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E a brincar a brincar, a Fiat está a dar lucros na Europa. Nem Ford, nem Opel, nem VW (marca) se podem gabar disto (não sei dos franceses).
O Tipo vamos ver que margens vai apresentar para a Fiat. A redução de opções e de motorizações levará a um aumento das margens, bem como o local de fabrico ser na Turquia.
A comparação com o Cactus é interessante. A Fiat decidiu ser mais conservadora no design. E acho que isso pode funcionar a seu favor. Algo que o grupo VW demonstrou com o Golf ou com a Skoda, é que apostar em produtos conservadores na linguagem estética, mas com boa relação preço/qualidade leva a grandes vendas. E exageros estéticos neste segmento não se traduz em vendas elevadas (antes em criar produtos de nicho).
Este Tipo é genérico. Mas acho que com isso pode alcançar um público-alvo maior que o Cactus que pode ser rotulado (e até é marketed pelo Citroen como tal) como carro para jovens.
E apesar de a traseira no hatch ser mais feia que a do sedan, este desenho levou a um ganho muito importante na volumetria da bagageira. O desenho da traseira no hatch permite que o Tipo tenha uma bagageira gigantesca de 440L. Maior que a do Rapid que tem 415L e do 308 que tem 420. Salvo erro, tem a maior bagageira de um hatch do segmento C.
Claro que continuam a existir bastantes preconceitos contra a Fiat. Basta ver a análise de 1º contacto feito pela Autoexpress do UK.
Diz que o carro é espaçoso, barato, confortável, com bom infotainment, que os plásticos até são bem montados mas depois dá-lhe uma nota de 3/5 por causa de ser Fiat.
A Autocar foi muito mais equilibrada. Tendo em conta os preços, se eu estivesse há procura de carro novo de segmento B/C estaria a considerar fortemente o Tipo porque acho que oferece muito pelo preço (além de opções da Skoda, Hyundai e KIA).
Com a DS a seguir o seu próprio caminho, e a Peugeot a ficar com o aspecto mais conservador e direi germânico da questão, a Citroen estava em terra de ninguém.
Concordo em absoluto com a abordagem que tomaram para reinventar a Citroen.
Carlos Tavares tem dito que não irão perseguir volume pelo volume. Lutar para ser número 1 numa tabela de vendas acaba por arruinar o valor da proposta.
O objectivo é garantir melhores margens. E estão a conseguir. Após 15 anos de margens de apenas 1%, o ano passado conseguiram 5%, graças aos planos reestruturantes do Tavares. O que é muito bom.
E isso dá espaço de manobra a uma marca como a Citroen, que pode ir buscar os valores que a definiram no passado e reinterpretá-los para este novo século.
Não se tem que agradar a todos. Não é preciso maximizar o potencial de vendas de um modelo para ser número 1, diluindo estilo ou qualquer traço de personalidade, quando existem outras marcas no grupo que podem atrair outro tipo de clientela.
Se a ousadia no passado marcou a Citroen, carros como o Cactus reinventam-na. Se antes essa ousadia era marcada por uma sofisticação tecnológica, e um estilo que procurava expressar aerodinamismo, como se pode ver pelo DS, CX ou SM, o Cactus escolheu outro caminho.
O Cactus afasta-se do design automóvel para se aproximar da realidade do design de produto. Seja pelos airbumps, pela combinação de cores, pelas formas soft, ou até pelo interior, existe um aspecto mais lúdico em toda a experiência, e próximo a outro tipo de produtos não auto-móveis. Não se integra em nenhuma das correntes actuais que definem o design e sobretudo estilo automóvel.
Para mim, seria muito mais natural ver algo como o Cactus sair de uma Fiat do que de uma Citroen.
Isto porque existe muita bagagem na aproximação na concepção de automóveis que se relacionam mais com design de produto do que com o próprio automóvel em si provenientes de Itália.
O Tipo concorre num segmento que não é muito dado a aventuras.
Mesmo assim, esperava ao menos que mantivesse algum do ADN estético italiano. Não seria necessário sacrificar o volume interno. Os Fiat's de Giugiaro sempre foram referenciais nesse sentido, e mesmo assim, tratando-se de "caixas" utilitárias, era facilmente associados a uma escola italiana.
A estética deste Tipo é puramente germânica. Vê-se na definição dos elementos e nas superfícies. E até no decorativismo da grelha.
E também esperaria outro tipo de soluções para o interior, que me parecem excessivamente datadas, tenha u-connect ou não.
Se eles acham que pode ajudar nas vendas, tudo bem.
Mas temos de ter cientes, e eles também estão, que este carro não é para dominar tabelas de vendas. As previsões avançadas por eles admitem isso. 170 000 carros por ano divididos pelas 3 carroçarias, pelo que, considerando os volumes, acho que poderiam ter arriscado um pouco mais, ou quanto muito, serem mais fiéis às suas origens.
Dito isto, não diminuo o que foi alcançado.
Value for money está num muito bom nível.
