Faculdade,reprovações

Eu quando falo dos "cursos dificeis e faceis" não entro com a parte da capacidade de cada um.
Apenas falo da "exigência" que é exigida. E pelo que vi dos muitos colegas que tenho da faculdade, desde electro, civil e quimica a informação que sempre obti foi da "diferente" exigência de algumas cadeiras em cada curso. E em civil, eram os meus amigos os próprios a admitir isso. Principalmente nas cadeiras de análise matemática!

Um desses meus amigos que fez civil em 5 anos, esteve antes 2 anos em electro na feup e foi do pior para ele, fez cadeiras suficientes para 1 semestre.
Depois de mudar de curso para civil, limpou sempre as cadeiras com muito boas notas.
Será que ele era "mais capaz" depois?
Eu acho que existem muitos factores que influenciam a "capacidade" de cada um. Ele por exemplo sempre quis ir para civil, e como nao teve média entrou em electro, depois com os primeiros chumbos foi-se a baixo. Talvez a motivação que ganhou em civil o fez crescer nas suas "capacidades".

Talvez te sirva o meu exemplo para colocares em duvida alguns (pre)conceitos que possas ter...

Por um acidente que tive aquando da epoca de exames nacionais de acesso ao ensino superior só pude concorrer na 2ª fase na altura, onde para a universidade que apenas tinha a convicçao ser a melhor para mim, já não existiam vagas para o meu curso de eleição e que ia de encontro às minhas ambições e gosto pessoal: Eng. Civil. Em vez de ficar no secundario, preferi ainda assim ingressar logo no IST (sempre faria algumas cadeiras que me dessem equivalências no ano seguinte em Civil...). Pois bem, haviam 4 vagas para Eng. Informática e foi o que fiz, entrei. Fiz lá Análise I, II e Algebra enquanto que as restantes Análises III e IV já as fiz em civil, ...com o MESMO sucesso! Haviam diferenças sobretudo a quem ia aos testes (cada professor fazia os seus), mas nos exames eram cadeiras em que se juntavam todos os cursos e o nivel de dificuldade era exactamente o mesmo...

A diferença que existe entre electro/informatica e civil é ao nível do 1º e talvez 2º ano onde a exigência de trabalho é bastante diferente (Em informática, no ultimo mes do semestre, sabados e domingos eram todos meus no IST). A partir daí meu amigo...dá-lhe na análise de estruturas, mecânica de meios contínuos, estruturas especiais e fundações, metálicas e mistas...e depois vem cá contar...[:D]

Só no 3ºano de Civil comecei a ter o mesmo ritmo de trabalho que o 1º ano de informática me havido exigido. Mas com gosto e motivação tudo se faz em 5 anos. Em outubro de 2008 discuti a tese e voilá...Já saltei fora!
 
Última edição:
isto das precedencias...

na minha...sem analise 1 nao consegues fazer..

analise 2
calculo financeiro
estatistica 1 e 2
gestao financeira


e na minha faculdade as disciplinas onde chumba mais gente... é a do director...e do sobrinho do director..
 
Gostar do curso em que se está é muito importante.

Eu acho que era incapaz de fazer electro [:D][:D]

exacto e esse tipo de coisas são bastante importantes para o sucesso ou não de cada um. E mais outros factores como eu referi, questões familiares, pessoais, miúdas [que nessa idade dão cabo de nós[;)]], etc...
 
Talvez te sirva o meu exemplo para colocares em duvida alguns (pre)conceitos que possas ter...

Por um acidente que tive aquando da epoca de exames nacionais de acesso ao ensino superior só pude concorrer na 2ª fase na altura, onde para a universidade que apenas tinha a convicçao ser a melhor para mim, já não existiam vagas para o meu curso de eleição e que ia de encontro às minhas ambições e gosto pessoal: Eng. Civil. Em vez de ficar no secundario, preferi ainda assim ingressar logo no IST (sempre faria algumas cadeiras que me dessem equivalências no ano seguinte em Civil...). Pois bem, haviam 4 vagas para Eng. Informática e foi o que fiz, entrei. Fiz lá Análise I, II e Algebra enquanto que as restantes Análises III e IV já as fiz em civil, ...com o MESMO sucesso! Haviam diferenças sobretudo a quem ia aos testes (cada professor fazia os seus), mas nos exames eram cadeiras em que se juntavam todos os cursos e o nivel de dificuldade era exactamente o mesmo...

