FIAT UNO TURBO I.E.

gtabarth, ainda agora, já decorridos 20 anos, a estética desse volante e do quadrante continuam fenomenais. Adorava pressionar o acelerador a fundo e visualizar o manómetro da pressão do Turbo a subir a sua escala (numa descarga de binário abrupta), retirar o pé do acelerador e vê-lo baixar, ou seja, Turbo à moda antiga, tudo ou nada, mas por isso mesmo é que proporcionava muito adrenalina e em consequência também muita emoção, mesmo sabendo que se perdia um pouco de equilíbrio dinâmico.
Nesse tempo tive quase de seguida o Fiat Uno e o Renault 5. O Fiat era mais chique, o R5 era mais eficaz. Eram tempos muito menos racionais do que os atuais. Lembro com saudade das viagens a fundo entre Lisboa e Albufeira. As estradas eram terríveis e a condução tinha de ser aplicada. Não havia ABS nem ESP. Era um prazer conduzir nesse tempo esses pequenos bólides. Atualmente a condução tornou-se uma maçada, demasiado transito, demasiada eletrónica e vias de comunicação demasiadamente boas. [;)]
 
Nesse tempo tive quase de seguida o Fiat Uno e o Renault 5. O Fiat era mais chique, o R5 era mais eficaz. Eram tempos muito menos racionais do que os atuais. Lembro com saudade das viagens a fundo entre Lisboa e Albufeira. As estradas eram terríveis e a condução tinha de ser aplicada. Não havia ABS nem ESP. Era um prazer conduzir nesse tempo esses pequenos bólides. Atualmente a condução tornou-se uma maçada, demasiado transito, demasiada eletrónica e vias de comunicação demasiadamente boas. [;)]


Tambem sou desse tempo, embora não ao volante de um R5 ou Uno mas de um Polo G40.

Aquilo para andar depressa era preciso suar e ter um bom kit de unhas. Mas julgo que nunca estive à altura do carro (o meu kit de unhas não é muito bom :) ).
 
Como diria uma "amiga zuca": Que delícia... [:D]
Lembro-me de mais tarde no Punto GT Turbo, ter substituído a Dump Valve, por uma do Fiat Coupe Turbo 20V, e de ter feito uma entrada de ar na caixa de origem do filtro de ar. O carro ficou com um andamento "assustador", e um trabalhar soberbo. Tenho actualmente, carros com mais cavalos, mas nada se assemelha àquilo... :rolleyes:
 
Bons momentos de adrenalina que vivi no início da década de 90 ao comandos (e também como passageiro) desse ainda muito belo e "agressivo" Uno Turbo I.E. (fase II) de 118cv (ainda não catalizado).


Ainda me lembro de ler numa revista L'Automobile Magazine que a recuperação dos 80 aos 120km/h era mais rápida que o seu contemporâneo Ferrari Testarrossa.

Este argumento deixa-me destemido nos picanços com qualquer carro da altura [:cool:]

Mas o carro não deixava de ser perigoso para as prestações que tinha. Lembro-me que os montantes das portas começavam a abrir a partir dos 160km/h, fazendo um assobio assustador... [:D]
 
Alguém leu o artigo comparativo que vem na Motor Clássico deste mês, com Fiat Uno turbo i.e. vs. VW Polo G40 e Citroën AX Sport vs. Peugeot 106 Rallye? [:cool:]
 
Ainda me lembro de ler numa revista L'Automobile Magazine que a recuperação dos 80 aos 120km/h era mais rápida que o seu contemporâneo Ferrari Testarrossa.

Este argumento deixa-me destemido nos picanços com qualquer carro da altura [:cool:]

Mas o carro não deixava de ser perigoso para as prestações que tinha. Lembro-me que os montantes das portas começavam a abrir a partir dos 160km/h, fazendo um assobio assustador... [:D]

Confirmo, as recuperações de 80 a 120, eram apenas um "toquezinho" de acelerador.
 
Alguém leu o artigo comparativo que vem na Motor Clássico deste mês, com Fiat Uno turbo i.e. vs. VW Polo G40 e Citroën AX Sport vs. Peugeot 106 Rallye? [:cool:]

Não li.
106 Rallye ou 205 Rallye? É que o 106 veio mais tarde e já não foi contemporâneo dos outros.
E faz diferença de carácter em relação ao 205 por ser Injecção e não 2 Duplos.

Não li mas por testes feitos no tempo deles quase que sei o que pensam ainda hoje.

Já a digitalizavas e metias aqui.
 
