de escola de amigos de cidade etc etc, são as praxes, (agora virão os praxistas vir dizer que não tiveram medo).

Não há como defender o indefensável.
O problema é quem sofreu mais tarde quer fazer sofrer, é sempre assim, já dizia o bibi que tinha sido abusado em criança...
 
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Estava aqui o dia todo a meter fotos...
Não há como negar, está por todo o lado, as pessoas praxam porque tem piada gozar com os outros, PURA e SIMPLESMENTE.
Se alguém tiver tempo, encontra relatos e fotos de todas as universidades sem exceção, onde aconteceu abusos, coações, humilhações.

Não é por nada que os miúdos quando estão para entrar na Universidade o que mais os aterroriza não é o facto de mudarem de escola de amigos de cidade etc etc, são as praxes, (agora virão os praxistas vir dizer que não tiveram medo).

Não há como defender o indefensável.
O problema é quem sofreu mais tarde quer fazer sofrer, é sempre assim, já dizia o bibi que tinha sido abusado em criança...

Fui praxado mas nunca praxei, saí várias vezes de uma praxe sujo, mas nunca me senti humilhado. Pelo contrário, gostei do ambiente e diverti-me bastante.

Ah, e antes de ingressar não tive medo, estava até ansioso para começar a ser praxado.
 
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A mim parece-me óbvio que aquilo que mais aterroriza os novos estudantes são mesmo as praxes.
Até acho que se os novos estudantes soubessem mesmo que as praxes não são obrigatórias, ou que quem não for à praxe não vai sofrer represálias, a adesão seria baixa. Só vão mesmo porque querem se integrar, fazer logo amigos o que é natural. Eu só questiono mesmo o que se tem que passar em alguns sítios para que aconteça essa integração.
 
O user Karma tem feito umas observações muito pertinentes que têm sido ignoradas.

Se é tão bom e gostam tanto de fazer o que se faz nas praxes, porque é que só o fazem nessas alturas? Porque é que em vez de um grupo de amigos se juntar e ir beber café porque é que não combinam: pessoal bora ali comprar ovos e farinhas e esfregar na cabeça uns dos outros? Bora para a praça fazer figuras de parvos e cantar baboseiras em altos berros?

Porque é que eu se fizer isso com o meu grupo de amigos isoladamente somos uns putos parvos e se for inserido nas praxes já é perfeitamente normal? Se gostam tanto das praxes porque é que não continuam a fazê lo ao longo da vida?
 
A grande questão é que ninguém defende o fim da praxe! O que se defende é o fim do bullying encapotado que é praticado, ou seja, o fim da "má praxe"!

Acontece que, pelos vistos, há muita boa gente que não quer o fim da "má praxe", porque será?

A "boa praxe" que são as actividades de recepção aos caloiros, de integração, de dar a conhecer aos caloiros a cidade, a universidade, os bares, etc etc, pelos vistos não é aliciante para a maioria dos praxantes, que defendem com unhas e dentes (e argumentos bacocos) a "má praxe", que vai contra todos os fundamentos da praxe e se baseia em bullying puro que deve ser banido, quer das universidades como da sociedade em geral!

Isto não é uma questão de liberdade, é uma questão de condenar o que é errado e acabar com estas aberrações de seres humanos a serem humilhados, desrespeitados e insultados porque sim. A praxe ou deve ser proibida ou deve ser fortemente regulamentada de uma vez por todas, para que os próprios caloiros saibam o que é praxe e o que não pode mais ser feito sob o chavão da praxe!

Trata-se de se estabelecer, finalmente, limites! Apenas isso.

Tens que me mostrar quem defende isso então. Admito que me possa ter escapado, mas não vi ninguém a defender a "má praxe"
 
O user Karma tem feito umas observações muito pertinentes que têm sido ignoradas.

Se é tão bom e gostam tanto de fazer o que se faz nas praxes, porque é que só o fazem nessas alturas? Porque é que em vez de um grupo de amigos se juntar e ir beber café porque é que não combinam: pessoal bora ali comprar ovos e farinhas e esfregar na cabeça uns dos outros? Bora para a praça fazer figuras de parvos e cantar baboseiras em altos berros?

Porque é que eu se fizer isso com o meu grupo de amigos isoladamente somos uns putos parvos e se for inserido nas praxes já é perfeitamente normal? Se gostam tanto das praxes porque é que não continuam a fazê lo ao longo da vida?

A definição do normal é influenciada pelo meio. Fora das praxes não é normal fazer este género de palhaçadas, logo não as faço.
 
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