F1 - 2014

Desde que ficou claro que Montezemolo estava de saída da Ferrari, Fernando Alonso e Marco Mattiacci reuniram-se por diversas vezes para tentar encontrar uma forma de continuarem a trabalhar juntos. Dias depois do GP de Singapura, os dois tiveram nova reunião, em Maranello, na qual o relacionamento entre ambos chegou ao ponto mais baixo. Alonso continuou a exigir garantias de maior competitividade para 2015, exigiu novas contratações para o departamento técnico, mas Mattiacci acabou por lhe dizer, secamente, que quem dirigia a equipa era ele e que o espanhol não tinha nada que fazer exigências, pois tinha um contrato válido com a Ferrari. Alonso enervou-se de forma audível fora da sala de reuniões, e acabou por deixar Maranello furioso, depois duma troca de palavras nada amigável com o seu ainda patrão.

Nos dias seguintes Luís Garcia Abad e Mattiacci estiveram em contacto, ficando cada vez mais claro que ambas as partes preferiam um divórcio no final da temporada a manterem-se juntas por mais dois anos. Ao mesmo tempo, Mattiacci contactou Sebastian Vettel – piloto que não tem gestor de carreira e toma as suas decisões sozinho – avisando-o que tinha um lugar à sua espera e que cabia ao alemão accionar o direito de opção que tinha acordado com a Ferrari, já lá vão três anos, e que estava à sua disposição anualmente. Vettel mostra-se disponível, mas pede alguns dias para decidir.
Já em Suzuka, tudo se passou de forma bastante veloz, para surpresa de todo o paddock.

Quinta-feira à noite: Mattiacci e Garcia Abad chegam finalmente a um acordo de rescisão de contrato entre a Ferrari e Alonso, sem que qualquer das partes tenha de indemnizar a outra. Acertam-se detalhes relativos aos últimos três meses de contrato e Alonso é informado, antes de dormir, que é um piloto livre para 2015. Mattiacci contacta Vettel e pede uma decisão imediata, mas o alemão pede mais 24 horas para decidir. Novo contacto, já noite adentro, leva a um acordo entre as partes.

Sexta-feira de manhã, no circuito: Vettel procura Horner ao pequeno-almoço e pede uma reunião. O líder da Red Bull antecipa a razão, por já suspeitar do que se estava a passar, mas insiste que Marko e Matteschitz também ouçam o alemão. Como o dono da Red Bull está na Europa, a reunião fica marcada para a noite, no hotel. Horner explica a Marko o que se passa, mas este não lhe comunica que já sabe da decisão de Vettel;

Sexta-feira à noite, no hotel do circuito: Horner janta com amigos, toma um café com Martin Brundle e vai ao quarto de Vettel, onde o alemão e Marko já o esperam. Matteschitz é contactado e o tetra-campeão do Mundo explica aos três que decidiu accionar a clausula que lhe permitia sair para a Ferrari – a única que tinha no seu contrato – e que abandonará a Red Bull no final do ano. Depois, no quarto de Horner, o inglês e Marko decidem que será Daniil Kvyat o companheiro de equipa de Ricciardo no próximo ano e Marko comunica essa decisão a Franz Tost.

Sábado de manhã, no circuito: Horner e Marko sentam-se ao lado de Kvyat quando este iniciava o seu pequeno-almoço e comunicam-lhe que vai ser piloto da Red Bull no próximo ano. Minutos mais tarde, a Red Bull comunica oficialmente a saída de Vettel e a promoção de Kvyat da Toro Rosso para a Red Bull Racing. Em todas as entrevistas que dá, Horner faz questão de mencionar a Ferrari como destino de Vettel, mas na Scuderia ninguém confirma qualquer contratação e Alonso também se fecha em copas. Na McLaren, Ron Dennis e Eric Boullier acertam agulhas, pois é o francês que fala directamente com Alonso, enquanto Dennis negoceia com Garcia Abad.