Com a DS a seguir o seu próprio caminho, e a Peugeot a ficar com o aspecto mais conservador e direi germânico da questão, a Citroen estava em terra de ninguém.
Concordo em absoluto com a abordagem que tomaram para reinventar a Citroen.
Carlos Tavares tem dito que não irão perseguir volume pelo volume. Lutar para ser número 1 numa tabela de vendas acaba por arruinar o valor da proposta.
O objectivo é garantir melhores margens. E estão a conseguir. Após 15 anos de margens de apenas 1%, o ano passado conseguiram 5%, graças aos planos reestruturantes do Tavares. O que é muito bom.
E isso dá espaço de manobra a uma marca como a Citroen, que pode ir buscar os valores que a definiram no passado e reinterpretá-los para este novo século.
Não se tem que agradar a todos. Não é preciso maximizar o potencial de vendas de um modelo para ser número 1, diluindo estilo ou qualquer traço de personalidade, quando existem outras marcas no grupo que podem atrair outro tipo de clientela.
Se a ousadia no passado marcou a Citroen, carros como o Cactus reinventam-na. Se antes essa ousadia era marcada por uma sofisticação tecnológica, e um estilo que procurava expressar aerodinamismo, como se pode ver pelo DS, CX ou SM, o Cactus escolheu outro caminho.
O Cactus afasta-se do design automóvel para se aproximar da realidade do design de produto. Seja pelos airbumps, pela combinação de cores, pelas formas soft, ou até pelo interior, existe um aspecto mais lúdico em toda a experiência, e próximo a outro tipo de produtos não auto-móveis. Não se integra em nenhuma das correntes actuais que definem o design e sobretudo estilo automóvel.
Para mim, seria muito mais natural ver algo como o Cactus sair de uma Fiat do que de uma Citroen.
Isto porque existe muita bagagem na aproximação na concepção de automóveis que se relacionam mais com design de produto do que com o próprio automóvel em si provenientes de Itália.
O Tipo concorre num segmento que não é muito dado a aventuras.
Mesmo assim, esperava ao menos que mantivesse algum do ADN estético italiano. Não seria necessário sacrificar o volume interno. Os Fiat's de Giugiaro sempre foram referenciais nesse sentido, e mesmo assim, tratando-se de "caixas" utilitárias, era facilmente associados a uma escola italiana.
A estética deste Tipo é puramente germânica. Vê-se na definição dos elementos e nas superfícies. E até no decorativismo da grelha.
E também esperaria outro tipo de soluções para o interior, que me parecem excessivamente datadas, tenha u-connect ou não.
Se eles acham que pode ajudar nas vendas, tudo bem.
Mas temos de ter cientes, e eles também estão, que este carro não é para dominar tabelas de vendas. As previsões avançadas por eles admitem isso. 170 000 carros por ano divididos pelas 3 carroçarias, pelo que, considerando os volumes, acho que poderiam ter arriscado um pouco mais, ou quanto muito, serem mais fiéis às suas origens.
Dito isto, não diminuo o que foi alcançado.
Value for money está num muito bom nível.
A Fiat depois do Multipla, desistiu dessas invenções estéticas e conceptuais. É um risco demasiado elevado, uma marca gastar milhões e milhões de Euros num produto, e depois ser um falhanço comercial. A abordagem que a Fiat criou com o Tipo é uma aposta muito mais segura.
Mas estás a comparar o Multipla com o Cactus?
O Multipla só não foi um sucesso por causa da estética, enquanto o Cactus é um sucesso também por causa dela.
Dois planetas diferentes.
Mas estás a comparar o Multipla com o Cactus?
O Multipla só não foi um sucesso por causa da estética, enquanto o Cactus é um sucesso também por causa dela.
Dois planetas diferentes.
Está a comparar no sentido do risco que as duas marcas assumiram lançando produtos que se distinguiam por serem totalmente diferentes do que existia no mercado.
A Fiat arriscou e deu-se mal, a Citroen arriscou e deu-se bem.
São ambos abordagens diferentes e originais, dos seus respectivos segmentos.
Não existe nenhum ângulo em que esta traseira funcione.
Apesar de não ser fã, o sedan apresenta uma solução bem mais conseguida.
Simplificar e reduzir:
Menor amplitude na escolha de mecânicas - sobretudo no que toca a potências, sendo todas elas relativamente modestas -, permitiu poupar bastante em soluções estruturais e dinâmicas,
Menor número de opções de equipamento, até do número de cores, entre outros, permite também reduzir bastante a complexidade da linha de produção.
Curioso que se estava à espera de que o Sedan fosse o parente pobre da gama de 3 veículos "Tipo" e afinal é o mais engraçado []
A traseira está "boa" sim. E aquele trabalho de rasgo, está bom.
Algumas pessoas dizem detestar, e outras gostam. Isso é bom sinal.
Se bem que na verdade o carro (FIAT Tipo) me interessa bastante como carro em si e de o analisar e conhecer, pela validade do conceito, proposta e produto em si, mas não me interessa praticamente nada como veículo para mim.