A diferença que existe entre electro/informatica e civil é ao nível do 1º e talvez 2º ano onde a exigência de trabalho é bastante diferente (Em informática, no ultimo mes do semestre, sabados e domingos eram todos meus no IST). A partir daí meu amigo...dá-lhe na análise de estruturas, mecânica de meios contínuos, estruturas especiais e fundações, metálicas e mistas...e depois vem cá contar...[:D]

Só no 3ºano de Civil comecei a ter o mesmo ritmo de trabalho que o 1º ano de informática me havido exigido. Mas com gosto e motivação tudo se faz em 5 anos. Em outubro de 2008 discuti a tese e voilá...Já saltei fora!

mas o que eu escrevi em cima foi no sentido do que tu escreveste neste post.
Esse meu amigo, por exemplo, no 2º ano de electro teve um problema de saude +- sério que não ajudou nada numa época de exames, e depois com os primeiros chumbos foi por água a baixo. No que falas em relação à comparação de curso, eu acho que só pode comparar cadeiras de análises matemáticas, análises numéricas, algebras, estatística, que são as dos 2 primeiros anos, e nessas eu sei bem que são bem mais acessiveis em civil aqui na FEUP. Os próprios tipos de civil me diziam isso. Mas deve ser natural, porque nas cadeiras que terão nos últimos anos, não precisaram tanto como noutros cursos...
 
Ainda tens esse estudo?

Não existem estudos desses (a não ser que seja uma notícia de correio da manhã ou assim...) .

Os únicos estudos sérios são as avaliações oficiais ao ensino superior e nesses estudos nunca são elaborados rankings de faculdades ou de dificuldade.

E mecânica nem é mais nem menos do que os outros é igual. Nenhum curso tirado numa universidade decente é fácil. Mas tb não são impossíveis de fazer ou para sobredotados (caso contrário não existiriam tantos engºs mecânicos da feup por aí, penso que de Gaia para cima não há uma única chafarica que não tenha lá 1 a trabalhar! [:D])
 
Pessoal, estou a desenterrar este tópico pois tenho uma dúvida à cerca de exames de faculdade.

Quando discordamos da correção de um professor e da nota que ele nos deu, que base legal é que temos para nos defender?

Dá para solicitar uma fotocópia do exame? Pedir a outro professor para corrigir? Como é que isso funciona? (à parte de ficarmos completamente queimados com aquele professor.. LOL)
 
Pessoal, estou a desenterrar este tópico pois tenho uma dúvida à cerca de exames de faculdade.

Quando discordamos da correção de um professor e da nota que ele nos deu, que base legal é que temos para nos defender?

Dá para solicitar uma fotocópia do exame? Pedir a outro professor para corrigir? Como é que isso funciona? (à parte de ficarmos completamente queimados com aquele professor.. LOL)

O teu exame vai a aprovação de um juri composto por outros professores da disciplina.
Aconteceu com um amigo meu, que o professor dele chumbou-o com qualquer coisa que ele considerava estar certa, foi a juizo com os outros professores (neste caso a cadeira era Contabilidade Financeira I) e o meu professor contrapôs contra o dele e o meu colega fez a cadeira [;)]
 
Pode-se dizer que sim...

É uma mudança de hábitos de estudo, entre outras coisas, que podem influenciar a prestação.

Comigo foi mais no 2º ano...


PS: Mas olha que isso pode ser um sinal que não "dás" para ess curso [;)]

Foi o que me aconteceu....Engenharia Electrotécnica.

Bem dita a hora em que decidi pôr um termo aos estudos no ensino superior .
 
E não criou atritos?

Não, o meu professor era "velha raposa" na minha instituição, grande palmarés e histórico, retirou-se no ano passado, e disse na minha turma que sempre que seja solicitado depor como júri e se o aluno tiver de facto razão, contrapõe contra o colega sem problema nenhum. O outro professor que reprovou o meu colega, era bem mais novo e sempre foi conhecido por ser "pouco amigo" na altura das correcções, não era (é) muito querido pelos alunos.
As coisas têm que ser feitas assim, com profissionalismo. Se o meu colega não acreditasse que de facto sabia que o que fez estava efectivamente correcto, não tinha arriscado a esse ponto.
 
Pessoal, estou a desenterrar este tópico pois tenho uma dúvida à cerca de exames de faculdade.

Quando discordamos da correção de um professor e da nota que ele nos deu, que base legal é que temos para nos defender?

Dá para solicitar uma fotocópia do exame? Pedir a outro professor para corrigir? Como é que isso funciona? (à parte de ficarmos completamente queimados com aquele professor.. LOL)

É mesmo como o Ricardo disse. No meu segundo ano tive uma professora horrorosa, chumbava toda a gente só porque sim. Na altura do exame estalou o verniz em todas as turmas dela. Marcámos uma reunião com o regente da cadeira e ele ficou parvo com o que ali foi dito e com a falta de profissionalismo dela.

Prometeu-nos que ia averiguar tudo e que quem quisesse ele ia rever os exames por ela corrigidas. E assim foi. Só sei que no ano a seguir foi-lhe atribuida apenas uma turma - a de repetentes a uma hora tardia e com quase ninguém.

Se tens plena consciência do que fizeste e se a correcção não correspondem aos parâmetros mexe-te. Em todo o caso, mesmo que fiques queimado com ele, vais assistir às aulas de outro professor (se conseguires conjugar).
 
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