Nesse tempo tive quase de seguida o Fiat Uno e o Renault 5. O Fiat era mais chique, o R5 era mais eficaz. Eram tempos muito menos racionais do que os atuais. Lembro com saudade das viagens a fundo entre Lisboa e Albufeira. As estradas eram terríveis e a condução tinha de ser aplicada. Não havia ABS nem ESP. Era um prazer conduzir nesse tempo esses pequenos bólides. Atualmente a condução tornou-se uma maçada, demasiado transito, demasiada eletrónica e vias de comunicação demasiadamente boas. [;)]


Jbranco, 2 grandes rivais (falta aí o irrequieto VW Polo G40 com o seu compressor volumétrico). Sim, o comportamento dinâmico do Renault 5 GT Turbo era mais saudável (só era pena ainda não possuir injecção electrónica). O VW Polo G40 em termos de comportamento dinâmico ainda era um pouco pior do que o do Uno Turbo I.E..

Mas resumindo, todos eles proporcionavam bastante emoção.
 
Ainda me lembro de ler numa revista L'Automobile Magazine que a recuperação dos 80 aos 120km/h era mais rápida que o seu contemporâneo Ferrari Testarrossa.

Este argumento deixa-me destemido nos picanços com qualquer carro da altura [:cool:]

Mas o carro não deixava de ser perigoso para as prestações que tinha. Lembro-me que os montantes das portas começavam a abrir a partir dos 160km/h, fazendo um assobio assustador... [:D]



MSB, sim, o Fiat Uno Turbo I.E. desde que estivesse no seu regime ideal era bombástico (abaixo das 3000 RPM era amorfo, ou seja Turbo à moda antiga, tudo ou quase nada).
 
Ainda andei algumas vezes nos Uno MkI de 105 cc e no MKII de 118

Bem como no 5 GT Turbo MKI de 115 cv

Andavam muito bem e o facto de serem pequeninos ainda realçava mais isso.
 
Eu cheguei a ter um Fiat Uno 45S 3portas, de 91 e também um Punto 55S 5portas de 97(1ª Geração)

Para mim, o Uno era um carro superior em quase tudo(espero não estar a dizer nenhuma barbaridade), e gostava muito daquele carrinho. Custos sempre bastantes reduzidos, tanto em consumo como em manutenção. Não é a toa que ainda produz-se no Brasil. A Fiat foi muito feliz com o Uno.
 
Eu cheguei a ter um Fiat Uno 45S 3portas, de 91 e também um Punto 55S 5portas de 97(1ª Geração)

Para mim, o Uno era um carro superior em quase tudo(espero não estar a dizer nenhuma barbaridade), e gostava muito daquele carrinho. Custos sempre bastantes reduzidos, tanto em consumo como em manutenção. Não é a toa que ainda produz-se no Brasil. A Fiat foi muito feliz com o Uno.
O uno é Inferior em quase tudo!
Mas eu também gosto mais do uno do que do punto.
 
Quando era puto os meus pais tinham um Uno 60s de 1991, ainda a carburador, e lembro-me bem de ver o Uno Turbo I.E. eu era DOIDO por este carro mas doido mesmo!!!

Um pouco aparte, curiosamente tenho conhecimento do paradeiro do primeiro carro dos meus pais que foi um 127 de 81 igual a este:

dscf0010ml5.jpg


Claro que sem as jantes e tal, e ando a ponderar junto do meu irmão ir ao encontro do proprietário para o comprar! Realço que o carro passou de mão em mão e deixou de andar recentemente já com quase 30 anos de uso!
 
Quando era puto os meus pais tinham um Uno 60s de 1991, ainda a carburador, e lembro-me bem de ver o Uno Turbo I.E. eu era DOIDO por este carro mas doido mesmo!!!

Um pouco aparte, curiosamente tenho conhecimento do paradeiro do primeiro carro dos meus pais que foi um 127 de 81 igual a este:

dscf0010ml5.jpg


Claro que sem as jantes e tal, e ando a ponderar junto do meu irmão ir ao encontro do proprietário para o comprar! Realço que o carro passou de mão em mão e deixou de andar recentemente já com quase 30 anos de uso!





nogueiraribeiro, o meu pai em 1972 comprou um Fiat 127 (903cc. de 47cv, ainda a versão de 2 portas, ou seja o vidro traseiro não abria com o porta bagagens) em Angola e em 1975 quando a família regressou a Portugal trouxe-o. Em 1989 restaurou-o na sua íntegra (incluído painéis de carroçaria, habitáculo, jantes especiais, panela de escape em inox, etc) e ofereceu-mo. Acredita que estava tão bem preservado como está o meu pequeno Saxo Cup (na sua totalidade, incluído compartimento de motor). Circulei com o mesmo até ao ano de 1997 (ano da aquisição do Saxo Cup) e nessa altura foi dado ao meu avô paterno (que vivia no distrito de Bragança) e num dos Invernos um primo meu que vivia com o meu avô numa curva deparou-se com gelo e no despiste o Fiat 127 (ainda imaculado) foi para a "sucata".


Esse Fiat 127 que está na foto é já o "Super" (já com 3 portas) e deduzo que pelo aspecto fosse a versão com a motorização mais potente (e bastante rara) a 1300cc de 70cv (a que foi montada também no Fiat Ritmo).
 
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