Fonte: Cronologia duma semana agitada para Fernando Alonso - Autosport.pt
 
Só velhos do restelo a "resmungar" [:D]

Todas as soluções de segurança saem caras meus amigos, os rails de segurança ficaram caros na altura que se quiseram usar [:D]
E muita gente na altura bateu o pé por causa do preço dos mesmos[:D]
 
Última edição:
Só velhos do restelo a "resmungar" [:D]

Todas as soluções de segurança saem caras meus amigos, os rails de segurança ficaram caros na altura que se quiseram usar [:D]
E muita gente na altura bateu o pé por causa do preço dos mesmos[:D]

Nada contra, até sou dos que gostava de ver formulas fechados por questões aerodinâmicas.

Mas a F1 tem demasiados entraves técnicos para ser uma verdadeira Formula 1.
 
Boa notícia. Já têm um motor, agora só falta terem um carro. :)

A propósito desta notícia:

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Se é verdade que hierarquicamente o Mattiacci é quem está no topo, também é verdade que as exigências feitas pelo Alonso deviam ser as da própria Scuderia, e a resposta estilo «quem manda aqui sou eu» do italiano não deixa antever nada de bom para o futuro.
Para o Alonso, mesmo que a McLaren fique a perder com a troca da referência Mercedes pela incógnita Honda, ficar onde estava pelo enésimo ano seria mais do mesmo.
 
Há uns anos que o cockpit dos F1 é muito seguro. Na minha opinião não precisa de evoluir muito mais neste capítulo. Temos visto acidentes em que o carro fica completamente desfeito e o piloto nada sofre.
O problema é se baterem violentamente contra um muro, provocando uma redução súbita de velocidade, ou mesmo um caso como o do Bianchi, sofrendo uma forte pancada na cabeça (também uma das causas da morte do Senna!), que são quase impossíveis de controlar, a não ser...que se alterem os circuitos!

Porque é que os pilotos atravessam as chicanes a alta velocidade e vão bater nos muros? não era suposto serem travados?
Não há nada mais eficaz que a gravilha usada?
O Bianchi sai disparado porque no despiste apanha uma zona de alcatrão!
 
Em caso de incêndio (muito mais comum que acidentes graves na zona da cabeça) parece-me que o cockpit fechado poderá ser pior a emenda que o soneto...

Os carros que têm cockpits fechados têm todos uma coisa que os F1 não têm... portas.

A minha ideia é um cockpit tipo caça, com abertura independente. Transparente, para os meninos que não passam sem ver os seus ídolos.

Edit; Em caso de capotamento carregava-se num botão para o cockpit se tornar flexível. Nanotecnologia.
 
Última edição:
Há uns anos que o cockpit dos F1 é muito seguro. Na minha opinião não precisa de evoluir muito mais neste capítulo. Temos visto acidentes em que o carro fica completamente desfeito e o piloto nada sofre.
O problema é se baterem violentamente contra um muro, provocando uma redução súbita de velocidade, ou mesmo um caso como o do Bianchi, sofrendo uma forte pancada na cabeça (também uma das causas da morte do Senna!), que são quase impossíveis de controlar, a não ser...que se alterem os circuitos!

Porque é que os pilotos atravessam as chicanes a alta velocidade e vão bater nos muros? não era suposto serem travados?
Não há nada mais eficaz que a gravilha usada?
O Bianchi sai disparado porque no despiste apanha uma zona de alcatrão!

A morte do Senna foi devido a uma peça que entrou pela zona superior da viseira e perfurou o crânio, no caso do Bianchi foi a brutal desaceleração a que o cérebro foi sujeito, tem a ver onde ele bateu (na zona em aço da máquina) e ali não existiu amortecimento como quando acontece quando existe uma batida onde o capacete não bate em nada ou na melhor das hipóteses bate nas esponjas protectoras do habitáculo.

Em comunicado, a Marussia explicou esta terça-feira que o seu piloto sofreu uma lesão axonal difusa. Trata-se de minúsculas mas lesivas rupturas na matéria branca do tecido cerebral que são causadas não por uma pancada na cabeça, mas por uma desaceleração súbita do corpo que leva a uma movimentação e a um impacto do cérebro nas paredes do próprio crânio.

Estas rupturas interrompem o fluxo de informação entre os neurónios, levam à morte um grande número de células cerebrais e conduzem a um estado de coma que é irreversível em grande parte das vezes. As vítimas que recuperam a consciência podem sofrer sequelas profundas, embora o nível de gravidade varie de caso para caso.
 
Em caso de incêndio (muito mais comum que acidentes graves na zona da cabeça) parece-me que o cockpit fechado poderá ser pior a emenda que o soneto...

Os carros que têm cockpits fechados têm todos uma coisa que os F1 não têm... portas.

Vistas bem as coisas, hoje em dia os carro quase têm cockpit fechado, quantas vezes não vemos os pilotos da Mercedes a tirar a parte superior do cockpit para poderem sair do carro?
 
Irony:
Olhem uma coisa, e se os monolugares começassem a ter guarda lamas para não levantar tanta agua como aconteceu no Japão?
É mais comum haver chuva com consequências de vários acidentes possivelmente graves, do que acidentes em que uma protecção da cabeça do condutor.
Daqui a pouco temos LMP1

Os LMP1 em "sprints" de F1, se calhar não era mau de se ver! :D
 
Eu vou mostrar o que a F1 havia de ser para mim;

Cockpits fechados, máxima segurança nos carros e circuitos. Circuitos velozes, motores V12 a hidrogénio, 400 km/h, 20000 rpm. Aerodinâmica limpa mas adaptativa para proporcionar downforce a alta velocidade, ajudas electrónicas inexistentes. Nada de DRS ou kers! Pneus de máxima eficácia. Qualificação liberal. E etc... por aí a fora.

O que certos tipos não enxergam é que se a F1 atingisse uma segurança perto da perfeição não era preciso castrar tanto a performance dos carros e o potencial de espectacularidade aumentava substancialmente.
 
A morte do Senna foi devido a uma peça que entrou pela zona superior da viseira e perfurou o crânio, no caso do Bianchi foi a brutal desaceleração a que o cérebro foi sujeito, tem a ver onde ele bateu (na zona em aço da máquina) e ali não existiu amortecimento como quando acontece quando existe uma batida onde o capacete não bate em nada ou na melhor das hipóteses bate nas esponjas protectoras do habitáculo.

Certo, mas segundo consta também levou com um dos pneus na cabeça, além da redução súbita de velocidade na batida.
Não sou médico, por isso não posso afirmar com precisão, mas lembro-me de ler e ouvir que qualquer uma das três situações era o suficiente para causar a morte.
Mas entretanto passaram-se 20 anos...
 
Eu vou mostrar o que a F1 havia de ser para mim;

Cockpits fechados, máxima segurança nos carros e circuitos. Circuitos velozes, motores V12 a hidrogénio, 400 km/h, 20000 rpm. Aerodinâmica limpa mas adaptativa para proporcionar downforce a alta velocidade, ajudas electrónicas inexistentes. Nada de DRS ou kers! Pneus de máxima eficácia. Qualificação liberal. E etc... por aí a fora.

O que certos tipos não enxergam é que se a F1 atingisse uma segurança perto da perfeição não era preciso castrar tanto a performance dos carros e o potencial de espectacularidade aumentava substancialmente.

Certo, vamos em frente!

... agora só falta é arranjar patrocínio de todos os "petroleiros" do planeta para conjugar isso tudo [:D] $$$$$$$$
 
Certo, vamos em frente!

... agora só falta é arranjar patrocínio de todos os "petroleiros" do planeta para conjugar isso tudo [:D] $$$$$$$$

Se calhar basta deixar entrar outra vez as tabaqueiras. Os orçamentos eram capazes de aumentar de imediato 30% ou 40%
Se eles fizessem esses upgrades podia meter também airbags e retirar todas as ajudar á condução.
 
A evolução em segurança a ser feita seria imediatamente nos circuitos e nos equipamentos usados nos mesmos.

Os carros a meu ver são seguros QB é preciso é começar a controlar as variáveis externas.

Para mim a Formula 1 teria de mudar muito para ser uma categoria de topo, ao invés do que é hoje, castrada para ser melhor do que a que está imediatamente abaixo.

Passava por tentar encontrar soluções técnicas que se pudessem 'transportar' para carros de estrada.

A obrigatoriedade de usar motores de produção por exemplo.
 
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